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Posts na categoria "Marrocos"

Marrocos Histórico

12 de dezembro de 2019 0

A história do Marrocos está intimamente conectada com os acontecimentos da Europa e do Oriente Médio.
Assim como Istambul e a chave de conexão entre Europa e Ásia, o Marrocos marca a interseção da Europa com a África, tendo o estreito de Gibraltar a apenas 13km, menos do que a ponte Rio-Niterói.


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 Por ter um litoral que é banhado por dois oceanos , Mediterrâneo e Atlântico, o país foi um entreposto comercial fenício, os primeiros grandes comerciantes do Mediterrâneo.

Se fossem subtraídas as palavras místico, exótico ou mágico seria difícil descrever o país.

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Tânger é a porta de entrada do país , uma cidade com status internacional que serviu de cenário para acontecimentos que interligam Espanha , França e Inglaterra. A Guerra Civil Espanhola é retratada na cidade no seriado baseado no livro “O Tempo entre Costuras”

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Marrocos , desvendando passeios e roubadas

15 de novembro de 2015 3

O Marrocos encarna todos os estereótipos da cultura muçulmana que o ocidental traz consigo, mas é muito mais do que isto, é um país africano e eminentemente berbere. Apesar de estar no hemisfério ocidental é uma civilização oriental e mística , repleta de superstições e tradições milenares que são mantidas e guardadas sob o véu da modernidade.  Seja pelas paisagens, arquitetura ou gastronomia e cultura sempre encontramos nossas referências e criamos aqui uma nova história em cada visita, e olha que já foram três grupos nos últimos cinco anos. A época mais indicada para fugir do calor do verão vai de setembro e abril, em outubro a temperatura é amena e é estação de romãs e laranjas! Curtam um pouquinho do o nosso vivenciou por lá.    IMG_0698

Casablanca

É diferente de todas as outras, uma cidade nova, grande e desenvolvida pelos franceses no século XX. Mais moderna e cosmopolita só vale uma passada para ver a Mesquita Hassan II à beira mar. Não precisa passar por aqui se não for escala de voo, pois o país tem muitos outros pontos que valem uma parada.

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Chefchaouen

Meio fora do circuito mais básico mas um lugar mágico e encantador.

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Uma cidade toda azul onde os moradores vivem e se veste de forma peculiar. Em volta terras aráveis com produção de cortiça e influencia espanhola , pois era parte do protetorado deste pais no inicio do século XX. É muito conhecida pelo comercio de haxixe, e por isto atrai a juventude europeia. Mas para além de tudo conserva um ambiente quase surreal , com o povo todo vestido em djelabas com capuz ,  um paraíso para fotógrafos em busca de cores e imagens genuínas. 

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Se começar o tour por Tanger fica no caminho para Fez!

Meknes

Uma capital criada nos moldes de Versailles no século XVII,  tem as muralhas maiores e bem conservadas do pais. Guarda uma atmosfera encantadora em seus muitos portões ou babs e merece uma visita mais demorada ao final da tarde , quando a luz tinge o ambiente de um tom âmbar.

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O mausoléu de Moulay Ismail , seu fundador é um dos lugares que valem a visita, no mais é passear pela medina e pelas muralhas.

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Volubilis

O mais remoto sítio romano  do norte da África conta a historia de Juba e Cleópatra Selene , filha da famosa Cleópatra egípcia. Aqui o casal governou em nome de Roma e construiu uma cidade com toda a infraestrutura característica. É um sitio pequeno mas cênico , com mosaicos da época , alguns prédios em ruinas e um arco muito bem conservado . Para quem gosta do assunto , uma visita rápida e interessante, que esta no caminho.

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Fez

A mais tradicional e antiga das cidade marroquinas. As medinas , que são as cidades medievais, guardam uma vitrine de séculos atrás.Esta denominação faz referência  a cidade do profeta Maomé, o fundador do Islã,

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A mais antiga e gigantesca é a de Fez , e até por ser mais genuína e não tão turística assusta um pouco os iniciantes pelo excesso de aromas e ruelas escuras.

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Gosto muito de Fez e reparei que a cidade melhorou a oferta de bons lugares para hospedagem e principalmente restaurantes modernos e mais ocidentalizados, onde se pode encontrar muito mais do que tajine e cuscous. Mas para que esta com o tempo apertado, pode pular Fez e fazer Marrakesh e o deserto.

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Deserto de Merzouga

A pergunta que não quer calar é: por que teríamos que viajar mais de 500km para o interior para irmos a Merzouga se o deserto começa bem antes. Pois então, o deserto do Saara é formado em grande parte por montanhas de pedra, a paisagem mais emblemática de dunas alaranjadas fica quase na fronteria com a Argelia, por isto a necessidade desta viagem.

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Mas vale cada quilometro rodado. Aqui esta a experiência mais impactante do percurso , a possibilidade de perambular de camelo pelas dunas de Erg Chebbi e passar a noite em tendas no deserto.

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Claro que é turístico , mas é envolvente e lindo demais. Desde a chegada em caminhonetes 4×4 , o passeio em cáfilas ate a duna mais alta para apreciar o por do sol mais lindo de toda sua vida até a chegada no acampamento com musica e fogueira.

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Tudo orquestrado e organizado para gostos mais exigentes, regado ao gostoso vinho rosé de Meknes. A noite a chuva de estrelas cadentes prefacia um sono tranquilo em em jaimas equipadas com agua corrente e camas com dossel.Acordar para ver o nascer do sol nas dunas é só um complemento para quem ficou arrebatado pela paisagem e não quer perder nenhum instante, o café da manha é preparado no melhor estilo berber.

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Existem alguns hotéis que ficam na beira das dunas e podem oferecer um belo visual para quem não quer passar a noite em tendas , mas eu não trocaria esta experiência por nada !

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Gargantas de Todra e Ouarzazate

O caminho entre o deserto e Marrakesh é uma das estradas mais interessantes que eu já passei, por isto aconselho a fazer um pit stop em Ouarzazate que é o polo cinematográfico do Marrocos , onde já foram rodados centenas de filmes que acreditamos terem sido feitos no Egito , Tibet e Sibéria , além  de eras remotas do passado.

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A cidade  é interessante com alguns atrativos imperdíveis e hotéis bons , desde luxuosos ate bem econômicos. Mas antes uma passada pelas Gargantas de Todra não pode faltar. Demais , as imagens falam mais do que as palavras.

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Em Ouarzazate a Kasbah de Ait Ben Haddou já foi cenário de Gladiador, Ultima Paixão de Cristo e mais recentemente Game of Thrones. É uma cidadela/fortaleza de barro onde o tempo parou e as pessoas vivem como no tempo das caravanas que faziam aqui suas paradas em trajetos de Tombouktou até Marrakesh.   

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Marrakesh

É a epitome da viagem , um destino mais sofisticado e meca de hippies nos anos 60. Para alcança-la é interessante esta adaptação , a compreensão de sua essência é a entrada no mundo das mil e uma noites que o deserto nos oferece.

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Marrakesh pode parecer simples e turística , mas tem camadas profundas de história e tradição, cujo ponto de referencia é sempre o minarete da mesquita Koutoubia.

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Dividida entre a medina e a cidade nova , construída pelos franceses , é segura e mais simples de ser compreendida e dominada.   A Praça Djemaa el Fna é uma verdadeira orgia sensorial , onde tudo converge ao cair da noite. Lá encontramos desde barraquinhas de comida até contadores de historias, muita música , artistas de rua, encantadores de serpente , tatuadores de henna e uma miríade de personagens da vida quotidiana. O espetáculo é de graça , basta escancarar os sentidos e deixar-se envolver. Os cafés no entorno oferecem camarotes para admirar o cair do sol atrás da Koutoubia.

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Pontos turísticos? Poucos , a cidade é por si só um grande atrativo em suas cores ,  mercados, tapetes e muitos aromas. Eu não deixaria de ir ao Jardin Majorelle , morada de YSL por aqui , ambiente e cores para relaxar a alma. No mais é se deixar perder na medina e curtir um fim de tarde num romântico passeio pelas de caleche pelas muralhas.  

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Oasis de la Pause

Para quem não tem tempo mesmo de ir ate o deserto de dunas, uma super opção para sentir o  clima nas proximidades de Marrakesh é o Oasis de la Pause.

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La se pode curtir um happy hour romântico ou divertido com um grupo de amigos, ver o sol se por em grande estilo e até passar a noite em tendas, fazer passeios a cavalo e ter uma experiência de uma noite mais próxima as estrelas.

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Se você gostou deste post visite nosso site www.viajandocomarte.com.br e saiba mais sobre os próximos grupos e roteiros personalizados.

Marrocos, os sabores do deserto

28 de setembro de 2015 1

 O  Marrocos historicamente exportou  uma imagem algo entre exótico e encantador, atraente e sedutor. Atualmente – exceto por Aladim – tudo mais permanece como antes. Assim como em suas lendas, o Marrocos permanece mágico e tem em sua cidade mais emblemática,  Marrakech,  um contraste de rusticidade e luxo que imprime charme e a autenticidade suficientes para habitar a lista das mais desejadas de qualquer viajante. Visitar esta cidade é viver um sonho oriental, colorido em vermelho e rosa, recheado de sensações olfativas instigantes e experiências gastronômicas inesquecíveis.

A requintada culinária marroquina é pródiga na combinação de sabores: legumes e frutos secos, especiarias perfumadas, carnes soberbamente condimentadas, peixes e mariscos delicadamente preparados… Cabe aqui a máxima de Fernando pessoa “Primeiro estranha-se, depois entranha-se

Uma refeição típica marroquina começa com uma salada à base de pepino, tomate e pimentões ou uma sopa rica de carne, legumes e grãos (a Harira). Segue-se normalmente um Tajine, cozido de carnes com legumes, azeitonas e tomate, cozido e servido num recipiente de barro com o mesmo nome, com 1001 variações e acompanhado de Cuscuz, farinha de sémola cozida no vapor.

Verdade seja dita, o incensado Cuscuz marroquino come-se muito melhor no Maní , em São Paulo , do que in loco! Por lá o prato funciona como um acompanhamento e muitas vezes é pouco saboroso.

A experiência mais envolvente no país é sem dúvida passar uma noite no deserto, num acampamento bérbere sob as estrelas. Dunas que se movem ao sabor dos ventos, camelos que nos levam em direção a um horizonte difuso onde único contraste é o azul profundo dos turbantes tuaregs. A comunhão com a natureza é total, a imensidão do cenário escapa à nossa capacidade  de síntese e gera um sentimento de plenitude.

 

Depois de duas horas em lombo de camelo chegamos ao nosso ” bivouac” que é como são chamados estes alojamentos no deserto, fomos recebidos por músicos Gnowa cuja música tem um quê de hipnotizante, uma forte percussão.

Nestas andanças pelo Marrocos tive o privilégio de experienciar dois tipos de acampamentos bem diferentes no deserto de Erg Chebbi. A primeira vez a estadia foi num bivouac grande e distante duas horas em lombo de camelo  da civilização, disposto em círculo com tendas simples mas com colchões e roupas de cama limpas. Estávamos sozinhas com os funcionários do local e nosso guia. Curtimos uma noite silenciosa à luz da fogueira e da lua , longe de qualquer sinal de civilização. Quase irreal, mas sem nenhum conforto moderno. O banheiro ficava à cinquenta metros numa tenda única com água de galão , sem lanterna,  era quase como procurar agulha no palheiro!

Na segunda viagem, nosso bivouac era luxuoso, cada tenda oferecia instalações sanitárias, camas com dossel e luz elétrica! Ficava as margens do deserto onde pode-se chegar em caminhonetes 4×4. Nos serviram jantar em mesas postas, ofereceram um grupo musical que deu o tom da noite e o café da manhã foi digno de um pachá.

O Marrocos é bérbere e árabe, muçulmano e africano, secular e misterioso, enfim, uma mistura perfeita para um roteiro exótico e renovador.

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Marrocos com Arte - Viagem em outubro de 2015

12 de setembro de 2015 4

O Marrocos foi talhado para os viajantes mais exigentes. Paisagens líricas de montanhas cobertas de florestas, o deserto mais árido que nos transporta para os antigos caravansarais, onde os viajantes faziam um pausa na sua longa jornada. Tudo é poesia nesta civilização milenar de Berberes e Tuaregs, onde vamos nos aprofundarem aventuras e descobrir os segredos de sua cultura e gastronomia.

Partindo da costa colorida de Casablanca, após conhecer a impressionante mesquita Hassan II, à beira mar, entraremos nos oásis das montanhas Atlas. Rios verdes de tamareiras correm por entre as dunas do deserto, até chegar a Marrakesh, a epítome de todos os nossos sonhos sobre o país.

Para os amantes da fotografia, andar pelas ruas movimentadas das medinas é como estar dentro da National Geographic: as vestimentas tradicionais estão presentes no quotidiano marroquino até os dias de hoje.

A mística cidade azul de Chefchaouen, a Imperial Fez com sua medina milenar, as cenográficas ruínas romanas de Volubilis e uma noite sob as estrelas no deserto de Erg Chebbi. Não poupamos imaginação para proporcionar experiências marcantes nesta jornada. Embarque conosco. Será inesquecível.

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Marrocos - 2015

 

Jardim Majorelle - o oásis de YSL em Marrakech

27 de julho de 2015 1

“Faz muitos anos que encontro no Jardim Majorelle uma fonte inesgotável de inspiração e seguidamente sonho com suas cores que são únicas”

                                                           Yves Saint Laurent

 

Este é um dos pontos altos da viagem para o Marrocos que faremos em outubro, um roteiro detalhadamente escolhido para encantar com a diversidade deste país único. 

 Para saber mais sobre o roteiro de outubro clique aqui :

http://cdn.wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/files/2015/04/RoteiroMarrocosA4.pdf

Ou entre em contato pelo fone (51) 3025.2626

Para quem conhece um pouco do Marrocos, esta imagem pode lembrar Chefchaouen, a cidade azul do Riff , norte do país. Ou mesmo o colorido mexicano de Frida Kahlo e Diego Rivera. Mas este belo cenário é um oásis em meio a turbulenta Marrakech.

Estando em Marrakech, uma cidade quase monocromática em tons de vermelho e ocre , é um deleite ainda maior a visita ao colorido Jardim Majorelle.

Visitando a Exposição de YSL no Petit Palais em Paris em 2013, me emocionei quando assisti a um video onde Pierre Bergé falava que as  coleções eram gestadas aqui nestes jardins onde ele e Yves passavam grandes temporadas, depois de tudo criado no imaginário é que iam para Europa executar.  Agora o deleite pode ser maior com o filme, “O Louco Amor de Yves Saint Laurent” que trata da vida deste homem genial e sua vida amorosa e mente perturbada, pela ótica de seu companheiro e emprésário por 50 anos. Adorei as imagens que mostram a casa do casal no Jardim Majorelle, com todos os objetos artísticos adquiridos durante a turbulenta estada no Marrocos, numa época em que o país era destino de artistas e pessoas em busca de emoções e inspiração.

O filme tem um arquivo de imagens rico , misturado  cenas  recentes, como a de seu velório e a do “leilão do século”, em que Bergé vendeu a vasta coleção de arte que ele e YSL montaram ao longo de meio século. O tom do documentário é de profunda melancolia, com longas e lentas panorâmicas dos lugares onde o casal viveu. 

YVES SAINT LAURENT, MARRAKECH, MOROCCO, 10TH APRIL 1969

Patrick Lichfield

Foi neste local que o famoso costureiro e colecionador de arte, Yves Saint Laurent, pediu para ter suas cinzas espalhadas após sua morte em 2008. YSL Pierre Bergé, adquiriram esta propriedade em 1980 e restauraram em todo seu explendor, criado por Jacques Majorelle em 1924.

Mausoléu de Yves Saint Laurent

Filho de um expoente da Art Nouveau da Escola de Nancy, Louis MajorelleJacques Majorelle foi pintor de aquarelas, apaixonado pelo mundo árabe. Chegou à Marrakech em busca da cura para uma tuberculose e da mística oriental, em 1919. Comprou um grande terreno, quase dentro da medina da cidade, e começou uma coleção de plantas que compreendia exemplares dos cinco continentes, com grande ênfase nos cactus.

 

O jogo de cores é arriscado mas encantador! Os pássaros parece que foram hipnotizados pelos tons fortes de amarelo e azul cobalto, conhecido como azul majorelle, e fazem um coro como música de fundo.

 

 

Mesmo já tendo visitado algumas vezes o jardim, que fica no coração da Nouvelle Ville de Marrakech, é um local de paz e frescor que não me canso de admirar. Uma ótima pedida é almoçar na cafeteria que tem sucos de laranja com romã e abacaxi como especialidade. Os sanduíches também são muito gostosos, ainda mais para quem já está no país há alguns dias e ávido para mudar o cardápio.

Nos dias de verão,  lufadas de vapor d’água são liberados a cada cinco minutos , tornando o ambiente super agradável

Mas a melhor parte da história começa quando Yves Saint Laurent,  natural da Argélia, vai para Paris estudar alta costura e é contratado por Christian Dior como assistente. Em 1960 volta para seu país para servir na guerra e no retorno funda sua própria grife. Inspirado em artistas como Mondrian , Picasso , Matisse e Delacroix cria moda que vai vestir mulheres marcantes.

Uma máxima de Bergé :

 Chanell libertou as mulheres, Saint Laurent lhes deu poder

Em 1980 os companheiros adquirem a propriedade, praticamente em ruínas. Reformam e mantém uma parte já  aberta ao público desde 1947.  Pelas frestas dos bambus pode-se vislumbrar a belíssima moradia. Na livraria, ao lado do café, encontrei um exemplar com fotos do interior da casa, indescritível pela arquitetura mas principalmente pelas obras de arte.

Apresentação roteiro "Marrocos com Arte" - confirme presença 3025.2626

29 de junho de 2015 2

A marrocos

"Marrocos com Arte" na Revista Claudia de abril 2012, por Martha Medeiros

16 de abril de 2012 4


 

 

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Chefchaouen - a cidade azul do Marrocos

01 de março de 2012 0

Chegamos em Chefchaouen, depois de um longo roteiro no Marrocos. Era um final de tarde e estávamos vindo da antiga cidade  romana de Volubilis. Nosso hotel era muito lindinho, super típico, ficava no alto de uma montanha com uma vista maravilhosa da pequena cidade azul.  Poucos  se aventuraram  por  suas ruelas à noite, então saímos em petit comitê com  Ali, nosso guia.

Ver a cidade à noite foi uma experiência muito interessante, a luminosidade, as ruelas desertas deram um certo clima de mistério.  Ali nos deu duas opções de bons restaurantes no centrinho de Chefchaouen, um servia  vinho e cerveja e o outro nada de bebidas alcoólicas, e vocês já imaginam qual foi a nossa escolha não?

Um curiosidade sobre Chefchaouen, ela é a capital mundial do haxixe. Esse é um dos motivos pelo grande movimento de jovens espanhóis.

 

Amanheceu um dia ensolarado perfeito para explorarmos a cidade. Tudo é muito genuíno, a cidade pequena propicia um contato muito próximo entre turistas e moradores. Além disto é um local que abriga muitos estrangeiros que largaram suas origens pelo exotismo e calor marroquino, criando uma comunidade multicultural com opções interessantes!

 

Chaouen, como é chamada pelos espanhóis, é muito autêntica, o que me surpreendeu, pois como fica mais  próxima do estreito que separa a África do continente europeu, eu imaginava que a influência européia se faria sentir com maior intensidade, mas ao contrário, a vida da cidade segue tranqüila , indiferente aos turistas barulhentos com suas câmeras fotográficas.

 

 Adoramos a indumentária típica da região , o jlaba , espécie de caftan com capuz só vimos por aqui! Parecem duendes os velhinhos que vagueiam pelas ruas da cidade.

 

 Saímos de Chefchaouen costeando as montanhas do Rif em direção a Tanger onde pegamos o ferry para cruzar o estreito de Gibraltar.

  

  

Última visão do continente africano…..

Em em solo espanhol, rumo a Andaluzia que guarda o herança moura de 700 anos de dominação!

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Esse papo já tá qualquer coisa....

28 de agosto de 2011 4

 

Foi com este por do sol e cantando Caetano Veloso que chegamos em Marrakesh pela auto estrada vindos de Casablanca, com  o espirito aberto e pleno de expectativas pois só o nome de Marrakesh evoca mil imagens deste mundo exótico e misterioso.

 

 

Chegamos no Hotel e só deu tempo para um banho e “tout suite” saimos para o nosso jantar de boas vindas no restaurante Dar Moha, que eu super recomendo, o menu degustação é simplesmente uma festa de Babete ou seja uma celebração  aos sentidos, sentamos no jardim, pois a noite estava perfeita, estrelada.

 

 

 

Eu ainda quero escrever sobre a dimensão do tempo quando a gente viaja, é incrivel, mas depois de um diazinho em Marrakesh a impressão que tenho é que já estamos aqui há uma semana!!!! Tudo é novo e intenso. Nosso dia foi cheio, saimos do hotel para conhecer as principais atrações como a famosa mesquita Kotoubia, cujo minarete é simbolo da cidade e pode ser vista de quase todos os lugares.

 

 

Visitamos também o Palais Bahia, que foi propriedade de um importante vizir de Marrakesh e depois se tornou sede do protetorado francês no inicio do século XX.

Uma das coisas mais marcantes de Marrakesh é o seu ” souk” ou mercado, que fica no coração histórico da cidade, são ruelas labirinticas onde eu não aconselho ninguém a entrar sem guia, não que represente qualquer perigo, mas porque é impossível voltar ao mesmo lugar, são centenas de pequenos negócios que vendem desde tapetes, lenços, babouches até frutas, verduras, cabeças de carneiro, um lugar que é um retrato de uma cultura.

 

Fechamos o dia com chave de ouro na famosa Praça Djeema el-Fna que é um espetáculo único no mundo , eles montam pequenos restaurantes no centro da praça e é o lugar onde estão os encantadores de serpentes, os contadores de estórias, bailarinos, enfim é o coração pulsante de Marrakesh.


E a nossa longa jornada terminou com este espetáculo da lua nascendo na praça….

Salam Aleikum!!!!!!!

Um templo para os sentidos: Dar Yacout.

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Eleger um restaurante em Marrakech é uma das escolhas mais difíceis de um roteiro no Marrocos . Existem muitos lugares excelentes com culinária marroquino-francesa e mais ainda, ambientes charmosos e instigantes. Mas uma unanimidade é o Dar Yacout, um prédio de três andares em meio a Medina que oferece um ambiente onde o exotismo e a boa culinária são dosados de forma irrepreensível. Apesar de não estar numa parte muito recomendada da cidade, pode-se pegar um táxi e descer na porta, no nosso caso foi com mais emoção! Esta dica nos foi dada pela Cyr Livonius, o que já é uma ótima referência.

 

 

Na chegada a indicação é subir  para o terraço que ao final da tarde oferece um belo visual da Medina , lá são servidos driks ao som de músicos que dão o clima. Se for no horário da última oração , tanto melhor, pois o chamamento do Iman é o som mais inspirador do mundo árabe.

 

 

O cardápio não varia muito , gira em torno dos tajines e couscus, mas as entradas são um festival de gastronomia e cor. Difícil é escolher entre provar de tudo e depois não ter muito espaço para o prato principal., ou resistir a este festival de sensações e ficar somente no olhar.

 

 

Vale a pena reservar um grande espaço para a sobremesa , um massa leve com calda de leite de amêndoas. Manjar dos deuses.

 

 

Mas em se tratando de olhar o banquete é completo. A luz sempre indireta, ou insuficiente para os nossos conterrâneos mais intensos, torna o clima sensual e místico. As cores em tons terrosos instigam os sentidos. Lanternas de todos os tipos levam nosso olhar a se perder pelos ambientes com decorações intimistas. Mas o olfato e a audição não são esquecidos,  a água corrente faz o fundo musical  e o temperos completam o clima.

Um templo de perdição sensorial!