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Posts na categoria "México"

Artesanato, espelho da riqueza cultural do México

13 de junho de 2018 1

Voltei do México meio Frida Kahlo. Eu , que sempre fui básica e equilibrada , só quero me vestir de amarelos e azuis berrantes, quero pintar a casa de cor de rosa e vermelho e decorar com todos os badulaque que eu trouxe , juntos!

Não é brincadeira não , a gente volta com a cabeça chacoalhada e com a certeza de que nunca soube combinar cores! Sempre ousou pouco! É uma mistura de sensações , materiais e texturas que mexe com todos os sentidos, aguça paladares e olfato.

Até a comida segue o arco íris espalhado pelo país! Não apetece muito , mas que é fotogênico , é!

cartonería é uma técnica utilizada para a elaboração de piñatas e judas,  consiste em um modelado de papel. Várias festividades usam estes “bonecos” de papel como decoração. Os alebrijes são uma variação da cartonería, sempre animais imaginários de cores vibrantes. Sua origem se encontra na Cidade do México,  e seu criador, Pedro Linares López, conta que , muito doente,  sonhou que estava em um bosque onde viu estes seres que o acompanhavam em seu caminho de regresso à  conciência  gritando:  “Alebrijes”. Vimos uma exposição de alebrijes gigantes no Zócalo!

Curtimos muito o colorido , mas sentimos imensamente não estarmos no país na semana da Festa do Mortos, dia 2 de novembro. Pudemos admirar alguns elementos usados nas comemorações, principalmente seu personagem principal , Catrina. Este ano ainda dá tempo para aproveitar o dia de finados por lá!

La Catrina de los toletes é a representação humorística do esqueleto de uma dama da alta sociedade. É uma das figuras mais populares da Festa do dia dos mortos. A palavra catrina é a variante feminina da palabra catrín, que significa dândi em espanhol. O personagem se caracteriza como um esqueleto de mulher usando um chapéu, um distintivo da elite do início do século XX e tem uma função  lembrar que as diferenças sociais não significam nada, diante da morte.

As origens da Catrina remontam às festas dos mortos pré-colombianas. Seu nome vem de La Calavera de la Catrina gravura do mexicano José Guadalupe Posada (1852-1913), água-forte  que faz parte de uma série de “Calaveras”(caveiras).

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 La Calavera de la Catrina

 O Dia dos Mortos é uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos, para as crianças fazem caveirinhas de açúcar.

Casa com varanda decorada em Coyacán

Bonequinhas de pano , tipo aquelas usadas nas cerimônias de vudu, abundam. As meninas vendem nas áreas turísticas , normalmente vestidas com trajes típicos. Mas nem tente fotografá-las sem pedir permissão, e prepare-se para sonoros nãos!

Outro elemento central no folclore mexicano são as árvores da vida. Segundo a Bíblia, a Árvore da Vida é uma das duas árvores especiais que Deus colocou no centro do jardim chamado Éden. A outra é a “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal“, de cujo fruto, Eva, e depois Adão, acabaram por comer por influência de uma serpente. A versão mexicana é colorida e muito abundante em dádivas, algumas são enormes e enlouquecem quem aprecia a cerâmica.

As flores de papel colorido são usadas em todas as decorações e aparecem em infinitas versões. Nesta época muitas roxas e laranjas, nas celebrações fúnebres.

Panos e mais panos, bordados, tramados ou pintados, a escolha é sua! O que importa é misturar tudo e ver o resultado final.

O mais legal é ver a origem destas estampas exóticas quando visitamos o Museu Antropológico do México no Parque Chapultepec na Cidade do México. O exemplo abaixo faz parte de um dos murais pré-colombianos do museu.

Para uma versão moderna das padronagens mexicanas folclóricas não perca a releitura feita pela designer Pineda Covalin, encontrada em shoppings ou aeroportos mexicanos! Lenços, vestidos e idéia originais sem perder a essência da alma mexicana, um luxo! Uma dica da Alessandra Nunes que adoramos.

Quanto ao sombrero? Não está em alta por lá! Encontramos poucos e sempre em lojas meio duvidosas. Algum mexicano vestindo não vimos nem de binóculo. Tivemos que fazer nossa própria versão.

 Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Um lugar na janela 2 - Martha Medeiros

03 de novembro de 2016 0

“Um lugar na janela 2″ , o novo livro de viagens que Martha Medeiros, convida o leitor a experimentar como é viajar com ela.

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Nós ja tivemos o privilégio de ter a companhia da escritora em quatro roteiros do Viajando com Arte e dois destinos estão nesta edição : México e Tailândia.

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Convidamos para a sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre, no próximo dia 5 de novembro, sábado, às 17h.

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Frida Kahlo no Intituto Ling - Palestra de Clarisse Linhares

02 de abril de 2015 0

Dia 7 de abril , terça-feira , às 19:30h

Ingressos no local

Rua João Caetano 440, Bairro Três Figueiras , Porto Alegre

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Rio Secreto , uma viagem ao inframundo na Riviera Maia

12 de fevereiro de 2015 3

Por Luciano Terra

Um dia desses desci ao inframundo e voltei a nascer para este mundo. Pelo menos na concepção maia.

Em viagem a Riviera Maia descobri um rio secreto (não tão secreto assim nos dias de hoje, porém é assim que o chamam por lá). Este rio secreto possui alguns quilômetros de extensão, entretanto menos de 01 quilômetro está aberto à visitação. Esses menos de 1000 metros já são suficientes para tirar o fôlego.

Após a benção de um sacerdote Maia desci as poucas escadas que ligam a superfície da terra a esse rio encravado nas entranhas do solo mexicano. A partir desse local, poucas alterações foram feitas pelo homem e, após poucos metros, entra-se na escuridão da caverna onde o rio flui como uma artéria que transporta sangue e oxigênio para todo o corpo da terra. Apenas iluminado com a luz de um capacete de mineiro, e pela lanterna da guia, mergulhei no inframundo maia. Segundo eles o mundo sagrado dos mortos, onde entra-se com respeito e lugar de conexão com as outras dimensões paralelas àquela que conhecemos na superfície.

E então, o espetáculo começa a se descortinar a sua volta: uma água totalmente transparente e levemente fria, galerias repletas de estalagmites e estalactites e apenas com a escuridão e o silêncio como testemunhas.

A caminhada de pouco mais de 700 metros intercala momentos por dentro do rio (as vezes raso, outras necessitando nadar) e pela margem deste. Galerias com muitos metros de altura e outros locais onde você tem que se abaixar para conseguir passar e seguir adiante.

O momento mágico ocorre quase no final do trajeto, onde todos são convidados a desligar as luzes e ficar por alguns momentos ouvindo somente o som da natureza. A escuridão é total, e pode até parecer assustadora, porém não é essa a sensação que se tem. Os seus sentidos estão tão conectados com a natureza que apenas consegue-se ficar ouvindo as gotas de água que caem do teto lentamente e sua alma se enche de energia. Uma sensação maravilhosa de pertencimento, de conexão com o todo e, se possível, com outra dimensão.

Ao voltar à superfície, e “renascer, traz-se consigo a força do local e seu corpo volta cheio de energia, realmente como um neném que acaba de vir ao mundo.

Uma experiência que pode não mudar a sua vida, mas que, no mínimo, o faz parar para pensar na força da natureza, do universo e na nossa insignificância perante tudo isso. Somente em sintonia com a nossa natureza poderemos viver em harmonia interior e com os demais ao nosso redor.

Para quem gostou deste post , visite nosso site e descubra outros passeios em grupos especiais ou contrate uma assessoria particular para montar sua própria viagem :)

https://www.viajandocomarte.com.br

Mexico com Arte - Maio de 2015

27 de janeiro de 2015 2

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Um roteiro para exaltar a riqueza cultural e as belezas naturais do Mexico.

Do voo num colorido balão sobre as Pirâmides do Sol e da Lua ao aroma da moderna culinária mexicana em restaurantes superestrelados e descolados. Dos ateliers dos artesãos de Oaxaca até a impressionante história da artista Frida Kahlo e seu companheiro Diego Rivera. Do centro do poder Zapoteca , em Monte Alban, até os sete tons de azul do mar em Playa del Carmen.

Um destino para todos os sentidos.

Veja o Roteiro completo aqui:

http://www.portobrasil.com.br/files/docs/88a466ef1a8ce79add8c7093f84a5604.pdf

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Informações (51) 3025.2626 Porto Brasil Viagens

A casa azul - A perfeita tradução da vida e obra de Frida Kahlo

15 de dezembro de 2014 4

Seguindo nossa programação na Cidade do México, no dia seguinte fomos visitar a mística  La casa azul em Coyoacán, na época uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México e hoje um distrito.

 Na Casa Azul nasceu Frida Kahlo, em 6 de julho de 1907, uma das mais renomadas e talentosas artistas latino americanas,uma curiosidade sobre Frida é que ela sempre declarava que nascera em 1910, o ano de revolução mexicana e sobre isto ela dizia:

“Nasci com a Revolução. É preciso pensar nisso. Foi nesse fogo que eu nasci, levada pelo impulso da revolta até o momento de vir ao mundo… Tive essa sorte: 1910 é a minha data.”

Coyoacán, um bairro hoje já incorporado a grande cidade, mais parece mais uma cidadezinha do interior, aqui o trânsito intenso dá uma trégua, a gente consegue ouvir os passáros, ver muitas árvores e devagarinho começamos a ser indelevelmente envolvidos pela aura de Frida Kahlo.

Já nos muros que cercam a propriedade  vemos as cores das telas de Frida e do artesanato mexicano.

Na entrada referências ao grande amor da vida da artista – Diego Rivera.

La Casa Azul foi o lugar onde Frida Kahlo veio ao mundo, viveu, e deu o seu último suspiro. O prédio que data de 1904, não era uma construção enorme. Hoje a área construida é de 800m2 em uma área de 1200 m2. Diego and Frida encheram a casa com muita cor, arte folclorica e objetos pré hispânicos para demonstrar sua admiração pela cultura e pelo povo mexicano. 

Eu me sentia dentro do filme Frida,ou melhor dentro da vida de Frida, como se fôssemos velhas amigas, e eu estava em completo estado de graça, pois a casa transpira a personalidade da artista, tudo que se vê, os objetos, os móveis, as fotos antigas, tudo me remetia as suas telas e a sua trágica vida que, em muitos momentos ela conseguiu imprimir tanta leveza, seja pelas cores vibrantes ou por sua atitude desafiadora de nunca aceitar os limites de seu corpo prejudicado por uma poliomelite na infância e por um acidente grave na juventude.

O atelier da artista

 O que transparece não só na sua obra, mas naquele espaço que tão indiscretamente invadíamos, era de uma mulher forte, guerreira, que nunca se deixou abater. Uma mulher totalmente a frente de seu tempo, que despertou muitas paixões entre homens e mulheres, André Breton, o polêmico teórico do Surrealismo, não declarou seu amor a Frida?

A cama que foi adaptada com um espelho para seus famosos auto retratos, depois que a artista sofreu o acidente que a prenderia deitada por meses a fio.

 A cozinha, pintada em cores do folclóre mexicano.

A sala da Casa Azul

No fundo, seu coração sempre pertenceu a um único homem – Diego Rivera, a quem ela carinhosamente chamava de  pançon, a quem amou com devoção até o fim.

 Se você é fã de Frida como eu, vale a pena uns minutos na lojinha, tem coisas incríveis pra trazer pra casa…

Foto clássica, Mylene e eu ( reparem na minha cara de abobada, totalmente babona… depois desta visita, eu já podia ir embora do México.

La Casa Azul

Londres 247
Col. del Carmen
Coyoacán
c.p. 04000
Tel. 5554 5999
Fax. 5658 5778
http://www.museofridakahlo.org.mx/

Happy Hour dia 6 de outubro : O México de nossos sonhos

28 de setembro de 2014 2

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Um México profundo e colorido : San Miguel de Allende

24 de setembro de 2014 1

Assim como você , nós também nunca tínhamos pensado em colocar San Miguel de Allende num roteiro do Viajando com Arte , até chegarmos lá e nos apaixonarmos. Na verdade o México é um grande desconhecido por aqui e , tirando Cancún e para os mais antigos Acapulco , a Cidade do México é nossa única referência. Mas as cidade coloniais são encantadoras , coloridas e muito divertidas. O povo mexicano é hospitaleiro e adora os brasileiros, ainda mais quando visitam o interior, não somente as famosas praias do país.

San Miguel de Allende, junto com Querétaro ,  Guanjuato e Oaxaca (entre outras) são cidades coloniais espanholas, mas sua peculiaridade é que foi eleita pelos “gringos” uma cidade de veraneio , os mexicanos chama seus veranistas de “snow birds” , algo como pássaros do inverno. Isto mateve um ar mais preservado e estimulou o artesanato e o cuidado com a preservação do patrimônio histórico. É uma delícia caminhar pelas ladeiras e se perder entre contruções típicas e coloridas.

A cidade é bastante pequena para os padrões mexicanos. Segundo os dados do recenseamento de 2005, o município de Allende tem uma população de cerca 140 000 habitantes, dos quais cerca de 62.000 residem na cidade. A população estrangeira residente em San Miguel de Allende ronda as 12.000 pessoas. Quase todos trabalhando com arte em pequenos ateliers que podem ser visitados e são muito charmosos.

Os mexicanos não gostam de ser fotagrafados

Historicamente San Miguel tem uma relação estreita com a Guerra da Libertação do México , já que seu nome vem de Inácio Allende um herói desta odisséia. A sorte de San Miguel é que ficou esquecida no tempo até o início do século XX e só foi redescoberta por artistas que se mudaram para cá e fundaram um Instituto de Artes onde o muralista David Alfaro Siqueiros foi professor.

Igreja de San Francisco , estilo “gótico mexicano”

Flores de papel . exemplo do colorido artesanato mexicano

Bomba de gasolina antiga no centro de San Miguel

Mas o melhor na cidade é caminhar sem destino, descobrir ruelas, se encantar com o colorido artesanato e ao fim da tarde beber uma tequila num dos tantos bares e restaurantes espalhados pelos terraços e  ruas estreitas. Galerias de arte não faltam para encher o dia, muitos americanos usam a cidade como fonte de inspiração e tem aqui casas para descanso do frio que grassa na América nos meses de janeiro e fevereiro. A temperatura por aqui não chega a ser de calor extremo, mas o frio também não assusta.

Pátio interno de um restaurante local

San Miguel também é conhecida pelas festas populares, quase todas ligadas a algum acontecimento religioso. No mês de novembro acontece uma das maiores e mais coloridas, a festa do Dia dos Mortos, em 2 de Novembro, que para os mexicanos não tem uma conotação taciturna. Perdemos por questão de dias , mas ainda pudemos ver alguns altares dedicados a personagem símbolo , Catrina.

Catrina

O Hotel Sierra Nevada é um achado, espraiado entre várias casas bem preservadas, é puro charme e cuidado. O restaurante fica num pátio interno e além de lindo é super gostoso. Recomendo também pela localização, dá para conhecer a cidade toda a pé partindo do hotel. Aqui ficará o grupo do México com Arte em maio de 2015! Vão preparando as malas , voltarão repletas de lembranças coloridas.

Restaurante do Hotel Sierra Nevada

Casinhas onde ficam os apartamentos do Hotel Sierra Nevada

Fim de tarde com tequila e por do sol!

Para quem quer saber mais sobre o roteiro México com Arte ligue para (51) 3025.2626 ou pelo  link  :

http://www.portobrasil.com.br/files/docs/88a466ef1a8ce79add8c7093f84a5604.pdf

Introduzindo o México - Cidade do México

05 de dezembro de 2012 13


Passamos uma temporada no México, e para mim muitas coisas foram surpreendentes, tanto para o lado positivo quanto para o negativo.

 Se você tem intenção de visitar o país tem que providenciar seu visto, não é necessário ir a São Paulo, nem coisa que o valha, você manda o passaporte através de um despachante e tudo bem. Quem tem visto americano não precisa fazer o visto mexicano e para aqueles que tem cidadania européia precisa tão somente de uma autorização que pode ser feita pela internet.

 Feito isso saímos do aeroporto de Lima, onde tínhamos feito uma viagem fantástica com um grupo aqui de Porto Alegre, eu estava completamente envolvida com a beleza, a autenticidade, a cultura  do Peru,  seria dificil ser conquistada assim tão fácil por outro lugar, talvez uma competição injusta com o México. Seis horas de vôo separam Lima da Cidade do México e 1hora menos no fuso, chegamos a Cidade do México à tarde e lá no aeroporto já estava o Juan, nosso guia que a partir de agora e nos próximos dias nos apresentaria ao México.

 Cidade do México

 Pois das coisas que mais me surpreenderam positivamente foi com certeza a Cidade do México, que eu já sabia ser uma megalópole de 24 milhões de habitantes, e imaginava uma São Paulo piorada, poluída e um pouco caótica e aqui tenho quase que me desculpar, pois a Cidade do México não é nada disso, muito antes pelo contrário.

 O problema da poluição que foi muito sério nos anos 80, é coisa do passado, quando eles tomaram medidas enérgicas, como restringir o  número de veículos que circulam diariamente, filtros nas chaminés das fábricas,tiraram de circulação automóveis muito velhos que poluiam acima dos níveis normais,  enfim um programa despoluidor que deu muito certo, pois os 3 dias que passamos lá o céu era muito azul. A cidade é muito arborizada, com amplas avenidas, limpa, olha eu fiquei de queixo caido, pois era tudo o que eu não imaginava!

O povo mexicano é muito festeiro e já no caminho do nosso hotel o Juan passou pelo bairro Condessa, que é um bairro que está mudando rapidamente, já que o Polanco é o bairro dos yuppies das baladas chiques, o Condessa se popularizou entre os artistas e boêmios, eu diria que um pouco a idéia da nossa cidade baixa ou da paulista Vila Madalena.


Paseo de la Reforma, na conhecida Zona Rosa, um dos bairros mais elegantes e comerciais da Cidade de México


Escultura conhecida como El Caballito, do artista Enrique Carbajal Sebastian, substituiu a antiga estátua de Carlos IV que esteve neste lugar até 1979


Amplas avenidas arborizadas, céu azul, você diria que é a Cidade do México?

Seguimos nosso rumo em direção ao Zócalo, como é chamado o centro da Cidade do México, o pessoal que vive na capital só a chama por DF, “morei na DF por tantos anos” morar na DF é dificil, muito trânsito” e assim por diante. No caminho paramos para conhecer o belíssimo Palácio de Belas Artes, contruido em mármore de Carrara  no início do século, seguindo o estilo Art Nouveau e acabando em pleno auge do Art Déco, é sede de importantes exposições, concertos, óperas


Palácio de Belas Artes


Estilo Art Déco com muito mármore de Carrara.


Trabalhos lindos e vigorosos dos principais muralistas mexicanos, o da foto é de Siqueiros, Nueva democracia, 1944


Detalhe do mural de Diego Rivera, El  hombre en el cruce de caminos, 1934


De volta na rua deparamos com o policial de rua da cidade, o que acharam?


As meninas quando fazem 15 anos no México é um verdadeiro acontecimento nas familias, aqui no Brasil, também se faz grandes festas, mas lá é quase um casamento, além disso elas saem vestidas, maquiadas, para fotografarem em frente aos monumentos da cidade.


mandiopãs mexicanos, eu não apeteci….


Reparem a linda cúpola Tiffany do Palácio de Belas Artes.


Luminárias Déco pelas ruas.

Caminhamos uns 200m do palácio de Belas Artes e o Juan nos levou a um dos cafés/restaurantes mais tradicionais da Cidade do México, que fica no antigo Palácio dos Condes de Orizaba, mais conhecida como a Casa dos Azulejos.   



Em 1919 a casa é vendida para os irmãos Sanborn, para estabelecer neste lugar uma das cafeterias mais concorridas da cidade até hoje.




O lugar é lindo, e você pode escolher entre muitas salas a que você prefere ficar.


Na escadaria obra de outro célebre muralista, Jose Clemente Orozco.
Seguimos por uma importante rua de pedestres por mais umas 3 quadras até chegarmos no coração da Cidade do México, o Zócalo.


Vista do Zócalo, com a Catedral à esquerda e o Palácio Nacional no fundo.

Chegamos ao Zócalo com a sorte de ver uma exposição dos super coloridos Alebrijes, que são um tipo de artesanato mexicano feito com diferentes tipos de papel e pintados com cores alegres e vibrantes. Foi uma verdadeira festa para os olhos.

É claro que estes Alebrijes criados a Toddy são apenas para esta exposição anual aqui no Zócalo, normalmente eles são pequenos e você pode trazer alguns pra casa :)))




Era chegada a tão esperada visita, conhecer os Murais de Diego Rivera no Palácio Nacional, eu ainda tinha muito viva na memória as cenas do filme “Frida” onde ela levava almoço para o seu querido Pançon, enquanto ele passava o dia dependurado em andaimes colorindo as paredes do palácio com sua arte narrativa da história do México transbordando em uma profusão de cores.



Pátio interno do Palácio Nacional, você lembra da Frida Kahlo no fime entrando aqui para conversar com Diego Rivera?


Na escadaria do Palácio Diego Rivera pintou durante 6 anos (1929/1935) como um poema épico, a história do México


Na época o governo buscava redefinir a nação, e os murais de Diego ajudaram a criar uma nova identidade nacional.


A entrada de Hernán Cortez na antiga capital Asteca -Tenochtitlan

Frida Kahlo no detalhe do mural de Diego Rivera


Nos corredores toda a história das diversas civilizações pré-hispânicas descrita nos murais.
 

Saimos dali pensando naquele passado indigena varrido do mapa, com suas crenças e valores substituidos a força pela fé católica, a mesma sensação de quando entrei no templo do sol em Cuzco, que foi o principal templo inca, hoje um mosteiro dominicano.


Morrendo de fome pois já passava das 2h da tarde fomos conferir a dica do Renato Rizzo, de almoçar no Grand Hotel, que fica do outro lado da praça.


Todo em estilo Art Noveau, o hotel é lindo.

Outra cúpula Tyffani.


Você sobe e almoça no terraço, a comida não é o forte, o que vale é a vista privilegiada do Zócalo. Mas aqui vai uma dica: se você quiser escutar seus pensamentos sente bem longe dos músicos!!


Bom gente este post está longo demais,  no próximo vamos a Coyacan conhecer a casa azul, que foi a residência de Frida Kahlo.


Adios!!!


México, prepare os cinco sentidos

10 de março de 2012 1

 Uma viagem é sempre um choque para nosso organismo. Acostumado com a rotina, com os mesmos cheiros, sabores e sensações em geral, quando viajamos para um local diferente e vivenciamos novos aromas, novas imagens, uma língua diferente, uma cidade estranha, nossa mente precisa trabalhar em dobro para se adaptar.  Entretanto, para um bom viajante com o mínimo de espírito aventureiro, é aí que está a graça.

Então imagine um país onde você terá uma “overdose” de sensações. Onde tudo é exageradamente forte. Entenda, um exagero que se encaixa perfeitamente no clima, onde tudo parece demais, mas ao mesmo tempo perfeito. Sim, se você gostar de tons pastéis, comidas leves e sem tempero, música suave e povo com cara de intelectual a cada esquina, não vá para o México. Porém, antes que alguém me crucifique, entenda que lá tem tudo isso também, há intelectuais, comidas leves em restaurantes internacionais que não deixam nada a desejar às principais capitais europeias e tudo que um país daquele porte e com aquela diversidade de pessoas e classes sociais exige. Mas aqui vamos deixar de lado essa faceta “comum” a todos os países civilizados do mundo, e vamos nos ater ao que faz a diferença.

Desde o primeiro instante que pisei em solo mexicano até o dia da partida me perguntava o que mais me atraía no contexto em geral, o que fazia a diferença nesse país tão conhecido de todos, mas tão cheio de surpresas? Depois de vivenciar 15 dias em solo mexicano cheguei à conclusão que o que mais me atrai é o seu exagero. Lá as cores são exageradas, os sabores são exagerados, os sons são fortes e alegres e há lugares de tirar o fôlego. No país de Frida Kahlo, dos mariachis, da tequila e Nossa Senhora de Guadalupe os exageros soam como perfeitos. O que em muitos locais seria demais, lá se encaixa naturalmente. Em um país onde os sorrisos são fartos, sinceros, o povo é acolhedor, diria adorável, você se sente em casa desde o primeiro instante. Em um primeiro momento até pode ser que você “torça o nariz” para algumas coisas, mas logo vai entrar no clima e aproveitar o que eles têm de melhor: seus chilis, suas bebidas, sua alegria de viver e até a sua confusão.

Meu primeiro contato com o México foi há muitos anos atrás em uma viagem a trabalho. Meus colegas mexicanos sempre foram tão amáveis que me apaixonei primeiro pelo povo, depois pela cultura e pelo país. Agora indo a passeio pude constatar o que já tinha sentido da primeira vez: o México e o povo mexicano são especiais.

Em um país que se dá ao luxo de ter dois litorais (pacífico e atlântico/caribenho), diversas culturas pré-hispânicas, cidades coloniais, frio, calor, mata, praias; a primeira escolha difícil é saber para onde você irá primeiro. Como tinha apenas 20 dias de férias precisei fazer a “escolha de Sofia” e optei por começar pela Cidade do México (outro exagero de tamanho e beleza) e seus arredores (leia-se Teotihuacan) e depois ir para a Península de Yucatan, incluindo a Riviera Maia, sítios Maias e muitas outras surpresas que somente quando cheguei lá descobri.

E assim foi: 15 dias exageradamente maravilhosos e extremamente bem aproveitados. Posso afirmar categoricamente que foram momentos de puro deleite, com picos de uma overdose de sentimentos nunca antes vivenciados. Prepare seu olfato, audição, visão, tato e paladar, pois se você for ao México eles nunca mais serão os mesmos. Principalmente se você se permitir vivenciar e deixar que esse país e esse povo lhe conquistemassim como me conquistaram.

Nos próximos posts vou relatar um pouco sobre as minhas experiências em cada um desses lugares. Também vou postar mais algumas fotos para provar que não estou sendo exagerado quando falo que lá as maravilhas são muitas.