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Tibete e Nepal por Lizete Maestri

01 de outubro de 2010 3

Saindo de Nova Deli, pegamos um voo para o Nepal, pois a entrada no Tibete só é/será possível a partir da estada de um dia nesse país , para se conseguir (ou não)  o visto de entrada dos chineses.

Se as fronteiras estiverem fechadas, nada feito.
A travessia do Himalaia é emocionante. Assim como as paisagens secas dos altiplanos, quando já se está em  território tibetano.

A expectativa para com o Tibet era grande, em face de todo o histórico daquele ex-país livre e das inúmeras entrevistas, filmes, pensamentos  e livros já vistos sobre o Dalai-Lama e o povo tibetano.

Mas a decepção também foi grande.

Hoje, Lhasa nada mais é do que uma cidade modernizada à la chinesa: ruas largas, praças amplas (como a da paz de Pequim), ruas com nomes chineses, e bugigangas chinesas também.

 

 

 

 

 

 

O exército controla e está presente em todos os lugares: desde a minuciosíssima vistoria no aeroporto (inclusive a temperatura do corpo, medida através de um aparelho na iris) até os horários, de entrada e saída do Palácio Potala tem que ser com a permissão deles.


Mas, a visita ao Palácio realmente vale a viagem e o mal-estar da altitude.
Outro grande problema: embora já tenha estado em Cuzco e Machu Pichu sem
sentir qualquer dificuldade com a pressão atmosférica, lá é totalmente diferente: são quase 3.000m de altitude e tudo é muito difícil: caminhar, respirar, dormir, comer, imagina subir 400 degraus no Potala e sem poder levar água e tubo de oxigênio (os chineses não permitem) !
  
Embora não possa dizer muito mais sobre a cidade, mosteiros, templos e o Palácio de Verão, pois não consegui sair do hotel nos outros dias, a viagem valeu pelo Potala e para sentir como hoje vive aquele oprimido povo.

Chegando a Katmandu, que ALEGRIA: respiração normal e muita disposição
para ver os templos, o Palácio da Deusa Viva (é, eles tem uma menina-deusa,
que é retirada da família aos quatro, cinco anos. 

 

Reverenciada e mantida como deusa no palácio até sua primeira menstruação), e a praça com a grande Estupa – o templo maior do budismo com o olho divino que a tudo vê (já apareceu em diversos filmes). 

 

 

Também um voo panorâmico pelo Himalaia e arredores da cidade  ( desconsiderando o aeroporto) é sensacional.

Para finalizar, a visita à pequena cidade de Bhaktapur,  aonde se vê a
vida ainda como era, penso, na idade medieval do oriente: secagem de grãos
nas ruas, pinturas de telas, olarias manuais e até uma senhora fiando na
roca, em plena rua.  Lá está também uma ampla praça com muito templos, onde foi filmado “O Pequeno Buda”.

 

Não dá para deixar de comentar que a confusão nas ruas, a miséria e
problemas de limpeza e saúde pública também estão presentes no Nepal, além
de sentir-se uma certa tensão no ar devido à instabilidade política, sendo
que, atualmente, o país possui dois exércitos (fardamentos diferentes), um
comandado pelo Governo formado por 22 partidos, e o outro do Partido maoísta que não está na coalizão. Deu para sentir a tensão, não?