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Oslo: entre o mar e a arte

07 de novembro de 2012 1

 Vigeland Park

 

Oslo é conhecida como a capital Viking , localiza-se ao fundo de um fjorde e tem sua área dominada pelas florestas e mares. É uma cidade relativamente pequena e extremamente simpática, facilmente dominada numa caminhada de umas duas horas.

 

 

A Noruega fez parte de uma união com a Dinamarca entre 1381 e 1814 e posteriormente com a Suécia entre 1814 e 1905, altura em que mais uma vez se tornou independente sob o reinado de Haakon VII . Atualmente é uma monarquia constitucional cuja família real é adorada pelo povo, que abriu mão de participar da Comunidade Europeia em função da riqueza local ( advinda do petróleo do mar do norte) e do receio de perder sua liberdade. O povo é uma atração à parte, deem uma olhada nestas universitárias no intervalo das aulas!

 

 

Ninguém pode visitar a Noruega sem ter algum contato com o maior artista plástico local , o mundialmente famoso Edward Munch. Em Oslo o Museu Munch fica numa zona afastada do centro em meio a um grande parque, eu que sou uma andarilha inveterada resolvi ir caminhando o que me rendeu algumas bolhas nos pés e uma visão diferente da cidade, pois no caminho passei por um bairro de imigrantes com uma diversidade étnica que não vi em outras partes do país. Para quem gosta de arte é imperdível,  pequeno e didático o museu conta a história da vida tumultuada do artista através da suas principais obras, inclusive o conhecido “Grito” e “Madonna“.

 

 

 

http://www.munch.museum.no/

 

A parte central é dominada pela Aker Brygge, um porto super agradável de onde saem barcos para os passeios pelos fjordes e também onde estão os mais modernos shopping centers da cidade, e pela antiga fortaleza Akershus, importante reduto de proteção contra ataques dos “homens do norte”.

 

 

 

Um dos mais novos monumentos da cidade é a Oslo Ópera House   construída pela mesma empresa de arquitetura que fez nova  Biblioteca de Alexandria, Snohetta. Custou 300 mil norwegian crowns  a menos do que o orçamento inicial, pois ficou pronta antes da previsão, abril de 2008. Isto retrata um pouco o funcionamento do país onde tudo é muito organizado realmente funciona sem “jeitinho”. Uma escola para países que pretendem fazer eventos e muitas construções públicas.

 

 

 http://www.oslooperahouse.com/

 

 

 Rua principal de Oslo

 

Para mim o Vigeland Park é umas das maiores jóias em se falando de jardim de esculturas,  o artista norueguês, Gustav Vigelang,  em 20 anos de trabalho realizou 212 grupos escultóricos com 671 figuras, que mostram as diversas idades do homem e seus humores. É absolutamente emocionante além de esteticamente encantador. Dentro do espírito do país, a entrada é grátis e aqui se pode conviver com os locais que passeiam e fazem seus exercícios em meio a obras inspiradoras. Se você for ficar um único dia em Oslo este é o programa imperdível.

http://www.vigeland.museum.no/en/vigeland-park

 

 

 

 

 

A verde península de Bygdoy é pontilhada por museus relativos a grande paixão nacional, os barcos. Ali encontram-se o Museu do Barco Viking, o Museu do Folclore  e o mais interessante  Kon Tiki Museum que conta as viagens do explorador Thor Heyerdahl (1914-2002) numa jangada do Peru à Polinésia em 1947 e num barco de papirus do Marrocos a Barbados em 1969. 

 

 www.hiddenorway.com


Clarion Collection Gabelshus (http://www.gabelshus.no/ ) foi o hotel onde eu me hospedei e recomendo, super aconchegante fica num bairro residencial no meio do caminho entreo o Vigeland Park e o centro , mas como a cidade é pequena da até para ir à pé . Claro que os preço seguem o padrão local, caro mesmo até para europeus, imaginem para nós! O hotel fica na base de EU$ 200,00 . Uma dica valiosa, cuidado com o aeroporto , bastante distante da cidade, de taxi é quase proibitivo , mas os trens são perfeitos e te deixam no centro, bem próximo a qualquer hotel.

 

Noruega, um dos lugares mais lindos que já visitei, para quem se interessar por esta viagem pode dar uma olhadinha neste post sobre os fjordes e Bergen:

http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2010/02/25/um-roteiro-pela-noruega-fjords-bergen-e-flam/?topo=77,1,1,,,77

Um roteiro pela Noruega: Bergen, Sognefjord e Flam

21 de dezembro de 2011 48

Viajar pela Noruega é o que de mais bucólico e caro eu já fiz na minha vida. O país é um oásis de prosperidade financiado pelo petróleo, que não se preocupou nem em participar da Comunidade Européia devido a sua auto-suficiência e qualidade de vida. Mesmo para os padrões nórdicos é uma viagem  para se fazer como um prazer quase único e especial.

Eu estava comemorando 20 anos de casada e  me preparando para levar um grupo em viagem para a Rússia, acabei me dando este presente , mas somente por cinco noites, o que já foi suficiente para ter uma bela visão do país.

Meu roteiro iniciou-se em Bergen , onde cheguei de avião às 11:30h de uma noite ensolarada, isto mesmo em junho o sol se mantém no horizonte durante toda a noite. A temperatura nesta época do ano é agradável como um bom inverno nos trópicos, nunca deixe de levar um casaco bem grosso.

O Det Hanseatske Hotel é uma excelente pedida, muito bem localizado e com um charme sem igual , apesar da fachada ser bastante estranha e escondida em meio ao Bryggen, porto central da cidade de Bergen.

Bryggen é o que resta do antigo cais do porto central de Bergen, área reconstruída no seguimento de um incêndio que reduziu a cidade a cinzas, em 1702. Hoje, só o que podemos ver da estrutura original de Bryggen é um quarteirão recuperado sob a égide da UNESCO, uma espécie de museu vivo e ao ar livre, exibindo parte da história cultural da região. A arquitetura, o artesanato, os ofícios tradicionais, as artes ligadas à pesca.

Segundo um folheto sobre a cidade, o mercado de peixe é considerado uma das “maiores atrações turísticas” de Bergen, embora não haja mais peixe e marisco do que seria de esperar num mercado com este nome e, à primeira vista, ainda ao longe, se vejam mais souvenirs do que peixe.

Para mim o mais interessante na Noruega é a mistura de raças e a beleza das pessoas, deem uma olhada nestas crianças!

Para onde quer que o olhar se dirija, o verde das sete colinas que circundam  a cidade impõem-se na paisagem. O funicular do Monte Floyen é a forma mais preguiçosa de aceder à magnífica vista panorâmica sobre a cidade, e juro que esta foto foi tirada de lá, não é uma maquete como parece! Para descer aproveite a caminhada e desfrute a paisagem.

Depois de uma noite na cidade partimos para o mais famoso cartão postal do país, os fjordes. São inumeráveis , mas o mais próximo e acessível é partir de barco do porto de Bergen em direção a Flam, nós optamos em pernoitar na cidade para poder curtir uma noite em meio a natureza exuberante sem uma horda de turistas e foi uma escolha fantástica , recomendo! Durante o dia uma quantidade enorme de cruzeiros chegam no porto para alcançar a estrada de ferro e seguir viagem , à noite , a paz reina.

Fizemos tudo direto e não será por acaso que o Norway in a nutshell é o “pacote turístico” mais popular de toda a Noruega, até entre os próprios noruegueses. http://www.visitnorway.com/

Verdade seja dita, Norway in a nutshell não é mais do que um conceito. São vários bilhetes individuais, de barco, trem e ônibus, vendidos em conjunto, facilitando assim a vida dos visitantes que, num único local ou site, adquirem todos os tickets necessários como se de um único se tratasse. Dentro deste “pacote” pode-se optar por ir e voltar a Bergen ou seguir para Oslo, que foi a nossa opção. Encontramos várias pessoas que fizeram a viagem de carro de Bergen a Oslo, outra opção interessante para quem tem mais tempo.

Encontramos um grupo de três brasileiros em despedida de solteiro no barco nos fjordes, confesso que não é a viagem mais apropriada para este fim. Tudo muito calmo e bucólico, noites quietas e românticas, para curtir a dois. Oslo já preenche requisitos mais festeiros, gente jovem e bonita por todos os lados, nos encontramos com o trio que estava bem mais faceiro na capital.

Em Flam (pronuncia-se algo como Flom) que não é mais que um povoado de meia dúzia de casas (literalmente), o último porto do Sognefjord e o fim da linha da famosa estrada de ferro Flam Railway, alugamos bicicletas e saímos explorando as encostas. Sem palavras, as fotos falam por si! Imperdível e nada cansativo, pois num percurso de 10km ,ida e volta, já dá para ter um resumo da paisagem.

As estradas são muito fazias e tranquilas , ideal para passear em duas rodas. Um piquenique por aqui é uma ótima pedida.

O Hotel Fretheim é praticamente o único de Flam , sem contar com algumas hospedarias pequenas. Fica em frente ao porto e a estrada de ferro, portanto você não vai precisar de transporte quando chegar lá, apenas uma boa mala de rodinhas. Não é dos mais caros, levando-se em conta os valores locais, mas o jantar, um Buffet nórdico , sai quase o mesmo preço da estadia. Para mim valeu cada centavo, amo a comida nórdica , os peixes defumados, queijos fortes e marcantes , portanto guarde o apetite para uma Festa de Babette.

A estrada de ferro que parte de Flam para Myrdal é um ponto turístico por si só. Inaugurada em 1923 e escavada na pedra artesanalmente, ainda opera com trens de madeira charmosos e lentos, para aproveitarmos bem a deslumbrante paisagem. Em Myrdal trocamos para um trem rápido e convencional numa viagem de mais 5 horas até Oslo, que fica para um próximo post.