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Posts na categoria "Passeios partindo de Paris"

Baile de máscaras em Versailles

10 de fevereiro de 2014 0

Paris é dessas cidades que por mais que a gente vá, sempre tem coisas novas para fazer e lugares para conhecer. Esse ano fiz algo inusitado, fui a um baile de máscaras no palácio de Versalhes. Tudo começou com um post da Mylene Rizzo, no Facebook, sobre essa festa que acontece em junho, no início da temporada de fogos de artifício, nos jardins do palácio.

No post dizia, “Se você vai estar em Paris no dia 14 de junho, não pode deixar de ir a um Baile em Versalhes.” Na mesma hora eu respondi: “Eu vou.” Mas depois fiquei preocupada. É um baile de máscaras, com fantasias de época, tem os ingressos, o deslocamento…Aonde consigo as fantasias????

bal-masque-versailles

Fonte : divulgaçaõ Versailles

É tudo super organizado, no site tem lista das lojas de aluguel de fantasias, a venda dos ingressos e todas as informações. Fui na loja mais barata, que fica na Passage Brady, um lugar cheio de restaurantes indianos bem diferente e que vale a pena visitar. A loja era simples, mas o atendimento super simpático. O meu marido, de cara encontrou a fantasia dele, foi pelo preço. Eu experimentei várias opções e acabei escolhendo um vestido com detalhes rosa e com a última saia de armação que estava disponível. Fantasia escolhida, foi a vez de escolher a máscara. A procura é grande, então não deixe para a última hora.

Já na loja comecei a me empolgar, pois todos iam ao baile e não era a primeira vez. Sai de lá e corri para o site para comprar os ingressos. Também muito fácil. Tem 3 tipos de ingressos: o VIP com direito a comida,bebida,área VIP e lugar para trocar a fantasia, o meio VIP com direito a duas taças de champanhe e o comum que custa 75 euros com acesso ao show de fogos e água que ocorre antes do início do baile.

Baile 6

Baile 1

O show de fogos e água ocorre por todos os jardins do palácio,com banquinhas vendendo champanhe e música de época tocando. Muito lindo, parece que volta-se no tempo.

O baile começa a meia noite já com atrações na entrada. Durante toda a noite atrações variadas vão ocorrendo. Malabaristas, ilusionistas, performers, animais raros (tigres albinos,águias). E a música eletrônica pop sempre bem dosada anima demais a pista que não para antes das 7h da manhã.

Baile 8

As pessoas são bonitas e capricham muito nas fantasias. Uma mais glamurosa que a outra. Os homens não perdem em nada cuidando de cada detalhe, sapatos,perucas,lenços e máscaras.

Baile 7

O ambiente é maravilhoso,bem produzido, com venda fácil de bebidas geladas, cada taça de champanhe custa 12 euros, mas vale a pena,pois você está em um baile em Versalhes.

Recomendo demais esse grande evento que em 2014 ocorrerá no dia 28 de junho. Se não tiver parceria,me convide que eu não perco mais nenhum!!

Por Lenara Bastos.

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Roteiro pela França e Pais Basco - parte I

30 de maio de 2013 4

Ilha de Ré

Depois de passar uns dias em Paris queríamos mais da França, e vocês hão de concordar comigo que a verdadeira alma francesa está nas suas Petits Villages, nos seus campos floridos, nas suas pequenas estradinhas de alamedas de Plátanos e Álamos. Nosso roteiro estava mais ou menos pré definido, mas eu não gosto de nada definitivo porque a gente sempre tem que estar aberta para o que vier.

Aqui o mapa de toda a nossa viagem que começou em La Rochelle, seguiu pela região da Aquitânia, sempre costeando o Atlântico até Bordeaux, Biarritz, Bilbao e na volta San Sebastian, Hondarríbia, San Jean de Luz e na última etapa desfrutamos a paisagem fantástica das montanhas nos Pirineus.

Pegamos o TGV em Paris (Gare Montparnasse) até a cidadezinha portuária de La Rochelle, que foi um importante porto na idade média e tem muitas estórias ligadas aos Cavaleiros Templários. La Rochelle é pequena e se pode conhece-la à pé, nos hospedamos bem pertinho da marina. Chegamos a tardinha e com as melhores recomendações do nosso amigo Maurice fomos jantar num excelente restaurante 4 Sergents, se você for até La Rochelle, não pode perder, tudo é muito bom, fait maison, uma expressão francesa que quer dizer como na sua casa, ou seja tudo fresco nada de industrializados.

Lanche no trem é alguma coisa que me traz  lembranças boas, então sempre antes de alguma viagem passo num mercadinho, me abasteço e voilá!! :) !

Estas eram as paisagens pelo caminho, uma França em plena primavera!

La Rochelle

Restaurante imperdível – 4 Sergents

Para quem vai a La Rochelle o passeio imperdível é conhecer a Ilha de Ré. Já faz algum tempo existe uma ponte que liga a ilha ao continente. A ilha é lindinha, com 2 ou 3 cidades pequeninas, muito verde, marinas com bons restaurantes e muitas ciclovias para se conhecer a ilha de bicicleta.
Nós infelizmente tivemos que fazer toda a ilha de carro pois fomos pegas por uma chuvarada, mas é um lugar lindo que vale a pena você ficar ao menos uma tarde passeando.

Ilha de Ré

Casas típicas da ilha. Foto: Wikipédia

Nosso próximo destino era a cidade de Bordeaux, eu já tinha estado aqui de passagem e de Bordeaux sabia muito pouco, seus vinhos antecedem a sua fama.

Na chegada me assustei um pouco com o trânsito mas uma cidade com rio é mais fácil de se localizar e rapidinho achamos nosso hotel que havíamos reservado na noite anterior pelo www.booking.com. Nosso hotel era ótimo super bem localizado chamava Hotel Des 4 Souers, com diária em torno de 100 euros para 2 pessoas.

Bordeaux é uma cidade universitária, movimentada e tem uma beira de rio muito bonita.

Tem as antigas portas da cidade murada, e o seu coração é o centro histórico.

O L’ Apollo é um dos pontos de encontro, sempre cheio.

Catedral Gótica de Bordeaux.

Bordeaux também tem as bicletas para alugar e a beira do rio é ótima para andar de bicicleta.

Uma rua cheia de opções de restaurantes e bares é a Rue des Bahutiers, no centro histórico, ali fica dificil de escolher, nós optamos por este ret/bar de origem Corsa (da Córsega) suuuper descolado com muitas escolhas de tapas, vinhos e cervejas.

Saimos pela manhã em direção ao Atlântico, queríamos ver o mar sentir o seu cheiro, pegamos a direção de Arcachon e lá perto (indiada mor) subimos para ver “a maior duna da Europa! Como já estávamos a tempo dentro do carro aproveitamos para esticar as pernas e conhecer a Dune du Pyla.

Dune du Pyla, conhecida como a maior duna da Europa…
Na verdade não é tudo isso, o que eu gostei foi que é uma região mais selvagem da França, onde se tem um contato mais próximo com a natureza, valeu a subida.

Já a praia de Arcachon foi entrar, dar umas voltas e sair, muito apertada, sem graça. E seguimos viagem até uma lugar que adoramos que foi Biscarrosse Plage.

O clima estava friozinho, mas apareceu um sol maravilhoso e a praia encheu, muitos surfando, jogando bola, passeando com os cachorros astral bom de feriado de 1 de maio.

Almoçamos em um lugar a beira mar super simpático e é claro que a pedida foi frutos do mar ,saladas e vinho rosê.

Mexilhões com molho roquefort

Daqui nosso próximo destino é a famosa e badalada praia de Biarritz, mas isto é assunto para o próximo post.


Escapadas de Paris: Castelo de Chantilly

04 de fevereiro de 2013 13

Sempre que viajo para uma cidade grande por mais tempo tenho uma certa nostalgia de um lugar menor, de cidadezinhas pequenas . Foi com este espírito que numa tarde de domingo , já com um carro alugado, partimos para Chantilly. Vou colocar aqui algumas dicas de passeios perto de Paris, acho que são uma boa opção para quem passa mais tempo na cidade.

Na verdade esta pequena cidade nasceu em função do castelo da Família Condé, que eram reis nominais da França , dominando a política na época das Guerras Religiosas. A famosa rainha escocesa , Mary Stuart, que acabou decapitada pela prima Elisabeth I da Inglaterra , era também descendente desta mesma família. Eu já tinha visitado Chantilly numa tarde de verão quando cheguei sozinha e me deparei com um ambiente encantador quase vazio, na hora que a maioria dos visitantes já tinha ido embora. Desta vez a história foi diferente, mas a visita vale dividir o castelo com mais interessados , principalmente no inverno quando tudo é mais calmo.

Saindo de Paris , Chantilly fica na direção do Aeroporto Charles de Gaulle,  mais ou menos 45 minutos do centro da cidade. A cidade de Chantilly não tem nada demais , mas as cercanias são deliciosas, dando a impressão de termos saído para um interior mais distante de um grande centro. Senlis , 10km de Chantilly,  já é bem mais charmosinha, vale uma caminhada.

Chantilly foi palco de uma lenda muito interessante, que ficou conhecida pelo filme “O Banquete de Vatel”. O cozinheiro e mestre de cerimônias da família Condé,  teve a difícil incumbência de receber o rei  Luís XIV e toda sua comitiva numa recepção de vários dias no castelo de Chantilly, para celebrar a reconciliação do rei com o Grande Condé. Preparou uma festa irretocável, mas encomendou os peixes prediletos do rei que não chegaram até o momento do banquete, o banqueteiro em desespero se mata minutos antes de toda a encomenda chegar. O filme é um primor na reconstituição de época e tem Gerard Depardieu como protagonista. A históra não tem comprovação mas a lenda já está incorporada , tanto que o restaurante do castelo chama-se Vatel.

“À exceção do Petit Château, construído por volta de 1560 por Jean Bullant para Anne de Montmorency, o palácio foi destruído durante a Revolução Francesa e reconstruido na década de 1870, segundo planos do arquitecto Honoré Daumet, para o último filho do Rei Luís Filipe I, Henrique de Orleães, Duque d’Aumale (1822-1897), herdeiro do domínio de Chantilly, que aqui instalou as suas colecções de pintura, desenhos e livros antigos. Este proprietário viria a legar o conjunto ao Instituto de França, sob o nome de Museu Condé. No Petit Château, uma biblioteca abriga cerca quinhentos manuscritos e doze mil volumes, incluindo um exemplar da Bíblia de Gutenberg.” by Wikipedia.

O Castelo tem a segunda maior coleção de arte da França, muitas obras primas conhecidas de mestres como Rafael Sanzio e Ingres estão entre as obras apresentadas na pinacoteca.

O Castelo é muito conhecido pelo Museu Vivo do Cavalo, nas cocheiras pode-se encontrar vários exemplares vivos de espécies diversas de equinos, mas neste quesito vou ficar devendo maiores explicações, precisaria da ajuda de um conhecedor.

Chantilly também foi palco de uma casamento escandaloso que ainda está na memória de nós brasileiros, foi aqui que nosso Ronaldo Fenômeno teve um de seus muitos casamentos , com a modelo Daniela Ciccarelli, quase já esquecido de tão efêmero se mostrou. A pompa do local nos dá a dimensão da vida de celebridade do século XXI.

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Giverny: os Jardins de Monet com crianças

01 de maio de 2012 10

Entre os pintores Impressionistas certamente Claude Monet é o mais conhecido e amado. Não é por acaso que sua morada na cidadezinha de Giverny, distante 50 minutos de trem de Paris, esteja entre os destinos mais visitados atualmente.

A casa é um encanto, e os jardins que abrigam o Lago das Ninféias e a famosa Ponte Japonesa, tão retratados pelo pintor em magníficas telas, são uma excelente opção para um passeio pelas cercanias da capital. No local existem somente cópias dos quadros que se encontram em Paris no Museu d’Orsay e no Museu Orangerie.

Mas o determinante para eu me apaixonar pelo local foi o livro infantil “Linéia nos Jardins de Monet” . Sempre tentei aproximar meus filhos da arte e a história da vida do pintor e sua obra , contatada de maneira atraente e acessível através da visão de uma menina é uma graça.

Monet viveu muito tempo na mais completa pobreza, as obras Impressionistas eram consideradas de mal acabadas e os Salões não aceitavam nenhum dos pintores que fugiam ao estilo mais acadêmico. Nesta época foi casado com Camille com quem teve dois filhos. Mais tarde , já viúvo, casou-se com a também viúva Alice Hoshede, que já trazia cinco rebentos, juntos formaram uma grande família e alugaram a casa em Giverny para passar férias. A situação melhorou, as obras Impressionistas começaram a fazer sucesso com o público, então o artista pode comprar a casa e ampliar os jardins que foram usados como inspiração em suas obras.

Confesso que nesta visita achei os jardins um pouco descuidados, o que não teria razão , tendo em vista a quantidade de visitantes que encontramos por lá. Pode ser que seja por estarmos em meio a um verão escaldante, espero que sim!

Toda a história de como o movimento Impressionista se desenvolveu é contado para Linéia pelo próprio Monet, a menina sai de Paris e passeia por Giverny com um amigo acompanhante, num caminho delicado e encantador.  Na loja da Fundação Monet eles vendem a bonequinha de Linéia, que foi uma das companheiras mais queridas de minha filha na infância, e principalmente uma introdução para apreciar a arte desde cedo.

Seviço: www.fondation-monet.fr/fr/

Giverny abre de maio a outubro e fecha às segundas-feiras.

Trem: na Gare St. Lazare pegar a linha Paris/Rouen/Le Havre  descer em Vernon de onde se pode chegar a Giverny de taxi , à pé ou alugar uma bicicleta  no Bar-Restaurant du Chemin de Fer ( 1 place de la Gare) .

Carro: saindo de Paris pela A14 e depois pegando a A13 são 75 km até Vernon, lá é só cruzar o rio e estacionar num dos vários parkings da cidadezinha já bem próximos da Fundação Monet.

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O Vale do Loire : Castelos de Chambord e Chenonceau

27 de maio de 2011 9

O Vale do Loire tem muitos castelos e prédios históricos. Mas , a não ser que que você seja um aficcionado ou tenha bastante tempo para curtir a região como um local , ficando na dois dias da para ver os principais castelos e ter uma boa ideia da História. A primeira dica é tentar pegar o carro no aeroporto , logo na chegada ou saída , é sempre mais fácil e rápido do que no centro das grandes cidades.

Saindo de Paris são duas horas até a entrada do Vale do Loire, a cidade de Orleans.

A primeira visita imperdível é o Castelo de Chambord. Este é o maior da região , foi construído por Francisco I no século XVI e fazia parte das residências oficiais da corte francesa , que nesta época era itinerante, vagando de castelo em castelo. Este rei foi contemporâneo de Henrique VIII e Carlos V , considerados os primeiros monarcas da Modernidade. Apaixonado pela Itália , trouxe de lá a futura rainha Catarina de Medici, protagonista de uma conturbada história amorosa que conto logo a seguir. Na Itália o monarca buscou também o multifacetado artista Leonardo da Vinci , que acredita-se ser responsável pelo projeto da escada espiralada do castelo.

Chambord começou como um pavilhão de caça mas foi transformado em uma obra maravilhosa , ainda mais que está localizado em meio a uma grande floresta onde pode-se fazer belos passeios de bicicleta , o aluguel é feito na entrada do parque. A parte mais famora é a “floresta” de torres que fica sobre o telhado, uma beleza que de certa forma coroa a edificação, dizem que foi feita porque o rei queria ver sua obra de qualquer lugar nas redondezas.

 

Chambord oferece um show de Luz e Som à noite e na pequena cidade vizinha come-se muito bem no restaurante Du Parc, um lugar simples e que surpreende na elaboração dos pratos.

Daqui o destino é Blois, já nas margens do Loire , uma cidade pequena e charmosa que também conta com belas construções e um Castelo que serviu de palco para muitos acontecimentos históricos. Se o fôlego permitir , uma visita interessante é o Castelo de Cheverny, famoso pela matilha de beagles que abriga , Snoopys para os pouco conhecedores. Cheverny é totalmente mobiliado num estilo bem mais moderno .

O visual entre Blois e Amboise é o mais típico da região. Eu aconselho a pernoitar em Amboise, uma cidade muito engraçadinha com um centrinho simpático e dois castelo que merecem a visita. Adorei o Hotel Manoir Les Minimes, oferece uma bela vista do rio e pode-se seguir a pé até o Castelo de Amboise.

Para começar o segundo dia é muito interessante dar uma olhada na moradia do pintor da Vinci na cidade, Clos Lucé,  reza a lenda que o Rei Francisco I tinha uma passagem secreta do seu castelo para a casa do pintor e que este teria morrido nos braços do rei , três anos após ter-se mudado para a França trazendo seu mais famoso quadro , a Monalisa.

Seguindo por estradas muito pitorescas do interior, Chenonceau é o castelo mais visitado e na minha opinião o mais bonito da região. Ele está intimamente ligado a história do rei Henrique II (filho de Franciso I)e sua amante Diane de Poitiers. O rei nunca se interessou pela esposa Catarina de Medici, sendo fiel ao amor de Diana, 20 anos mais velha, durante toda a vida. A esposa rejeitada tinha o lema , “odiar e esperar” e no dia da morte do amado marido retomou o Castelo de Chenonceau e as jóias da coroa dadas a Diane por Henrique.

Diane de Poitiers                    Catarina de Medici              Henrique II

Chenonceau , conhecido como o Castelo das Damas, situa-se literalmente sobre o rio Indre, sendo sua galeria usada na II Guerra como passagem da França ocupada para a França de Vichy. O castelo esta totalmente mobiliado e ainda tivemos a sorte de vê-lo florido com o cuidado de combinar as cores das flores com o ambiente, um primor de capricho. Aqui pode-se ver em vários aposentos as iniciais H e D entrelaçadas, uma humilhação constante para a rainha. As cozinhas junto ao rio são muito bem equipadas e interessantes.

Num dia bonito aconselho a passear pela margem do Indre e fugir dos muitos turistas que afluem a esta atração.

Dois jardins também fazem referência a história romântica, cada um é atribuído a uma das damas. Segundo a história , quando despojada do castelo , Diane teria recebido em troca Chaumont sur Loire, uma residência nada modesta oferecida por Catarina. A surpresa é que o castelo dado em troca estaria repleto de magia negra , Daine de Poitiers nunca viveu lá.

Para completar o dia uma boa opção é visitar Villandry, mais famoso pelos jardins de flores e hortaliças, só certifiquem-se que esteja aberto e florido , pois não funciona o ano inteiro.http://www.chateauvillandry.fr/

Com uma noite e dois dias , já é possível fazer um belo pelo passeio de fim de semana pelo Vale do Loire, saindo de Paris.

Acatando críticas dos leitores, mais algumas fotos do interior do Castelo de Chenonceau!

 

 

Um passeio literário infantil por Paris.

01 de setembro de 2010 4

Olhem que lindo relato que a Flávia Motta nos enviou sobre a experiência deliciosa que teve com a filha em Paris. Delicado , sensível e principalmente atento em desenvolver o gosto pela arte respeitando o tempo e a idade das crianças.

Obrigada Neca, acho que vais fazer escola!

“Quando decidimos viajar comecei a conversar com minha filha  Quitéria,  de 10 anos, sobre as várias “coisas” que ela teria oportunidade de conhecer. Deixamos sempre claro de que a viagem obedeceria o ritmo e os interesses dela. Entre os itens pré-viagem estava a leitura de “Linéia nos Jardins de Monet”, que eu comprei quando ela devia ter uns 2 anos, e desde então estava guardado, para ser bem sincera, esquecido.

Após a leitura do livro, conseguimos o vídeo emprestado e nos deliciamos com o filme. Ela se encantou, de imediato, com a História. Da mesma forma eu tracei, na minha cabeça, um percurso literário tendo como base a viagem de Linéia a Paris. (Também lembrei do percurso literário que fizemos em 1995, em Portugal, com a turma da Oficina Literária do Assis Brasil tendo como gancho 3 livros do Eça de Queirós).

O primeiro passo foi ir a Giverny e visitar a “Casa Rosa” onde Monet passou grande parte de sua vida e produziu maravilhas. Foi mágico! Eu, chorona, quando vi a expressão da Quitéria, manifestando intimidade e conhecimento do ambiente onde estava, arrepiei e chorei. Ela sabia o lugar das coisas na cozinha, conhecia a sala de jantar, o atelier, correu em busca da ponte japonesa e vibrou ao encontrar o barco no lago. Fotografou Ninféias, juntou flores do chão, para secarem no livro exatamente como a Linéia fez. Até a pose da capa do livro na ponte ela repetiu para foto. Fomos e voltamos de trem que parte da Gare St. Lazare para Vernon e de lá com ônibus para Giverny.
As cidadezinhas são mágicas e o trajeto muito agradável.

Em outro dia, com o livro cheio de flores recolhidas no chão dos Jardins de Monet, fomos tentar achar o Hotel Esmeralda onde Linéia se hospedou em Paris. Não sabíamos direito o endereço, na ilustração aparecia o n° 4 e a vista que ela tinha da janela do quarto. Também falava que era na frente da Igreja Saint- Julien le Pauvre que tem em seu parque a segunda árvore mais antiga de Paris, plantada em 1602.

Pois bem, achamos a Igreja, a árvore (com direito à folhinha para secar no livro), e o hotel com o número 4. O hotel é tal qual descrito por Linéia. Tem o quadro da cigana Esmeralda na subida da escada. Temos a foto que prova isto. A Esmeralda é aquela, amiga do Quasímodo, o Corcunda de Notre Dame. Mais referências literárias reforçadas, antes, em uma visita a Place des Vosges e à fachada da casa onde morou Victor Hugo autor do corcunda.

 

E, também, na infindável subida às torres da Notre-Dame a fim de visitar o sino e o local onde o Corcunda vivia. Lá de posse da máquina fotográfica, Quitéria fez imagens de várias gárgulas que ela jura serem as amigas do Quasímodo que aparecem no filme.

 

Mais literatura: Linéia menciona no livro a “livraria inglesa que fica bem pertinho, logo depois da esquina”. Saindo do Esmeralda, em direção ao Sena, viramos a esquina e estávamos diante da Shakespeare and Company. Entramos, babamos, compramos e Quitéria quis tirar foto lendo, ou melhor, olhando os livros naqueles sofás empoeirados. Bem, no meio desta sucessão de surpresas e descobertas, entre os livros que Quitéria viu ali jogados estava o Diário de Anne Frank. – “Mãe, olha!”

Explico: um dia antes, após almoçarmos no Centre George Pompidou, fomos visitar o Musée de la Poupée (Museu da boneca) e na saída, aquelas coisas que acontecem em Paris, havia um canto ao lado do Museu, aparentemente um jardim. Era engraçado, inusitado, fomos ver e aquilo ia se abrindo e era uma praça, grande. Havia uma placa que informava ser, a Praça, um presente de um determinado Senhor para a comunidade judaica de Paris e se chamava Anne Frank. Quitéria perguntou quem era e recebeu uma explicação rápida mas o interesse aflorou. Queria mais detalhes e, claro, a tristeza da história a impressionou muito. Falei que era um sucesso e que era um dos livros mais lidos e ela perguntou se podia ler. Disse que sim, mas mais tarde! Na Shakespeare o título e a foto de Anne Frank a deixaram mais curiosa ainda.

Nosso percurso da “Linéia” terminou com visita ao Museu Orangerie onde estão as Ninféias de Monet. A pequena viu, reviu, ficou perto, ficou longe, fazendo o teste que Linéia fazia ao ver o borrão que era de perto e a flor que aparecia de longe. Entendeu, à maneira dela, a impressão que o artista tinha e queria retratar e o impressionismo do qual ele, Monet, era o principal expoente.

Enfim, ficou para outra vez, o Museu Marmottan e o D’Orsay. No Louvre fizemos um passeio relâmpago Vitória de Samotrácia, Vênus de Milo, Mona Lisa e alguma coisa da ala egípcia que fascina a Quitéria. Havíamos planejado um dia na Eurodisney. Eu e o Regis não estávamos muito satisfeitos com a idéia que, por iniciativa da Quitéria, foi cancelada. Isto me faz lembrar outra passagem da Linéia. Quando ela volta para sua cidade, que não é informada no livro, alguém pergunta: – E que tal a Torre Eiffel?…E ela responde: – Escute: nós tínhamos coisas muito mais importantes para fazer. Quitéria subiu no último andar da Torre, almoçou no Julio Verne mas, a Eurodisney, ficou para depois…

Outra coisa que fizemos, e ela adorou, foi levá-la a Montmartre, na Place de Tertre e pedir para uma artista retratá-la, ficou o máximo.  

Fiquei abastecida e feliz com o aproveitamento que nossa filhota teve de tudo isso. Sem falar no nosso crescimento como família e a saudável reciclagem dos afetos. Mas isso é uma outra história.”

 

Em Paris, que tal uma praia ou um passeio de bicicleta em Versailles?

23 de julho de 2010 3

Quem acompanha os canais de temperatura pelo mundo deve estar sabendo que o verão na Europa está se revelando especialmente seco e com um calor quase senegalês. Em realidade isto é mais verdadeiro na região mediterrânica , mas Paris tem seus dias bem quentinhos e a prefeitura montou, nas margens do Sena, legítimas praias de areia para que os parisienses em férias, possam aproveitar o mais semelhante a uma praia possível.

É muito engraçado vir caminhando da Notre Dame em direção ao Hotel de Ville ( prefeitura de Paris) ,olhar para o rio e se deparar com o pessoal de calção e biquini , crianças com baldinhos e muitas cadeiras de praia.

Também tem a turma que caminha no “calçadão” cais do Sena, tudo muito democrático como  em qualquer orla de cidade grande!

Paris respira verão, em frente ao Hotel de Ville a programação de shows e entretenimento bomba, a Rue de Rivoli tem decoração alusiva ao tema, anoitece depois das 21:30h e parece que faltam horas no dia, pois o último pensamento é ir para o hotel descançar . Passamos um entardecer em Montmartre e as escadarias da Sacré Coeure pareciam uma festa: música, dança celebrando a lua que iluminava o céu.

Para quem tiver mais tempo , um programa imperdível é um longo passeio de bicicleta pelos jardins de Versailles. Até outubro nos finais de semana , das 11h à 12h e de 15h30 à 17h, acontece o show de Grandes Eaux Musicaux, isto significa que todas as fantásticas fontes do Castelo estarão dançando ao som de música clássica.

Eu sei que não é nada original , todo mundo já ouviu falar no Palácio de Luís XIV, mas aposto que muito poucos se deixaram tomar pela beleza dos jardins  e passearam sem pressa como fazem os locais. Vale também dar uma corrida ou mesmo alugar um carrinho de golf , para quem preferir poupar as pernas.

O ingresso para os jardins custa somente oito euros e não é necessário entrar na imensa fila que se cria em frente ao Castelo, na esquerda tem um caminho alternativo direto para os jardins. Quem está de carro pode procurar indicação para entrar por trás (Grand ou Petit Trianon) e evitar o atrolho da entrada oficial!

O jardim é imenso e o aluguel de bicicleta está na entrada do Grand Canal à direita, por isto vá caminhando entre as fontes e se conseguir chegar num final de semana no fim da manhã ou da tarde , melhor!

Além disto os jardins estão floridos e muito bem cuidados e apesar de muito frequentados existem vários recantos tranquilos onde se pode ficar quase sozinho para um piquenique ou um fim de tarde romântico! http://www.chateauversailles.fr/jardins-parc

Ah, tem também barquinhos para alugar e navegar pelo Grand Canal.

Uma programação noturna acontece nos jardins nos sábados de verão, Grands Eaux Nocturnes, confiram no site e aproveitem enquanto o frio nao chega.  http://www.chateauversaillesspectacles.fr