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Posts na categoria "Patagonia"

Patagônia, um estado de espírito

10 de fevereiro de 2014 2

A Patagônia é mais que um destino, é um estado de espírito e comunhão com a natureza.

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Para começar uma informação prática , a região compreende todo o sul da Argentina , desde o sul da província de Buenos Aires até a Terra do Fogo. É um continente enorme e quase deserto, onde o céu se confunde com o horizonte infinito de picos nevados e lagos azulados.

O homem patagônico é um guerreiro , venceu intempéries e desbravou o fim do mundo com garra e determinação. Divide sua terra com um rebanho de ovelhas gigantesco e com a qual faz sua especialidade gastronômica, o cordeiro patagônico.

É nas estâncias que a história se faz, extensões de terra de mais de quinze mil hectares são comuns e o homem montado no cavalo se assemelha ao gaúcho no domínio do pampa. Mas é no céu que a alma é aprisionada, ele muda de cor e forma constantemente com um vento que insiste em soprar em fortes lufadas e tem a limpidez e pureza das terras perdidas.

O turismo trouxe um novo alento, pequenas vilas tornaram-se cidades e o mundo descobriu ” o fim do mundo” . Europeus vem de suas terras, também geladas, para desvendar seus segredos. Me pergunto, o que os atrai? A resposta vem dos bem preparados guias: ” a solidão, esta sensação de estar desbravando um território quase virgem, onde não se vê sinal de civilização ,é incomparável!

El Calafate é a capital do turismo patagônico, uma cidade charmosinha muito paracida com outras vilas de montanha da Argentina. Localiza-se as margens do Lago Argentino e em dez anos triplicou seu tamanho para mais de 20 mil habitantes, mas mantém o clima e o astral de um pueblo.

Oferece um boa rede hoteleira, restaurantes e cafés e a localização perfeita para descobrir uma série de atrações próximas ou nem tanto. Muitas agências organizam os passeios que justificam uma estada de pelo menos três dias, desde os mais imperdíveis como o Glaciar Perito Moreno até os mais improváveis , sendo que os preços variam pouco , não vale a pena perder tempo com muita pesquisa.

Para hospedagem escolhemos Los Alamos, um hotel grande mas com clima de montanha nas áreas comuns, os quartos eram espartanos demais para meu gosto. Compensa a falta de conforto com uma boa localização , central mas não demais. Para que quer algo mais intimista , existem boas opções com vista para o lago mas o acesso ao centro é um pouco mais distante.

No próximo post conto sobre os passeios, imperdível!

Se você gostou deste post , e quer saber mais dicas de viagens, exposições roteiros e cultura curta nossa página no Facebook:

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Hotel Eolo, que tal uma lua de mel agora?

04 de março de 2013 1

Programei minha viagem para Patagônia para descansar , namorar, contemplar a paisagem local, fazer quase uma viagem interior. Leitura , contato com a natureza, boa culinária e paz eram ingredientes especiais no cardápio! O Eolo , deus do vento, foi uma inspiração e tanto para tudo isto.

Para tanto escolhi a dedo um dos únicos Relais & Chateaux da América do Sul que faz jus a cadeia a que pertence em todos os quesitos. Localizado numa estância de criação de gado , cerca de 25km do centro de El Calafate , na Patagônia Argentina, o Eolo está no sopé do Cerro Frias e em dias claros avista-se o Lago Argentino e as Torres del Paine , já em território chileno.

Ele está na medida entre o rústico e o chic, o mínimo e o máximo, a solidão e o excelente acolhimento. Tudo por ali recende a algo muito familiar, as salas tem livros e jogos para passar a tarde contemplando a paisagem que entra nos espaços por enormes janelas voltadas para um entorno sempre deslumbrante. Decoração despojada de acordo com o clima, nada fora do ambiente de fazenda , mas com conforto, charme e aconchego!

A comida foi um capítulo à parte, desde a louça, toda comprada em antiquários e leilões tudo é de um bom gosto estupendo ! O difícil era escolher o menu já que as opções eram variadas e todas deliciosas!

Muitas atividades estão disponíveis para quem quer vida ao ar livre. Optamos por um passeio de bicicleta até o centro de El Calafate. Foi quase uma maratona , mas o visual compensou todo o esforço . Deixamos as bicicletas por lá onde foram recolhidas pelo pessoal do hotel.

Com o corpo cansado o retorno foi ainda mais recompensador. Uma paisagem assim gigantesca, limpa a alma para enfrentar o ano que se aproxima. Um lugar que preenche todos os requisitos para uma lua de mel , nem que seja depois de 25 anos de casado.

El Calafate : desvendando passeios e "roubadas"

22 de fevereiro de 2013 75

Muitas perguntas me surgiram quando planejava meu roteiro . Vou tentar facilitar a vida de quem tem vontade de desbravar a Patagônia e não tem para quem perguntar. Em primeiro lugar o voo de Buenos Aires até El Calafate dura em torno de 3 horas, Ushuaia outro destino patagônico bem conhecido fica mais ao sul. O Lago Argentino concentra grande parte dos passeios pela região, e ficando em El Calafate tem-se acesso a várias delas, outra opção seria dividir a estada com EL Chalten , onde muitas trilhas e acampamentos podem ser feitos ( são 250km ao norte de Calafate).

 

Quando ir:

O período de verão é o mais propício, a temporada começa em outubro e novembro é um dos meses mais procurados pela abundância de flores . Janeiro e fevereiro são mais ventosos, com rajadas e mudanças rápidas de tempo, março e abril são boas opções, mas a partir de abril muita coisa fecha e as opções diminuem!

Passeios

Glaciar Perito Moreno

O mais conhecido é também o mais interessante e imperdível . O glaciar situa-se às margens do Braço Rico do Lago Argentino com acesso por terra em estrada asfaltada a cerca de 1 hora do centro de Calafate. A paisagem é estonteante e completamente diferente de tudo que eu já tinha visto na vida. Por lá existem três possibilidades de atividades, experimentamos todas e eu não descartaria nenhuma.

Perito Moreno visto desde as passarelas

Barco – para navegar em frente a parede do glaciar e ter uma noção de sua grandiosidade bem de pertinho! São poucos minutos para se chegar a outra margem para iniciar a caminhada sobre o gelo. Pode-se optar por fazer somente a navegação.

Caminhada sobre o gelo – Combinada com a navegação aportamos no bosque que ladeia o glaciar , lá deixamos nosso pic-nic no parador e seguimos para a geleira . Colocamos os grampones nos tênis para iniciar a trilha sem sustos.

Caminha-se por uma neve compacta com variações de tons de azul , desde tons profundos até quase branco. As fendas formam pequenos lagos de água potável e muitas se alargam abrindo crateras muito profundas por onde a água do derretimento escorre.

A caminhada sobre o gelo paga-se à parte e custaU$ 100. Não é muito cansativo mas não aconselhável para quem tenha algum problema de joelhos pois os grampos tornam a caminhada demandante . Ao final o tradicional whisky com gelo milenar retirado com picareta. Seguimos até o parador para o almoço trazido na mochila, em Calafate todos os restaurantes preparam lanches para viagem , nossa pedida foi empanada de cebola e queijo com chocolate de sobremesa.

Passarelas – pode parecer meio redundante para quem caminhou sobre a geleira partir para ver o Perito Moreno de um mirante, mas me rendi ao ceticismo e admito , é lindo e muito diferente! São quatro quilômetros de passarelas muito bem projetadas e executadas, que oferecem uma visão quase aérea do glaciar. Um visual completo e acessível para qualquer idade ou preparo físico, inclusive cadeirante, pois é provida de rampas.

Daqui tivemos o privilégio de ver um grande despreendimento de parede , que segundo o experiente guia, Alexandro Capelli , se vê com sorte e paciência. Um espetáculo grandioso, quarenta metros de parede de gelo caindo na água com um estrondo profundo e formando uma onda eloquente ! Filmei e fotografei , mas nada captura a magia do momento.

Cerro Frias

Vinte quilômetros a oeste do centro de El Calafate a Estância Alicia deixou sua função principal e tornou-se um centro de atividades de aventura e sede do maravilhoso Hotel Eolo, sobre o qual vou falar num próximo post. Hoje é pequena para a criação de ovinos, com “apenas ” 4 mil hectares de terras, e o Cerro Frias na propriedade favorece o turismo.

Cavalgada – com belos exemplares equinos o visual é fora de série. O custo é de U$ 80 por duas horas de passeio acompanha por um peão da estância e mais algum integrante do staf, no caso Franco de 5 anos dando show de montaria

Tirolesa- No mesmo Cerro Frias a Tirolesa é longa e muito alta, sendo dividida em cinco etapas. Uma experiência cheia de adrenalina que agrada aos mais jovens e encanta com paisagens deslumbrantes do Lago Argentino e até de Torres del Paine na Patagônia chilena. O bom que neste dia estava uma única família fazendo a aventura , o que a torna mais exclusiva!

Estância Cristina

Esta é quase uma instituição local, no Braço Norte do Lago Argentino dentro do Parque Nacional. Foi uma estância desbravadora no início do século XX, comandada por uma família de ingleses que a partir de uma criação de ovelhas deixou um legado hoje explorado por uma empresa de turismo privada.

A navegação é um dos destaques do passeio, pois antes de atracar no pier da Estância Cristina navega-se pelo Canal Upsala que desemboca no Glaciar de mesmo nome. A visão é mais uma vez estarrecedora, ainda mais quedesde o início da navegação os icebergs azuis que se soltam das paredes preparam a paisagem que está por vir.

A visita a Estância Cristina por si só pode ser meio monótona para os mais ativos, são 2:30h de navegação e por lá não mais do que um almoço, pequenas caminhadas em torno do rio e a visitas ao museus e as instalações da antiga estância nos esperam.

Para quem tem preparo físico e um pouco de espírito de aventura , recomendo fazer o Wild Trek, uma trilha de 12km antes da Estância Cristina pela Península Herminita de onde pode-se avistar o Glaciar Upsala de um ângulo perfeito , além de descobrir a natureza local com acompanhamento de uma guia sem igual , Jimena Fresca (jfresca@gmail.com) .

Foi uma experiência ímpar , quatro horas de trilhas numa imensidão solitária , seguindo pegadas de cavalos selvagens e outros animais silvestres por entre escarpas e estepes que se sucedem em equilibrio . Ao final o cansaço se mistura a uma sensação de conquista! Avassalador como o céu patagônico.

Para quem gostou deste post , visite nosso site e descubra outros passeios em grupos especiais ou contrate uma assessoria particular para montar sua própria viagem :)

www.viajandocomarte.com.br

 

Viajando pela Patagônia -Parte III - Da série a vida é para ser compartilhada

24 de março de 2010 0

Nosso amigo Luciano Zanetello nos relata hoje mais uma parte da sua aventura pela Patagônia.

 Fechando a narrativa da região , vamos falar um pouco sobre a Terra do Fogo ( parte insular Argentina ) e do trekking sobre o Perito Moreno

Para que tenham uma noção da distância, o tempo de vôo de Buenos Aires à Ushuaia é de 4:00 hs.

 

O nome da região ( Terra do Fogo), remete à época dos descobrimentos quando os poucos navios que aqui cruzavam avistavam sempre muitas fogueiras feitas por nativos para aquecerem – se. A ficção de Júlio Verne também foi inspirada aqui  no hoje famoso “Farol do fim do mundo “. 

 

 

 Ushuaia, que fica as margens do canal de Beagle é uma simpática cidade com muitos atrativos . Uma grande diversidade de parques nacionais, propicia lindos passeios e trilhas p/ os aventureiros. Modernos centros de ski atraem milhares de espotistas na temporada que aqui estende – se além do período tradicional em função de nevascas até Setembro. 

   

Uma visita interessante é a antiga cadeia da cidade que hoje é um museu.

Daqui ,no verão também saem cruzeiros com destino à Antartida e observação de Icebergs.

 

 

 Mesmo para aqueles que dispõem de pouco tempo o canal de Beagle oferece paisagens excepcionais em passeios de meio dia. 

Depois de explorarmos os lugares da cidade , alugamos um carro e subimos   passeando até cruzarmos o   Estreito de Magalhães .

 Dali , por Punta Arenas , Puerto Natales no Chile ( as fronteiras são muito próximas e as vezes é melhor entrar por um país e depois retornar ao outro ) , chegamos novamente ao Calafate de onde sairia nosso vôo de retorno . 

 

 Aproveitamos então para um passeio que não tínhamos feito na outra vez que é um trekking de duas horas em cima do glaciar.

São grupos pequenos guiados onde utilizamos por sobre as botas , os chamados “grampões” espécie de sapatos de ferro cheio de “grampos” p/ não escorregarmos no gelo.

 

 

  É uma sensação indescritível e as paisagens são maravilhosas. As fotos não retratam fielmente os vários tons de azul existentes nas diversas gretas.

  

 

 

 O passeio termina invariavelmente com o grupo reunido em cima do glaciar sendo oferecido a todos um whisky 12 anos ,acompanhado do  gelo glaciar de milhões de ano, maravilhoso !!!!!

 

 

Patagônia parte II - Torres del Paine - da série -A vida é para ser compartilhada

11 de janeiro de 2010 0
Nosso amigo e colaborador do Blog, o viajante Luciano Zanetello segue com a sua trilogia na Patagônia, aproveitem!
Os “Hornos del Paine”
Em 2005 resolvemos  voltar e conhecer lugares onde não tínhamos passado . O principal destino era Torres del Paine uma região que divide o Chile e a Argentina onde as maiores atrações  , estão no lado chileno. Como não tínhamos muito tempo , optamos  fazer de avião o trecho de Poa até El Calafate ( com escala em Buenos Aires ).  A época era meados de Abril e sabíamos que toda a estrutura do parque fecha em Maio porque o frio começa a ficar muito intenso e o fluxo de turistas desaparece.
Vista geral das Torres del Paine
Por outro lado ,como já era fora da temporada ,os preços estavam muito melhores . Chegando ao Calafate , já notamos a tremenda diferença da cidade de dois anos atrás . Bem maior , modernizada , com vários pequenos shoppings , enfim , o romantismo tinha ficado no passado e ela estava rumando a passos largos para colher os frutos da globalização e fama.
A melhor maneira de deslocamento do Calafate até Puerto Natales ( cidade próxima ao parque ) eram micros.
 Pegamos o das 6:00hs e por volta das 13:00hs encostávamos em Puerto Natales . Durante a alta temporada, quando os preços dentro do parque são caros ( ainda mais p/ o dinheiro brasileiro ) , muitas pessoas ficam baseadas aqui e deslocam – se diariamente ao parque pois os “transfers” são fáceis.
Amanhecer em Puerto Natales
A distância é de 70 km e, como ficaríamos só três dias ali , optamos por alugar uma van e nos hospedar dentro do parque . 
Puerto Natales fica as margens do “fiord’ ,  chamado de “Última Esperanza”, e existe um tour de um dia navegando por ele até os glaciares dentro do parque , vale muito o passeio !!
No caminho até o parque passamos por vários picos nevados e observamos vários “Condores” planando silenciosamente nas alturas. Existem três hotéis dentro do parque todos equivalentes ,e mais o Explora , um resort exclusivíssimo com todas as mordomias possívies .Optamos pelo hotel que ficava ao pé das famosas “torres” que nominam o parque e de onde inicia o trekking até o lago do degelo lá formado.
No outro dia, pegamos a van do hotel e fomos fazer um tour de reconhecimento que é pago à parte e dura o dia todo .
Lago do degelo junto as Torres.
 Passamos por Guanacos pastando tranquilamente , conhecemos os “Hornos del Paine” , estranha e multicolorida formação rochosa, os lagos principais , almoçamos  de frente para o Glaciar Grey e depois caminhamos ao longo de uma praia vendo passar vários pedaços de  Icebergs desprendidos do glaciar .
 No outro dia , preparamo – nos para o trekking até o lago das Torres. São aprox. 10 horas de caminhada entre a ida e a volta subindo e descendo várias vezes até chegarmos ao ponto desejado.     A vista é incrível ……….
Vários alpinistas ou andinistas no caso , vem escalar as torres para treinamento . Chegamos de volta aos pedaços.
Trekking no parque.
 Uma janta ao pe´da lareira com um bom vinho , espantaram todo o cansaço .
 No nosso último dia, chovia copiosamente e fizemos hora até nos deixarem no ônibus p/ o retorno a Puerto Natales .
Agora , já nevava fortemente  em todo o caminho, só quando fomos chegando à cidade é que virou chuva novamente. 
No dia seguinte fomos fazer o tour de barco  até os glaciares que tínhamos visto por terra  no parque .
São paisagens deslumbrantes que se sucedem .O almoço é numa “hacienda” típica de antigamente   onde servem  a comida típica da zona.   A cidade é pequena e para aumentar o interesse turístico tem Cassinos.
 Para encerrar , da primeira vez não tínhamos vindo aqui pois nos disseram que nesta região o normal é estar sempre chovendo. Demos muita sorte pois os dias ensolarados que tivemos proporcionaram belas imagens . 

Fauna do parque – Guanacos

Patagônia - A trilogia - da série "A vida é para ser compartilhada"

23 de dezembro de 2009 0
Hoje nosso parceiro viajante Luciano Zanetello nos conta de mais uma de suas viagens, esta é uma trilogia sobre a Patagônia, então com ele , a palavra!
O meu primeiro e fugaz contato com a Patagônia foi da janela do avião da Aerolineas que preparava – se para pousar no aeroporto de Rio Gallegos , última escala do vôo transpolar rumo à  Nova Zelândia em 1997 .
Na lenta aproximação, o mar de um azul profundo que , subitamente dava lugar aos “cleefs” enegrecidos já capturavam a atenção .
No aeroporto , enquanto esperávamos o reabastecimento , cartazes turísticos ofereciam passeios a um tal  Perito Moreno, um glaciar gigantesco e monolítico que ,ali pela primeira vez aparecia diante dos meus olhos.
Perito Moreno
A lembrança permaneceu mesmo diante do longo período em que a Argentina esteve proibitiva p/ os brasileiros por conta da dolarização da economia.  Em 2003 quando já tínhamos uma paridade cambial, aquelas lembranças foram mais fortes e , em Janeiro decidimos ir de  carro rumo a distante Patagônia.
Parte I – O reconhecimento :
Viajar de carro tem muitas vantagens  mas, é preciso espírito para encarar as longas distâncias. Para vocês terem uma idéia, percorremos  mais de 2000 Km para chegar  até a  Patagônia Argentina. A espera e a distância são totalmente recompensadas quando depois de instalados em Puerto Maydrin na Península Valdéz, iniciamos os passeios .
Nosso primeiro , foi a Puerto Pirâmides na “Caleta Valdéz” onde fomos mergulhar em um mar gélido ( 12º C ) para observar os Lobos Marinhos. Fora d’agua , um calor enorme amenizado pela ventania constante nestas paragens ( dizem que é na Patagõnia que o vento faz a curva ) . Dali, sempre por estradas de “rípio” fomos até uma praia onde os elefantes marinhos repousavam . Era surreal contemplarmos aqueles animais de 600 / 700 kg deslizando lentamente do mar à praia e vice versa.
O entorno de Puerto Maydrin em março  é um ótimo local para visualizarmos as Baleias franca que aqui permanecem por um tempo .
Descendo rumo a ponta do continente  chegamos em Rawson, mais precisamente em  Punta Tombo, um “pinguinero” onde milhares de Pinguins aguardavam o chamado instintivo para se lançarem ao mar . É um espetáculo inesqueçível !
Dali , uma longa travessia de 500 km por “rípio até El Calafate a cidade que é a base para as visitas ao Perito Moreno . Na época a cidade ainda era  formada por  umas poucas ruas com calçamento só na av. principal. Quem a visita hoje , vai pensar que estamos mentindo aqui .O caminho até o Glaciar ainda era todo em rípio ( +/- 70Km ) . Quando entramos no parque ( paga – se ingresso ), das curvas da estrada íamos  tendo visões fugazes do Glaciar, até que em um determinado ponto, ele aparecia em toda sua grandeza.
Por mais palavras que se tente descrever , nunca vai se comparar ao, simplesmente estar lá e  …..olhar .
Nesta primeira vez , andamos por galerias em frente ao Perito, ouvindo o estrondo de eventuais desprendimentos de blocos gigantescos do gelo principal . Fizemos um tour de barco que percorre a frente do glaciar chegando bem perto , só preservando a distância para evitar problemas com o gelo que se solta formando ondas .
No outro dia saímos rumo a Chaltén distante 200 km  ( sempre  rípio ), o que nos deixa sempre o risco de quebra do para – brisas ( o nosso voltou lascado de recordação ) . Chaltén é a capital argentina do “trekkig’ e à época ,contava com pouco mais de 300 habitantes. É uma daquelas esquinas do mundo onde todos se encontram. Os trekkers, os curiosos e principalmente  os  que curtem escaladas  pois a cidade fica aos pés do lendário Fitz Roy uma das montanhas mais famosas do mundo. É um lugar ainda pouco tocado pelo homem , aqui a força da natureza  predomina. Claro que essas são impressões de 7 anos atrás, mas por mais que a cidade cresça ( hoje o asfalto já chegou ) vai ser difícil competir com a natureza no seu estado natural .
Aqui, faço um capítulo à parte para falar da cozinha Argentina de maneira geral e , da Patagônica em particular.  É barata e ótima. Podemos parar em qualquer ‘boteco” da beira da estrada que o bife de chorizo será delicioso . O cordeiro Patagônico vale uma investida. O frio à noite mesmo em pleno verão, é  um convite para degustar todos os vinhos .
De Chaltén , pretendíamos cruzar os Andes em um “passo” provisório saindo abaixo de Puerto Montt no Chile. A aventura  acabou por conta de um pneu destruído e   a perspectiva de andar mais de 600 Km por rípio ( ninguém mais aguentava )  .
Voltamos um pedaço para pegarmos o asfalto e ,por Comodoro Rivadávia , Esquel , La Angostura  chegamos para explorar a região dos lagos Chilena .
Mas isso já  é uma  outra história …………..