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Posts na categoria "Rio de Janeiro"

O Rio para além das praias – Parque Lage , Vista Chinesa , Mosteiro de São Bento e outras maravilhas

29 de agosto de 2019 0

Quantas vezes você já foi ao Rio de Janeiro na vida?  Pois repito a pegunta com um adendo , e quantas vezes saiu da praia para uma vista cultural ou mesmo uma trilha alternativa?

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Hoje o hábito de veranear por lá já não é tão comum , mas antigamente as pessoas costumavam ter apartamentos onde passavam longas férias de inverno , aproveitando o clima aprazível. Mas mesmo assim , em muitas visitas alongadas quase nunca nos afastávamos mais de alguns metros do mar da Zona Sul.

Vou começar meu périplo longe do mar , não tao longe assim. Fazendo uma Trilha no Morro da Urca. Isto mesmo , o bondinho do Pão de Açúcar pode servir de transporte para subir e a trilha vira um passeio lindo de 40 minutos pelo meio da Mata Atlântica, numa descida que desemboca na Praia Vermelha.

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O visual é incrível , a trilha é fácil , segura e demarcada , não tem erro.  A Trilha do Morro da Urca nos faz esquecer que estamos no meio de uma metrópole de mais de 6 milhões de habitantes, coisas do nosso querido Brasil. O acesso é livre, somente fique atento aos horários, pois a Trilha Claudio Coutinho  funciona das 06h às 18h .

Por ser um lugar que tem contato direto com a natureza é muito comum encontrar animais silvestres como saguis e lagartos.

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O Rio é bem mais do que a Zona Sul – Descobrindo a Cinelândia

24 de agosto de 2019 0

Para mim Cinelândia era sinônimo de degrado, uma região central de um Rio de Janeiro onde nunca pensei em colocar meus pés em tantas visitas praianas à Cidade Maravilhosa. Quanta Ignorância a minha, a região pode ter ficado meio abandonada por um tempo mas guarda uma riqueza arquitetônica e histórica impagável e faz pouco renasceu em todo seu esplendor.

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De VLT, dá para fazer um passeio por 2 séculos de arte no Rio de Janeiro. Usando o novo meio de transporte da cidade, o Veículo Leve (ou lento como os cariocas chamam)  sobre Trilhos, você pode combinar a ida ao Museu Nacional de Belas Artes, que guarda o maior e mais relevante acervo de arte brasileira do século XIX até o Porto Maravilha para visitar o Museu do Amanhã e ao MAM (Museu de Arte Moderna) que fica no aterro do Flamengo. Senti não ter mais tempo para fazer o trajeto com calma.

Mas vamos à Cinelândia que é o foco deste post. Tudo começou na Praça Floriano com a ideia de transformar a nova região num Times Square tupiniquim.

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Parque Nacional de Itatiaia , onde os ventos batem no rosto

24 de novembro de 2015 0

Por: Caio Neumann

Vento no rosto, sensação de liberdade: de lavar a alma.

A mais ou menos a 300km de São Paulo, na Serra da Mantiqueira, fica o belíssimo Parque Nacional de Itatiaia. Chegar lá é fácil: Saindo de São Paulo é só pegar a Dutra e seguir sentido Rio até o km-316, chegando a Itatiaia, onde fica uma das entradas do parque.

Caio na Paisagem Louca 2

Fui para lá em agosto desse ano acompanhado do meu amigo Felipe Gaúcho (dono dessas belas fotos). Já que o lugar fica no topo da serra, a incidência de chuva forte no inverno é menor, então é a melhor época pra conseguir acampar pelo parque com mais segurança e com menos lama nas trilhas. Nos três dias que ficamos lá conseguimos visitar as duas partes do parque:

Eu e Caio na Pedra 3

LADO A

Primeiro a parte baixa, onde a entrada é ali mesmo na cidade de Itatiaia. Os atrativos são as três cachoeiras do complexo maromba e o centro de visitantes. No centro, existem umas salas de exposições artísticas e um acervo biológico da fauna e da flora de toda a região.

Ponte

As cachoeiras são incríveis. Uns 15 minutos de caminhada pra chegar a cada uma, em trilhas bem sinalizadas e cobertas de vegetação. A cachoeira véu de noivatem uma das quedas mais belas que já vi aqui no Brasil, e a piscina natural do maromba é tão bonita que nos faz esquecer a água abaixo dos 0° e fica impossível não dar um mergulho.

Resumindo: o lugar é lindo. Sem contar as visitas inesperadas de famílias de macacos fazendo travessias pelas árvores do entorno das cachoeiras e as diversas espécies de pássaros que cantam e voam pelo céu.

Prateleiras

LADO B

O outro destino foi a parte alta do parque. Para chegar lá precisamos pegar a estrada de novo e subir uma serra de uns 35km até chegar na entrada, que fica a 2.350 metros de altitude.

A principal atração da parte alta é um circuito de uns 12km de trilha numa região gigantesca que te contempla a todo tempo com uma vista panorâmica de outro planeta. A trilha é bem sinalizada, mas dá pra se perder fácil desviando do caminho pra chegar a algum pico que parece ser incrível, e que geralmente é, mas foge do trajeto.

Caio na Poça

Existem três cumes que podem ser escalados nesse circuito, o Pico das Agulhas Negras, o Maciço das Prateleiras e o topo do Morro do Couto. Para subir no Pico das Agulhas Negras e nas Prateleiras um guia e equipamento profissional são requisítos mínimos. Como eu não tinha nenhum dos dois, fui direto na tentativa doMorro do Couto, que fica há 2.680 metros de altitude. E que vista incrível, que lugar impressionante! Uma das mais belas vistas que já vi.

Caio na Paisagem Louca

No fim do circuito chega-se a um abrigo que cabem quatro ou cinco barracas pra três pessoas e é o único lugar pra dormir ali no alto do parque. A noite é daquelas que o céu fica surreal de tantas estrelas à vista. Para quem gosta de se programar, dá pra reservar lugar no abrigo direto pelo site oficial. Para quem não sabe o que é planejamento – como eu – tem várias opções de campings pela região.

Se você gostou deste post visite nosso site www.viajandocomarte.com.br e saiba mais sobre os próximos grupos e roteiros personalizados.

 

Rio de Janeiro preservado e renovado na Barra, Grumari e Prainha

22 de setembro de 2015 0

Sei que posso estar sendo óbvia para muitos , mas não posso deixar de dividir a minha surpresa ao me deparar com as praias quase virgens a menos de 30km da zona sul carioca! Já tinha andado por aqui nos anos 80 , aiiiii, e nunca imaginei que a preservação continuasse tão completa.

Grumari

O paraíso está na continuação da Barra, logo depois do Recreio dos Bandeirantes. Uma curva e a beleza se revela!

Prainha

Intocada , virgem e verde como deveriam ser sempre os morros de beira de praia. A sensação é de ter chegado na praia da Silveira em Garopaba , só que esta fica bem mais longe de qualqure centro urbano e mesmo assim tem um núcleo de preservação ativo para mantê-la como está.

A Prainha é o paraíso de surfistas e apesar dos muitos carros e pranchas , mantém uma áura meio alternativa, principalmente fora de finais de semana. As ondas , o barulho do mar , até a maresia é diferente, parece mais autêntica. Mas é Grumari que mais surpreende , maior e ainda mais deserta , a gente custa a acreditar que possa existir uma praia assim dentro da zona urbana do Rio.

Prainha

A proximidade da Zona Sul é tanta que mesmo sem muito zoom a gente pode vislumbrar a Pedra da Gávea de um mirante.

 Recreio dos Bandeirantes

Agora com a Cidade Olímpica sendo construída ali pertinho a região vai se desenvolver ainda mais. Um novo Shopping Center que valoriza os espaços e a luz natural já faz parte da paisagem na Barra, o Village Mall é lindo e super top em termos de lojas e restaurantes. Vale um passeio , uma almoço charmoso, compras nem sempre!

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Village Mall

Voltando para Zona Sul uma praia que vale uma parada é a Praia da Joatinga. Escondida na estrada do Joá ela é refúgio de surfistas e pessoal mais alternativo, por ter um acesso mais restrito . Como a entrada parece de um condomínio particular com cancelas e guardas , fica mais reservada do afluxo  massivo além de oferecer paisagens lindas.

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Joatinga

A preservação e a natureza estão fazendo a sua parte , que os investimentos e o povo do Rio consigam recuperar o status que a cidade merece no turismo mundial.

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

A ilha das 113 praias (e da 7º mais bonita do mundo!): Ilha Grande no Rio de Janeiro

19 de julho de 2015 0

Quando se trata de viagens, é difícil encontrar unanimidades (Rio ou São Paulo? Madri ou Barcelona? Nova Iorque ou São Francisco?). Na tentativa de formar consensos, tornam-se populares os rankings que ordenam destinos em diferentes categorias. Em 2013, o Tripadvisor  divulgou sua lista das 10 praias mais bonitas do mundo, e duas brasileiras deram as caras. Em quarto lugar, aparecia a Baía do Sancho, em Fernando de Noronha. Até aí, nenhuma novidade. A surpresa surgia mais adiante, no sétimo lugar: Lopes Mendes, na Ilha Grande, estado do Rio de Janeiro. Por mais que o destino já fosse conhecido, a ilha costumava viver à sombra de vizinhos mais populares, doméstica e internacionalmente: Angra dos Reis, Paraty, e a própria cidade maravilhosa.

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A praia de Lopes Mendes. ©IlhaGrandeTours

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Justiça seja feita: Ilha Grande é um paraíso natural que merece incontáveis visitas. A Vila do Abraão é a comunidade que abriga o cais onde chegam e partem as embarcações que fazem a ligação com o continente. Maior núcleo local de urbanização, é lar de 3000 habitantes, e concentra a maioria das pousadas e da infraestrutura turística da ilha. De lá partem 5 das 16 trilhas que costuram a porção de terra – na ilha, não circulam carros ou motos que não sejam do governo.

 

felipe 2Anoitecer na praia em frente à Vila do Abraão. ©Felipe Gaúcho

 

Lopes Mendes, a sétima praia mais bela do mundo, é o destino da mais famosa dessas trilhas. Em cerca de três horas de caminhada, passa-se pelas enseadas de Mangues, Palmas e Pouso, até que se chegue do fim do percurso. A recompensa se descortina por detrás das folhagens sobre um caminho de areia que encerra a trilha: depois dele, adentra-se uma faixa larga de areia, nas extremidades da qual ficam a sombra das palmeiras, de um lado; e a água esmeraldina e refrescante, do outro. A visita também pode ser feita de barco, o que substitui a caminhada de três horas por uma navegação de vinte minutos. Mas o conforto tem seu preço. Quem opta pelo barco deixa de conhecer Palmas, uma das praias no meio do caminho, onde ficam alguns balanços feitos de corda, píers que parecem cenários de filme, e dez vezes menos gente em comparação com a vizinha famosa.

 

felipe 3A recepção aconchegante de um nativo da praia do Pouso. ©Felipe Gaúcho

 

A relação entre facilidade de acesso e quantidade de visitantes é uma tônica em todas as 113 praias da ilha. No geral, quanto mais para o sul ou para o oeste se vai, mais selvagens e despovoadas são as baías. Aventureiro, a três horas de barco da Vila do Abraão, não tem energia elétrica, e nela só é possível pernoitar em campings. Parnaioca, igualmente isolada e encantadora, não tem nem sinal de celular, e hospeda meros cinco valentes habitantes.

 

felipe 4Criança desconfiada observa a chegada de visitantes em uma praia inóspita. ©Felipe Gaúcho

 

Ilha Grande não carece de opções para os menos destemidos, no entanto. Agências de turismo oferecem passeios de barco que contornam toda a ilha ou metade dela, em um dia, com paradas e lanches em algumas das suas mais bonitas enseadas. Os fãs de mergulho podem se esbaldar nas águas límpidas da Lagoa Azul e da Lagoa Verde, que, quando não superlotadas (é sempre bom evitar esses locais na alta temporada), colocam o visitante em contato com cardumes vastos e tartarugas marinhas acostumadas à proximidade com humanos. E, em um circuito que se percorre a pé em uma hora, partindo da Vila do Abraão, é possível conhecer a Cachoeira da Feiticeira, um paredão vertical com uma queda d’água de 15 metros e um poço agradável; e as ruínas do Lazareto, um antigo hospital que isolava pacientes em quarentena do resto da sociedade, até o começo do século passado.

 

felipe 5A Cachoeira da Feiticeira. ©Navegantes Turismo Ilha Grande

 

O antigo Lazareto não é a única construção da ilha que carrega consigo as marcas de um passado sombrio. Resguardando a praia de Dois Rios (na minha humilde opinião, muito mais linda do que a famosa Lopes Mendes), fica um antigo presídio, um dia considerado “de segurança máxima”. Dentro dele, na época da ditadura, a convivência entre presos políticos e assaltantes de banco incitou a formação de grupos que inciaram um nova capítulo na história da violência urbana nacional. Foi ali, diante de uma das praias mais bonitas do país, que surgiu o Comando Vermelho, hoje uma das maiores facções criminosas brasileiras.

felipe 6Fim de tarde na praia de Dois Rios. ©Felipe Gaúcho

 

Desde que um dos líderes da facção deixou o presídio em um helicóptero, numa das fugas mais espetaculares da nossa história carcerária, o legado desses tempos foi ficando pra trás. O complexo penal foi desativado, uma unidade da UFRJ se instalou nas proximidades, e se constituiu uma espécie de cidade fantasma, onde charmosas casas de estudantes se avizinham a mansões abandonadas, num cenário misterioso que só engrandece a aura mística em torno da praia de Dois Rios.

felipe 7O pôr do sol ao fim de um passeio de barco. ©Felipe Gaúcho

 

Pousadas abundam na Vila do Abraão, e vão das mais básicas às que oferecem algum conforto extra (nada perto de cinco estrelas, contudo). Algumas opções de hospedagem mais charmosas são a Pousada do Tagomago, na Praia do Canto, e a Pousada Estrela da Ilha, dentro de uma construção elegante de madeira e pedra na Praia Freguesia da Ilha. Há, também, acomodações para os que buscam um pouquinho mais de extravagância. A vinte minutos de caminhada da Vila do Abraão, fica um sítio recentemente premiado pela Casa Claudia por seu jardim impecável, com nove suítes e privacidade total, ideal para viagens de famílias grandes.

 

Diferentes embarcações fazem o trajeto entre a ilha e o continente. Para conferir os horários, é só http://ilhagrande.org/

Felipe Sant’Ana Pereira

Para saber mais sobre o litoral Carioca e Paulista

Litoral Paulista : Camburi , Baleia e Boiçucanga

Por que você nunca ouviu falar no paradisíaco Saco do Mamanguá… Por Felipe S Pereira

Grumari e Prainha, o Rio de Janeiro preservado

 

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particulare do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Por que você nunca ouviu falar no paradisíaco Saco do Mamanguá... Por Felipe S Pereira

20 de setembro de 2014 1

…apesar de ele ser o único fiorde do Brasil, oferecer incontáveis prainhas e cachoeiras, compor uma paisagem de tontear até os mais viajados, e ficar bem no meio do caminho entre São Paulo e o Rio de Janeiro? Confira 5 motivos possíveis:

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A cachoeira do Saco Bravo e o cenário de videogame que a rodeia – © Açony Junior

1- O acesso é difícil

A despeito da proximidade com Paraty, chegar no Mamanguá não é fácil. A rota mais comum envolve dirigir por uma estrada de terra sem iluminação até Paraty-Mirim e depois pegar um barco de pescador que corta a Baía de Ilha Grande até desembarcar na Praia do Cruzeiro. As outras opções não estão ao alcance de qualquer um: pode-se arriscar a longa caminhada que contorna o “fundo do saco” e atravessa um manguezal em cerca de 8 horas, fretar uma lancha desde Paraty, ou até (para os mais ousados) alugar um helicóptero e pousar na mansão onde o elenco do filme Crepúsculo ficou hospedado para gravar parte do quarto filme da série.

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O mapa do Saco do Mamanguá e da Ponta da Joatinga – © Associação Cairuçu

2- Conhecer as várias praias e cachoeiras exige esforço

Uma vez no Saco do Mamanguá, o deslocamento se dá somente por trilha ou barco. Para conhecer as 33 praias e 8 comunidades caiçaras que pontilham o perímetro desse braço de mar, é preciso andar por metade de um dia. Não que seja necessário passar por todos esses lugares. Há, no entanto, alguns (nem inclusos nessa soma) que merecem atenção especial. É o caso do Morro do Pão de Açúcar, um enorme monolito à beira d’água que oferece a vista mais deslumbrante da região, como recompensa para quem encarar os 50 minutos de subida. A cachoeira do Saco Bravo é outro atrativo imperdível. Não fica exatamente dentro do braço de mar: requer mais um ou dois dias de caminhada, contornando a península no sentido horário. Mas basta um vislumbre de sua queda sobre uma piscina natural em pleno costão para se ter certeza de que o desvio vale a pena.

 

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A vista literalmente estonteante do topo do Pão de Açúcar:  dá vontade de ficar girando pra ver sempre a beleza que se descortina mais adiante  - © Felipe Sant’Ana

3- Não há wifi nem 3G pra postar as férias no Facebook em tempo real

De fato, nem a energia elétrica chegou ao local definitivamente (ou tinha chegado, no início de 2014, quando estive por lá). Ainda que uma ou outra residência tenha seu gerador, a maioria dos campings e estabelecimentos apela para as velas e lampiões depois que o sol mergulha no horizonte. Sinal de celular é uma raridade. Mesmo assim (perdão pelo trocadilho), garanto que você nem vai ligar.

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Quem precisa de wifi num lugar como esse? – © Felipe Sant’Ana

4- Hotéis luxuosos ainda não se instalaram por lá

As opções de acomodação mais procuradas são o camping do Seu Orlando, na Praia do Cruzeiro (24-9916-3532), e a pousada Mamanguá Eco Lodge, essa um pouco mais confortável, na Praia Grande (http://www.mamangua.com.br). Quando em grupos maiores, vale a pena alugar uma das casas que se debruçam sobre as margens do fiorde, como a Casa Laranja (http://www.sacodomamangua.com/paginas/outrascasas.html). No entanto, os que buscam jacuzzis e serviços de quarto vão ter de esperar até que desembarquem os primeiros resorts no local… ou então ficar na casa que serviu de hospedagem ao elenco de Crepúsculo, como já mencionado.

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O terreno da casa que hospedou o elenco de “Crepúsculo” – © danbrazil.wordpress.com

5- Seu amigo que já visitou talvez não tenha te contado

A população que habita a Ponta da Joatinga (a península da qual o Saco do Mamanguá faz parte) é receptiva e apaixonada pelo lugar. Talvez por isso não seja grande o número de nativos que emigram para cidades grandes, e talvez por isso você não tenha ouvido histórias desse paraíso em primeira mão. Além disso, conhecidos que já estiveram no Saco do Mamanguá podem ter preferido manter o segredo para si, no intuito de preservar a virgindade do pedaço de litoral. Esse texto não tem a intenção de revelar muito, também, mas alguns segredos gastronômicos merecem o devido reconhecimento: é o caso dos camarões do chef Carlos, na Mamanguá Eco Lodge, e da comida preparada no forno da Dona Gracinha, na comunidade do Regato, onde só se chega por trilha. Quer conhecer o cardápio completo? É só reservar um tempinho no próximo feriado, e já começar a fazer as malas.

 

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Se no Mamanguá não há estradas, a criançada tem que aprender a remar desde

 

Aprazível: o Rio para além das areias da Zona Sul

18 de novembro de 2012 0

Um fim de semana no Rio de Janeiro corresponde a um mês de férias, em se tratando de belos visuais e descontração.

Desta vez busquei sair um pouco do circuito Ipanema-Leblon, que é bárbaro , mas que acaba restringindo uma cidade tão cheia de opções.

Dentre as melhores dicas sempre ouvia falar do restaurante Aprazível , em Santa Teresa. O bairro está sofrendo um profundo processo de transformação urbana e acredito que dentre em breve será uma espécie de Soho do Rio. Mesmo com a falta do famoso bondinho , fora de circulação desde o infame acidente do ano passado, tem um charme retrô que com um pouquinho mais de investimento vai florescer. Muitos artistas já tranferiram seus ateliers para cá e o evento mensal ,  Arte de Portas Abertas,  apresenta 77 artistas, divididos em 48 ateliês e 19 espaços culturais.  O evento ocorre desde 2003, com o empenho de impulsionar o turismo no bairro e a comercialização da produção artística local.

 Mesmo com toda a expectativa o Aprazível não decepcionou! Um lugar transado , cheio de recantos simpáticos, com uma vista linda e uma comida dos deuses.

O lugar é frequentado por um pleiade de estrangeiros de todas as paragens. Difícil é escutar português pelas mesas. Ao nosso lado um italiano estava extasiado pela paisagen em meio a  floresta , isto ainda antes de provar as delícias da culinária brasileira, em uma das melhores versões que eu já provei! 

O cardápio oferece pratos de várias regiões do Brasil, dando ênfase em pratos do norte e nordeste.  Eles se intitula restaurante de culinária brasileira genuína , num ambiente que lembra uma casa de campo. Almoçar é lindo mas imagino que no jantar as luzes devam acender a magia ainda mais ! Funciona das 12h as 23h ininterruptamente.

Nossa escolha foi leve e saborosa. Um palmito pupunha assado e uma casquinha de carangueijo de entrada e muqueca como prato principal! Aconselho tudo , o italiano nos copiou e não se arrependeu!

Na volta uma passadinha pelos Arcos da Lapa, outro bairro que está em plena recuperação revivendo a velha boemia carioca!

Restaurante Aprazível

Rua Aprazível , 62 – Santa Teresa

Rio de Janeiro  (21) 2508.9174

http://www.aprazivel.com.br/aprazivel.htm

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Fasano Rio - show de design e visual

29 de maio de 2012 0

Acompanhei a construção do Hotel Fasano em Ipanema no Rio , sempre de longe e com uma curiosidade que chegava a arder. Numa oportunidade bem especial e diante dos preços abusivos dos hotéis na cidade , decidimos experimentar e ficar um final de semana por lá!

Os quartos de frente para o mar são espaçosos e decorados com bom gosto e sem muitos elementos. Madeira , vidro e pedras criam um ambiente sóbrio e elegante, com peças inspiradas nos anos 50 e 60. Algumas criações de Philippe Starck e Sergio Rodrigues.

http://besttopdesign.com/

A localização não poderia ser melhor, com Ipanema ao seus pés e um visual de tirar o fôlego! Por isto acho indispensável ficar nos quartos frente mar, até porque ouvi péssimas recomendações dos quartos de “fundos”, pequenos e mal iluminados.

A piscina e o bar no nono andar são a parte mais interessante do hotel, visual , gente bonita e um pôr de sol ímpar. Para ser bem sincera, confesso que fiquei meio desapontada com a falta de cuidado com os estofados na piscina, já estão merecendo uma troca de tecido , a maresia fez a sua parte. Já que abri um espaço críticas: o atendimento em geral no hotel , não é o ponto forte , um dos elevadores ficou estragado todo o tempo de nossa estadia e conhecemos com intimidade a escada de serviço!

No térreo o restaurante Al Mare , criado num ambiente fluido com cortinas esvoaçando , oferece culinária italiana contemporanêa.

O pub em estilo inglês distoa um pouco do clima praiano mas também tem seu apelo, uma adega super completa para servir drinks e vinhos.

 

Uma experiência de luxo que da um toque de charme em uma data especial!

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Buzios, fugindo do frio!!!

06 de agosto de 2011 21

Buzios era um desejo antigo, desde que fizemos uma viagem pela Rio/Santos de carro, quando eu tinha 14 anos, meus pais e meu irmão mais novo, chegamos muito perto, mas a estrada era ruim, de terra esburacada e meu pai perdeu a paciência com a poeira e demos meia volta, desde lá  cultivei internamente o desejo de conferir a praia que Brigite Bardot tornou célebre nos anos 60.

Saimos de Porto Alegre numa quarta-feira, de avião, eu contratei um transfer do aeroporto Tom Jobim até Buzios, mas descobri que éramos umas 40 pessoas no ônibus e não uma van como tinha imaginado! Tivemos que ficar mais de meia hora esperando outros vôos chegarem, muito chato, eu ja estava arrependida de não ter alugado um carro… éramos os únicos brasileiros no onibus, todos os outros eram argentinos e uruguaios. Só para registro,  Buzios tem mais de 3000 argentinos residentes, você vai alugar um buggy e lá estão eles hablando, vai nas praias os restaurantes são deles, e assim por diante, nenhuma critica aqui hein… mas eu não fazia idéia.

Eu conversei com alguns amigos sobre o melhor ponto para reservar uma pousada e acabei escolhendo uma perto do centrinho, perto da famosa rua das pedras. Escolhi a pousada Byblos que definitivamente não é uma Brastemp, meio largada, atendimento capenga, mas realmente super bem localizada e com uma vista privilegiada.


Vista da Pousada Byblos

Chegamos lá a tardinha e fomos passear pela rua das pedras que é muito bonitinha, lojas transadas, grifes conhecidas como Animale, Bee, Lacoste, Blue man, e muitooos restaurantes charmosos, dificil é escolher, mas eu tinha algumas indicações e já na primeira janta nosso tiro foi certeiro. Sentamos numa mesinha na rua, no Bar do Zé, que com este nome você pode achar que é um boteco fuleiro, mas muito antes pelo contrário é um lugar rústico, mas cada detalhe é pensado, a iluminação (ítem importantíssimo na minha opinião) o lugar é convidativo, você não quer mais sair de lá, bom, e a comida é fantástica, comi a melhor salada de polvo da vida! E olha que até aquele dia a primeira salada de polvo do meu ranking tinha sido perto de Portofino na Itália… pois foi desbancada pelo Bar do Zé, então esta é a minha primeira dica – aconteça o que acontecer não deixe de ir lá, prepare o bolso, não é barato.



Rua das Pedras

 

No primeiro dia alugamos um buggy pra fazer um reconhecimento das praias, da distância entre elas e da nossa pousada, o buggy custa R$ 60 reais a diária.Escolhemos as praias mais distantes e nossa primeira foi a Praia Brava, que eu adorei, a mais selvagem e deserta de todas a que visitamos. Buzios se tornou um destino bastante popular e em pleno julho ela pode ser bem movimentada, por esta razão dependendo da época que você escolher é necessário fazer reservas de tudo. A Praia Brava foi uma delicia, pouquíssima gente na praia, nenhum vendedor, ninguém te achacando pra você sentar na cadeirinha e consumir bebidas de um quiosque qualquer.

Praia Brava

 

 

Fomos explorar várias praias lindas, todas, mas mais exploradas, com vários barzinhos e restaurantes na orla. Fomos até a Praia da Ferradura, onde sentamos na beira do mar e mandamos ver numa caipirinha e deliciosas casquinhas de siri.

 

Casquinhas de siri e caipirinha na Praia da Ferradura.
 
 
 
 
A Tailândia é aqui – massagem na beira da praia, quer maior mordomia??
 
 
 
Outra praia linda e pico de boas ondas para o surfe é Geribá, uma baía maior, com uma rapaziada, quadras de volei na beira da praia.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Geribá.
 
 
 
 
Uma praia mais distante que é perfeita pra ver o por do sol, Praia das Tartarugas.
 
 
 
 
 
Praia das Tartarugas
 
 
Buzios tem muitas opções de praia, você pode ficar lá mais de semana e não repetir a praia. Tem a Azeda, azedinha, João Fernandes, João Fernandinho, Ferradura, Ferradurinha, geralmente as no diminutivo são baiazinhas menores ao lado, mais acolhedoras e charmosas, e sempre preferi ficar nas pequeninas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praia João Fernandinho
 
 
 
 
 
 
 
E sua irmã mais velha João Fernandes.
 
 
 
 
Outros restaurantes provados e aprovados foram o tailandes Sawasdee, outro de grelhados, o Brigitta´s.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outro lugar muito legal que recomendo é o Havana Club, com uma banda de Jazz ao vivo é um lugar pra sentar no bar e ficar aproveitando a boa música. Pra quem gosta de esticar a noite tem  a Pacha com música dançante e a Lapa 40 graus onde toda sexta-feira baixa do Rio uma ala da Mangueira para animar a noite.
 
 
 
 
 
 
 
 
Falar de Buzios e não falar de Brigitte Bardot é quase uma heresia, pois ai esta a foto da fachada do memorial feito em sua homenagem, fica na praia da Armação, nada demais, algumas fotos da atriz francesa no tempo em que Buzios era uma vila de pescadores.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praia da Armação
 
 
 
 
 
 
 
 
Foram 4 dias muito bem aproveitados podemos conhecer muitas praias, muitos lugares lindos, eles ainda oferecem passeios a Cabo Frio e arredores, mas a gente queria mesmo era sombra e água fresca, sem muito trabalho.
 
Deixo pra vocês uma última foto da janela do nosso quarto da lua se pondo no mar, acho que traduz muito do  astral mágico de Buzios.
 
 
 
 
 
 
 
Fotos de Clarisse Linhares
 
 
 

Rio de Janeiro e as Olimpíadas

11 de março de 2010 1

Olha quando o Brasil ganhou a concorrência eu não festejei, achei que seria mais uma fonte de negócios super faturados e tudo aquilo que a gente já sabe, mas confesso que fiquei arrebatada hoje quando recebi este linck que é de um video sobre o Brasil, mais precisamente sobre o Rio.

Vamos mostrar lá fora que o Brasil não é só pobreza e miséria que somos um povo maravilhoso com muito ritmo e bom humor, eu já rodei bastante fora do Brasil e raramente encontrei gente tão calorosa e hospitaleira como nós.

Vamos dar um tempo para o pessimismo e vamos entrar no clima da grande festa que será a olimpíada.

Confiram o video:

http://www.youtube.com/watch?v=Z00jjc-WtZI