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Posts na categoria "Rio Grande do Sul"

Glamping nos Aparados da Serra: Cachoeira dos Borges

09 de outubro de 2018 0

Glamping , você já ouviu falar ?

Pois é , eu também nunca tinha ouvido este termo , mas fui chamada pela sua sonoridade. Algo como camping com glamour…

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Resolvi arriscar e ir até Mampituba, uma cidade próxima a Torres no litoral gaúcho ou a Praia Grande em Santa Catarina , que é conhecida como a capital da aventura neste estado. Para isto contei com o apoio de sete amigos , aventureiros que às vezes topam levar um cocar para os programas de índio que eu invento! Desta vez não foi usado.

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O Glamping da Cachoeira dos Borges foi uma super e grata surpresa. São cabanas de madeira em meio a natureza , com charme e conforto na medida do necessário. O lugar é encantador , de frente a esta enorme cachoeira ao pé dos Aparados da Serra. Pertence ao mesmo dono do Refúgio da Pedra Afiada que fica perto,  também conhecemos e é muito bacana, mas mais tipo pousada de aventura.

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As três cabanas mais simples, chamadas de glamping,  são equipadas com camas confortáveis e um lavabo com vaso, duas tem também uma pequena banheira.

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As 3 cabanas chamadas Jacuzzi , são maiores e tem um banheiro com uma grande banheira. No mais tem um banheiro coletivo que é usado também por quem acampa de maneira tradicional. Tudo uma grande curtição num fim de semana de temperatura amena.

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Eles oferecem churrasqueiras portáteis para alugar e a possibilidade de fazer uma fogo de chão para aquecer as noites que são frias por ali.

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Muitas trilhas pelas belas paisagens da redondeza são acompanhadas por guias profissionais. Para trilhas mais curtas até a cachoeira ou as piscinas naturais que ficam muito próximas as cabanas,  é tranquilo e seguro fazer por conta.

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A fauna e a flora são um capítulo à parte! Super rica e  abundante.

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As piscinas naturais são incríveis , parecem saídas de imagens do pinterest! Mas preparem o coração para a água gelada, quase tive uma síncope cardíaca , mas valeu a pena. As águas cristalinas são potáveis e convidam a gente a se atirar após uma caminhada pelas montanhas.

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Para completar eles oferecem uma área comum onde servem o café da manhã (incluído na diária) , cheio de produtos locais , uma delícia. O Gustavo é o administrador, cozinheiro e quebra galhos, um encanto de pessoa. Levamos uns bifes de hambúrguer que ele transformou num banquete , com pão feito em casa , acompanhamentos bem apresentados e para fechar a festa de Babete, bananas orgânicas flambadas na cachaça.

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Uma experiência a ser repetida!

Convidem os amigos, desconectem-se do mundo virtual , curtam a natureza de uma forma lúdica e intensa.

Faz um bem danado para o corpo e para a mente! Recomendo sem restrições.

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Bagé, me caíram todos os butiás do bolso

08 de junho de 2018 0

Chegamos a Bagé ao entardecer e se você nunca ouviu falar da luminosidade do pampa, não perde por esperar!

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Seguimos direto para cidade cenográfica de Santa Fé, e parecia que eu estava ouvindo o Capitão Rodrigo irrompendo no bar do Nicolau e dizendo:

“Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!” na pele do ator Tiago Lacerda.

Em 2012, Bagé foi um dos cenários escolhidos pelo diretor Jayme Monjardim, por sua luz (olha a luz aqui novamente!) e paisagem ideal para as filmagens do longa “O Tempo e o Vento” construindo aqui uma cidade em meio ao pampa.

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O filme é inspirado na maior obra do escritor gaúcho Érico Veríssimo, que conta a história da família Terra Cambará até o final do século XIX. Retrata a formação do Rio Grande do Sul, a formação do território brasileiro, a construção da sua cultura e a demarcação de suas fronteiras. Além de ter imortalizado personagens como Ana Terra, Capitão Rodrigo e Bibiana.

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O cenário está um pouco desgastado pelo tempo, sua construção foi feita para ser efêmera mas a comunidade pediu e o espaço foi doado a  prefeitura  que  busca recursos para a reconstrução em material mais resistente.

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Mas a magia está presente e a gente torcendo para que consigam manter viva este pedacinho da história recente. Enquanto isto aproveitemos o ambiente bucólico e vejamos a beleza que ele conserva.

Seguimos com pressa para não perder o entardecer na Vila Santa Thereza, também na entrada da cidade e com um passado com muito o que contar.

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A Charqueada de Santa Thereza iniciou em 1897, fundada pelo comerciante português Antônio Nunes de Ribeiro Magalhães,  que chegou a ser o maior arrecadador de impostos da província, contando com 600 homens trabalhando e abatendo cerca de 100.000 reses .

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No entorno da charqueada Santa Thereza, foi edificado um amplo complexo urbano e industrial, formado pela vila de operários, palacete do proprietário, capela, coreto, teatro, padaria, lagos artificiais,  alfaiataria,  fábrica de tonéis, restaurante popular além de uma escola para mais de 60 alunos. O trilho da via férrea chegava até dentro da propriedade.

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Tudo está bem conservado pela Associação Pró – Santa Thereza, fundada em 2003 ,  que mantém o patrimônio, com exceção do palacete que já estava em ruínas.

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Chegamos a Bagé em noite de festa. Era dia 24 de maio, dia da  padroeira da cidade, Nossa Senhora Auxiliadora. A população toda mobilizada para a procissão que corta as principais ruas do centro, casas enfeitadas com velas nas janelas e música em frente ao IMBA , Instituto Municipal de Belas Artes.

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O Museu Dom Diogo de Sousa, antiga Beneficência Portuguesa iluminado pelo luar era um primor.

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Jantamos um honesto buffet de sopas no café Tarragona, uma das belas casas restauradas da Praça Júlio  de Castilhos.

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Também conhecida como Praça da Estação,  abriga o monumento homenageando um dos personagens mais famosos da cidade, o Analista de Bagé , sua secretária Lindaura e o criador Luis Fernando Veríssimo, além de nossa companheira de todas as roubadas, Magda Garcia. Ali o impagável dito:

“Tem muito paciente que acha que o umbigo dele é o centro do mundo,                                                     quando todo mundo sabe que é Bagé”                   Analista de Bagé

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O centro histórico é muito gracioso e bem conservado, muitas casas do século XIX mantém o legado de uma passado rico e glamoroso. Diversas praças dão um clima de um lugar onde se pode aproveitar o tempo, vendo a vida passar.

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A antiga estação férrea inaugurada em 1884 é testemunha de um passado onde o trem de passageiros trazia as autoridades, saudadas por bandas musicais da cidade. Bagé, então, estava ligada à cidade de Pelotas  e Rio Grande via férrea, o gado e o charque bajeenses chegariam a outros mercados. O progresso chegava e a cidade orgulhava-se. Hoje o prédio faz parte do centro administrativo.

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Para finalizar um pit stop na LEB, Livraria e Café Bageense. Na minha opinião uma cidade que consegue manter uma livraria/café deveria receber um selo de qualidade! Foi um prazer conhecê-la.

“Eu sempre digo que Deus criou o resto do mundo primeiro e o Rio Grande do Sul quando pegou a prática, mas as pessoas dizem que isso é bairrismo. ”  Luis Fernando Verissimo
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Ecoturismo em Bagé - Rincão do Inferno , Casa de Pedra e Estância Vinícola Paraizo

03 de junho de 2018 0

Sabe aqueles lugares que a gente chega e pensa:

“Por que não descobri isto antes?”

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Pois a região rural de Bagé está exatamente no momento perfeito, antes de entrar nas rotas de turismo de massa e com maravilhas da natureza. Depois não vão dizer que nós não avisamos!

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O Rincão do Inferno é um cânion no Rio Camaquã, decorre de uma formação rochosa radical de beleza natural incomparável , localizada entre os municípios de Lavras do Sul e Bagé, às margens do Rio Camaquã. Distante 70 km de Bagé por estrada de terra, é indispensável contratar um guia para chegar e entrar na propriedade que é particular mas aberta a visitação. O valor da entrada é R$ 20,00.

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Esse local, outrora hostil para se viver, recebeu este nome assustador pois serviu de refúgio para  descendentes africanos que fugiam da escravidão. Como Bagé aboliu a escravatura quatro anos antes do resto do Brasil com uma visita da Princesa Isabel a localidade,  o Rincão do Inferno passou a fazer parte do quilombo das Palmas, que também é composto pelo Rincão dos Alves, Rincão da Pedreira e Campo do Ourique. Atualmente a comunidade quilombola local é formada por algumas famílias que são as guardiãs da identidade, da história e da tradição dos descendentes de escravos.

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Mas é na experiência de aventura que mora o maior interesse, aqui pode-se fazer caminhadas , acampamentos e até descidas de caiaque. Tudo monitorado pelos experts na região,  Juliano Munhoz e Silvana Silva, ambos conhecedores da história, da natureza e das peculiaridades locais. Uma escola de cultura pampeana sem paredes.

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Fiquei louca para voltar no verão e tomar um bom banho de rio entre as caminhadas. Agora os 4 graus de temperatura não eram muito adequados a estes arroubos aventureiros.

O local também foi palco das filmagens do longa de Jaime Monjardim baseado na obra de Erico Verissímo, ” O Tempo e o Vento” . Foi no Rincão do Inferno que Ana Terra encontrou Pedro Missioneiro na beira do rio.

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Na mesma região a Casa de Pedra é uma gruta gigante , ou uma brecha sedimentar para usar o termo erudito! Serviu como esconderijo para tropas revolucionárias em vários momentos desta nossa conturbada história gaúcha. Também conhecida como Galpão de Pedra, dizem ser possível esconder na gruta 200 homens a cavalo .

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Aqui, no filme o “Tempo e o Vento” , Ana Terra esconde o filho Pedro , quando sua casa é destruída pelos castelhanos. Como veem o local entra na história real e na imaginária.

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Além disto tudo é um local perfeito para criar cenários para refeições glamorosas, pode ser um piquenique ou algo mais elaborado . Nós mesmos fomos surpreendidos pela iniciativa dos guias de montar uma churrasco campeiro , trouxeram carvão, linguiça e pão e criaram um almoço inesquecível , uma verdadeira travel experience personalizada. Quase chorei de tão lindo!

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Esta região é palco de inúmeras possibilidades de escaladas mais profissionais. Mas também de trilhas para todos os tipos de preparo. É só dizer o tempo e suas possibilidades físicas que eles montam o programa na medida.

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Voltando para a cidade fechamos a exploração campeira com uma visita a uma estância típica de criação de gado  do pampa e que está entrando em uma nova fase, começando a explorar a produção de vinhos e a experiências relacionadas a isto.

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A Estância Paraizo, dos queridos Thomáz, Mônica e Victória Mércio, nos recebeu com carinho e nos mostrou um ambiente repleto de tradição em  busca de novos caminhos. Um galpão de pedra cheio de referências pampeiras transformado em cave, a mangueira à sombra de um cinamomo dá nome a fazenda paraíso.

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Mas o encanto maior é o parreiral e a degustação dos vinhos no entorno do Mausoléu da Família Mércio. O por do sol emoldurou o momento sensorial e os vinhos Cabernet Sauvignon Don Thomaz e Vitoria safra 2012 completaram o deleite. Recomendo agendar a visita e disfrutar deste pequeno paraíso.

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A Família Mercio é originária da Ilha de São Jorge, nos Açores, e partiu por cerca de 1690 com destino a Colônia do Sacramento. A Estância Paraizo nasce 100 anos após a chegada , em 1790, como parte de uma Sesmaria entregue pela Coroa Portuguesa pelos serviços militares prestados na constante Guerra contra a Coroa Espanhola pelos então campos neutrais da atual região de Bagé.

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Tradicional Estância de pecuária e ovinocultura desde o ano de 2000 iniciou um novo capítulo de empreendedorismo e foi uma das pioneiras a implantar vinhedos na região da Campanha. Desde então, vem se dedicando ao cultivo de uvas finas, varietais Shiraz e Cabernet Sauvignon com mudas originárias da Itália.

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O vinhedo Don Thomaz y Victoria está situado na faixa dos paralelos ideais no Hemisfério Sul para o cultivo de uvas vitiviníferas e onde também se encontram tradicionais países produtores como Argentina, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália.

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A Estância Paraizo é membro da Associação dos Vinhos da Campanha Gaúcha que até o final de 2018 deve receber o certificado do Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI) para o selo de Indicação de Procedência da Campanha Gaúcha. Em parceria com as outras vinícolas da Região faz parte do projeto do SEBRAE para a criação em 2019 da Rota do Enoturismo da Campanha Gaúcha.

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Informações

Guias para organizar passeios ao Rincão do Inferno e Casa de Pedra

Silvana Carvalho Silva  : (53) 99995. 5509

Juliano Munhoz : (53) 99974.7115

 

Estância Paraizo

www.estanciaparaizo.com

Facebook : Estância Paraizo

Instagram : @estanciaparaizo

 

 

Ecoturismo no Pampa - Guaritas e Minas de Camaquã

30 de maio de 2018 0

O Pampa Gaúcho é uma região com paisagens lindas , estâncias e cidades que contam muitas histórias. Um potencial riquíssimo para o ecoturismo , pois sua a maior riqueza são as vastas dimensões inexploradas, e tudo isto é ainda quase desconhecido no turismo local.

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Daí vem aquela questão do que vem antes o ovo ou…. Não tem uma boa infraestrutura, mas se não tem turistas não sustenta a criação de uma rede de hospedagem qualificada , guias e tudo mais.  Resolvemos parar de esperar as respostas e desbravar o que já temos com o suporte que encontramos  e o resultado foi surpreendente. Temos que agradecer o apoio , acompanhamento e informações preciosas da amiga Rossana Weiler.

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Saímos de Porto Alegre num amanhecer gelado, mas com toda a luminosidade que um céu de inverno pode ofercer. Seguimos direto para a região do Alto Camaquã, na RS 153 a caminho de Bagé. São 289km da capital , sendo somente os últimos 20 km por estrada de chão batido.

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Nosso primeiro destino foram as Guaritas da Serra do Sudeste, formações rochosas que lembram a paisagem da Capadócia na Turquia, e que são uma das 7 Maravilhas do RS junto com as Missões e Antônio Prado. A grande vantagem é que aqui o lugar é todo nosso, um campo nativo e rochas que chegam a 500 metros de altura , proporcionando trilhas e pequenas caminhadas, subindo nas formações para ter uma visão completa da paisagem. Nossos únicos companheiros de aventura foram uma chibarrada, um grupo de cabritos que vive em cima das pedras e o som da natureza.

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Uma sensação deliciosa é fotografar este cenário idílico e sentir-se como uma desbravadora de novos destinos! Inclusive, o cenário já apareceu em produções cinematográficas nacionais como Anahy de las Misiones (1997), Valsa para Bruno Stein (2007), Os Senhores da Guerra (2014) e a série Animal (2014).

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Para fazer as trilhas ou escaladas é necessário contatar a Associação das Guaritas para ser acompanhado por um guia local.

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Seguimos para as Minas de Camaquã que fica uns 15km adiante, na mesma estrada. Lá uma estrutura de turismo de aventura foi montada , Minas Outdoor Sports, e conta com uma represa para prática esportiva, estrutura para arvorismo, lugares para trilhas e uma tirolesa com 1.100m , partindo do Morro da Cruz e passando por cima da mata e do arroio João Dias.

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A história desta localidade é muito interessante, criada a partir da descoberta das minas de cobre na região, tornou-se uma vila modelo quando o neto do Conde Matarazzo recebeu a concessão de exploração das minas. Conhecido playboy da sociedade brasileira , Francisco (Baby) Pignatari foi um empreendedor ousado e criou a Companhia Brasileira do Cobre – CBC  em 1942.

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Nas Minas do Camaquã, construiu uma cidade privada para atender seus funcionários, com hospital, um cinema ao estilo western americano, clubes de lazer e campo de aviação . Uma estrutura super avançada para a época, onde viveram cerca de 5 mil habitantes, no auge da mineração. As casas hoje foram vendidas para particulares e alguns prédios são belas testemunhas deste período áureo.

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Aqui se pode fazer um tour histórico para conhecer a casa de Baby Pignatari e suas 4 esposas , com casos impagáveis de roubo de princesas ,  amores e traições. Compramos até um livro da vida do personagem , para nos deliciarmos com os detalhes. No momento a visita a mina esta fechada pela FEPAM , o que é uma pena, pois nos disseram ser a parte mais interessante e bonita do lugar.

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Chegamos a Bagé ao cair da noite onde uma gostosa lareira nos aguardava acesa em nosso quarto na Pousada do Sobrado. Uma tradicional estância bem próxima ao centro de Bagé, com um clima familiar e serviço atencioso. Um ambiente campestre encantador com todas as facilidades de um hotel fazenda, galinhas, ovelhas e pavões, lago com barquinho, piscina e o mais lindo por do sol.

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A casa histórica foi palco de muitas façanhas, uma construção típica das fazendas do Pampa. Um privilégio poder ter esta vivência.

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Daqui saem cavalgadas para diversos pontos interessantes. No próximo dia 17 de junho de 2018 estão organizando a Cavalgada dos Vinho da Campanha, saindo do Sobrado até a Vinícola Peruzzo, Programa Imperdível para quem gosta de camperear, novas experiências e um bom vinho.

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Nós fizemos uma cavalgada mais curta , mas nem por insto menos interessante. Passamos por campos, matas e nos sentimos parte desta linda coxilha pampeira.

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Informações e reservas para os passeios:

Associação das Guaritas

Jorge Luis Preto – (55) 9973.8677

 

Minas Outdoor Sports

(55) 9976.5682 ou (55) 9650.1312

 

Pousada do Sobrado e Cavalgadas

Rua Zoroastro Lamote , s/n – Zona Rural , Bagé

(53) 3242. 2713

Vindima no Vale dos Vinhedos

31 de janeiro de 2017 0

Programa completo na Serra Gaúcha , o verão no Vale dos Vinhedos é incrível.

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A paisagem fica verdejante , por todos os lados parreirais e muitas opções de degustação em vinícolas. Mas nossa pegada é mais esportiva e de experiências então optei por um dia de bicicleta e uma cantina/vinícola pequena para a experiência da colheita e pisa da uva.

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Chegamos na sexta-feira a noite e fomos direto para o que seria a grande surpresa gastronômica do fim de semana, o restaurante Valle Rustico na Estrada do Sabor em direção a Garibaldi . Um espetáculo de criatividade num menu degustação somente com produtos da terra. Indico e reforço , atendimento correto e comida deliciosa num ambiente rústico mas de muito bom gosto.

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Mesmo sem reserva , e o restaurante estava cheio, nos colocaram numa mesa na varanda e foram atenciosos e impecáveis no serviço.

No fim de tarde ainda conseguimos ver o por do sol em Monte Belo , uma cidadezinha no alto da colina! Quase um cenário de novela da seis.

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No dia seguinte uma passeio mais turístico pelos caminhos, visitamos Garibaldi que para mim é a cidade mais bonitinha da região.

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A tarde a experiência da vindima propriamente dita na pequena vinícola Cainelli. Esta possibilidade é oferecida em varias vinícolas locais, mas minha escolha foi por ser algo mais legitimo num negocio familiar e autêntico. Acho que acertei na mosca. Desde a emoção da Bete contando a historia da família que se mistura a imigração italiana no RS até o bom humor e alegria dos velhinhos que trabalham nos parreirais. (Telefone: (54) 3458-1441)

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Partimos do casarão para colher a uva numa caminhada curta e acompanhados por um grupo de senhoras com gaitas e cantando musicas italianas. Me transportei para uma Itália que já não existe mais no continente europeu , de colonização e genuíno orgulho pela tradição . Emocionante.

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Era um grupo grande de pessoas e logo uma grande mesa foi porta embaixo do parreiral : cucas, suco de uva, salame e queijo, os grostoli (as famosas calças-viradas) e muita polenta brustolada na hora. Lindo demais.

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Voltamos em cima dos pequenos tratores ate o casarão onde as tinas esperavam a uva recém colhida para a cerimonia da pisa, primeiro passo (assim mesmo) no processo de fabricação do vinho . Um experiência imperdível que vai ate inicio de marco , ou enquanto tiver uva no parreiral!

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Para o domingo uma atividade mais radical, mas não menos incrível e emocionante. Só precisa de um pouco mais de preparo físico. Uma bicicletada pelo Vale do Vinhedos oferecida pelo Dall´Onder Hotel de Bento Gonçalves, no programa Que tal de Bike.( http://www.dallonder.com.br/quetaldebikecicloturismo/)

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São várias opções de roteiro , pelo Caminho das Pedras, Vale do Rio das Antas ou Vale dos Vinhedos, em programas de 4h a 8h de duração. Optamos pelo Vale em caminhos alternativos, algumas estradinhas de chão batido e muitas colinas, afinal estamos na Toscana brasileira, não tem escapatória.

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O Eduardo, nosso guia super experiente e atencioso, deu as dicas e entregou o segredo! Caso ficasse muito difícil tinha a opção de bicicleta elétrica para as subidas mais íngremes. Além disto o carro de apoio segue todo o tempo bem pertinho , com provisão de água, sucos e frutas e o plano B para os mais sedentários.

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Tudo perfeito , e ao final uma degustação na simpática e premiada Vinícola Pizzato com direito a picnic montado pelo pessoal da Que tal de Bike.

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O programa foi mais do que perfeito, digno de constar como uma das experiências mais legais e completas para um fim de semana em qualquer lugar do mundo,  e ainda ficamos com créditos para o tradicional galeto no almoço.

Para saber mais sobre Roteiros Viajando com Arte acesse: www.viajandocomarte.com.br

 

 

Eleven -Um pedaço de Manhattan em Porto Alegre

21 de novembro de 2016 0

Você quer ter um gostinho de Manhattan sem sair de Porto Alegre?


Passa lá no Eleven, um lugar super cool, com gente bonita e um astral muito nova yorkino,if you know what i mean!


Restaurante com pratos muito bons sem preços extorsivos, comi um polvo delicioso, muitos drinks, Spritz, caipirinhas.
O Eleven tem uma sacada com sofás e abajures perfeito para um Happy hour, depois do jantar o volume da música sobe e a garotada dança.
Juro que não estou ganhando nenhuma comissão, mas quando coisas legais acontecem na cidade, a gente tem que divulgar, para que elas permaneçam!

 

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Endereço: Dinarte Ribeiro, 148, Moinhos de Vento, Porto Alegre.

 

Passeios pelas origens de Gramado: Linha Ávila

02 de setembro de 2016 0

Não canso de buscar passeios alternativos nos finais de semana. Por isto sempre que subo a serra não me contento em ficar naquele programa básico e batido de lojas do centro ou caminhadas pelos arredores. Canela e Gramado são lindos , organizados e tem ótima gastronomia mas podemos aproveitar muito mais com um pouquinho de disposição e espírito desbravador.

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Nossa última descoberta foi a Linha Ávila, que se divide em Alta e Baixa. Logo na entrada está o Restaurante Sabor Rural, a propriedade do Sr. Henrique fica há uns três quilômetros  do centro de Gramado e é mantida com muito capricho pela família Fioreze.  

 A estradinha para chegar até lá é um convite ao devaneio. 

São tobogãs de hortências azuis em vários tons, gerânios vermelhos em profusão e araucárias centenárias coroando o cenário.

O Sabor Rural faz parte de uma propriedade maior que abriga os chalés Fioreze e oferece cabanas para o final de semana.

 

 

Seguindo pela estrada logo nos deparamos com um campo repleto de pequenos totens de pedra, esta é a senha para a entrada do Sitio dos cogumelos , que não tem placa de identificação mas que vende cogumelos direto da plantação , se é que é assim que se chama esta produção.

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São três tipos de cogumelos, o Paris, Shimeji e o Rosa , fresco e deliciosos. Não resisti e comi cru ali mesmo.

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Além disto tem uma plantação de flores comestíveis e o sítio todo é muito bem cuidado e lindo. Uma alento ver um meio de vida tão sano e próximo a natureza.

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Seguimos para Linha Ávila Alta com uma bela vista da cidade de Gramado ao fundo. A estradinha fica mais estreita e logo adiante já não é mais asfaltada. Muitas plantações de morando , pomares e pequenos lagos pela frente.

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Tudo conspira para limpar a mente e os pulmões, ar puro , poluição visual zero. Aqui da para deixar o carro e partir para uma caminhada já na parte mais baixa. Nesta época do ano as glicínias floridas são um cartão postal em cada jardim , mas elas tem a duração da borboleta , portanto corram!

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Mas a primavera é rica em sabores e cores. Ipês pintam os céus de cor de rosa e muitas belezas se enfileiram pelos caminhos.

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Num tempo de tristezas e falta de perspectivas a gente precisa se nutrir de afetos e imagens simples.

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Se você gostou deste post e quer saber mais sobre viagens em grupo ou roteiros sob medida conheça nosso site :

 www.viajandocomarte.com.br

 

 

 

Aparados da Serra: aprecie sem moderação

30 de setembro de 2015 6

Nosso chamado está dando frutos!

Recebemos este post maravilhoso de nosso leitor Luciano Leoneti. Na verdade um relato super completo sobre a região dos Aparados da Serra com fotos que transmitem toda a força da natureza local, uma ótima dica para o próximo feriado que se aproxima!

O que você vai fazer no próximo feriadão? Se sua resposta for: quero ir para um local calmo, isolado (porém perto de Porto Alegre), quero natureza em toda sua plenitude, quero mato, quero água e cachoeira. Também quero conforto, boa comida, momentos de deleite e até mesmo de aventura, creio que você deveria conhecer São José dos Ausentes nos campos de cima da serra do Rio Grande do Sul.

A mais de 1000 m de altitude, São José dos Ausentes é um daqueles lugares onde você é integrado imediatamente a sua magia e atmosfera. Imagine um lugar onde o silêncio só é interrompido pelo chacoalhar das folhas que insistem em se manter em seus galhos mesmo com a impaciência de um vento que não para de passar e seguir seu caminho. Um vento que pode vir do litoral ou do oeste, que pode ser suave porém que muitas vezes assola e gela essas terras de tanta história. Os campos de cima da serra são mágicos. Lá você sente que está mais próximo do céu, as nuvens passam e parece que você consegue tocá-las. Nessa região os declives e aclives não são tão intensos como em outras regiões de serra, porém não se engane, você está no “topo de tudo.”

O tempo em Ausentes é temperamental como em qualquer região do sul do país, aqui um dia pode estar um calorzinho gostoso, porém entra uma frente fria, chove e logo o frio invade essas terras. Então venha preparado para enfrentar fortes emoções, venha preparado para se deixar levar por uma natureza forte e delicada. Deixe seus olhos absorverem toda essa beleza e deixe seu coração repousar nas suas paisagens. Aqui você só não pode vir com receio de se apaixonar, de se entregar! O silêncio tem que ser externo e interno, deixe suas preocupações e dia a dia “lá embaixo”. Suba a serra até o topo e de lá zarpe por um mundo de dimensões gigantescas, de canions monumentais e de vistas estonteantes! Deixe-se levar por essa atmosfera e, ao final de sua jornada, desça para sua rotina com total energia e pronto para seguir a vida no mundo real. Porém jamais esqueça: Ausentes estará sempre lá lhe esperando com sua hospitalidade, sua beleza e sua energia. Quando der, dê outra “subidinha”.

 

 

A HISTÓRIA

A região de São José dos Ausentes está ligada a muitos fatos históricos do século 18 e lá se encontrava o maior latifúndio do Rio Grande do Sul. Com mais de 1.000 Km2 a Fazenda dos Ausentes compreendia uma grande parte dos campos de cima da serra. Segundo alguns

registros da época esse nome se deve a que seus primeiros proprietários nunca assumiram essas terras e as mesmas foram enfim leiloadas. Sendo assim, a região passou a ser chamada de Ausentes.

A CIDADE

Por muitos anos Ausentes perteceu a Bom Jesus, cidade que fica hoje a 40 Km de distância, e apenas em 1992 se emancipou. O maior status dessa cidade, e por isso conhecida nacionalmente, é de ser a cidade mais fria do Rio Grande do Sul e uma das mais frias do país.

Com aproximadamente 3.100 habitantes em seus 1.156,78 Km2 São José dos Ausentes fica a 1200 metros de altitude e nela se encontra o

  ponto mais alto do estado do Rio Grande do Sul: o pico do Monte Negro. Nessa cidade você irá encontrar aquele jeito pacato de uma cidade pequena e longe dos grandes centros. Se você procura por agitação, baladas, compras e todo um mundo consumista, não vá para lá. Porém, se você procura tranquilidade, boa conversa, amizade e hospitalidade, um final de tarde com um cair do sol tranquilo e silencioso, um cheiro de mato e natureza que há muito você não sente, então corra para lá e deixe-se seduzir por essa cidade e seu povo.

CLIMA (VESTUÁRIO):

Se você for no inverno leve MUITO agasalho, já que São José dos Ausentes é uma das cidades mais frias do Brasil. Porém se for em estações mais amenas não ache que vai encontrar um calor tropical. Em Ausentes sempre faz um friozinho gostoso, mesmo no verão, então leve um agasalho para as noites frias e estreladas. Você irá caminhar muito, e muitas vezes por leito de rios e campos que podem estar molhados, então não deixe de levar mais de 01 par de calçados. Com uma roupa confortável e uma mochila com alguns lanchinhos e água você irá poder aproveitar tudo o que Ausentes tem a lhe oferecer; muita natureza, aventura e contemplação.

 

O QUE FAZER EM UM FERIADÃO

 

Final de tarde em um dos riachos de São José dos Ausentes.

Umas das atrações deste roteiro é a viagem até o destino por si só. Sendo assim, o ideal é ir por uma rota e voltar pela outra, com isso você poderá apreciar paisagens distintas e se deliciar com essa diversidade de vistas de tirar o fôlego. Para melhor aprecia-las você tem que viajar durante o dia, já que à noite você não poderá curtir as montanhas ao longe, ou até mesmo a vista de cima da serra em direção ao litoral. Então, durma cedo no dia anterior e acorde ao amanhecer do outro dia já com as malas prontas e o carro pronto para partir. Se você sair bem cedo, poderá aproveitar todo o trajeto e ainda chegar a Ausentes para o almoço. Se quiser almoçar na sua pousada é só avisar com antecedência que eles o esperarão com tudo pronto! Porém se preferir poderá almoçar na cidade e depois já aproveitar o caminho até a pousada (que geralmente fica no interior do município) para fazer o seu primeiro passeio.

Por outro lado, se você estiver vindo de outras localidades que não sejam próximas, o ideal é começar a viagem um dia antes, seja de avião até Porto Alegre, ou de carro até uma das cidades ao pé da serra, dormir em uma delas e começar a sua viagem de carro no outro dia cedo conforme já comentado.

Em São José dos Ausentes, como em qualquer destino de natureza e aventura, planejar os seus passeios é fundamental, porém se dê o direito de ir conforme sua vontade o levar. Tire esses dias de descanso para sair da rotina e isto inclui não planejar o dia a dia, e sim escolher o passeio na noite anterior e sair sem destino. A beleza dos campos, das montanhas, dos cânions, riachos, cachoeiras, vão fazer com que você queira ir com calma e apreciando cada detalhe, sentindo a força da natureza e suas belezas. Lembre: o silêncio tem que ser exterior e interior, ou seja, não adianta estar no paraíso, rodeado de lugares fantásticos, calmos e deliciosos, se seus sentimentos estiverem tumultuados e você estressado com o próximo passeio, a próxima parada, o dia seguinte! Permita-se mergulhar na magia de Ausentes sem amarras e sem estresse, deixe-se levar pelo dia, pelas horas, fluindo em harmonia com a natureza ao seu redor e com a sua própria natureza. Chegue à hora que der e a partir daí entregue-se até o último dia à tarde apenas à contemplação, ao deleite e à magia de estar no topo da serra, rodeado de trilhas ao longo de riachos, que por sua vez estarão repletos de cachoeiras e corredeiras. Faça tudo no seu ritmo e sem pressa, apenas curta esses dias e harmonize-se interiormente. Tenho certeza que na volta você irá agradecer esse tempo “fora da realidade”.

Para que você possa começar a entrar na realidade de São José de Ausentes a seguir algumas sugestões de lugares que você poderá aproveitar algumas horas do seu final de semana prolongado:

  

CACHOEIRÃO DOS RODRIGUES –

Situado a 33 Km da cidade fica dentro da propriedade da Pousada de mesmo nome (Cachoeirão dos Rodrigues – 54-3237-2337) é formado por uma sucessão de grandes quedas, sendo que a maior tem 28 m de altura. A trilha que leva até o pé da cachoeira é fácil e a maioria das pessoas pode fazê-la. A mesma incluir passar por dentro do rio, então vá preparado para molhar os pés! Se estiver quente o banho de cachoeira é  permitido e delicioso.

 

  

PICO  E CÂNION DO MONTE NEGRO

 

Cânion do Monte Negro – veja que no alto há uma “minúscula pessoa” na borda

O Pico do Monte Negro é o ponto mais alto do Rio Grande do Sul (1.403 metros) e fica no borda do Cânion Monte Negro, a 45 Km do centro da cidade. O acesso é fácil e você pode chegar bem perto de carro através da estrada municipal Silveira e passando por dentro de uma fazenda. A partir desse ponto a caminhada é curta e plana.

Um dica para este passeio é ir bem cedo da manhã. A luz é muito mais bonita e você encontrará o mesmo deserto. Por outro lado muito cuidado já que não há infraestrutura no local e com isso é tudo por sua conta e risco. A caminhada pela borda do Cânion é de tirar o fôlego e tenho certeza que você irá fazer excelentes fotos.

Algumas pousadas têm passeios a cavalo até o local, porém o passeio a pé tem o seu valor e para um bom aventureiro não há melhor maneira de desbravar um novo local.

O acesso ao topo do Monte Negro exige um pouco mais do aventureiro, mas nada demais. Vá com calma, leve uma água e siga em frente. A subida é íngreme e a trilha não é muito sinalizada, mas é só ir subindo que não tem erro. A vista lá de cima é de tirar o fôlego e você poderá ver o cânion em sua total plenitude.

 

 Cânion Monte Negro visto do topo do Pico do Monte Negro

DESNíVEL DOS RIOS

Uma das mais interessantes curiosidades de São José dos Ausentes é este local inusitado. Aqui os rios Divisa e Silveira transportam suas águas juntos, porém com uma diferença de 18 metros de altura. Quando há fortes chuvas, que fazem com que o rio “mais alto” transborde, há formação de corredeiras entre um e outro aumentando ainda mais o espetáculo. Se você for um pouco aventureiro, poderá subir até o topo do morro próximo e ter uma das vistas mais bonitas dos campos de cima da serra. O final de tarde aqui é de tirar o fôlego. Se você estiver hospedado em uma das pousadas próximas, pode ir caminhando até o local (fica dentro da propriedade da Pousada Fazenda Potreirinhos).

 

Desnível dos Rios

 

Vista dos campos de cima da Serra  a partir do morro do Desnível dos Rios

 

OUTRAS ATRAÇÕES;

- Parque de Rodeios de São José dos Ausentes

- Pesca esportiva de Truta

- Museu Waldemar dos Santos Boeira

- Passeios a cavalo e mula

- Passeios a pé sem destino pré fixado.

 

POUSADAS

As pousadas de Ausentes são um espetáculo a parte. A hospitalidade de seus donos, a comida caseira preparada com carinho de mãe, o chimarrão ao pé do fogão à lenha, a lareira sempre acesa e todo o charme de fazendas transformadas em hotéis de uma forma simples mas confortável. Escolha a sua e aproveite cada momento de sua permanência.

Algumas pousadas ficam mais próximas dos cânions e outras mais para o lado das cachoeiras. Você poderá circular por todas elas sem estresse e todas as propriedades estão abertas à visitação. Umas têm uma vista mais grandiosa, porém outras ficam à beira de um riacho e o barulhinho das corredeiras durante à noite tem o seu valor. O ideal seria poder experimentar uma de cada vez, porém se você não for esse felizardo, escolha a que mais vier de encontro às suas necessidades.

 

Segue a lista de algumas delas:

POUSADA FAZENDA CACHOEIRÃO DOS RODRIGUES

Reservas e informações:
Telefones: (54) 9905.9522 / (54) 9905.9520
Endereço: Fazenda Lajeadinho, s/n
Bairro / Localidade: Distrito de Silveira
Cidade: São José dos Ausentes – RS

POUSADA FAZENDA POTREIRINHOS

Reservas e informações:
Telefone: (54) 9977.3482
Coordenadas geográficas: S 28.59577° W 49.97864°
Endereço: Estrada Fazenda Potreirinhos
Bairro / Localidade: Distrito de Silveira
Cidade: São José dos Ausentes – RS
Email:
potreirinhos@hotmail.com

POUSADA FLOR DE AÇUCENA

Reservas e informações:
Telefone: (54) 3504.5365
Endereço: Encruzilhada das Antas s/n – Fazenda São Gonçalo
Cidade: São José dos Ausentes – RS
Email:
reservas@flordeacucena.com.br
Site: www.flordeacucena.com.br

 

POUSADA FAZENDA MONTE NEGRO

Reservas e informações:
Telefones: (54) 9978.2299 / 9905.6456

Endereço: Estrada Monte Negro, 100

(Distrito de Silveira)

Cidade: São José dos Ausentes – RS

Email: fazendamontenegro@gmail.com

Site: www.fazendamontenegro.com.br

POUSADA FAZ. MORRO DA CRUZINHA

Reservas e informações:
Telefones: (54) 3234.1291 / (49) 9118.1901
Endereço: Estrada Chapadão, 1900
Cidade: São José dos Ausentes – RS

POUSADA FAZ. APARADOS DA SERRA

Reservas e informações:
Telefone: (54) 3504.5478 / (54) 9614.0952
Endereço: Estrada do Monte Negro
Cidade: São José dos Ausentes – RS
Email:
pousadaaparadosdaserra@yahoo.com.br

POUSADA FAZENDA DAS ARAUCÁRIAS

Reservas e informações:
Telefone: (54) 9977.1871
Endereço: 2º Distrito Silveira
Bairro / Localidade: Distrito de Silveira
Cidade: São José dos Ausentes – RS

 

 

APRECIE SEM MODERAÇÃO

            Agora que você têm várias dicas de como chegar, ficar, comer, passear em São José dos Ausentes, é tudo com você. A mais valiosa dica que pode-se dar sobre esse lugar encantador é: DEIXE-SE ENCANTAR por essa região magnífica e de uma força descomunal. A beleza e a energia desse lugar são maravilhosas, você irá sentir por dentro a força da natureza. Porém novamente, se você não se deixar encantar, não se abrir para o novo, para o que Ausentes tem para lhe oferecer, poderá voltar de lá totalmente frustrado, mas se você respirar fundo e deixar que o ar puro, a água cristalina, o friozinho e os campos sem fim penetrem nas suas entranhas, voltará de lá reabastecido, saciado, em estado de êxtase.

COMO CHEGAR

Partindo de Porto Alegre você pode tomar dois caminhos principais: indo em direção a São Francisco de Paula e depois indo por Cambará do Sul ou por Bom Jesus, ou ainda indo pelo litoral e subindo a serra da Rocinha já em Santa Catarina. Aconselho ir por um dos caminhos da serra gaúcha e voltar pela Serra da Rocinha. A vista é maravilhosa e você poderá conhecer um pouco mais dessa região do Sul de Santa Catarina.

 

 

Placa de orientação na BR 285

As rotas são as seguintes:

Porto Alegre / Ausentes
Saindo de Porto Alegre pela BR 116 passe por Canoas e continue em direção a Novo Hamburgo. Logo adiante entre a direita na RS 239, e vá até a cidade de Taquara, lá troque de estrada e entre na RS 020 até a São Franscisco de Paula e vá pela mesma RS 020 até a localidade de Tainhas. Lá pegue à direita, na RS 453, e logo à frente entre à esquerda, na RS 020, em direção a Cambará do Sul. Chegando em Cambará siga mais 50 Km de estrada de chão até chegar a São José dos Ausentes.
Distância: 250 km .

Outra opção é seguir a mesma rota acima até São Franscico de Paula e lá deixar a RS 020 e tomar a RS 110 em direção a Bom Jesus. Após aproximadamente 97 km (deixe a entrada de Jaquirana à direita e siga sempre pela RS 110) você chegará no entroncamento com a BR 285 em Bom Jesus. Lá tome à direita e rode mais 42 Km até São José dos Ausentes.

Porto Alegre / Ausentes (Via BR 101 / Litoral)
Saindo de Porto Alegre pegue a BR 290 no sentido de Osório. Até lá são quase 100 Km de pista tripla. Passando Osório siga na mesma estrada, mas com outro nome: BR 101 e aí é só seguir em frente até a fronteira do RS com SC (outra opção é virar a esquerda no final da BR 290 e tomar a estrada do mar, que é praticamente paralela à BR 101. Tem diversos pardais, porém não há caminhões e isso torna a sua viagem bem mais segura. No final dessa rodovia, tome à esquerda no acesso a Torres e em poucos quilômetros você encontrará novamente a BR 101 quase em SC). Após cruzar a divisa do RS com SC  vá até o acesso da cidade catarinense de Ermo. Da BR 101 até Ermo são 7 Km. O acesso fica à esquerda, no km 427. De lá rode mais 8 Km até chegar em Turvo. Siga por mais 21 Km até Timbé do Sul, ainda território catarinense. Daí para frente o percurso é feito por estrada de chão subindo a Serra da Rocinha. Serão mais 36 Km até  a cidade gaúcha de São José dos Ausentes.
Distância: 313 Km

 

Florianópolis / São José dos Ausentes
De Florianópolis pegue a BR 101 Sul e rode até o acesso da cidade catarinense de Ermo. Passe por Turvo e Timbé do sul. Até São José dos Ausentes serão 36 Km de estrada de chão.
Distância: 350 Km

Lages (SC) e São Joaquim (SC) / São José dos Ausentes
De Lages, um caminho bastante utilizado, segundo a Secretaria Municipal de Turismo, é via São Joaquim, pela localidade de Luizinho/SC. Atravessa-se o Rio Pelotas, passa-se pelas localidades gaúchas de Palheiro, Faxinal Preto e Silveira. Até São Joaquim tem asfalto, depois o percurso é feito por estrada de chão.
Distância: 138 Km .

Lages / São José dos Ausentes (Via Vacaria)
Um outro caminho é pela BR 116 no sentido para Vacaria. Rode até a RS 285. Lá dobre a esquerda, no sentido de Bom Jesus. Seguindo na RS 285 tem-se mais 45 Km de estrada, agora, asfaltada até Ausentes.
Distância: 197 Km

Bom Jardim da Serra (SC) / São José dos Ausentes
Partindo de Bom Jardim da Serra o caminho usado é via Várzea, atravessando o Estado no Rio das Contas. O trajeto é feito em 80 Km de estrada de chão.

Gramado e Canela / São José dos Ausentes
Saindo de Gramado pela RS-235 passe por Canela e siga até São Francisco de Paula aí pegue a RS 020 no sentido de Tainhas. Ao chegar em Tainhas pegue à direita e logo em frente à esquerda, pela RS-020, em direção a Cambara do Sul. De Cambará a Ausentes são 50 Km de estrada de chão, sempre pela RS 020.
Distância: 166 Km

Caxias do Sul / São José dos Ausentes
Partindo de Caxias pegue a RS 453, a Rota do sol, no sentido do litoral. Passe pela localidade de Lajeado grande e Tainhas. Logo em frente pegue, à esquerda, a RS 020, rumo a Cambará do Sul. De lá até Ausentes são 50 Km de estrada de chão.
Distância: 160 Km

 

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

Caminhos de Pedra, a tradição italiana preservada em Bento Gonçalves

01 de maio de 2015 1

Passamos o fim de semana curtindo o Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves, mas confesso , degustação de vinho não é a minha praia . Curto beber um vinho em momentos especiais mas não sei apreciar e nem diferenciar o” joio do trigo ” . Mas o programa todo me atraia fazia tempo e conhecer um dos destinos mais falados do RGS foi o mote.

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Casa da Ovelha 1917

Descobri que tem bem mais do que cantinas e bodegas pelo caminho , e principalmente nos Caminhos de Pedra encontrei o que mais gosto , lindas paisagens ,natureza,  casas preservadas e algumas surpresas.

Partindo de Pinto Bandeira , antes de entrar propriamente neste roteiro, a Vinícola e Pousada Don Giovanni ( http://www.dongiovanni.com.br/inicial) tem um dos melhores ambientes para a estadia na região. Cercada de vinhedos oferece somente 8 quartos com uma simplicidade acolhedora. Adorei este local e recomendo como boa opção para desvendar a região.

Idealizado por Tarcísio Vasco Michelon e Júlio Posenato o roteiro Caminhos de Pedra (http://www.caminhosdepedra.org.br/pt/) visa resgatar, preservar e dinamizar a cultura que os imigrantes italianos trouxeram à serra gaúcha a partir de 1875.

O Roteiro passou a ser concebido quando da realização de um levantamento do acervo arquitetônico de todo o interior do município de Bento Gonçalves, ocorrido no ano de 1987. Constatou-se então que a Linha Palmeiro e a Linha Pedro Salgado, possuíam o maior acervo de casas antigas, conservavma sua cultura e história e tinham acesso fácil .

 

Casa Righesso 1889 - Salumeria

O sucesso do novo roteiro animou tanto os idealizadores quanto a comunidade. Montou-se então um projeto abrangente que contemplava o resgate de todo o patrimônio cultural, não só o arquitetônico, envolvendo língua, folclore, arte, habilidades manuais, etc.

 

 Casa de 1910 foi desmontada em Farroupilha e reconstruída aqui.

Atualmente a Associação Caminhos de Pedra conta com mais de uma centena de associados e o projeto, considerado pioneiro no Brasil em termos de turismo rural e cultural, está recebendo uma visitação média anual de 60.000 turistas. Vale cada quilômetro rodado.

No antigo Moinho Cecconello está a Casa da Erva Mate

Entre casas de madeira coloridas e de pedras bem conservadas , podemos explorar uma fazenda de criação de ovelhas , observar a tosquia ou mesmo participar da ordenha. Ou descobrir uma casa onde a erva mate é processada e vendida em sua melhor performance.

 Atrações da Casa da Ovelha conforme cronograma:

09:30 – Amamentação de cordeiros
10:30 – Tosquia de Ovelha
11:30 – Apresentação de pastoreio com cão Border Collie
12:30 – Apresentação de pastoreio com cão Border Collie
13:30 – Corrida das ovelhas
14:30 – Amamentação de cordeiros
15:30 – Pastoreio com Cão/Alimentação de borregos/Ordenha
16:30 – Ordenha

Casa da Tecelagem de 1915 , originalmente em Flores da Cunha

Trilhas e caminhadas entre os vinhedos são uma das melhores pedidas , assim se emaranhar num mundo de pessoas simples e atenciosas que se orgulham de suas tradições e querem mostrar o que tem de melhor.

No caminho o artista João Bez Batti tem seu atelier com uma pequena exposição de suas obras mais queridas , aquelas que não foram comercializadas e que fogem da “maldição das cabeças ” como ele mesmo denomina sua série mais conhecida. Ali pode-se ver o artista trabalhando in loco , com a descoberta e catalogação de basaltos da região.

No próximo post conto mais um pouquinho sobre o Vale dos Vinhedos.

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particulare do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Rota dos Faróis : Para quem gosta de uma boa indiada!!!

16 de abril de 2015 23

Eu já tinha consultado a meteorologia e a previsão era sol, achei que não podia esperar mais nem um dia para empreender a tão esperada aventura pela Rota dos Faróis que eu já vinha flertando desde que fiz um curso de Light room com o André Nery, fotógrafo  fera aqui da cidade, onde as fotos do curso eram sempre deste lugar tão mágico.

Já explico, a rota dos Faróis fica na estrada quem vai para Mostardas até São José do Norte. É daquelas indiadas que eu particularmente adoro! Se você só gosta de conforto  e super hotéis então nem pense em se aventurar nesta viagem, esta é só para os rústicos, para jipeiros que curtem um barro, areia fofa e muita, muita natureza.

Saimos de Porto Alegre no sábado de manhã, e fomos em direção a Cidreira,  pegamos à direita  na famosa ” Estrada do Inferno” só que agora é moleza, ela é todinha asfaltada. Na altura de Solidão  entramos à esquerda e poucos km depois estávamos na beira da praia, no famigerado farol da solidão, que confesso pra vcs me desapontou um pouco, pois eu imaginava na minha fantasia, um farol ermo numa ponta de praia desolada, e qual nada, hoje já existe uma pequena vila ao redor do dito cujo. Mas o dia ajudou, estava lindo, sem vento e o mar que eu imaginara rebelde e marrom estava verdinho, perfeito.

Resolvemos ir pela praia até Mostardas, e foi muito bom mesmo, primeiro porque já não me lembrava de praia com tantos pássaros, montes de gaivotas, garças, piru-pirus( nome de um passáro de longo bico vermelho) muuuuitas conchas, e incrivel! Uma tartaruga enorme morta na praia a cada 10 km, não me perguntem porque, não posso imaginar a razão.

Mostardas é uma cidadezinha muito simpática com prédios coloniais que ficou muito tempo isolada do mundo, em poucos minutos achamos um restaurantezinho bem típico onde serviram um bom filé à pé que foi exato para o tamanho da nossa fome.

Depois de um passeio até a praça da igreja seguimos o nosso rumo até Tavares, que seria o lugar indicado para passarmos a noite. Mas antes fomos conhecer a Lagoa do peixe, uma reserva onde a gente pode observar muitas espécies de pássaros e em especial os Flamingos que migram da Patagônia e do Chile.

Neste dia, nada de Flamingos, o que vimos foi um belíssimo por do sol na saída da Lagoa, e uma porção de jipeiros circulando até a beira do mar. Chegamos no nosso hotel o Parque da Lagoa, muito bonzinho, tem tudo que a gente necessita para passar uma noite, tranquilo, bom banho e cama. Saimos pra jantar na pizzaria da cidade, onde  o pessoal de Tavares se encontra aos sábados, e os turistas breves como nós também, pois os paulistas que estavam no nosso hotel também estavam por lá.

Este farol fica na Lagoa dos Patos na altura de Tavares, ele chama “farol da marca de dentro” é todo de ferro e foi importado da França.

 

Foi bem legal ter conhecido o Batista, no hotel, ele é um guia profissional e conhece toda a região, nos forneceu dicas preciosas do point onde poderíamos avistar os Flamingos. No dia seguinte partimos cedo com um mate em uma mão e a camera fotográfica na outra para a caça aos Flamingos. Entramos em uma fazenda onde se paga 5 reais para uma senhora na porteira e seguimos por dentro do campo, numa trilha onde só carros tracionados andam, e chegamos na parte sul da Lagoa do Peixe, e adivinhem quem estava lá esperando por nós? Os próprios – os belos Flamingos! Me lembrei de quando na África fazíamos os safaris fotográficos atrás dos big five, aqui a sensação foi parecida, eu mesmo só tinha visto Flamingos no Zoo.

Seguimos até São José do Norte que é uma cidade pequena, muito cuidada e tranquila, lá almoçamos no Brisamar, um restaurante que serve espeto corrido por 18 reais e rodizio de frutos do mar por 26, comemos super bem pois tinha vários tipos de camarão, peixe, casquinha de siri, mexilhões e o que é um bom indício  que o restaurante é bom, estava cheio.

Vista da cidade de Rio Grande.

 Nossa idéia inicial era cruzar de balsa de São Jose do Norte até Rio Grande e voltar pela BR116, mas pensamos melhor e escolhemos voltar pelo mesmo caminho, pela RS 101, pois a BR 116 é movimentada demais, sobretudo aos domingos.

Bom gente eu espero que vocês tenham gostado da nossa aventura caseira, foi um fim de semana perfeito, muito sol, natureza, voltamos com a cabeça e a alma mais leve. Altamente recomendável :-D