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Posts na categoria "Roma"

Filmes para passear pela Itália

19 de outubro de 2015 2

Adoramos filmes que nos levam a conhecer ou rever países que visitamos ou sonhamos em desvendar.

Como imagino que muitos sofram da mesma síndrome que eu , esquecimento seletivo! Cada vez que sento na frente da TV penso em todas as dicas de bons filmes que me deram , mas não consigo lembrar o nome de nenhum no momento! Vamos registrar aqui algumas possibilidades para viajar sem sair do sofá.

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Dividimos esta série por países em filmes dos anos 2000 (os anteriores imagino que muitos já conheçam!). Não temos nenhuma pretensão de crítica cinematográfica,  mais e sim um entretenimento voltado para imagens das regiões mais lindas de cada país.

A Viagem a Itália (2014):

Cartaz do Filme

Com realização de Michael Winterbottom é um verdadeiro um “road movie” gastronômico que segue os passos dos poetas Byron e Shelley com a dupla de atores Steve Coogan e Rob Brydon (transformados numa espécie de caricatura de si próprios). O filme não tem um roteiro muito interessante e os diálogos podem ser meio monótonos , mas as imagens são incríveis da viagem de carro pela Itália, percorrendo Ligúria, Toscana, Roma, Amalfi e Capri, onde experimentam os mais interessantes restaurantes e hotéis das respectivas cidades.

A Grande Beleza (2013)

A Grande Beleza

“Viajar é util, exercita a imaginação [...] Aliás, à primeira vista todos podem fazer o mesmo. Basta fechar os olhos.” É assim, citando um pequeno trecho de “Viagem ao Fim da Noite”, do escritor  Louis-Ferdinand Céline, que A Grande Beleza começa. Um filme de Paolo Sorrentino provocante, divertido e de grande impacto visual que mostra a alta sociedade italiana numa perspectiva ácida percorrendo um  delicioso passeio pelos recantos mais interessantes de Roma.  

Terra Firme ( 2011)

Terra Firme

Ao sul da Sicília, na pequena Lampedusa, um retrato super atual da questão da imigração na Europa.  A família Purcillo vive em uma ilha remota, onde a maior fonte de trabalho é o turismo. Ernesto , o patriarca da família, ainda mantém seu barco de pesca, mais por razões sentimentais do que pela renda que obtém. Em uma pescaria, ele e o neto acabam se deparando com um barco de imigrantes ilegais a deriva, e tem que enfrentar a situação onde a tradição do mar se choca com as leis italianas.

Baaria , a porta do vento (2009)

Baaria - A Porta do Vento

De Giuseppe Tornatore , uma saga siciliana. Em 1930, na província de Palermo. Ciccio  é um humilde pastor que encontra tempo para se dedicar à sua grande paixão: a leitura. A Itália passava pelo fascismo e, durante a Segunda Guerra Mundial, a região enfrenta uma grande penúria. Delicado e envolvente traça um panorama histórico do sul da Itália com lindas e idílicas imagens.

Cartas para Julieta (2010)

Cartas para Julieta

Bem mais conhecido e visto do que os anteriores tem como pano de fundo a Casa de Julieta em Verona , numa história romântica e açucarada que engendra um passeio magnífico pela Toscana. Sophie descobre uma antiga carta de amor e junta-se a um grupo de voluntárias que responde estas missivas amorosas. Para sua surpresa, a remetente Claire Smith (Vanessa Redgrave) ouve o conselho dado na resposta e vai em busca de um italiano, por quem se apaixonara na juventude. 

Pão e Tulipas (2000) 

Pão e Tulipas (2000) Poster

Depois de ser esquecida na estrada pela família , uma dona de casa descobre sua força interior e recomeça a vida em Veneza. Muito procurada como ultimo destino antes de morrer , Veneza aqui encara o renascimento em visuais líricos , cheios de romance e fantasia.

Post Relacionado:

Uma viagem pela França em 6 filmes

Se você gostou deste post e quer saber mais sobre grupos e roteiros do Viajando com Arte acesse nosso site:

 www.viajandocomarte.com.br

 

O que comer na Itália? Dicas de gastronomia por região

05 de outubro de 2012 1

A Itália é uma festa para o paladar. Para um italiano , falar sobre um destino de viagem começa sempre com a pergunta básica:  come-se bem por lá? Não é por nada que a Inglaterra seja um roteiro maldito no país.

O ritual da mesa tem uma aura mística , nenhum encontro social que se preze acontece sem um bom vinho e muitos pratos e o célebre movimento slow food, que estimula a valorização das tradições culinária regionais, surgiu na Itália em 1989.

Meu objetivo hoje é dar algumas dicas do caminho das “massas, tomates , queijos e vinhos ” para quem vai para Itália e não quer perder as delícias de cada região. As diferenças são muitas, e cada um se orgulha de seus produtos. Além disto não adianta você chegar na Toscana e querer comer um canolli siciliano que vai levar um desaforo de alguma mamma, tem que aprender a saborear também na época certa. Respeito pela tradição faz parte fundamental da cultura italiana. Mas vamos ao que interessa!

 

Piemonte : Queijo castelmagno, robiola e taleggio. Vinhos Barbera e Barolo e Barbaresco. Vinho doce de Asti. Trufas brancas e  negras de Alba. Panacota , doce de nata cozida com calda. Panetone Milanese.

Panacota Piemontesa

Ligúria: Pesto de Gênova, Vinho Valpolcevera.

Lombardia : Queijo gorgonzola e belpaese. Salames. Torrone de Cremona

Trentino Alto Adige : Vinho Santo e biscoito de amêndoas cantuccini.

Friulli- Venezia Giulia : Queijo montasio. Grappa. Presunto San Daniele. Vinho Pinot e Tocai.

Vêneto : Vinhos Valpolicella, Bardolino e Soave, que não é doce e nem suave.

Emília Romana : Vinagre Balsâmico de Módena. Mortadela de Bologna. Queijo Parmigiano Reggiano Grana        Padano de Parma e o frisante vinho Lambrusco.

Toscana : Vinhos Sassicaia , Tignanello e o Brunello de Montalcino. Queijo pecorino. Panforte di Siena, um doce de frutas secas.

Úmbria: Trufa negra de Norcia. Porchetta.

Lácio : Queijo pecorino romano. Spaghetti alla matriciana e carbonara e o leve vinho Frascati.

Sicília : Mini Tomates, pistache ,amêndoas e limão siciliano. Spaghetti alle vongole. Canollo, doce de ricota . Granita e Gelato em Notto. Caponata siciliana.

Granita , uma raspadinha com sabor de amêndoa e morangos

Sardenha : Queijo sardo. Vinho Cannonau e Carignano.

Mesa típica italiana

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Descobrindo Roma: dias e noites no Campo de Fiori

25 de dezembro de 2011 0

Quando vamos pela segunda vez a uma cidade é sempre interessante ficarmos numa região diferente para descobrirmos novos recantos e inusitados pontos de vista. Visitando Roma  neste verão fiquei hospedada na Via Giulia, uma rua paralela ao Tibre que acaba de comemorar 500 anos em 2010, foi aberta pelo papa Julio II para sanear a região e acabou como endereço cobiçado pela aristocracia romana. Por isto abundam palácios do século XVI e XVII com belas e imponentes fachadas.

O Hotel St George foi um achado , em Roma onde a hotelaria é cara e muitas vezes não faz jus ao preço ,  mantém características  de época e foi totalmente modernizado com bom gosto e sofisticação, recomendo! Oferece spa e um belo terraço com vista para os telhados de Roma e o Vaticano.

Hotel St. George na Via Giulia

A Via Giulia é uma rua tranquila e estreita, o que ajuda a criar a sensação de viagem ao passado. Como o acesso é muito complicado e escondido, somente os locais transitam por ali, mas fica há apenas alguns passos do movimentado Corso Vittorio Emanuele II . Passávamos todos os dias pela delegacia especializada  AntiMáfia e pelo  Palácio Farnese, que hoje abriga a Embaixada da França. Afrescos dos irmãos Carracci enfeitam o interior do prédio, que é aberto à visitação uma vez por semana com horário previamente agendado.

Palácio Farnese

O Campo de Fiori muda de atitude com o passar do dia, amanhece como um grande mercado de Roma, com frutas , flores e muito mais e acaba a noite fervendo com o agito jóvem!

Olhem quem encontramos fazendo compras no Campo de Fiori numa manhã de verão, Isabella Rossellini, um pouco diferente do glamour com que aparecia nas propagandas da Lancome.

Ao anoitecer a praça é limpa e os restaurantes e bares tomam conta até  a madrugada, nas noites quentes de verão.

Giordano Bruno cuida de tudo do alto de sua privilegiada localização. Não percam o tradicional restaurante Carbonara ou, para paladares mais exigentes, Il Camponeschi, na praça com vista ao Palácio Farnese. Pelas ruas laterais, várias opções de bares descolados, uma região que merece uma passeio após o almoço ou uma noite prolongada.

E tudo isto ainda fica bem perto deste belo visual do Tibre, visto do alto do Castel de Sant’Angelo!

Aproveitem a temperatura sempre amena em Roma e descubram recantos inesperados, mas não esqueçam de nos mandar as dicas! Roma e um roteiro na Itália fará parte de próximo curso Viajando com Arte em março de 2012.

Fechando com chave de ouro: Visita privada a Capela Sistina

14 de dezembro de 2010 3

 

Era nossa última noite em Roma e eu antecipava a emoção de estarmos  a sós com Michelangelo em um dos lugares mais sagrados da cristandade e da história da arte – a Capela Sistina.


Minha última experiência dentro da Capela Sistina não tinha sido das mais agradáveis, pois fazia um calor de 36 graus em Roma,  as pessoas se apinhavam lá dentro o ar era pesado, quase irrespirável. O guarda ansiosamente tentava silenciar a multidão e gritava “silêncio” a cada 2 minutos. Foi tudo um pouco caótico, mas vale qualquer sacrificio para apreciar a maravilha realizada pela mão de um único homem em apenas 4 anos.

Desta vez foi tudo muito diferente estávamos só nós dentro da Capela Sistina, 22 felizardos!!

Fiquei sabendo da possibilidade de uma visita privativa a  Capela Sistina, no dia do meu aniversário e achei que aquilo era um presente de deus. A partir daí, foi uma questão de fazer os contatos certos e quando vi o papel com o timbre do Vaticano confirmando este sonho senti um arrepio.

Nossa visita estava agendada para as 19:30h, os portões se abriram as 19:15h e foi muito estranho entrar naquele imenso prédio completamente vazio, salvo pela presença de alguns guardas que nos passaram pelas máquinas de raios X.

Somente os guardas como companhia

Nossos passos ecoavam naqueles imensos corredores e fiquei imaginado  tantos papas que passaram por ali, fomos levados primeiro as “Stanze di Rafaello” ou seja os apartamento privados do papa Július II que foram decorados com afrescos de Rafael Sanzio. É onde se encontra uma das obras mais espetaculares de Rafael, o afresco chamado A Escola de Atenas.

A Escola de Atenas – Rafael Sanzio

 

Detalhe onde Rafael retrata o filósofo Heráclito com as feições de Michelangelo.

 

 

Sozinhos pelos corredores do Vaticano fomos nos encaminhando para o nosso Gran finale 

 

Michelangelo começou a pintura do teto da Capela Sistina em 1508, muito contariado, pois ele não se julgava um pintor, mas um escultor.

O papa Julius II só conseguiu convence-lo a aceitar a tarefa com a promessa de que terminada a pintura, Michelangelo colocaria em prática um grande projeto escultórico para a tumba do próprio papa, deste projeto enorme só sobraram poucas peças, a mais linda delas, o Moisés que reza a lenda, quando Michelangelo deu a obra por acabada, ela parecia tão real que ele teria batido com o cinzel no seu joelho e dito: Adesso parla!, ou seja agora fala!

 

E finalmente chegamos até o interior da Capela, todos ficamos num estado de arrebatamento, dificil falar, deixei as pessoas admirarem o ambiente antes de começar a contar a estória das obras ali expostas.

 






No altar principal ao fundo, o Juizo Final, pintado por Michelangelo 25 anos depois da conclusão do forro, não mais aquele artista eufórico com total devoção e crença no futuro, mas um Michelangelo mais velho, desencantado com o rumo dos acontecimentos, como a reforma da igreja, o Saque de Roma pelas tropas de Carlos V em 1527. Muito historiadores veem neste afresco gigantesco o inicio da escola Maneirista.

 

Aqui no detalhe, Michelangelo se autoretrata na figura de São Bartolomeu, que foi esfolado vivo.

 

 




Foi uma experiência única, poder ficar em silêncio e sentir a energia que este lugar possui. Saimos de lá num misto de euforia e introspecção.

Para terminar nosso périplo pela Itália, depois deste momento de adoração aos grandes gênios da arte, só poderíamos fazer uma coisa para nos despedirmos de Roma, rumamos direto para a Fontana di Trevi, onde abrimos umas champanhes e fizemos muitos brindes, principalmente de agradecimento porque certamente foi um grande privilégio.

 

Fotos de Clarisse Linhares e Mylene Rizzo.


Panoramas de Roma: opções para curtir o visual da cidade eterna

25 de novembro de 2010 6

Roma é conhecida como a cidade das sete colinas. na última visita à cidade tentei fazer um recorrido pelas colinas , que hoje já se misturam às ruas da cidade. Algumas são bem conhecidas e se distinguem com histórias que se mesclam ao próprio nascimento da cidade , como o Palatino. É lá que se situavam as residências da aristocracia romana, a casa do Imperador  Augusto e muitas outras residências importantes. Diz-se que foi aqui que Rômulo , um dos gêmeos amamentados pela loba , fundou a cidade e que a gruta onde tudo aconteceu foi descoberta há pouco tempo , por uma sonda , é esperar para ver!

Mas o visual não precisa esperar e do alto do Circo Máximo pode-se avistar o Palatino.

 

 

Muito perto dali estão as ruínas Termas de Caracalla , mas isto jé é uma outra história!

Há alguns passos está a região mais valorizada da cidade de Roma , o Monte Quirinale, com suas casas muito exclusivas e alguns belvederes que descurtinam imagens inusitadas da cidade. O “Buco di Roma” é uma bela surpresa, do buraco da fechadura de um prédio dos Cavaleiros de Malta pode-se avistar uma alameda com a cúpula de San pedro ao fundo! Melhor de tudo é a surpresa do inesperado!

 

Uma novidade na cidade é que agora o Bolo de Noiva , o Monumento a Vittorio Emanuelle II,  o herói da Unificação Italiana conhecida como Ressorgimento , possue um elevador panorâmico. Na verdade já faz três anos que ele foi unaugurado , mas sempre é uma boa dica para quem já conhece os principais atrativos da cidade , que na verdade é quase inesgotável. Custa EU$ 7,00 por pessoa e , tirando os 5 andares que ainda se tem que subir por escadas , oferece um panorama da Roma central, Forum e Via del Corso.

Aqui a cúpula do Pantheon que foi desnudado pelo Papa Barberini, o famoso sucessor de São Pedro mandou derreter a cobertura de bronze feita pelos romanos para que o arquiteto Bernini tivesse material para fazer o baldaquino que hoje encontra-se no Vaticano . Os italianos não perdoaram e alcunharam o dito: “o que os bárbaros não destruíram , Barberini destruiu“.

O Gianicolo é a colina que fica no Trastevere, um lugar pouco visitado pelos turistas , até porque é proibido para os ônibus de turismo. Lá está a Piazzale Garibaldi com uma enorme escultura do herói de dois mundos e o Fontenone. Oferece um panorama da cidade com o Rio Tibre aos seus pés.

Aqui está a casa do embaixador espanhol e também o Tempietto , primeira obra de Bramante em Roma , encomendada pela rainha da Espanha para comemorar o nascimento de seu herdeiro. Uma dos primeiras obras renascentistas na cidade.

Para quem acha complicado subir até o Gianicolo , uma boa opção é o Castel de Sant’Angelo. Não acho que o interior  seja muito interessante , mas o visual desde seu terraço é fantástico. O anjo fica muito próximo e podemos nos imaginar perto do céu. Daqui as pontes do Tibre podem ser contadas em detalhes e a cúpula de San Pedro vista sob um ângulo perfeito.

 

Claro que existem várias possibilidades de onde ver Roma do alto , mas eu me arrisco a indicar mais duas boas opções. O Hotel St. George, na Via Giulia, me descortinou um visual dos telhados da cidade e o Hotel Raphael , quase na Piazza Navonna, da cúpula de San Pedro.  

 

 

Fotos de Clarisse Linhares e Mylene Rizzo.

Aqui vão algumas sugestões , se você tiver algum outro ponto de vista interessante , mande para aproveitarmos juntos!

 

Dicas de Roma no texto bem humorado de Marcelo Pires

04 de outubro de 2010 3

Clarisse,

é a terceira vez que vou a Roma,
a primeira da Leticia,
assim visitamos coisas essenciais,
o Coliseu, o Panteão, o Fórum,
até mesmo o Museu do Vaticano
(precisa ter muita fé em Michelangelo
pra enfrentar aquele bando de gente).

E passeamos nas Piazzas,
e comemos pizzas,
e bebemos vinho,
e tomamos sorvetes.
Confesso a heresia: o sorvete italiano é um pouco doce pra mim.

Ficamos uma semana lá, só saímos para ir a Tivoli,
pertinho de Roma, é uma emoção passear na Vila Adriana,
muito romântico conhecer a Villa d’Este,
dois patrimônios mundias da humanidade.
O bom é que a humanidade não estava lá em Tivoli,
todas as excursões, pelo menos neste dia,
devíam estar fotografando em outro lugar.

Nosso almoços eram causais,
do tipo saladinha e cálice de vinho,
os jantares foram mais planejados.

O papagaio que anda de bicicleta, no Guetto.

Assim conhecemos restaurantes bonitos,
fomos ao Gusto e ao Recafé, recomendo os dois,
ficam pertinho do Museu Ara Pacis,
o Gusto é mais do meu gosto,
mas o Recafé tem ótima pizza.

Fomos ao Baby Dell’Hotel Aldrovani, pena que choveu,
o pátio ao lado da piscina é lindo,
todo o verde da Villa Borghese à disposição
- e a comida estava ótima.

Fomos ao Tuna, Via Veneto, restaurante novo, simpa.

Fomos à ótima Bottega Montecitorio, região do Panteão.

Fomos à Glass Hostaria, Trastevere, ela não tem cara
de Trastevere, é mais gourmet, como não foi tão gourmet assim,
preferia que fosse mais Trastevere.

Freno e Frizioni, Friends Art Café, Enoteca Ferraria,
lugar é que não falta pra gente ser feliz no Trastevere.
Nem gente. Todo mundo disposto, se é que você me entende.
A Piazza Trilussa reúne gente jovem e bonita.
Daí se atravessa a ponte em frente e, mesmo bêbado,
chega-se facilmente ao Campo de Fiori,
outro lugar muito florido de festeiros.

 

Fomos – e recomendo muito este – ao Hotel de Russie,
um jantar nos jardins, delícia. Fica grudado na Piazza
Del Popolo
. É um exagero ir de tênis, mas nem pense
em botar, por exemplo, gravata.

Vimos algumas exposições de arte: Gino De Dominicis
no MAXXI, novíssimo museu de arte contemporânea
da cidade. Arquiteturadíssimo – esta palavra não
existe, mas define bem o museu.

Gino De Dominicis, segundo a wikipedia, “é stato uno dei
più emblematici e controversi artisti del panorama italiano
del secondo dopoguerra”. Gostei muito das pinturas
– menos das performances.

Vi o romano Sante Monachesi na Fondazione Roma Museo.
Monachesi, segundo a wikipedia, “Nel secondo dopoguerra si
dedica a una pittura espressionista e fauve, ma è soprattutto
nella produzione plastica che la sua ricerca si apre all’innovazione”.
Também gostei mais das pinturas do que das esculturas (as pinturas
do período de Paris são belíssimas).

Vi Tullio Pericoli no Museu Ara Pacis. “I suoi disegni dal tratto elegante e leggero così come i suoi acquerelli  sono tuttora pubblicati sulle principali riviste, quotidiani e sulle copertine dei libri di molte case editrici”.
O que seria da gente sem a wikipedia?

Enfim, estávamos no país de Garibaldi em pleno 20 de setembro -
e valeu muito. Via Apia, Mercado de Trajano, Castelo de Santo Angelo,
Museu Capitolino
, ufa. A gente é que fica em ruínas de tanto caminhar
em Roma.

 

Só não valeu a pena a Alitalia.

Poltronas horríveis, espaço tão exíguo quanto a simpatia
dos comissários. Dá vontade de mandar pro Circo Máximo
aquele pessoal tratando mal os brasileiros do voo.

A sorte da Alitalia é a Itália: quando se chega,
a gente esquece a antipatia da companhia.

Contei alguma novidade?
Você que é “especialista”. E italiana!
Mas fique com um batcho e desejos de boa sorte para
seus eternos retornos à cidade.

Marcelo Pires.

 


 

Uma bela Passegiata por Roma

27 de agosto de 2010 3

Estive em Roma no inicio de julho deste ano quando voltava da Turquia, foram apenas 3 dias, mas 3 dias cheios, intensos, na companhia de uma quase nativa, a Rita Silveira que mora lá há quase 10 anos.

Passeamos por todos os lugares e conheci muitos cantinhos diferentes de Roma, foram longos dias de verão e a Cità aperta me pareceu mais bonita e vibrante do que nunca.

Vou narrar aqui pra vocês um dia recheado de monumentos, avenidas e obras de arte, um roteiro bom para fazer de carro, as vezes parando entrando em algumas igrejas para apreciar uma obra de arte de Caravaggio ou Bernini, ou parando pra tomar um vinho rosê geladinho e ficar observando os romanos, no velho e bom dolce far niente.

Escultura chamada Elefantino de Gianlorenzo Bernini.

Meu hotel ficava na área do Pantheon, aliás muito bem localizado, pois dali pode-se ir a pé a muitos lugares, como a Piazza Navona, o gueto judeu, o próprio Trastevere que é o bairro boêmio de Roma fica apenas algumas quadras de distância cruzando o rio Tevere ou rio Tibre em português.

Saimos do hotel e fomos até a Piazza della Minerva, onde tem uma igreja, a Sta Maria sopra Minerva, construída no lugar onde antigamente existia um templo a deusa romana Minerva, aqui entramos uns minutos para apreciar um quadro de Caravaggio, afrescos de Filippino Lippi e uma escultura de Cristo carregando a cruz de Michelangelo. Na praça admiramos a curiosa estátua Elefantino de Bernini, vamos combinar que foi um inicio de passeio bem auspicioso, em meia hora ver este desfile de obras de arte não é para qualquer cidade!

Achei interessante saber que o grande libertador das Américas, o General San Martin, se hospedou  aqui, praticamente meu vizinho : )

Pegamos o carro e passamos pela Piazza Venezia cuja paisagem é dominada pelo monumento mais visível da cidade, o Vittoriano, em homenagem ao soldado desconhecido e para celebrar a unificação da Itália conduzida por Vittorio Emanuele em 1870. Jocosamente chamado pelos italianos de bolo de noiva.

Pegamos a Via Fori Imperiali, que passa ao lado do antigo Forum romano, de onde pode se dar um bom vistaço das ruinas daquele que foi o coração pulsante do império.

 

Nem pensar em descer e caminhar no Forum, pois a temperatura beirava os 36 graus, eu nunca aconselharia qualquer pessoa a ir a Roma nos meses de julho e agôsto, a cidade literalmente ferve!

E ainda não era 11h da manhã, mas já estávamos sedentas por um lugar fresquinho com uma boa vista onde pudéssemos sentar e tomar algo bem refrescante, e já que estávamos na vizinhança, uma bela pedida é a Terraza Cafarelli, que fica no terraço do Museu Capitolino, na Piazza do Campidoglio, ali colada no Forum, projetada por Michelangelo, onde além de saborear um belo vinho rosê se tem uma das vistas mais legais de Roma.

Aquela cobertura onde vocês vêm uma torre foi a casa de ninguém menos que Sofia Loren, por muito tempo, antes da celebrada atriz italiana se mudar para os EUA.

Você não precisa entrar no museu para desfrutar da Terraza, existe uma entrada lateral que vai diretamente para a cobertura.

Continuamos nossa passegiata até a belíssima igreja barroca de Santa Maria della Vitoria, que fia nas proximidades da estação central de trens de Roma – a famosa Roma Termini.

 

Além do interior da Igreja ser muito bonito, completamente adornado, bem ao estilo barroco, a igreja abriga uma das esculturas mais lindas de Bernini, a Santa Teresa em êxtase, onde o artista construiu todo um cenário para conter a santa mais popular da contra reforma italiana.

Santa Teresa em êxtase de Gianlorenzo Bernini.

Andamos por muitos lugares inusitados, que eu nunca estivera e tive oportunidade de conhecer as muralhas e portas antigas de Roma perto da antiga Via Apia.

 

Outro lugar muito interessante de visitar são as antigas Termas de Caracalla. Os banhos eram extremamente populares na antiguidade, não só para banhar-se, pois as casas não tinham este recurso, mas para fazer ginástica, massagens, discutir politica e como não dipunham de jornal para inteirar-se dos últimos acontecimentos. As termas imperiais como a do imperador Caracalla possiam uma grande infra estrutura contando com biblioteca, lojas e até salão de festas!

Aqui durante o verão eles tem extensa programação de ópera, a infra estrutura já estava toda montada.

Passamos em frente ao Museu do Vaticano e fiquei apavorada com o tamanho da fila, nem pense em programar uma visita ao Museu do Vaticano e a Capela Sistina sem reservar previamente pela internet, é uma barbada e você evita horas de espera em filas intermináveis!

Este é o site oficial do Museu: http://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/do?action=booking&codiceTipoVisita=26&step=2

 

Nesta nossa viagem a Italia em novembro de 2010, conseguimos um feito que eu não julgava possível, vamos fazer uma visita privada a Capela Sistina!! Vocês podem imaginar a emoção de ficar frente a frente com aquela maravilha no mais absoluto silêncio??? Acho que vou chorar e sapatear, prometo que conto pra vocês na volta.

Na mesma ocasião vamos visitar os aposentos papais onde entre outras obras, estão os maravilhosos afrescos de Rafael Sanzio, como este detalhe acima da Escola de Atenas, onde Rafael retrata o filósofo Heráclito com as feições de Michelangelo. Não sei vocês, mas na minha opinião, este afresco é das obras mais interessantes e enigmáticas de Rafael, que era mais conhecido pela pintura de Madonas.

 

Bom gente espero que vocês tenham aproveitado o nosso passeio, ainda vou escrever um post com dicas de uma parte fundamental da cultura italiana – a comida!! Dicas de restaurantes!

Um bom fim de semana pra todos e que São Pedro mande um sol para iluminar nosso dia!

 

Dica para quem vai a Roma

22 de julho de 2010 5

Um lugar muito lindo e nem tão conhecido assim são os jardins da Vila Borguese, um oásis nos dias escaldantes que passei em Roma agora em junho. Visitamos a Galeria Borguese (com horário marcado, assim evita que você fique horas preciosas parado em uma fila) que é realmente fantástica para quem aprecia obras primas como Apólo e Dafne de Bernini, Caravaggio,Rafael, Ticiano, o acervo da Galeria é respeitável. 

 

Saimos da Galeria e entramos nos jardins muito bonitos e sombreados, lugar de lazer dos romanos que vem tomar banho de sol, fazer pic nic, correr.

Cruzamos todo o parque para chegar na Casina Valadier, um restaurante que fica na outra ponta acima da Praça  del Popolo.

A vila que hoje é um lindo restaurante foi construida no inicio do século XIX, é uma ótima opção de almoço, tem uma vista magnifica da cidade.

Esta é a vista do terraço.

Não vou dizer que a Casina Valadier é um restaurante barato, mas com o calor que estava nos queíamos mesmo era um oásis onde pudéssemos tomar um vinho rosé bem gelado e fazer uma refeição leve, a salada estava uma delicia e a Rita pediu uma massa com um tipo de caranguejo que segundo ela estava divína, e podendo disfrutar desta vista o programa foi perfeito.

 

Depois do almoço descemos até a Piazza del Popolo, que é uma praça enorme ela está no roteiro do filme Anjos e Demônios ( baseado no livro de Dan Brown) pois no filme, a morte de um dos cardeais foi na Igreja Santa Maria del Popolo.

 

Piazza del Popolo

 

Igreja Santa Maria del Popolo.

Aproveite para entrar na Igreja pois aqui estão 2 obras primas de Caravaggio, a cruxificação de São Pedro e a Conversão de São Paulo, vale a pena ver.

Junto com a Rita esta baiana querida que mora em Roma passei uns dias bárbaros na cidade, estamos trabalhando juntas no projeto de uma viagem para novembro/2010. Cujo roteiro esta sendo preparado nos seus mínimos detalhes, chegando em Florença passando 4 dias no interior da Toscana e fechando com chave de ouro em Roma com uma visita privada a Capela Sistina, o que vocês acham?

Hoje é dia de convites então aproveito para convida-los a assistir uma palestra ” Um roteiro pela Toscana” que estaremos dando no Leopoldina Juvenil no dia 10 de agôsto às 19:30. Entrada Gratuita.

Espero vocês!!!!