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Posts na categoria "Roteiro Gastronômico"

Copenhague: despretensiosa , acolhedora e criativa. Precisa dizer mais?

05 de agosto de 2019 2

Copenhague capturou meu coração! Cosmopolita e aconchegante , estilosa e inovadora tanto na arquitetura quanto nas rigorosas linhas de seu design, é ao mesmo tempo agradavelmente relaxada, “easy-going” num estilo de vida que prima pela qualidade e valores genuínos. A nova culinária é um reflexo deste  espírito inovando sem perder o foco na produção local , no frescor e na busca de produtos mais próximos de sua origem.

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Um sentimento de liberdade conecta a cidade que se desloca sobre duas rodas. A artéria principal do centro é o calçadão da Stroget, para lojas internacionais ou mesmo para descobrir as descoladas  etiquetas dinamarquesas.

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Provence - Sabores e Cores. Viagem em maio / 2017

11 de dezembro de 2016 20

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A simples menção da palavra “Provence” nosso imaginário se enche de

fantasias, nossa mente divaga por campos de lavanda, nossos olhos se

iluminam com os amarelos dos girassóis – os mesmos que van Gogh tanto

pintou, nossa boca comeca a salivar só de lembrar dos seus vinhos rosés e

da doçura de suas frutas.

Suas paisagens, o seu estilo de vida descontraído

e seu clima convidam ao prazer puro e simples, mas o que encanta mesmo

na Provence e a sua diversidade.

A Provence é como um imã que a todos

atrai, uns vão em busca do seu sol, que brilha a maior parte do ano, outros

procuram seu estilo de vida e sua gastronomia, mas também seus sítios

romanos, sua riqueza cultural, suas paisagens de tirar o fôlego. As águas

cristalinas do Mediterrâneo em Cassis, as estradinhas de alamedas de

plátanos, suas cidadezinhas medievais, suas flores, seus perfumes e uma

atmosfera encantadora faz da Provence um destino perfeito.

Informações acosta@portobrasil.com.br ou (51) 3025.2626

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Eleven -Um pedaço de Manhattan em Porto Alegre

21 de novembro de 2016 0

Você quer ter um gostinho de Manhattan sem sair de Porto Alegre?


Passa lá no Eleven, um lugar super cool, com gente bonita e um astral muito nova yorkino,if you know what i mean!


Restaurante com pratos muito bons sem preços extorsivos, comi um polvo delicioso, muitos drinks, Spritz, caipirinhas.
O Eleven tem uma sacada com sofás e abajures perfeito para um Happy hour, depois do jantar o volume da música sobe e a garotada dança.
Juro que não estou ganhando nenhuma comissão, mas quando coisas legais acontecem na cidade, a gente tem que divulgar, para que elas permaneçam!

 

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Endereço: Dinarte Ribeiro, 148, Moinhos de Vento, Porto Alegre.

 

Passeios pelas origens de Gramado: Linha Ávila

02 de setembro de 2016 0

Não canso de buscar passeios alternativos nos finais de semana. Por isto sempre que subo a serra não me contento em ficar naquele programa básico e batido de lojas do centro ou caminhadas pelos arredores. Canela e Gramado são lindos , organizados e tem ótima gastronomia mas podemos aproveitar muito mais com um pouquinho de disposição e espírito desbravador.

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Nossa última descoberta foi a Linha Ávila, que se divide em Alta e Baixa. Logo na entrada está o Restaurante Sabor Rural, a propriedade do Sr. Henrique fica há uns três quilômetros  do centro de Gramado e é mantida com muito capricho pela família Fioreze.  

 A estradinha para chegar até lá é um convite ao devaneio. 

São tobogãs de hortências azuis em vários tons, gerânios vermelhos em profusão e araucárias centenárias coroando o cenário.

O Sabor Rural faz parte de uma propriedade maior que abriga os chalés Fioreze e oferece cabanas para o final de semana.

 

 

Seguindo pela estrada logo nos deparamos com um campo repleto de pequenos totens de pedra, esta é a senha para a entrada do Sitio dos cogumelos , que não tem placa de identificação mas que vende cogumelos direto da plantação , se é que é assim que se chama esta produção.

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São três tipos de cogumelos, o Paris, Shimeji e o Rosa , fresco e deliciosos. Não resisti e comi cru ali mesmo.

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Além disto tem uma plantação de flores comestíveis e o sítio todo é muito bem cuidado e lindo. Uma alento ver um meio de vida tão sano e próximo a natureza.

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Seguimos para Linha Ávila Alta com uma bela vista da cidade de Gramado ao fundo. A estradinha fica mais estreita e logo adiante já não é mais asfaltada. Muitas plantações de morando , pomares e pequenos lagos pela frente.

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Tudo conspira para limpar a mente e os pulmões, ar puro , poluição visual zero. Aqui da para deixar o carro e partir para uma caminhada já na parte mais baixa. Nesta época do ano as glicínias floridas são um cartão postal em cada jardim , mas elas tem a duração da borboleta , portanto corram!

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Mas a primavera é rica em sabores e cores. Ipês pintam os céus de cor de rosa e muitas belezas se enfileiram pelos caminhos.

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Num tempo de tristezas e falta de perspectivas a gente precisa se nutrir de afetos e imagens simples.

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La Recyclerie , um lugar novíssimo e original em Paris

16 de agosto de 2016 2

Da Série: Eu amo Paris

Demorou, mas a equipe que já comanda os super hypes – Comptoir General e Divan du Monde, assumiram a antiga estação de trem Ornano, que estava fechada desde 1939. Localizada perto da saída do metro Porte de Clignancourt no 18 ème, há apenas 5 minutos do famoso mercado de pulgas, o La Recyclerie é uma das novidades mais surpreendentes de Paris.

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Um lugar que a gente queria que tivesse muitos outros iguais na cidade, aparte de todos os clichês BoBo – bourgeois-bohème ou burguês-boêmio ( produtos biô, orgânicos e ecológicos bla bla bla), o La Recyclerie criou vários espaços interativos e uma atmosfera super bacana, bar, restaurante, hortas, a oficina do René ( tipo faça você mesmo) enormes aberturas, pé direito altíssimo, terraço, e verde, muito verde.

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Um lugar absolutamente único, garotada bonita.

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Pode ser até que você não curta lugares e refeições mais alternativas, mas tem que conhecer o La Recyclerie, opção ideal para ver novos conceitos e fugir um pouco do óbvio.

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Endereço: Parisgioll, 83 Boulevard Ornano, 75018 Paris

Luang Prabang : sabores exóticos e espiritualidade no Laos

30 de novembro de 2015 2

Luang Prabang e patrimônio universal da Unesco e uma das cidades mais simpáticas que conheci. Uma mistura de arquitetura francesa do século XIX com pitadas do oriente. Uma cidade de 50 mil habitantes com mais de 30 mosteiros , acaba sendo meio mística e espiritual. Por lá o que mais se vê nas ruas são tuk-tuks e bicicletas, os carros em sua maioria estão relacionados com as atividades turísticas. Mas o ritmo é lento e a vida corre sem pressa.

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O Rio Mekong corta a cidade e se impõe em toda sua grandiosidade, ele determina os destinos e traça as fronteiras entre Tailândia , Laos, Cambodja e Vietnã. Para cruzá-lo as balsas são o único meio , por aqui ainda não temos pontes no Mekong. O Rio Khan é mais modesto e em época de seca permite uma ponte de bambu seja construída, mas ela é levada pelas águas em época de chuvas.

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Em Luang Prabang todos os turistas tem encontro marcado no Night Bazaar, uma miríade de barracas com artigos de todo o sul asiático. Não vai faltar lembrancinha para ninguém.

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Mas são os monges que dão o tom na cidade. Quando chegamos e nos enlouquecemos com cada monge que víamos pela ruas, buscando um bom ângulo para fotografar, nosso guia nos olhou com estranheza e comentou : logo vocês vão cansar! Realmente , a cidade é dominada por eles , em todas as horas do dia passeiam com suas vestes cor de laranja e seus guarda-chuvas (sol) coloridos com um sorriso discreto e afável.

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Os monges comem duas vezes ao dia, praticamente somente o que recebem em doações. A primeira refeição perto das 6 horas da manhã e a segunda ao meio dia. Luang Prabang, a pequena cidade no interior do Laos desperta. O alvoroço começa logo cedo, um alvoroço silencioso, respeitoso, se é que posso denominar assim…

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A comunidade se levanta da cama sem preguiça, pois antes da vida começar existe algo que une a todos, que unifica a cidade através da generosidade, bondade, harmonia e fé. É hora do religare, de ligar-se ao grande círculo virtuoso chamado “Cerimônia das Almas”. É hora da população doar comida e sustento para monges e noviços dos inúmeros templos budistas do povoado, garantindo assim o alimento daqueles que tanto zelam pelo equilíbrio da sociedade e da natureza. São centenas de meninos, moços e senhores que foram para os templos por vocação ou por necessidade, que tem como ponto em comum seguir o caminho iluminado de Buda, mantendo vivos seus fundamentos e práticas. Muitos noviços que chegaram aos templos ainda crianças, foram enviados por seus pais com a esperança de garantir educação, alimento e um teto para morar. Como o Laos é muito pobre diversas famílias vêem nos templos budistas uma salvação para parte de sua prole.

Para nós a agência providenciou potes de bambu de arroz quente que distribuímos , com nossa própria mão , pelas panelas de vários grupos de monges. Para doar alimento deve-se tirar o sapato e se colocar ajoelhado.  Colocar um pano xadrez atravessado é opcional e não cobrir a cabeça. Pequenos tapetinhos coloridos são colocados nas calçadas para que a população possa se sentar. O mercado ambulante vende potinhos de sticky rice, um arroz super típico que é base da alimentação asiática, assim como alguns bolos doces e bolinhos salgados feitos de legumes e vegetais. Quem não pode preparar algum alimento em casa pode se valer desse “mercado” e ajudar, os turistas também assim se abastecem.

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O pote de barro e metal onde recebem,  logo é tapado para o arroz não esfriar. Podem receber dinheiro e outros alimentos em doação.  Nao bebem , não fazem exercício, não tocam em mulheres. Mas podem fumar e portar telefones celulares, ah a tecnologia…Os noviços usam um braço descoberto enquanto que os monges mais graduados cobrem os dois braços. A ordem é não tocar nos noviços e monges, olhar com respeito e doar a comida que foi levada com parcimônia para que todos da fila sejam contemplados

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Quase todos os homens do Laos já passaram um período de suas vidas no mosteiro, lá educam as crianças , estudam línguas, preceitos do budismo e meditam. Um orgulho para qualquer família.

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Uma das coisas mais interessantes no Laos é a sua culinária, uma mescla de sul asiática com toques franceses , mas bem mais perfumada do que apimentada. . A base de tudo é o sticky rice cozido no vapor , um arroz por aqui comumente chamado de “unidos venceremos”.  O sticky rice, comido com a mão ,  representa a essência do que significa ser lao, comem mais esta espécie de arroz do que qualquer outro povo do mundo .

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Nos divertimos com refeições onde fomos servidas com pratos locais numa espécie de menu degustação. Tudo começou com uma sopa de bambu e cogumelos, uma prévia do que vinha pela frente , já estava me sentindo o próprio urso panda. Outra variação de sopa bastante encontrada é sopa de cidró (lemon grass) e leite de coco com galinha, normalmente abrem qualquer refeição mais elaborada. As salsichas reinam nas feiras.

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Nas entradas a carne de bufalo seca, quase como um charque só que mais durinha acompanham as deliciosas algas do rio Mekong fritas com gergelim e recheadas com arroz e uma pasta apimentada, esta parte eu adorei e até trouxe para casa para fazer num momento especial. A alga chama-se kaipen e a pasta jaew bong.

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A salada papaya verde é um prato barato e muito utilizado pela população local, pode ter a variação de banana verde. Bem mais saborosa é a salada de pomelo com camarão, não esqueçam que o equilibrio entre o doce , o azedo e o apimentado é um dos pontos altos . Canudos de bambu recheados com porco vimos por toda parte. Não dá para perder a visita a feira de alimentos que acontece cedo pela manhã, ali a diversidade é bem maior , cobras e larvas de todos os tamanhos , mas estes eu fiquei devendo.

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Os peixes de água doce abundam , a bacia do Mekong é muito rica: peixe assado em folha de bananeira é o mais comum. A galangal, espécie de gengibre,  é muito usada também e aves de todos os tipos , especialmente o pato. O padaek , molho de peixe é usado como base em muitas receitas .

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Adoramos a galinha com temperos e tamarindo e a flor de cidró recheada com galinha. Como prato principal os noodles tem um lugar especial , assim como em toda Ásia a massa de arroz com vegetais é feita em milhares de formatos e receitas, com ou sem carne.

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As frutas são muito saborosas , a longan é uma  fruta tipo lichia, que também é muito comum assim como o mangostin. Eu particularmente adorei o maracuja doce e o abacaxi.

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A apresentação de tudo é um primor, caixinhas de palha e bambu servem de recipiente para chás e outras delicadezas. Embalagens em folhas de bananeira também não faltam . Só o que fica devendo mesmo é aquele docinho com açúcar, nada feito, a sobremesa no máximo é um arroz de leite com coco ou uma tapioca com frutas.

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Os restaurantes são muito charmosos em Luang Prabang, algumas padarias em estilo francês se espalham pelas ruas em torno do night market . O mais típico que experimentamos foi o Tamarindo, com vista para o Mekong. Nos falaram muito bem do Lemon Grass , mas não deu tempo de conferir. Para um prato mais ocidental o Elephant é a pedida.

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Muitos cafés servem o prato que eles chamam grill , mas é tipo um wok, nós experimentamos o Lao Lao Grill, bem transadinho e simpático. O Diem Sabrae ( do outro lado rio Khan), tentamos mas com acesso mais complicado não chegamos a conhecer, apesar das boas referências.

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Assim diremos adeus ao Laos e sobretudo kop chai lai lai , ou seja, muito obrigado na língua desta gente afável e descontraída, pela qual nos encantamos e nos deixamos contaminar de sabores e espiritualidade.

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Um roteiro pelos 5 cafés mais lindos de Viena.

18 de agosto de 2015 1

 Os famosos Cafés Vienenses

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Nenhuma viagem a Viena é completa sem que você visite os cafés vienenses, eles são uma instituição nacional.

Parte importante da vida dos vienenses se passa em uma poltrona confortável de um café com um jornal à mão ou, simplesmente, vendo o dia passar.

Os vienenses acreditam que os cafés como tem alma, e resistiram até mesmo a menor mudança nos últimos 300 anos de idade desta instituição quase tão antiga quanto a cidade. “Em Viena, o Kaffeehaus é um enclave cultural intocado pelo tempo.

 Cinco cafés cheios de história e charme, que você não pode perder na sua visita a Viena:

 

- Café Imperial

A cafeteria fica dentro do Hotel Imperial, erguido em 1863. O cinco estrelas é talvez o mais exclusivo da capital austríaca, sendo geralmente a acomodação de escolha de Chefes de Estado que visitam a cidade. Quando estiver por lá, não deixe de experimentar a imperial tarte. A trufa de chocolate é o doce mais famoso da casa.

Endereço: Kärntner Ring, 16

- Café Sperl

O café que foi fundado em 1880 e tinha, no período anterior à Primeira Guerra, mistura interessante de clientela: jovens artistas se mesclavam a membros militares de alta patente. No filme “Antes do Pôr do Sol” (1995), o Sperl serviu de cenário para as conversas filosóficas dos protagonistas Ethan Hawke e Julie Delpy.

Endereço:  Gumpendorferstraße, 11

***** Café Central

A cafeteria foi aberta em 1876 e com o tempo se tornou ponto de encontro para figuras ilustres que viveram na capital austríaca. O escritor Hugo von Hofmannsthal, o pai da psicanálise Sigmund Freud, e o político Leon Trotsky são alguns dos que adoravam o ambiente do Central.

Endereço: Herrengasse/Strauchgasse, 1010

- Café Sacher


O hotel cinco estrelas fundado em 1876 deve boa parte da fama justamente ao café ou, mais especificamente, a um doce servido na cafeteria: a sachertorte. Criação de Franz Sacher, o bolo imitado no mundo inteiro leva chocolate meio amargo e recheio de damasco.

A famosa e tradicional torta Sacher, um atentado a qualquer dieta! :)

Endereço: Philharmonikerstrasse, 4

Café Dommayer 


Aberto em 1787 é um grande feito que o Dommayer tenha conseguido se manter abaixo do radar turístico por tanto tempo. Um pouco afastado do centro histórico, a cafeteria é frequentada pela alta sociedade vienense. No século 19, os músicos Johan Strauss, pai e filho, estrearam diversas obras no local.

Endereço: Dommayergasse, 1

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Peru com Arte 2014

30 de janeiro de 2014 0

Para conhecer o roteiro clic aqui : http://www.portobrasil.com.br/peru2014/peru2014.pdf

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Um roteiro para amar a Croácia - Parte I

09 de agosto de 2013 23

Você já reparou que agora todo mundo só fala na Croácia?

 

Todo mundo ou foi, ou está indo, ou tem muita vontade de ir… como eu adoro inventar moda, já estava com uma certa implicância com a Croácia, mas acabei topando a parada, e neste verão europeu de 2013 fui passar uma temporadinha por aquelas bandas, e quer saber? Vou ter que dar o braço a torcer, a d o r e i!

A Croácia já foi invadida e dominada por vários povos ao longo da sua história, já foi grega, romana, integrou o império austro-húngaro e hoje procura esquecer sua história de guerra recente com a Sérvia e goza pela primeira vez uma autonomia, e desde  1 de julho de 2013 é o mais novo membro do mercado comum europeu.

Dito isto você já pode imaginar que a Croácia é uma grande mistura de estilos em todos os sentidos, culinária, arquitetura, etc, ela foi agregando  um pouco de cada cultura a qual foi submetida ao longo da sua longa existência. Mas vamos combinar que muito pouca gente vai a Croácia atrás de monumentos, museus e outras maravilhas feitas pela mão do homem, as pessoas vão a Croácia para curtir, relaxar e aproveitar o que a Croácia tem de melhor – as suas praias!

Praia na ilha de Hvar.

Nosso roteiro começou por Dubrovnik, fizemos um vôo Easy jet Paris/ Dubrovnik e as 9h da matina já estávamos desembarcando no verão. O custo do táxi até o centrinho é de mais ou menos $55 , tem também um ônibus que chega quase no mesmo lugar do táxi que custa bem menos.

Dubrovnik, a ilha em frente chama-se Lokrum, onde, reza a lenda, Ricardo coração de Leão, rei da Inglaterra, teria se refugiado após um naufrágio quando voltava das cruzadas em 1192.

Nem pense em chegar na Croácia nos meses de verão sem reserva de hotel, é pedir para se incomodar e o conselho vale também se você pretende alugar um carro. Eu sempre dou a dica, que já é manjada, mas funciona super bem que é o site de reservas de hotel http://www.booking.com   e para alugar carros gosto muito do http://www.economycarrentals.com  que faz um pool dos aluguéis mais baratos em quase todos os países do mundo.

O que você vai perceber é que a Croácia oferece muitos apartamentos para aluguel de curta temporada, as cidades tem feições medievais e nem sempre possibilita grandes hotéis no centro histórico, eu adoro ficar no  centrinho histórico e fazer tudo a pé, então minha opção foi um apartamento, que era ótimo, super novinho com todo o conforto, wi- fi free e de cara para coração da cidade. O nome do apartamento é Nijepresa Aptms, diárias de 175 euros e cabem até 4 pessoas.

As escadarias de Dubrovnik.

O coração do centro histórico em dia de casamento.

A famosa esplanada toda em piso de mármore com uma miscelânea de estilos.

Acho que 2 noites em Dubrovnik são suficientes, os passeios que você não pode perder é a caminhada à tardinha pelas muralhas da cidade, quando o calor já diminuiu e a cidade se cobre de uma luz sépia, ( 9 euros por pessoa) é muito legal, você percorre todo o centro histórico  pelas muralhas, tendo de um lado a cidade e do outro o mar, é lindo.

Aqui começa o percurso por cima das muralhas.

O porto de dentro de onde saem vários passeios para mergulhar, para a ilha de Lokrum.

Outro passeio imperdível é subir no bondinho até o forte imperial, um forte construído pelos franceses e que foi um marco de resistência na guerra recente da Croácia, enquanto Dubrovnik era bombardeada pelas forças Sérvias que chegaram muito perto da cidade , bravos soldados croatas resistiram e atacavam como podiam lá de cima a barreira inimiga.

A subida no bondinho custa em torno de 90 kunas por pessoa, é uma vista deslumbrante, mas importante, se você for no verão, suba depois das 19:30h, é o melhor horário, e depois veja o por do sol lá de cima, depois me conte!

Esta é a vista que se tem de Dubrovnik lá de cima.

Eu achei lindo fazer à tardinha quando tudo se cobre de uma luz dourada.

Lá em cima existe um museu no que sobrou do Forte que conta a história da Guerra e da bravura dos resistentes e tem um vídeo sobre o bombardeio de Dubrovnik, vale a pena ver, se a gente pensar em termos históricos, esta guerra aconteceu ontem! Este bombardeio foi em 1991, a maioria das pessoas com quem a gente conversa viveu os horrores da guerra.

A entrada do museu que conta um pouco da guerra recente e da bravura dos croatas que morreram defendendo a cidade.

 O forte ainda guarda marcas dos bombardeios dos Sérvios.

E a cereja do bolo – o deslumbrante por do sol lá de cima!

Quem disse que Dubrovnik não tem praia?

Pois naquele calor a gente olhava para aquele mar azuuuul e era quase como olhar para uma fonte de água no deserto, até que descobrimos o BUZA, um lugar bem descolado que fica nas muralhas e dá pra dar um mergulho no mar e ainda pegar um sol.

O BUZA é um lugar perfeito para dar um mergulho  e depois tomar um vinho gelado!

No outro patamar depois de vários banhos a gente sentou na sombra e tomou um ótimo rose croata, bem gelado, please!

A Croácia é grande produtora de vinhos, e pode tomar tranquilo, alguns são muito bons. O pais é tapado de parreiras e oliveiras.

Saindo dali na Praça da Igreja Jesuita, sentamos na Konoba Jezuite, um restaurante com mesas na rua e onde se come muito bem. Você vai ver muitos restaurantes na Croácia com esta denominação KONOBA, é algo assim como taverna, como a trattoria italiana, pode entrar tranquilo, normalmente é um lugar gerido pela família e a comida é ótima, comemos polvo grelhado com salada com vinho branco da casa, ahh os pequenos prazeres da vida… e a viagem está só começando!

Praça dos jesuitas.

Calamaris grelhado na Konoba Jezuite. Tá vendo bem? Calma isto é só o começo…

Uma outra dica se você está com vontade de uma boa massa com frutos do mar ou de pizza deliciosa é o tradicional Restaurante Wanda, comemos muito bem por lá.

Em Dubrovnik carro é totalmente desnecessário, então na manhã da partida fomos até o escritório da locadora e pegamos nosso carro, uma coisa que você deve estar muito atento que casualmente nesta viagem quase entramos numa roubada é de cuidar se você pegar o carro nos finais de semana os horários são bem mais restritos. Só para ilustrar eu tinha colocado o horário de pegar o carro as 16h e liguei para o escritório para pedir para antecipar para as 10h , o moço do outro lado da linha me disse que não só não tinha problema, mas que eu devia pegar cedo pois eles fechavam ao meio-dia.. já pensou? Ter que ficar lá até segunda? Então fique ligado, depois em outro post vou contar o que nos aconteceu no interior da Inglaterra,quase apanhei, foi uma loucura!

Foram 2 dias muito bem aproveitados, Dubrovnik  é uma cidadezinha muito acolhedora, linda imperdível em qualquer roteiro na Croácia.

 

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Tiradentes, Festival de Gastronomia 2013 com notas de um passado reinventado

01 de agosto de 2013 5

O Festival de Tiradentes é um dos maiores eventos gastronômicos do país. Tudo começou há 16 anos, com o intuito de reunir os melhores chefs de cozinha e artistas, na cidade símbolo do charme mineiro. O evento já recebeu os mais renomados chefs do Brasil e do mundo, além de visitantes de vários países, que se deliciam nos festins, degustações, shows e exposições. Um sucesso que gera emprego, renda e acaricia os mais exigentes paladares.”

 

Dia 24/08/2013 – 11h

A Trajetória do Maní- Helena Rizzo e Daniel Redondo

Programação completa: http://www.culturaegastronomia.com.br/programacao.php

179534 467074283319686 1080416776 n Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes


Minas  estava nos meus planos fazia muito tempo. Queria encontrar a história gloriosa das Gerais , fazer um mergulho em cidades com ecos do passado. Fiquei com dois corações, tinha vontade de voltar a Ouro Preto que deixara boas lembranças, mas como todo o presente espera pelo passado para nos comover optei por inovar , Tiradentes, São João del Rei e Congonhas do Campo me chamaram com mais veemência, e acho que acertei na escolha.

Tiradentes está mais para uma experiência vivencial do que para um destino turístico , não é repleta de “atrações ” mas nos oferece um clima bucólico e muitas possibilidades de mergulhar no passado reinventado em toda sua plenitude imaginária.

 

Tiradentes é bem menor do que outras cidades coloniais mineiras, não tem nenhum resquício de cidade grande , entenda-se favelas penduradas nas encostas poluindo a paisagem. É muito conhecida pelo artesanato e pela bela serra que emoldura seu centro histórico . Apesar de ser tão antiga quanto Mariana e São João del Rei, surgiu para o turismo há míseros 20 anos, quando um grupo de artistas se mudou para lá e restaurou seu antigo explendor  , transformando-a na joia de bom gosto e meca de gastronomia que é hoje.

Chegamos a cidade depois da inebriante visita a Inhotim ( http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2011/09/24/o-jardim-museu-mais-lindo-do-mundo-esta-no-brasil-voce-conhece-inhotim/?topo=77,1,1,,,77 ) .

Era uma responsabilidade grande para a pequena Tiradentes, nos encantar depois de tanto equilíbrio estético experienciado no dia anterior. Domingo , ao final de uma tarde sonolenta, nos hospedamos na pousada Pequena Tiradentes , uma miniatura da cidade super transada, onde todos os móveis são passíveis de serem levado para casa. A pousada não o que se possa chamar de uma bagatela, aliás, Tiradentes em geral sabe valorizar sua fama e cobra por isto, mas o atendimento e o bom gosto compensam, a loja é linda e o café-da-manhã delicioso.

Recepção da Pequena Tiradentes

Bar e restaurante da pousada 

Mesa da perdição, o café-da-manhã

Loja da Pequena Tiradentes, mas na verdade todos os móveis e objetos que fazem parte da decoração estão à venda

Partimos para uma caminhada de reconhecimento e fomos arrebatados pelo charme do lugar. A praça principal parecia cenário de novela das seis, pessoas conversando nas esquinas , se despedindo do domingo com a calma peculiar ao mineiro. Mas a cidade é muito mais do que a praça e seus arredores, tem recantos , capelas, casas e uma serra maravilhosa a ser desbravada. Sorte nossa, segunda-feira a cidade era praticamente particular! À noite chegávamos a ouvir nossos passo ecoando nas ruas vazias,  experiência única.

Para quem prefere se hospedar no centro da cidade , uma ótima opção é o Solar da Ponte.

Capítulo à parte são os restaurantes e a culinária local . Comida mineira é famosa e muiiito saborosa! Mas Tiradentes tem uma feição mais sofisticada, oferece opções muito especiais e já é famosa pelo festival de gastronomia que acontece há 15 anos em fins de agosto! Nos nossos três dias na cidade fizemos um tour gastronômico e troxemos de volta para casa uma “manta” de pão de queijo e feijão tropeiro com bacon acoplada a nossa cintura .

No quesito restaurantes gourmet começamos pelo Tragaluz que tem um nome poético e uma cozinha inspirada, fomos muito bem atendidos e comemos maravilhosamente bem, só não provamos a famosa sobremesa de goibada frita com sorvete de queijo, uma falha no currículo. Falo isto porque tinha feito uma pesquisa do tripadvisor e os leitores reclamavam muito do atendimento e da soberba dos garçons,  não foi nosso caso! Verdade que todos são adeptos da slow food, muito antes de ela ser lançada em qualquer outro lugar, mas isto é uma característica local que deve ser apreciada sem moderação!

No dia seguinte nossa escolha foi o Atrás da Matriz, conhecido pelas pizzas e pelos pratos de bacalhau! Charmoso e também bem atendido.

Não chegamos a experimentar a Cantina Perrella, dizem que é melhor italiano da região, a simpática dona me permitiu entrar para fotografar o que não é sempre bem vindo! Lindinho e charmoso ele é, ficou para a próxima! Muitos locais fecham terça-feira , portanto atenção nas reservas!

Para almoçar uma boa dica foi o Panela de Minas, para uma comida mais típica! Tutu a mineira, couve e torresmo , uma bomba deliciosa!

Tiradentes tem dentre suas igrejas a Matriz de Santo Antônio, construída em 1710 é a segunda igreja mais rica em ouro do Brasil, perdendo somente para a de Salvador , é uma uma quase miniatura Barroca. No interior do templo há um órgão datado de 1788, considerado um dos quinze mais importantes do mundo.Várias ruas da cidade contam com calçamento singular, em pedra capistrana, e nos informaram que um projeto de lei pretende retirar os automóveis do centro histórico, uma iniciativa polêmica mas que deve proteger  a riqueza local.

A Matriz em três diferentes horas do dia. Meu momento Mylene Monet!

Detalhes da arquitetura Barroca

Vista da Serra desde a Matriz

A Estrada de ferro Oeste de Minas foi inaugurada em 1881 com a presença do Imperador Dom Pedro II, funcionando ininterruptamente até hoje. O trem é puxado por locomotivas a vapor popularmente conhecidas por “Maria Fumaça”. Há exemplares de fins do século XIX, mas as locomotivas que circulam são do início do século XX. Hoje somente o trecho de 12 quilômetros que liga São João del Rei a Tiradentes está em funcionamento. Os trens partem nas Sextas, Sábados, Domingos e feriados as 10h e 15h de São João del Rei e 13h e 17h de Tiradentes. Um passeio bem legal para fazer com crianças.

Existem voos entre BH (aeroporto da Pampulha) e São João Del Rei  pela Trip. Uma boa dica, até porque as estradas de Minas estão em estado bem precário e muito mal sinalizadas , são 180km de BH até Tiradentes e 3h de viagem.

Sigo contando minhas experiências em Minas Gerais nos próximos posts, trilha pela calçada do escravos, descobrindo Bichinho,  São João del Rei e Congonhas do Campo. Se alguém tiver alguma crítica , sugestão ou dica mande para nós pelo e-mail encontroscomarte@terra.com.br.

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