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Posts na categoria "‘Roteiros Viajando com Arte"

Uzbequistão - na trilha da antiga Rota da Seda

14 de janeiro de 2016 0

A primeira vez que ouvi falar no Uzbequistão foi quando estive na Russia pela primeira vez, e nossa guia mencionou nomes como Samarkand, Caravanserai, rota da seda, falou de noites estreladas no deserto, dormindo em Yurts. Na época aquilo me pareceu um mundo muito remoto e distante, mas ficou impresso na minha mente, naqueles lugares reservados para o sonho. Lugares onde nomes como Alexandre, o grande, Genghis Khan, Timur e Marco Polo, dançavam e davam a ideia de grandiosidade.

E foi agora em setembro que finalmente realizei o sonho de conhecer a Asia Central, fui explorar os 5 “Stãos” os cinco países que estão incluídos que terminam com o sufixo persa “stan” que significa, terra de – são o Cazaquistão, Kirguistão, Uzbequistão, Tajiquistão e Turcomenistão. Historicamente ligados a antiga Rota da Seda, tiveram um papel importante  no intercâmbio da cultura, bens e ideias entre a Europa, China e India. A Asia central era habitada por tribos nômades, também chamadas de Turkic e foram islamizadas no século VIII, mas o Budismo e o Zoroastrismo também deixaram um legado importante.

De todos os “stâos”, o Uzbequistão é  o coração pulsante da antiga Rota da Seda. Seu passado é bem mais antigo, berço de diferentes culturas há mais de 2000 anos, fez parte do grande império Persa de Aquemênidas , foi ocupada por Alexandre, o grande em 327 ac, casou-se por lá com Roxana, uma princesa Sogdiana.

Em 1220 foi invadida por Genguis Khan e suas hordas mongóis.

Timur e Baboor são seus heróis nacionais.

No século XIX foi  absorvido pelo império russo e mais tarde se tornou parte da União Soviética,  até 1991 quando conquistou sua independência.
Depois desta brevíssima introdução vocês concluem o quanto de história e de camadas de raças e etnias é formada a jovem República do Uzbequistão.

Para mim o Uzbequistão captura a imaginação como quase nenhum outro lugar. Se orgulha de possuir sozinho as cidades mais importantes da Rota da Seda. Sua história fascinante está intimamente ligada a um importante encontro e intercâmbio de múltiplas culturas, troca de idéias, bens materiais, que viajavam do Ocidente para o Oriente, e,também de oeste para leste,este intenso intercâmbio  deixou marcas indeléveis na paisagem do Uzbequistão, na sua cultura e na composição genética do seu povo, enfim, o lugar mais arrebatador de toda a Asia central.

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Subindo uma das torres em Regestan Plaza, em Samarkand, vista das famosas cúpulas de mosaico azul.

Samarkand, Bukhara e Khiva, são nomes que evocam as caravan sarais que paravam nestas cidades/oásis no deserto e que este comércio intenso, trouxe riquezas e culturas de todos os cantos do planeta.  Durante a viagem percebi que os seus maiores tesouros começam com a letra M – Mesquitas, Mausoléus, Minaretes e Madrassas, todos cobertos com mosaicos azuis simplesmente deslumbrantes.

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Regestan Plaza, em Samarkand, um complexo religioso com 3 madrassas em forma de U, das maravilhas para se ver à noite.

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Visitando a impressionante necrópole de Samarkand – Avenida dos reis viventes.

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Cúpulas e mosaicos belíssimos em todos os lugares.

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Dia terminando em Samarkand, como não sonhar com as antigas caravanas que faziam o comércio entre o ocidente e o oriente e por aqui paravam.

Caminhar pelas ruas da cidade murada de Khiva é como se transportar no tempo, turistas são raros por lá e quem aprecia aquela sensação de estar desbravando lugares remotos, sabe do prazer que traz esta experiência.

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Antigas muralhas da cidade oásis de Khiva.

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passeando pelo centro antigo de Khiva.

Você já deve ter ouvido falar de Bukhara, mas nem imagina o tesouro que está por traz deste nome de padrão de tapete. Com uma história de 5 mil anos, seu centro histórico é considerado patrimônio da humanidade pela Unesco, e faz jus a este título.

Andar por suas ruas estreitas cheias de tapetes pelo chão,  vendedores de peças antigas vindas do Afeganistão, India , é como estar em algum cenário de filmes das mil e uma noites.

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Os mercados de tapetes a céu aberto de Bukhara são como uma viagem no tempo.

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A Madrassa de Chor Minor ( quatro minaretes) é outra atração imperdível para conhecer em Bukhara.

O turismo esta em pleno desenvolvimento, a internet está por todos os lugares e pode-se beber bons vinhos da Georgia e cervejas russas. O islã por lá é muito light, as mulheres não andam cobertas, trabalham e graças aos russos o índice de analfabetismo é baixíssimo.

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happy hour de frente para uma das praças mais bonitas de Bukhara.

Sei que não posso me estender, mas não poderia deixar registrado aqui que um dos maiores tesouros desta parte do mundo é o seu povo, todas as pessoas recebem os turistas sorrindo, mesmo sem falar inglês se esforçam para ajudar, pedem para tirar fotos, enfim me senti muito acolhida por aquele povo com sua recente autonomia que ainda está buscando seu próprio caminho.

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Estação de Romãs – Bazar Syob em Samarkand

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Camelos pela estrada quando atravessamos o deserto de Kyzil-Khum

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Eu em Regestan Plza em Samarkand, completamente arrebatada por tanta beleza.

Nós do Viajando com Arte estamos montando um grupo para visitar o Uzbequistão em Maio de 2016. Vai ser uma viagem incrível, completa, com trechos detrem, de ônibus, com muitas travel experiences  inesquecíveis, quem já viajou conosco conhece. Se você se interessou, liga pra gente (51) 30252607 ou dá uma olhada no roteiro. http://www.portobrasil.com.br/roteiros/Usbek2016.pdf

Abração,

Clarisse Linhares

Um papo sobre o roteiro do grupo Uzbek - a magia da Rota da Seda

02 de dezembro de 2015 0

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Venha tirar suas dúvidas e embarcar neste roteiro que vai levar um grupo,  em maio de 2016,

para desvendar um destino inusitado e fascinante !

Para conhecer o roteiro clic no link abaixo

http://www.portobrasil.com.br/roteiros/Usbek2016.pdf

Marrocos , desvendando passeios e roubadas

15 de novembro de 2015 3

O Marrocos encarna todos os estereótipos da cultura muçulmana que o ocidental traz consigo, mas é muito mais do que isto, é um país africano e eminentemente berbere. Apesar de estar no hemisfério ocidental é uma civilização oriental e mística , repleta de superstições e tradições milenares que são mantidas e guardadas sob o véu da modernidade.  Seja pelas paisagens, arquitetura ou gastronomia e cultura sempre encontramos nossas referências e criamos aqui uma nova história em cada visita, e olha que já foram três grupos nos últimos cinco anos. A época mais indicada para fugir do calor do verão vai de setembro e abril, em outubro a temperatura é amena e é estação de romãs e laranjas! Curtam um pouquinho do o nosso vivenciou por lá.    IMG_0698

Casablanca

É diferente de todas as outras, uma cidade nova, grande e desenvolvida pelos franceses no século XX. Mais moderna e cosmopolita só vale uma passada para ver a Mesquita Hassan II à beira mar. Não precisa passar por aqui se não for escala de voo, pois o país tem muitos outros pontos que valem uma parada.

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Chefchaouen

Meio fora do circuito mais básico mas um lugar mágico e encantador.

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Uma cidade toda azul onde os moradores vivem e se veste de forma peculiar. Em volta terras aráveis com produção de cortiça e influencia espanhola , pois era parte do protetorado deste pais no inicio do século XX. É muito conhecida pelo comercio de haxixe, e por isto atrai a juventude europeia. Mas para além de tudo conserva um ambiente quase surreal , com o povo todo vestido em djelabas com capuz ,  um paraíso para fotógrafos em busca de cores e imagens genuínas. 

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Se começar o tour por Tanger fica no caminho para Fez!

Meknes

Uma capital criada nos moldes de Versailles no século XVII,  tem as muralhas maiores e bem conservadas do pais. Guarda uma atmosfera encantadora em seus muitos portões ou babs e merece uma visita mais demorada ao final da tarde , quando a luz tinge o ambiente de um tom âmbar.

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O mausoléu de Moulay Ismail , seu fundador é um dos lugares que valem a visita, no mais é passear pela medina e pelas muralhas.

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Volubilis

O mais remoto sítio romano  do norte da África conta a historia de Juba e Cleópatra Selene , filha da famosa Cleópatra egípcia. Aqui o casal governou em nome de Roma e construiu uma cidade com toda a infraestrutura característica. É um sitio pequeno mas cênico , com mosaicos da época , alguns prédios em ruinas e um arco muito bem conservado . Para quem gosta do assunto , uma visita rápida e interessante, que esta no caminho.

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Fez

A mais tradicional e antiga das cidade marroquinas. As medinas , que são as cidades medievais, guardam uma vitrine de séculos atrás.Esta denominação faz referência  a cidade do profeta Maomé, o fundador do Islã,

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A mais antiga e gigantesca é a de Fez , e até por ser mais genuína e não tão turística assusta um pouco os iniciantes pelo excesso de aromas e ruelas escuras.

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Gosto muito de Fez e reparei que a cidade melhorou a oferta de bons lugares para hospedagem e principalmente restaurantes modernos e mais ocidentalizados, onde se pode encontrar muito mais do que tajine e cuscous. Mas para que esta com o tempo apertado, pode pular Fez e fazer Marrakesh e o deserto.

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Deserto de Merzouga

A pergunta que não quer calar é: por que teríamos que viajar mais de 500km para o interior para irmos a Merzouga se o deserto começa bem antes. Pois então, o deserto do Saara é formado em grande parte por montanhas de pedra, a paisagem mais emblemática de dunas alaranjadas fica quase na fronteria com a Argelia, por isto a necessidade desta viagem.

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Mas vale cada quilometro rodado. Aqui esta a experiência mais impactante do percurso , a possibilidade de perambular de camelo pelas dunas de Erg Chebbi e passar a noite em tendas no deserto.

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Claro que é turístico , mas é envolvente e lindo demais. Desde a chegada em caminhonetes 4×4 , o passeio em cáfilas ate a duna mais alta para apreciar o por do sol mais lindo de toda sua vida até a chegada no acampamento com musica e fogueira.

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Tudo orquestrado e organizado para gostos mais exigentes, regado ao gostoso vinho rosé de Meknes. A noite a chuva de estrelas cadentes prefacia um sono tranquilo em em jaimas equipadas com agua corrente e camas com dossel.Acordar para ver o nascer do sol nas dunas é só um complemento para quem ficou arrebatado pela paisagem e não quer perder nenhum instante, o café da manha é preparado no melhor estilo berber.

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Existem alguns hotéis que ficam na beira das dunas e podem oferecer um belo visual para quem não quer passar a noite em tendas , mas eu não trocaria esta experiência por nada !

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Gargantas de Todra e Ouarzazate

O caminho entre o deserto e Marrakesh é uma das estradas mais interessantes que eu já passei, por isto aconselho a fazer um pit stop em Ouarzazate que é o polo cinematográfico do Marrocos , onde já foram rodados centenas de filmes que acreditamos terem sido feitos no Egito , Tibet e Sibéria , além  de eras remotas do passado.

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A cidade  é interessante com alguns atrativos imperdíveis e hotéis bons , desde luxuosos ate bem econômicos. Mas antes uma passada pelas Gargantas de Todra não pode faltar. Demais , as imagens falam mais do que as palavras.

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Em Ouarzazate a Kasbah de Ait Ben Haddou já foi cenário de Gladiador, Ultima Paixão de Cristo e mais recentemente Game of Thrones. É uma cidadela/fortaleza de barro onde o tempo parou e as pessoas vivem como no tempo das caravanas que faziam aqui suas paradas em trajetos de Tombouktou até Marrakesh.   

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Marrakesh

É a epitome da viagem , um destino mais sofisticado e meca de hippies nos anos 60. Para alcança-la é interessante esta adaptação , a compreensão de sua essência é a entrada no mundo das mil e uma noites que o deserto nos oferece.

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Marrakesh pode parecer simples e turística , mas tem camadas profundas de história e tradição, cujo ponto de referencia é sempre o minarete da mesquita Koutoubia.

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Dividida entre a medina e a cidade nova , construída pelos franceses , é segura e mais simples de ser compreendida e dominada.   A Praça Djemaa el Fna é uma verdadeira orgia sensorial , onde tudo converge ao cair da noite. Lá encontramos desde barraquinhas de comida até contadores de historias, muita música , artistas de rua, encantadores de serpente , tatuadores de henna e uma miríade de personagens da vida quotidiana. O espetáculo é de graça , basta escancarar os sentidos e deixar-se envolver. Os cafés no entorno oferecem camarotes para admirar o cair do sol atrás da Koutoubia.

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Pontos turísticos? Poucos , a cidade é por si só um grande atrativo em suas cores ,  mercados, tapetes e muitos aromas. Eu não deixaria de ir ao Jardin Majorelle , morada de YSL por aqui , ambiente e cores para relaxar a alma. No mais é se deixar perder na medina e curtir um fim de tarde num romântico passeio pelas de caleche pelas muralhas.  

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Oasis de la Pause

Para quem não tem tempo mesmo de ir ate o deserto de dunas, uma super opção para sentir o  clima nas proximidades de Marrakesh é o Oasis de la Pause.

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La se pode curtir um happy hour romântico ou divertido com um grupo de amigos, ver o sol se por em grande estilo e até passar a noite em tendas, fazer passeios a cavalo e ter uma experiência de uma noite mais próxima as estrelas.

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Se você gostou deste post visite nosso site www.viajandocomarte.com.br e saiba mais sobre os próximos grupos e roteiros personalizados.

Palestra - Nos passos da antiga Rota da Seda

12 de novembro de 2015 0

A primeira vez que ouvi falar no Uzbequistão foi quando estive na Russia pela primeira vez, e nossa guia mencionou nomes como Samarkand, Caravan serai, rota da seda, falou de noites estreladas no deserto, dormindo em Yurts. Na época aquilo me pareceu um mundo muito remoto e distante, mas ficou impresso na minha mente, naqueles lugares reservados para o sonho. Lugares onde nomes como Alexandre, o grande, Genghis Khan, Timur e Marco Polo, dançavam e davam a ideia de grandiosidade.

Estive explorando recentemente países como o Cazaquistão, Uzbequistão, Kirguistão, lugares fascinantes cuja história está intimamente ligada a rota da seda que ligava a Europa à China e India.
Fiquei deslumbrada com lugares que parecem congelados no tempo como Khiva, Samarkand, Bukhara, um sonho das mil e uma noites.
Vou dar uma palestra dia 17 de novembro, na próxima terça-feira às 19hs, contando minhas aventuras por terras tão exóticas e gostaria de convidar a todos amigos viajantes,  que curtem  viagens e lugares diferentes, vai ser bem interessante.
O endereço é Feliz da Cunha, 1009 – no salão de eventos, tem estacionamento no local.

Depois vamos fazer uma happy hour para trocar umas idéias, já que nosso plano é levar um grupo para a região em maio/2016.

É necessário ligar na Porto Brasil no 30252607 e confirmar presença, pois os lugares são limitados.

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Inhotim , para aprender a gostar de arte contemporânea e ainda curtir a natureza

25 de outubro de 2015 3

Vem mais um feriado pela frente , o dólar esta nas nuvens e ainda tem férias a vista ? Uma dica para um programa cultural em família é a visita ao megacomplexo de arte contemporânea em Minas Gerais. Sei que pode parecer estranho , principalmente se as crianças forem pequenas . Mas não descarte ainda, a gente só aprende a gostar daquilo que é familiarizado , e Inhotim é a mais agradável opção para um primeiro contato , tanto para crianças quanto para adultos.

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Tudo muito lúdico , integrado com a natureza e simplesmente lindo , de chorar de tão lindo e bem organizado! Para brincar , fazer picnic, correr solto e curtir sem pressa. Ainda dá para tomar banho de piscina dentro de uma obra de arte , ouvir o som da terra e se divertir aprendendo. Se ainda tem alguma dúvida , de uma olhada nas fotos abaixo, acho que não vai restar nenhuma.

Pavilhão Adriana Varejão

No último ano fizemos nossa primeira visita oficial a Inhotim. Organizamos a viagem para um grupo fechado da Bienal do Mercosul e com isto ganhamos o privilégio de termos 0 acompanhamento da curadora Júlia Rebouças.

Mobiliário Hugo França : Tamboril

Minha última visita ao jardim botânico/museu tinha sido em 2011, e de lá para cá muita coisa já mudou. A velocidade do crescimento do complexo vai de acordo com seu título de arte contemporânea, assombroso! E isto que o próprio idealizador de tudo aquilo , Bernardo Paz, nos confidenciou : seu objetivo e aumentar em mais de cinco vezes o número de pavilhões, incluir pista de pouso , hotéis e até shopping center ( sei não!) .

Júlia Rebouças , Bernardo Paz e Patrícia Druck

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Mas por enquanto tudo está perfeito e, já, gigantesco! Os pavilhões novos dedicados a Ligia Pape e Tunga são tudo de bom . Quando falo em “pavilhão” , não se enganem , nada parecido com blocos amorfos e sem graça, são estruturas pensada pelos melhores arquitetos do Brasil , respeitando em sua forma as obras que irão abrigar .

Tteia de Ligia Pape

O pavilhão de Tunga fica numa parte de mata bem fechada , uma experiência onde a natureza invade a obra. Ficamos sabendo que as performances de inauguração no início de setembro foram muito fortes e interessantes, com a comunidade muito envolvida.

 

Fonte:/fotografia.folha.uol.com.br/

Novo Pavilhão Tunga

O passeio exige preparo físico , são colinas repletas de obras ao ar livre espalhada em mais de 100 hectares de jardins. Existe o transporte de carrinhos elétricos, mas eles não cobrem todo o parque , além de não serem suficientes para todos os visitantes. Mas vale cada pingo de suor derramado , e isto que pegamos quase 40 graus neste final de semana.  Uma opção bem legal é a obra de Jorge Machi , uma piscina onde pode-se entrar literalmente, providencial neste dia!  Piscina é a realização escultórica de um desenho que o artista fez de uma caderneta de endereço com índice alfabético, aqui transformada numa obra site-specific que é também uma piscina aberta ao público. 

Esta é outra dica importante, a gente aqui do sul tem uma imagem de Minas Gerais uma terra linda , que é , mas montanhosa e fresca. Ledo engano , esta região está na intersecção entre cerrado e mata atlântica e é muito quente em quase todas as estações! Roupas leves, sapato confortável, chapéu e protetor solar são indispensáveis.

Olafur Eliasson com um caleidoscópio gigante

Na minha primeira visita fiquei apenas um dia por aqui , o que me permitiu uma visão bem limitada e rápida. Desta vez pudemos fazer mais descobertas de obras “escondidas” na mata  ou mesmo mais distantes do núcleo do parque. Aconselho a aproveitar a viagem e ficar pelo menos dois dias no parque , indico um hotel bem charmoso nas proximidades , a Pousada Nova Estância em Brumadinho 

Amei a árvore de bronze de Giuseppe Penone , “construída” e amarrada entre 4 árvores naturais que vão incorporá-la com o tempo, chama-se “Elevazione”.

A Geosfera com a obra “Da Lama Lâmina” de  Matthew Barney  é outra visita impactante.

 “Imensa” de Cildo Meireles  , brinca com a mistura de palavras e formas de mesas e cadeiras .

O som da terra capta a 220 metros de profundidade os sons que nosso planeta emite, uma obra de técnica e muita acuidade. Interessante e instigante. Pena que não gravei para vocês ouvirem , muda muito de intensidade conforme as interferências do meio. Obra de Doug Aitken chamada “Sonic Pavillion”.

Para finalizar Helio Oiticica sendo visitado por uma família inusitada

Para quem gostou deste post e quer informações sobre viagens em grupo ou assessoria privada :

www.viajandocomarte.com.br 

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Para quem quer mais informações sobre Inhotim:

  http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2012/10/24/o-jardim-museu-mais-lindo-do-mundo-esta-no-brasil-voce-conhece-inhotim/?topo=77,1,1,,,77