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Posts na categoria "‘Roteiros Viajando com Arte"

Campofora em Ausentes, uma cavalgada no céu

27 de novembro de 2014 0

Desde sempre adoro passear pelo Aparados da Serra na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. É um lugar que me transmite uma paz e uma conexão com a natureza meio transcendental. Este ano mesmo estive em Cambará e nos Parques dos Canions do Itaimbezinho e Fortaleza. Mas fazia mais de dez anos que não me aventurava mais profundamente e atrelar uma visita a São José dos Ausentes com uma cavalgada soou como música ao meus ouvidos.

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Ver uma foto do Campofora no facebook foi como um imã para minha imaginação. Cavalgar durante dois dias na beira do canion Montenegro , o monte mais alto do RS, foi quase mais que um chamado , mas um comando.

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Partimos de Porto Alegre via Rota do Sol em direção a Bom Jesus, hoje a estrada é asfaltada até Sâo José dos Ausentes seguindo esta rota. De lá são mais 40km em estrada de chão até a Fazenda Montenegro. É longe de Porto Alegre , sim,  são perto de cinco horas de viagem por estradas lindas vazias e bem sinalizadas , mas não precisa pegar avião e é quase uma obrigação para um gaúcho conhecer a região. Então , vambora realizar porque a vida é longa mas não é infinita. E , de mais a mais , a gente às vezes vai bem mais longe para visitar “atrações” muito menos interessantes.

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Vista de nosso quarto na Pousada Montenegro

Ausentes é como o nome diz, vazia linda e preservada. O turismo é ínfimo e por isto foi uma surpresa encontrar a Pousada Montenegro tão bem estruturada e cuidadosa. Por ali o pessoal tem infinito orgulho das tradições, estão pilchados desde a alma e não “fantasiados de gaúcho” para inglês ver.

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Na casa principal quatro quartos com aquecimento ,(pegamos oito graus à noite em novembro) tem os nomes dos visitantes ilustres que passaram por ali, inclusive a repórter Glória Maria que foi a nossa anfitriã. Mais três casas com dois ou quatro quartos e um bolicho campeiro completam a pousada que tem um atendimento acolhedor e familiar e comida muito apetitosa.

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Mas é com o Paulo e a Angela Hafner que a mágica se completa , os dois moradores de São Francisco de Paula comandam com total exclusividade o Campofora , um serviço único de cavalgadas com um plantel maravilhoso de cavalos crioulos onde cada dia se faz um percurso por fazendas, cachoeiras e canions da região.

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Quem esta em busca de paz, um lugar intocado e sem nenhuma poluição visual achou o paraíso. Tudo muito cuidadoso , respeitando os limites do pessoal mais urbano e dando todo o acolhimento que o campo oferece. Éramos cinco , eu e meu marido de Porto Alegre, a Liége de Cruz Alta e seu namorado Alex de Paris e a inspiradíssima amazona Renata de Brasilia.

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Vou parar por aqui , pois o texto que a Renata Varella nos brindou diz o que eu não teria palavras para descrever, gastem dois minutinho e leiam , prometo lágrimas de profundo e sincero reconhecimento!

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MEU BRASIL BRASILEIRO por Renata Varella

“Estive recentemente na Serra Gaúcha para 4 dias de cavalgada por aquela bela paisagem. Aprendi várias coisas.

Ouvi e vi curicacas pica-paus do campo, gralhas azuis, noivinhas do rabo preto, carcarás, gaviões chimango, saracuras, sabiás do campo, pica-paus verde rajado, siriemas, graxains do mato, jacus, veados do campo. Vi a majestosa araucária.

Aprendi que nosso idioma é tão rico, que precisei de tradução para enterder as músicas. Versos como “onde se embala minha alma de campeiro, atraído pelos luzeiros das miradas querendonas”,” me enfrasco e canto um tango pras gurias, que sou filho de uma tia da empregada do gardel”, “me lendo a mão uma cigana disse tudo, ou capam esse cuiudo ou emprenho toda a nação”.

Músicas tristes, engraçadas, alegres, de todos os tipos, mas todas elas mostram o amor pelo campo, a identidade gauchesca, a influência dessa nossa América tão latina. Aprendi que o aperto de mão de um campeiro é forte, sincero, e que realmente sela uma amizade.

Ouvi termos como “Quero comer um vazio” (comer fraldinha),
Gaudério, (gaúcho sem eira nem beira que vive solto), 
Pingo- (cavalo bom)
Tapado de nojo ( a forma mais definitiva de detestar algo), “Me cairam os butias do bolso” (fiquei impressionado), “Avio” (isqueiro),
“Demorou um eito” (demorou muito)
“Munaia” (baita, muito)..
“Pilchado” (vestido com a vestimenta completa do Gaúcho)
Aprendi que cavalos usam arreio, basto, serigote, casquinho . Aprendi que suas pelagens são diferentes das que conheço: gateado rosilho ruivo, baio ruano, palomino, picaço, zaino…
Aprendi que o cavalo crioulo é talvez uma das melhores raças que já vi: fortes, destemidos, rápidos e muito, muito meigos, além de extremamente resistentes. Aprendi tanto. Mas aprendi sobretudo que meu país vale a pena, que minha ascendência tem valor, que meu continente é rico em sons, nuances, fauna e flora. Que cada cantinho tem um valor inestimável e que nosso povo tem que ser cultuado. Ir a Paris deve ser maravilhoso, sem dúvida. Mas ir ao BRASIL é mais maravilhoso ainda. Obrigada Paulo Hafner e Angela Hafner por me mostrarem isso. Que a Campofora continue abrindo o coração das pessoas. Com certeza hoje, sou uma pessoa melhor.”

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30 de outubro de 2014 0

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Viagem India Inspirations - Imagens captadas pelo grupo

27 de outubro de 2014 0

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Happy Hour dia 6 de outubro : O México de nossos sonhos

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Um México profundo e colorido : San Miguel de Allende

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Assim como você , nós também nunca tínhamos pensado em colocar San Miguel de Allende num roteiro do Viajando com Arte , até chegarmos lá e nos apaixonarmos. Na verdade o México é um grande desconhecido por aqui e , tirando Cancún e para os mais antigos Acapulco , a Cidade do México é nossa única referência. Mas as cidade coloniais são encantadoras , coloridas e muito divertidas. O povo mexicano é hospitaleiro e adora os brasileiros, ainda mais quando visitam o interior, não somente as famosas praias do país.

San Miguel de Allende, junto com Querétaro ,  Guanjuato e Oaxaca (entre outras) são cidades coloniais espanholas, mas sua peculiaridade é que foi eleita pelos “gringos” uma cidade de veraneio , os mexicanos chama seus veranistas de “snow birds” , algo como pássaros do inverno. Isto mateve um ar mais preservado e estimulou o artesanato e o cuidado com a preservação do patrimônio histórico. É uma delícia caminhar pelas ladeiras e se perder entre contruções típicas e coloridas.

A cidade é bastante pequena para os padrões mexicanos. Segundo os dados do recenseamento de 2005, o município de Allende tem uma população de cerca 140 000 habitantes, dos quais cerca de 62.000 residem na cidade. A população estrangeira residente em San Miguel de Allende ronda as 12.000 pessoas. Quase todos trabalhando com arte em pequenos ateliers que podem ser visitados e são muito charmosos.

Os mexicanos não gostam de ser fotagrafados

Historicamente San Miguel tem uma relação estreita com a Guerra da Libertação do México , já que seu nome vem de Inácio Allende um herói desta odisséia. A sorte de San Miguel é que ficou esquecida no tempo até o início do século XX e só foi redescoberta por artistas que se mudaram para cá e fundaram um Instituto de Artes onde o muralista David Alfaro Siqueiros foi professor.

Igreja de San Francisco , estilo “gótico mexicano”

Flores de papel . exemplo do colorido artesanato mexicano

Bomba de gasolina antiga no centro de San Miguel

Mas o melhor na cidade é caminhar sem destino, descobrir ruelas, se encantar com o colorido artesanato e ao fim da tarde beber uma tequila num dos tantos bares e restaurantes espalhados pelos terraços e  ruas estreitas. Galerias de arte não faltam para encher o dia, muitos americanos usam a cidade como fonte de inspiração e tem aqui casas para descanso do frio que grassa na América nos meses de janeiro e fevereiro. A temperatura por aqui não chega a ser de calor extremo, mas o frio também não assusta.

Pátio interno de um restaurante local

San Miguel também é conhecida pelas festas populares, quase todas ligadas a algum acontecimento religioso. No mês de novembro acontece uma das maiores e mais coloridas, a festa do Dia dos Mortos, em 2 de Novembro, que para os mexicanos não tem uma conotação taciturna. Perdemos por questão de dias , mas ainda pudemos ver alguns altares dedicados a personagem símbolo , Catrina.

Catrina

O Hotel Sierra Nevada é um achado, espraiado entre várias casas bem preservadas, é puro charme e cuidado. O restaurante fica num pátio interno e além de lindo é super gostoso. Recomendo também pela localização, dá para conhecer a cidade toda a pé partindo do hotel. Aqui ficará o grupo do México com Arte em maio de 2015! Vão preparando as malas , voltarão repletas de lembranças coloridas.

Restaurante do Hotel Sierra Nevada

Casinhas onde ficam os apartamentos do Hotel Sierra Nevada

Fim de tarde com tequila e por do sol!

Para quem quer saber mais sobre o roteiro México com Arte ligue para (51) 3025.2626 ou pelo  link  :

http://www.portobrasil.com.br/files/docs/88a466ef1a8ce79add8c7093f84a5604.pdf