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Posts na categoria "São Paulo"

Litoral Paulista : Camburi , Baleia e Boiçucanga

02 de julho de 2015 1

Fazia muito tempo que eu não andava por lá . Não dá nem para contar quanto .

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Camburi

Minha lembrança era de paisagens agrestes e praias maravilhosas. Mas o tempo é meio inclemente neste aspecto de preservação e como o litoral é tão próximo da maior cidade do país , confesso que não acreditava que tudo continuava igual , ou no mínimo tão lindo quanto naquelas priscas eras.

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Pois não é que eu estava redondamente enganada . Para meu regozijo , parece que os valores são altos demais , as estradas conservadas em seu precário estado de mão simples e as praias em seu estado mais interessante , o natural!

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A natureza esta tão preservada que fomos surpreendidos por um bicho preguiça passeando pelas arvores na varanda de nossa casa , e olha que a preguiça não era ninguém na rede depois do vinho do almoço.

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Camburizinho

Tudo lindo e calmo , especialmente no inverno , quando os termômetros assustam os moradores do Sudeste que se mantém nas montanhas como convém aos seres mais friorentos. Mas vamos combinar que 22 graus não é nenhuma temperatura que cause desconforto para curtir uma praia , ainda mais quando a brisa é amena e o sol aquece a areia. A água consegue ser bem mais quente do que a de Santa Catarina no auge do verão .

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Baleia

Uma floresta tropical que chega a estourar a retina de tão colorida. Uma paisagem que me fez lembrar um pouco os jardins da Tailândia. Muitos condomínios se espalham pelas praias , mas sempre tem caminhos que levam ao mar.

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Portanto , tudo de bom e dale curtir caminhadas , peixe na folha de bananeira e de quebra uma procissão de pescadores com direito a missa na beira da praia.

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Mas foi em Boiçucanga que tivemos a maior surpresa, uma vila de pescadores que mantem sua vocação original , casinhas coloridas , pessoas simples nas varandas e o espírito religiosos do interior.

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Na praia uma missa celebrava o dia de São Pedro e a festas dos pescadores , logo depois saiu um procissão marítima , mas esta não ficamos para ver ! Nem sempre o tempo do viajante combina com o das atrações.

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Para se hospedar muitas pousadas , à beira mar ou nas ruas que levam as praias. Em Camburi simpatizei muito com a Nau Royal que faz parte dos roteiros de charme e tem até massagem na beira do mar!

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Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particulare do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

 

 

 

Exposição imperdível no Hospital Matarazzo em São Paulo

01 de outubro de 2014 4

Para quem gosta de São Paulo , um bom motivo para voltar a cidade é a exposição Made by… Feito por Brasileiros que reúne obras de 100 artistas de diversos países no antigo Hospital Matarazzo. Depois de ser interditado pela Vigilância Sanitária em 1993, o  Hospital foi abandonado. Os edifícios foram tombados, o que dificultou qualquer intervenção no espaço desde então.

“Loucura é o tema mais importante na história da Humanidade. Só os loucos são loucos o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, e eles realmente o fazem”

Alexandre Allard

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Escultura de Arne Quinze

Os poemas de Oswald de Andrade, as canções de Seu Jorge, as estátuas de Iemanjá e o pão de queijo – aos poucos, o Brasil conquistou o francês Alexandre Allard. Tanto que o responsável pelo revival da Balmain e o do hotel Royal Monceau comprou os 27 mil m² do antigo complexo do Hospital Matarazzo, em São Paulo, para implantar, entre outras coisas, um hotel seis estrelas projeto de Jean Nouvel – a única construção nova prevista no terreno, cuja totalidade dos edifícios, tombados, será restaurada. Seu projeto-xodó, na verdade, é o centro cultural, que abrigará aulas, exposições e shows.

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Imagem de um dos prédios históricos do antigo complexo hospitalar feita por Cristiano Mascaro

 

O projeto CIDADE MATARAZZO,  foi inaugurado com uma grande festa só para convidados, na sexta-feira dia 5, com shows de Seu Jorge, Preta Gil, Anitta e Carlinhos Brown .

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A exposição fica aberta ao público até o final de outubro, depois vai dar lugar aos trabalhos de reforma.

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A instalação ‘Valquíria Matarazzo’, de Joana Vasconcelos, ocupa toda a capela

Para chamar a atenção ao seu empreendimento, Allard chamou o curador Marc Pottier e organizou a exposição Made by… Feito por Brasileiros. A iniciativa gerou controvérsias entre alguns artistas, que acusam o projeto de associar o conteúdo a um negócio imobiliário.

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Pintura de Janaina Tschape

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Confira os principais motivos para ver a exposição:

1) Como os prédios não foram reformados, tem-se a experiência de ver arte em um espaço que parece mal-assombrado.

2) Filmes clássicos de Zé do Caixão serão veiculados nas paredes .

3) Estátuas de santos encontrados no local serão usadas numa instalação por Rodrigo  Bueno com plantas medicinais

4) A exposição traz nomes importantes da arte contemporânea brasileira como  Nuno Ramos e Vik Muniz

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Detalhe da obra de Joana Vasconcelos(Foto: Veja São Paulo)

5) Há também exemplos de trabalhos bem diferentes, como o da Tribo Warli, da Índia. São pinturas na parede que lembram arte rupestre e foram desenvolvidas para se comunicar, já que esse grupo não conhecia a escrita.

6) Cada cantinho do jardim, do hospital, da maternidade e da capela abrigam obras, muitas vezes inusitadas, como as ambulâncias em sucata que viraram uma obra de Daniel de Paula.

7) O ambiente reúne obras lindas que valem pelo impacto visual. A escultura de Arne Quinze, por exemplo, é feita de ripas de madeira pintadas de vermelho e tem mais de cinco metros de altura.

8) Não faltam bons lugares para fazer ótimas fotos. E, aqui, elas são liberadas.

9) É a melhor exposição em cartaz na cidade na cidade de São Paulo, com nomes internacionais de peso como Yoko Ono, Cindy Sherman, Ai WeiWei, Xu Bing e Joana Vasconcelos.

10) Apesar do alto custo, praticamente todas as obras vão para o lixo quando a exposição acabar. Ou seja, a chance é única.

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Os restos de uma embarcação e um violoncelo formam ‘Dádiva’, de Nuno Ramos

Por que você nunca ouviu falar no paradisíaco Saco do Mamanguá... Por Felipe S Pereira

20 de setembro de 2014 1

…apesar de ele ser o único fiorde do Brasil, oferecer incontáveis prainhas e cachoeiras, compor uma paisagem de tontear até os mais viajados, e ficar bem no meio do caminho entre São Paulo e o Rio de Janeiro? Confira 5 motivos possíveis:

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A cachoeira do Saco Bravo e o cenário de videogame que a rodeia – © Açony Junior

1- O acesso é difícil

A despeito da proximidade com Paraty, chegar no Mamanguá não é fácil. A rota mais comum envolve dirigir por uma estrada de terra sem iluminação até Paraty-Mirim e depois pegar um barco de pescador que corta a Baía de Ilha Grande até desembarcar na Praia do Cruzeiro. As outras opções não estão ao alcance de qualquer um: pode-se arriscar a longa caminhada que contorna o “fundo do saco” e atravessa um manguezal em cerca de 8 horas, fretar uma lancha desde Paraty, ou até (para os mais ousados) alugar um helicóptero e pousar na mansão onde o elenco do filme Crepúsculo ficou hospedado para gravar parte do quarto filme da série.

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O mapa do Saco do Mamanguá e da Ponta da Joatinga – © Associação Cairuçu

2- Conhecer as várias praias e cachoeiras exige esforço

Uma vez no Saco do Mamanguá, o deslocamento se dá somente por trilha ou barco. Para conhecer as 33 praias e 8 comunidades caiçaras que pontilham o perímetro desse braço de mar, é preciso andar por metade de um dia. Não que seja necessário passar por todos esses lugares. Há, no entanto, alguns (nem inclusos nessa soma) que merecem atenção especial. É o caso do Morro do Pão de Açúcar, um enorme monolito à beira d’água que oferece a vista mais deslumbrante da região, como recompensa para quem encarar os 50 minutos de subida. A cachoeira do Saco Bravo é outro atrativo imperdível. Não fica exatamente dentro do braço de mar: requer mais um ou dois dias de caminhada, contornando a península no sentido horário. Mas basta um vislumbre de sua queda sobre uma piscina natural em pleno costão para se ter certeza de que o desvio vale a pena.

 

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A vista literalmente estonteante do topo do Pão de Açúcar:  dá vontade de ficar girando pra ver sempre a beleza que se descortina mais adiante  - © Felipe Sant’Ana

3- Não há wifi nem 3G pra postar as férias no Facebook em tempo real

De fato, nem a energia elétrica chegou ao local definitivamente (ou tinha chegado, no início de 2014, quando estive por lá). Ainda que uma ou outra residência tenha seu gerador, a maioria dos campings e estabelecimentos apela para as velas e lampiões depois que o sol mergulha no horizonte. Sinal de celular é uma raridade. Mesmo assim (perdão pelo trocadilho), garanto que você nem vai ligar.

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Quem precisa de wifi num lugar como esse? – © Felipe Sant’Ana

4- Hotéis luxuosos ainda não se instalaram por lá

As opções de acomodação mais procuradas são o camping do Seu Orlando, na Praia do Cruzeiro (24-9916-3532), e a pousada Mamanguá Eco Lodge, essa um pouco mais confortável, na Praia Grande (http://www.mamangua.com.br). Quando em grupos maiores, vale a pena alugar uma das casas que se debruçam sobre as margens do fiorde, como a Casa Laranja (http://www.sacodomamangua.com/paginas/outrascasas.html). No entanto, os que buscam jacuzzis e serviços de quarto vão ter de esperar até que desembarquem os primeiros resorts no local… ou então ficar na casa que serviu de hospedagem ao elenco de Crepúsculo, como já mencionado.

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O terreno da casa que hospedou o elenco de “Crepúsculo” – © danbrazil.wordpress.com

5- Seu amigo que já visitou talvez não tenha te contado

A população que habita a Ponta da Joatinga (a península da qual o Saco do Mamanguá faz parte) é receptiva e apaixonada pelo lugar. Talvez por isso não seja grande o número de nativos que emigram para cidades grandes, e talvez por isso você não tenha ouvido histórias desse paraíso em primeira mão. Além disso, conhecidos que já estiveram no Saco do Mamanguá podem ter preferido manter o segredo para si, no intuito de preservar a virgindade do pedaço de litoral. Esse texto não tem a intenção de revelar muito, também, mas alguns segredos gastronômicos merecem o devido reconhecimento: é o caso dos camarões do chef Carlos, na Mamanguá Eco Lodge, e da comida preparada no forno da Dona Gracinha, na comunidade do Regato, onde só se chega por trilha. Quer conhecer o cardápio completo? É só reservar um tempinho no próximo feriado, e já começar a fazer as malas.

 

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Se no Mamanguá não há estradas, a criançada tem que aprender a remar desde

 

São Paulo de infinitas possibilidades

19 de março de 2013 0

Mesmo numa passagem rápida por São Paulo basta procurar um pouquinho que muitas novidades surgem! Fui em busca de renovação e voltei repleta.

Para começar não conhecia o Instituto Cultural Tomie Ohtake, e me interessei pela exposição “Dior , as seen by” que infelizmente estava em seu derradeiro final de semana. O projeto do arquiteto Rui Ohtake é controverso , mas apesar das cores fortes e marcantes me encantei com tudo. O Instituto tem como proposta apresentar as novas tendências da arte nacional e internacional, além daquelas que são referências nos últimos 50 anos, coincidindo com o período de trabalho da artista plástica que dá nome ao espaço, Tomie Ohtake.

Além da área de exposições encontram-se teatros e salas de convenções. Mas acima de tudo oferece um ambiente propício ao diálogo entre as artes e a sensação de cosmopolitismo que só São Paulo sabe ter.

A primeira das três exposições que o Instituto Tomie Ohtake prepara para comemorar, em 2013, o centenário da artista que lhe dá o nome, estabelece relações de aproximação e contraposição entre a sua produção desde 1956 até 2013 e obras de artistas contemporâneos: Correspondências. Também em cartaz a individual do artista Marco Gianotti, com obras concebidas durante sua permanência na cidade japonesa de Kioto, em 2011.

Depois de se deleitar com a arte que tal um almoço saudável e descolado no restaurante Santinho. Super disputado , reune uma mistura de empresários , artistas e muitos estudantes. Além do buffet super elaborado tem o prato do dia com sugestões deliciosas.

Sugiro também umas comprinhas na livraria Gaudi ou na loja de objetos de design IT.

Mas eu ainda não estava satisfeita e o dia era longo, sobrou um tempinho para espicular (esta palavra trouxa lá do dicionário da minha avó) o MIS, Museu da Imagem e do Som.

Lá o hit da hora é a exposição do chines Ai Weiwei. INTERLACING apresenta centenas de fotos, vídeos e textos do artista, reunindo parte da produção realizada entre 1983 e 2011. Além de dar uma dimensão da criação visual de Ai Weiwei, artista chinês considerado um dos mais influentes na arte contemporânea atual, a exposição mostra seu caráter multifacetado marcado pelo ativismo social e pela criação de redes que entrelaçam arte e vida.

Seguindo a tendência atual , o MIS não fica para trás e oferece um restaurante bem legal e moderninho, Chez Mis. Se intitula um bistrô mediterrâneo e é muito concorrido na hora do almoço, o ambiente é super descontraído .

Como dica de gastronomia de primeiríssima linha para um jantar perfeito, o Osaka , que acaba de desembarcar em SP , na rua Amauri onde já estão o Parigi, Forneria San Paolo e Lancheria da Cidade entre outros. Com filiais em Buenos Aires e Santiago , tem sua origem na culinária peruana de Lima, o que já é um super pré-requisito! Imperdível e igualzinho ao que experimentei em outras paragens!

O tartar de atum e o camarão com molho de maracujá são divinos, tudo uma mistura nikkei e peruana. Fique nos tapas que não terá arrependimentos e para acompanhar uma caipirinha de frutas vermelhas e maracuja.

Portanto três bons motivos para embarcar numa super viagem de re-conhecimento para São Paulo.

Para além dos Jardins, arquitetura e design na Oscar Freire

27 de abril de 2012 0

A rua  Oscar Freire nos Jardins em São Paulo é referência como a meca do luxo na cidade. É verdade , grande parte das grandes grifes mundiais estão ancorada por ali ou pelas suas transversais , principalmente enquanto o Shopping Iguatemi JK não abre suas portas. Mas de um tempo para cá a rua é bem mais que simplesmente um polo de compras de luxo , é um endereço de arquitetura arrojada , decoração de bom gosto e vanguarda em termos de design.

Começando uma caminhada pela Mello Alves, a primeira loja que chama atenção é a Havaianas, projetada pelo arquiteto Isay Weinfeld, a loja  teve como principal desafio passar a ideia de frescor e casualidade, tipicamente brasileiros. Com uma atmosfera bem informal, onde já em sua entrada diferenciada, sem portas ou janelas. Não é um empreendimento novo, mas mantém a atualidade do projeto de 2009.

Os chinelos e outros objetos são apresentados de forma divertida , como numa feira livre, e o colorido das coleções ajuda a compor o ambiente. Uma marca que é símbolo de brasilidade, se reinventa a cada temporada.

Logo em seguida, na esquina da rua da Consolação,  a loja piloto da Natura , uma loja conceito que , segundo me informaram, tem tempo de vida limitado até junho de 2012! É uma das mais novas e além de ser interessante esteticamente a loja tem uma preocupação em instigar os sentidos de quem entra nela, com seus aromas, texturas, iluminação, som e principalmente por permitir a experimentação dos produtos expostos com a ajuda de profissionais que auxiliam no que for preciso. Adorei.

O mapa do Brasil com produtos da marca na entrada é lindo e os detalhes da decoração interna fazem um clima delicioso.

A Melissa é um clássico, projeto do designer Muti Randolph nos abraça com seu ambiente multicolorido.

A loja da Valisere não encanta por fora, mas o interior é bem lindinho!

Mas a própria Oscar Freire tem um charme especial por ter sido reurbanizada e estar livre de fios de energia que enfeiam qualquer região do mundo. Um exemplo seguido pela prefeitura de Gramado que fez o mesmo na Borges de Medeiros, um investimento alto mas com retorno garantido pelo turismo!

Saindo do eixo, mas não da região, na Alameda Lorena não dá para perder a Livraria da Vila, pelo prédio mas também pelo charmoso café e acervo maravilhoso.

Para fechar com chave de ouro um dos cafés mais charmosos e gostosos que conheço , o Santo Grão , na Oscar Freire passando a rua Augusta.

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Alberto Giacometti na Pinacoteca em São Paulo até 17 de junho

14 de abril de 2012 0

Adoro São Paulo , bons restaurantes , shows e pricipalmente muitas exposições de arte!

Minha última boa surpresa foi a maravilhosa retrospectiva de Alberto Giacometti na Pinacoteca do Estado de São Paulo: Alberto Giacometti: Coleção da Fondation Alberto et Annette Giacometti, Paris. Para a exposição foram selecionados cerca de 280 trabalhos, sendo 80 esculturas de tamanhos variados, 40 pinturas, 80 trabalhos sobre papel, 56 fotografias e documentos.

“L’ homme qui marche” – Alberto Giacometti

Giacometti fotografado por Henri Cartier-Bresson,  1961

 Alberto Giacometti (Borgonovo, Suíça, 1901–1966,) é considerado um dos grandes expoentes da arte do século XX e esta mostra configura-se numa oportunidade única para conhecer sua trajetória artística. A Pinacoteca por si é uma visita imperdível , o prédio restaurado tem um clima alto astral onde qualquer exposição é valorizada. Encontrei algumas pessoas que vira a mesma exposição em Paris e o consenso é que em Saõ Paulo está muito mais bem apresentado. Não percam a oportunidade de visitar o acervo da Pinacoteca , atualmente no terceiro andar, arte brasileira da melhor qualidade, encantador!

“Picador de Fumo”  . Almeida Junior


“O Violeiro” . Almeida Junior

“A seleção dos trabalhos expostos foi feita por Véronique Wiesinger, curadora e diretora da Fundação Alberto e Annette Giacometti, que procurou apresentar todas as linguagens do percurso artístico de Giacometti ao longo de meio século, com destaque para a influência da escultura africana e da Oceania, que marca o início da sua obra madura. Disposta em ordem cronológica e temática, a mostra ocupa todo o primeiro andar da Pinacoteca onde são apresentados desde os retratos do artista executados por seu pai e por seu padrinho, ambos pintores, até as esculturas monumentais concebidas para Nova York. A seleção de obras também ressalta os laços de Giacometti com escritores e intelectuais parisienses como André Breton e o surrealismo, ou Jean-Paul Sartre e o existencialismo. ” Pinacoteca do Estado SP

O Parque da Luz envolve a Pinacoteca num ambiente meio século XIX, apesar se localizar-se no coração da paulicéia, é um local tranquilo e bucólico, além de bem policiado e seguro. O café do museu localiza-se no térreo com saída direta para jardim, que ainda nos brinda com uma bela coleção de esculturas.


” Carregadora de Perfume ” .Victor Brecheret


Jaqueira com fruta no pé, para mim uma forma nova e inusitada

Para quem quer um programa completo uma boa dica é o Museu da Língua Portuguesa, que fica logo em frente , na Estação da Luz.  

O Museu da Língua Portuguesa é dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial), apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país , usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos. É considerado por muitos um dos melhores museus do Brasil , eu concordo e indico com ênfase. Vale a pena conferir o site para ver qual exposição temporária.

 

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Curtindo São Paulo aos pedacinhos : Vila Madalena

17 de agosto de 2011 3

Cada vez que vou a São Paulo me surpreendo pelo tanto que a cidade tem a oferecer. Desta vez me deixei encantar para além dos programas divertidos, pela limpeza das ruas, cuidado com os jardins e pela fiscalização dos táxis que são todos novos e bem cuidados, mas isto já está virando uma sessão de ” queixas ao prefeito”!

A Vila Madalena é um bairro situado no Alto de Pinheiros e que a cada dia se renova com mais lugares simpáticos e descolados. É o bairro que mais concentra artistas e designers, pequenas oficinas de móveis, escolas de música e teatro, brechós e muitos restaurantes , tudo com um toque de  vanguarda. Durante o dia tem um clima meio retrô , com as casinhas coloridas preservadas e cada vez mais abrigando novos pontos comerciais. À noite a Vila se transforma numa super ponto de encontro com barzinhos para todos os gostos.Este bairro é bastante conhecido por ser um reduto boêmio , desde o início dos anos 70, quando estudantes com pouco dinheiro passaram a morar por lá, por causa da proximidade à USP e dos baixos preços dos imóveis. desde os anos 90 a Vila Madalena tem-se valorizado , até uma novela da Globo foi gravada por lá e levou seu nome.

 A rua Girassol tem dois endereços que eu adoro , a Loja Uma que tem um quê meio Osklen e uma disposição das roupas que mais parecem uma instalação artística e bem em frente o restaurante Leôncio (Girassol ,284) , do Leonel Obino que faz uma carne difícil de encontrar por estes pagos! Matambre que se desmancha na boca, cortes argentinos e uma sobremesa de banana para matar…

Uma das características mais pitorescas do bairro é o nome de suas ruas. São nomes líricos como:  Harmonia, Girassol, Purpurina, Wizard e Fidalga, mas a minha predileta , não só por sonoridade mas também pela quantidade de ótimas lojinhas,  é Aspicuelta, não é uma delícia pronunciar?

 

 

Isso permite que na Vila se tenha esquinas sugestivas como a “Harmonia com Purpurina”. Segundo historiadores, as ruas foram batizadas por sugestão de estudantes, participantes do movimento anarquista. A adoção de nomes poéticos tinha a intenção de quebrar a tradição urbana de homenagear autoridades públicas.

Ainda na Aspicuelta a loja do Ronaldo Fraga é lindinha, com um jardim interno maravilhoso , vale dar uma espiada. Não vou colocar a foto para deixar a curiosidade bater!

Já na Harmonia com Aspicuelta a loja /restaurante Lá na Venda parece um armarinho de antigamente , vende de tudo e no fundo o restaurante me deixou com água na boca.

 

 

A associação de moradores organiza feiras para mostrar os talentos artísticos do bairro e um festival anual – a famosa “Feira da Vila” – que atrai gente de toda a cidade, com shows e apresentações .

Para fechar o passeio uma chegadinha na Fidalga , 317 onde a Cas é uma das sapatarias mais originais que conheço, sei que muita gente vai até a Vila só pela comodidade e graça dos sapatinhos, eu mesma já sucumbi a este objeto de desejo três vezes! 

 

Bem em frente o Bar do Santa e o restaurante Santa Gula são muito originais e gostosos , parece que estamos no interior de Minas Gerais. Cuidado que as porções são bem generosas, para os não muito famintos, dá para dividir os pratos sem problemas.

 

 

Na Vila Madalena até lojas de cadeia tem seu toque especial , olhem a Farm que está na Harmonia num prédio com jardim vertical e muito charme!

Um passeio bem agradável para uma tarde ensolarada na Paulicéia nada desvairada, só não esqueçam o sapato confortável, a Vila é cheia de lombas, ou colinas como dizem por lá!

Fim de semana gastronômico em São Paulo

13 de julho de 2011 7

 

Passei o último fim de semana em São Paulo e como fui para uma festa familiar não deu muito tempo para ver a vida cultural da cidade. Então, dediquei um tempo para fazer um roteirinho com dicas de bons lugares para comer nos Jardins.

Comecei tomando um belo café da manhã no Santo Grão, no final da Oscar Freire , em frente ao Hotel Emiliano. Um lugar charmosinho com muitas opções de seu carro chefe, os cafés. Para quem quer trabalhar oferece um ambiente calmo com possibilidade de abrir um lap top ou marcar uma reuniãozinha de negócios. Eu, prevendo o que viria pela frente, pedi frutas variadas com espuma de yogurte, uma delícia light que parecia um chantilly verdadeiro, recomendo.

O almoço foi no mais tradicional endereço dos jardins, o Figueira Rubayat. Não é meu restaurante favorito, até porque eu não faço jus a fama do gaúcho carnívoro, mas o couvert e o ambiente compensam minha pouca devoção à carne vermelha! Provavelmente vou repetir a dose na próxima semana quando estiver em Buenos Aires e acabar indo à filial argentina do Rubayat , o Cabanha Las Lilas, para comer o baby beef que é memorável. Além do ambiente perfeito, o buffet de sobremesa, só para olhar já vale a visita.

Mas foi no jantar que tivemos a nossa experiência gastronômica completa!

O Maní, restaurante de culinária contemporânea que figura entre os 100 melhores restaurantes do mundo segundo a “Restaurant Magazine”, da chef Helena Rizzo e seu esposo , o espanhol Daniel Redondo , supera tudo que se possa esperar de um jantar especial. Já vou confessando que a Helena é minha sobrinha emprestada, o que só aumenta a responsabilidade de falar tão bem do Maní por aqui! A delicadeza dos pratos aliada ao sabor exótico de um menu diferenciado transforma a refeição numa experiência sensorial. Fomos brindados com várias sugestões vindas da chef, e provamos e aprovamos todas.

Começamos com as entradas , ou bilisquetes como são chamados por lá. Bolinhos de quinoa com geléia de aipo, bombom de fois gras e goiabada com película de vinho do porto, e a mini feijoadinha , um must!

Eu gosto muito dos pratos com pupunha, acabei pedindo falsos tortéis de pupunha com amêndoas, além de lindo o prato é leve e uma delícia.

Para a sobremesa , por favor deixe um espacinho reservado! O “ovo” é o mais conhecido, sorvete de gema com espuma de côco , igualzinho a um ovo frito. Experimentei uma novidade , frutas amarelas com gengibre e sorvete earl gray (aquele chá, sabem?), uma alquimia mas como sempre uma mistura de gênio.

Faz quase um ano o Maní inaugurou um espaço para festas e eventos, ao lado do restaurante. O Manioca está uma gracinha e faz desde casamentos até festas infantis, um luxo na extrema simplicidade, bem dentro do clima. http://www.restaurantemani.com.br

O legal é que a região está repleta de boas opções gastronômicas, no triângulo entre a Joaquim Antunes e a Sampaio Vidal temos cinco opções diferentes. A Mercearia do Conde, encanta pelo visual colorido de feira de rua, já almocei por lá e gostei muito. O Ravioli oferece culinária italiana em ambiente mais tradicional. Ainda tem o Banana Sushi e o Filippa com inspiração tailandesa e francesa.

Outro local que está com muitas opoções gastronômicas concentradas é o bairro Higienópolis, mais precisamente atrás do Cemitério da Consolação, um local sugestivo , heim?

O Dulca é o mesmo que tem na Oscar Freire e serve doces e cafés.

Almoçamos no Armazém do Francês e demos uma olhadinha nos outros indicados Antonieta e na doceria Duca. Para sair do caminho das pedras,os Jardins, é uma boa opção.

Voltando para os Jardins, adorei o novo espaço de arte alternativa que a Isabela Capeto fez junto à loja de roupas. Oferece visibilidade para jóvens artistas exporem suas obras e depois vende por preços muito convidativos. Dêem uma olhadinha, bem astral!

Santo Grão: Oscar Freire, 413

Figueira Rubayat: Haddock Lobo, 1738

Maní : Joaquim Antunes , 210

Mercearia do Conde: Joaquim Antunes, 217

Mercearia do Francês: Itacolomi, 636

Isabela Capeto : Consolação, 3358

Bienal de São Paulo, fragmentos: "Há sempre um copo de mar para um homem navegar"

05 de novembro de 2010 5

Para quem está com viagem marcada para São Paulo não pode deixar de dar pelo menos uma “passada” pelo parque Ibirapuera e curtir a 29a Bienal que acontece até o dia 12 de dezembro com entrada franca. São 148 artistas distribuídos nos três andares do prédio da Bienal ,

 

Eu curto Arte Contemporânea como algo lúdico e divertido, confesso que não conheço muito e nem me preocupo em ser uma expert , mas acho indispensável a gente se deixar levar e pelo menos estar aberta para descobrir alguns pensamentos e caminhos inusitados da arte.

A 29ª Bienal de São Paulo está ancorada na ideia de que é impossível separar a arte da política. É nesse sentido que o título dado à exposição, “Há sempre um copo de mar para um homem navegar – verso do poeta Jorge de Lima tomado emprestado de sua obra maior, Invenção de Orfeu (1952) –, sintetiza a premissa de que a 29ª Bienal de São Paulo pretende ser, assim, simultaneamente, uma celebração do fazer artístico e uma afirmação de sua responsabilidade perante a vida.

Antes de entrar , uma passadinha no MAM que do lado de fora tem um painel dos Gêmeos! Incrível , e para mim inspirado no Jardim das Delícias de Bosch. Os Gêmeos são uma dupla de irmãos gêmeos idênticos grafiteiros de São Paulo, cujos nomes reais são Otávio e Gustavo Pandolfo.Os trabalhos da dupla estão presentes em diferentes cidades dos USA, Europa e Cuba, entre outros países. Os temas vão de retratos de família à crítica social e política; o estilo formou-se tanto pelo hip-hop tradicional como pela pichação, o resultado não pode ser mais criativo e lindo.

Eu iniciei minha visita num domingo pela manhã e estava quase sozinha, o que foi muito agradável. Não me entusiasmei com o primeiro andar , achei muito árido e sem atrativos. Para quem tem pouco tempo , aconselho a começar pelo terceiro andar. Mas foi aqui que me deparei com a obra de Rosângela Rennó de Belo Horizonte que propõe a obra Menos-Valia (leilão) onde ela junta objetos rejeitados, principalmente fotos,  e os reajeita para um futuro leilão. 

Na subida da rampa um destaque para a arquitetura maravilhosa do prédio da Bienal, obra de Oscar Niemayer de 1957 ! Já vale a visita.

 

Adorei um video da Lygia Pape logo na saída da rampa, parece propaganda do Omo, nos embala numa onda branca, uma viagem coletiva !

Logo ao lado tem uma obra de Amélia Toledo , para não entender nada e se deliciar, plasticamente maravilhosa.

No segundo andar gostei muitos das fotos da Rochelle Costi , Nelson Leirner e principalmente a obra de  Antonio Vega Macotela, “Cotidiano , o Tempo no Cárcere”  que trabalha com as tatuagens de presos rearranjando-as inspirado no quadro as Bodas de Canaã de Veronese, uma inspiração inusitada mas mas com resultado interessante.

 

Mas foi no terceiro andar que encontrei obras surpreendentes e instigantes. Muitas representantes dos anos 70 , com um viés político e questionador.

Gil Vicente com seu desenho hiperrealista me encantou logo na frente da rampa. Apesar de ser a obra mais retratada da Bienal eu adorei! O traço é digno de Dalí ou Rafael.

A Origem do Terceiro Mundo”  , obra de Henrique Oliveira , tem uma clara inspiração na obra de Gustav Courbet , mas como é em tamanho gigante e podemos passear por dentro de uma imensa vagina , causa mais estranhamento. Esta é uma das obras mais comentadas e visitadas, para mim daquelas que ficam gravadas na memória e que marcam a mostra.


Por último a obra coletiva da Galeria Rex, onde em 1968 foi divulgada uma exposição em que as obras estariam à disposição do público. Formou-se uma imensa fila em frente a galeria antes da abertura e, em menos de 15 minutos, todas as obras foram saqueadas. Hoje algumas peças foram garimpadas e estão expostas numa alusão ao fato. Um resgate histórico bárbaro.


  

Fechando com chave de ouro a visita , mais um olhar sobre a obra arquitetônica.

Fotos de Mylene Rizzo
 
Para moradores e visitantes um programa imperdível. Visitem o site e confiram programações musicais , palestras e visitas guiadas.    http://www.29bienal.org.br/

Exposição Hélio Oiticica - Museu É o Mundo abre em São Paulo

24 de março de 2010 1

 

 

 Abriu no último sábado em São Paulo, uma grande exposição de um dos maiores artistas brasileiros, Hélio Oiticica.

Com curadoria de Fernado Cocchiarale e Cesar Oiticica Filho, a exposição Hélio Oiticica – Museu É o Mundo, abre com uma série de ações e atividades imperdíveis.

Hélio Oiticica deixou um extenso legado de obras referenciais e sempre foi tema de debate a sua visão incomum sobre o papel do artista.

Em torno de 117 obras suas são exibidas nesta exposição, ainda muito atuais na sua proposta.

Helio Oiticica – Museu É o Mundo

Quando: de 20 de março até 16 de maio 2010.

Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149, Paraíso – São Paulo.