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Posts na categoria "Sicilia"

Filmes para passear pela Itália

19 de outubro de 2015 2

Adoramos filmes que nos levam a conhecer ou rever países que visitamos ou sonhamos em desvendar.

Como imagino que muitos sofram da mesma síndrome que eu , esquecimento seletivo! Cada vez que sento na frente da TV penso em todas as dicas de bons filmes que me deram , mas não consigo lembrar o nome de nenhum no momento! Vamos registrar aqui algumas possibilidades para viajar sem sair do sofá.

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Dividimos esta série por países em filmes dos anos 2000 (os anteriores imagino que muitos já conheçam!). Não temos nenhuma pretensão de crítica cinematográfica,  mais e sim um entretenimento voltado para imagens das regiões mais lindas de cada país.

A Viagem a Itália (2014):

Cartaz do Filme

Com realização de Michael Winterbottom é um verdadeiro um “road movie” gastronômico que segue os passos dos poetas Byron e Shelley com a dupla de atores Steve Coogan e Rob Brydon (transformados numa espécie de caricatura de si próprios). O filme não tem um roteiro muito interessante e os diálogos podem ser meio monótonos , mas as imagens são incríveis da viagem de carro pela Itália, percorrendo Ligúria, Toscana, Roma, Amalfi e Capri, onde experimentam os mais interessantes restaurantes e hotéis das respectivas cidades.

A Grande Beleza (2013)

A Grande Beleza

“Viajar é util, exercita a imaginação [...] Aliás, à primeira vista todos podem fazer o mesmo. Basta fechar os olhos.” É assim, citando um pequeno trecho de “Viagem ao Fim da Noite”, do escritor  Louis-Ferdinand Céline, que A Grande Beleza começa. Um filme de Paolo Sorrentino provocante, divertido e de grande impacto visual que mostra a alta sociedade italiana numa perspectiva ácida percorrendo um  delicioso passeio pelos recantos mais interessantes de Roma.  

Terra Firme ( 2011)

Terra Firme

Ao sul da Sicília, na pequena Lampedusa, um retrato super atual da questão da imigração na Europa.  A família Purcillo vive em uma ilha remota, onde a maior fonte de trabalho é o turismo. Ernesto , o patriarca da família, ainda mantém seu barco de pesca, mais por razões sentimentais do que pela renda que obtém. Em uma pescaria, ele e o neto acabam se deparando com um barco de imigrantes ilegais a deriva, e tem que enfrentar a situação onde a tradição do mar se choca com as leis italianas.

Baaria , a porta do vento (2009)

Baaria - A Porta do Vento

De Giuseppe Tornatore , uma saga siciliana. Em 1930, na província de Palermo. Ciccio  é um humilde pastor que encontra tempo para se dedicar à sua grande paixão: a leitura. A Itália passava pelo fascismo e, durante a Segunda Guerra Mundial, a região enfrenta uma grande penúria. Delicado e envolvente traça um panorama histórico do sul da Itália com lindas e idílicas imagens.

Cartas para Julieta (2010)

Cartas para Julieta

Bem mais conhecido e visto do que os anteriores tem como pano de fundo a Casa de Julieta em Verona , numa história romântica e açucarada que engendra um passeio magnífico pela Toscana. Sophie descobre uma antiga carta de amor e junta-se a um grupo de voluntárias que responde estas missivas amorosas. Para sua surpresa, a remetente Claire Smith (Vanessa Redgrave) ouve o conselho dado na resposta e vai em busca de um italiano, por quem se apaixonara na juventude. 

Pão e Tulipas (2000) 

Pão e Tulipas (2000) Poster

Depois de ser esquecida na estrada pela família , uma dona de casa descobre sua força interior e recomeça a vida em Veneza. Muito procurada como ultimo destino antes de morrer , Veneza aqui encara o renascimento em visuais líricos , cheios de romance e fantasia.

Post Relacionado:

Uma viagem pela França em 6 filmes

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O que comer na Itália? Dicas de gastronomia por região

05 de outubro de 2012 1

A Itália é uma festa para o paladar. Para um italiano , falar sobre um destino de viagem começa sempre com a pergunta básica:  come-se bem por lá? Não é por nada que a Inglaterra seja um roteiro maldito no país.

O ritual da mesa tem uma aura mística , nenhum encontro social que se preze acontece sem um bom vinho e muitos pratos e o célebre movimento slow food, que estimula a valorização das tradições culinária regionais, surgiu na Itália em 1989.

Meu objetivo hoje é dar algumas dicas do caminho das “massas, tomates , queijos e vinhos ” para quem vai para Itália e não quer perder as delícias de cada região. As diferenças são muitas, e cada um se orgulha de seus produtos. Além disto não adianta você chegar na Toscana e querer comer um canolli siciliano que vai levar um desaforo de alguma mamma, tem que aprender a saborear também na época certa. Respeito pela tradição faz parte fundamental da cultura italiana. Mas vamos ao que interessa!

 

Piemonte : Queijo castelmagno, robiola e taleggio. Vinhos Barbera e Barolo e Barbaresco. Vinho doce de Asti. Trufas brancas e  negras de Alba. Panacota , doce de nata cozida com calda. Panetone Milanese.

Panacota Piemontesa

Ligúria: Pesto de Gênova, Vinho Valpolcevera.

Lombardia : Queijo gorgonzola e belpaese. Salames. Torrone de Cremona

Trentino Alto Adige : Vinho Santo e biscoito de amêndoas cantuccini.

Friulli- Venezia Giulia : Queijo montasio. Grappa. Presunto San Daniele. Vinho Pinot e Tocai.

Vêneto : Vinhos Valpolicella, Bardolino e Soave, que não é doce e nem suave.

Emília Romana : Vinagre Balsâmico de Módena. Mortadela de Bologna. Queijo Parmigiano Reggiano Grana        Padano de Parma e o frisante vinho Lambrusco.

Toscana : Vinhos Sassicaia , Tignanello e o Brunello de Montalcino. Queijo pecorino. Panforte di Siena, um doce de frutas secas.

Úmbria: Trufa negra de Norcia. Porchetta.

Lácio : Queijo pecorino romano. Spaghetti alla matriciana e carbonara e o leve vinho Frascati.

Sicília : Mini Tomates, pistache ,amêndoas e limão siciliano. Spaghetti alle vongole. Canollo, doce de ricota . Granita e Gelato em Notto. Caponata siciliana.

Granita , uma raspadinha com sabor de amêndoa e morangos

Sardenha : Queijo sardo. Vinho Cannonau e Carignano.

Mesa típica italiana

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Siracusa e Noto, o colorido das pérolas barrocas sicilianas.

23 de outubro de 2011 0

Um dos passeios mais legais que fizemos saindo de Taormina foi Siracusa e para minha total surpresa e desconhecimento , Noto. Distantes uma hora e meia de Taormina, não chega a ser uma viagem, mas um volta pelo passado cultural da Sicília.

Siracusa foi uma importante cidade da Magna Grécia, por volta do século V a.C. , quando o sul da Itália fazia parte da Grécia ,a cidade acabou se destacando e ameaçando a própria cidade de Atenas como aliada de Corintho e Esparta, na época em que foi governada pelo tirano Dionísio. O filósofo Arquimedes é natural de Siracusa. Muitas riquezas desta época estão bem conservadas no local , especialmente no Síto Arqueológico de Neapolis, fora do centro histórico medieval de Ortegia.

Um conselho bastante oportuno , não deixem para visitar a parte arqueológica num dia de calor perto do meio-dia, o local é árido e a visita vira uma quase tortura. Se for verão o mais apropriado seria um fim de tarde ou início de manhã! Além disto o centro morre na hora da ” siesta” , o que deixa tudo muito sem graça!

Em Neapolis o principal monumento é o Teatro Grego literalmente escavado na rocha e com um bela vista do mar , aqui várias tragédias foram encenadas nos concursos públicos financiados pelos governantes e muito apreciados pelo povo. O interessante é que os gregos ,na sua maioria mercadores ,, podiam avistar o porto e sair do teatro caso chegasse algum barco. Quase todos teatros gregos tem vista para o mar, já vi isto em Bodrum na Turquia, em Taormina e em várias outras pólis.

Orecchio de Dionísio é um imensa gruta utilisada como cárcere pelo tirano,  que podia ouvir o que seu prisioneiros falavam no interior, pelo formato especial da gruta que se assemelhar a um canal auditivo ela tem uma acústica perfeita quando se está do lado de fora! Foi denominada de Orelha de Dionísio pelo, não menos controverso pintor ,Caravaggio, que numa de suas fugas de Roma, por problemas com a justiça, esteve na região.

O parque tem muitas outras riquezas arqueológicas , pode-se passar quase o dia explorando seus recantos, principalmente se for na sombra!

Orecchio de Dionísio

Nossos jovens visitantes sucumbiram ao calor e deixaram o centro para, quem sabe, quando seu interesse histórico for maior que o desejo de se atirar numa praia de mar transparente. Acho que só quando adquirimos os primeiros cabelos brancos e o tempo urge , pensamos nesta troca. A propósito , a praia escolhida foi Fontane Bianche, onde paga-se para entrar , para ocupar os lettinos e dividir cada centímetro de areia escaldante com milhares de turistas! Fiquei feliz com minha idade e minhas escolhas, mas não resisti a um mergulho antes de seguir em frente!

A Piazza del Duomo em Ortigia (uma pequena ilha ligada ao continente por uma ponte) guarda riquezas não claramente oferecidas. A Igreja de Santa Lúcia , padroeira de Siracusa, tem a pintura original do martírio de Santa Lúcia feita por Caravaggio pouco tempo antes de receber indulgência do papa para voltar a Roma e, literalmente, “morrer na praia”  antes de chegar a cidade. Suas peripécias pelo sul da Itália são contadas num grande cartaz dentro da Igreja.

O Duomo do século VII foi construído sobre as ruínas do templo de Atena de V a.C. e mantém as colunas do templo na sua lateral interna , o teto de madeira do período normando e também os mosaicos ,  a fachada data do período Barroco, uma verdadeira colcha de retalhos como toda a história da Sicília. 

Ocupada por romanos , bizantinos, árabes, normandos, espanhóis e finalmente lutando pela unificação italiana , a cidade guarda marcas do cosmopolitismo de suas sucessivas dominações.

Em duas oportunidades nos século XVI e XVII a região foi destruída por terremotos que mudaram a feição da cidade e oportunizaram a reconstrução num estilo conhecido como Barroco Siciliano , muito bem representado na cidade de Noto.

Noto tem uma história grandiosa e chegou a ser citada por Cícero como ,bella polis, mas teve seu destino antigo selado pelo terremoto de 1698 que a devastou totalmente e permitindo a reconstrução como o maior exemplo do Barroco Siciliano. Como bem definiu a Ivone Bins , pelo equilíbrio de cores e formas, a cidade mais parece um cenário, onde o amarelo suave das pedras contrasta com a azul do céu , um cenário para um festim dos deuses, eu diria!

A Piazza del Duomo forma com o Palazzo Ducesio um perfeito equilíbrio entre o Barroco e o Neoclássico. O Duomo sofreu uma grande perda em 1998 com outro terremoto, mas já está em processo de restauração.

Mas o que mais atraiu nosso grupo para a visita de Noto foi a fama de ter o melhor sorvete do mundo. Verdade que este título é disputados por muitas cidades italiana , mas que ele não escapa do país isto eu garanto. Para nossa decepção a sorveteria mais famosa da cidade estava fechada , seguindo a estranha lógica de fechamento de estabelecimentos comerciais italianos, a boa vontade do dono.

Granita a melhor opção em Noto

Mas várias outras sorveterias oferecem granitas e sorvetes perfeitos para uma tarde calorenta, ainda mais num local dominado pela beleza e quase livre de turistas! Um passeio imperdível é subir na Igreja  de São Carlo e ter a vista da cidade do alto, dois euros muito bem investidos .

Voltamos para Taormina com o olhar e o estômago repletos de novas cores e sabores.

Aventura no Etna, escalando vulcões.

13 de maio de 2011 0

Ontem cheguei a me arrepiar quando ouvi no noticiário que o “vulcão mais ativoda Europa voltou a se manifestar” ! Estava escrevendo este post , falando da aventura de escalar vulcões e o Etna cuspindo lava pela Sicília!

Nossa dica de hoje é para os mais aventureiros e bem preparados fisicamente, só que terão que esperar o Etna se acalmar novamente!

Em nosso passeio pela Sicília um grupo se aventurou e partiu de Taormina para fazer esta escalada ao vulcão mais alto da Europa com originalmente 3.340m e, após a erupção de 1981,  com 3.329m. O Etna situa-se entre Catânia e Messina e além de ser o maior vulcão europeu, superando em três vezes o Vesúvio, o Etna é também o mais ativo , praticamente em constante movimentação.

A última erupção tinha ocorrido em maio de 2008 e esta foto foi tirada por um astronauta em 2002.

Com tamanha descrição vocês podem imaginar que eu refuguei o “passeio” , prefiro coisas mais calmas e seguras! Fui voto vencido no veto e eles partiram ao amanhecer de um dia ensolarado de julho para o cume onde só se pode ir acompanhado de guia especializado.

A primeira parada foi no ponto de encontro para subir no teleférico que leva ao ponto médio de visitação. Vários estacionamentos oferecem a possibilidade de admirar a montanha desta altura. O teleférico tem um preço bem salgado de EU$ 30,00 por pessoa, atribuido as frequentes destruições que o equipamento sofre a cada erupção, nada auspicioso! Muitas pessoas fazem este percurso à pé em função do preço , mas neste caso tem que ter mais tempo e muito mais preparo físico.

Chegando a próxima parada o grupo pegou estes carros/caminhões para subir mais alguns metros, e somente deste ponto a caminhada de duas horas começou, para alcançar a boca da cratera. A paisagem é lunar e o solo bastante quente, as botas adequadas foram fornecidas pelo guia e não se pode esquecer dos agasalhos , pois após 1500m a temperatura baixa mesmo.

O guia não permitiu que se fizesse qualquer lanche nas proximidade da cratera, frizou que é preciso respeitar o vulcão e sua força destrutiva. Só na volta contou que faz pouco tempo uma turista caiu na cratera e nunca mais foi encontrada. Além deste tipo de risco , os gases tóxicos e o cheiro de enxofre dominam o ambiente.

Mas a paisagem e a emoção de estar por lá , me disseram ser indescritível, está eu realmente fico devendo! O Cristiano Bins  prometeu me enviar um video que fez por lá, este eu vou cobrar!

 

Ilhas Eólias : Lipari, Vulcano e Salinas.

11 de maio de 2011 5

As Ilhas Eólias são um arquipélado de origem vulcânica ao norte da Sicília e seu nome é atribuído ao deus do vento Aeolus. 

Partimos de Milazzo para uma visita as Ilhas Eólias , como é um longo caminho de barco escolhemos ficar mais em cada local e não chegar até Stromboli , que é muito interessante por ter um vulcão em atividade  constante, mas também é a mais distante. Aconselho a quem tiver vontade de visitá-la pernoitar numa das ilhas e seguir viagem no dia seguinte , são 6 horas de barco desde Milazzo até Stromboli.

Num grupo de quase 30 pessoas nos demos ao direito de locar um barco particular que nos dava o luxo de pararmos para mergulhar ou conhecer alguma região em especial. Nosso barco “Principessa” custou EU$ 50,00 por pessoa para o dia inteiro, pelo Grupo de Navigazione Regina.

O primeiro porto foi Lipari , a maior das Eólias mas também a mais visitada. Paramos numa praia com as ruína de uma antiga fábrica, uma paisagem meio estranha mas com uma água inacreditavelmente azul. Como um dos integrantes do grupo tinha câmera submarina a diversão foi completa com máscaras e muitas fotos.

O almoço estava programado para a ilha de Salinas, aportamos na  Marina  e de lá nos buscou uma van do restaurante  Alfredo in Cucina. Confesso que não dei muito pelo local, era um ambiente simples e eu acreditava que comeríamos um gostoso peixe assado com uma pasta com molho de tomate e seria isto! Ledo engano, nos apresentaram um “menu degustação” com carpaccio de atum com molho de vinho doce, salada caprese como eu nunca comi igual , pães quentinhos e muito mais. Quando já tínhamos nos saciado como reis anunciaram que a sobremesa era “A” especialidade da casa e que seria oferecida a todos!

Eu nunca tinha ouvido falar em granita, um tipo de sorvete sem gordura , algo como a nossa raspadinha de gelo e algum sabor. Confesso que pequei mais uma vez, não dei crédito e tive que me render , a granita de mandorla (amêndoa) e a de fragola (morango) eram de comer atrás da porta para não oferecer para ninguém, como dizia a minha avó.

Em Salinas , na praia de Pollara foi filmado partes do maravilhoso “Carteiro e o Poeta”.

Seguimos nosso roteiro para Vulcano , com medo de afundar no mar , depois de tantas delícias.

Tivemos que convencer o comandante a parar em uma piscina natural , pois para eles o mais interessante são as praias de areia, as partes mais cheias e valorizadas do litoral, algo raro por aqui! Para brasileiros isto é até um sacrilégio.

Aqui foi o ponto alto do dia. Mergulhos em grutas, pulos de penhascos, e a água mais clara e azul que eu já vi. O mais legal é que como este arquipélago não é muito fácil de ser alcançado , apesar de ter linhas regulares de ferry-boats desde Milazzo ou Messina , ainda são lugares genuínos e com poucos turistas. Mergulhamos e lagarteamos nas pedras praticamente sozinhos. O único inconveniente é que onde a água fica sombreada, como embaixo do barco ou dentro das grutas, as águas-vivas sobem a superfície, são enormes e lindas , mas se encostam na pele a queimadura deixam lembranças. A água muito cristalina possibilita que a gente desvie delas evitando acidentes mais dolorosos.

Em Stromboli o principal atrativo é subir no vulcão , mas ele estava em grande atividade neste momento e por isto estava interditado para as escaladas. Esta eu passo, mas o nosso grupo escalou o Etna, na próxima eu conto esta aventura para vocês.

Mercado em Catânia com os chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo

28 de agosto de 2010 0

Meu post de hoje é uma excursão gastronômica!

Não é todos os dias que temos a oportunidade de visitar um mercado tipicamente italiano acompanhado de dois experts. Passamos uma manhã saboreando e conhecendo as peculiaridades da culinária italiana com a Helena Rizzo e o Daniel Redondo, chefs do premiado Maní de São Paulo, no Mercado de Peixe de Catânia.

Catânia não é uma cidade turística, o trânsito é quase insuportável e a entrada da cidade feia e confusa. Bom , mas não desistam com a primeira dificuldade. O centro histórico é uma pérola da arquitetura Barroca, muito bem preservado e amplo, após a total destruição pela lava do vulcão Etna no século XVI, foi reconstruído e hoje é Patrimônio Universal da UNESCO. A Pescheria é uma experiência muito particular, no coração da cidade , sob o túnel do Muro de Carlos V, e é uma das visitas mais pitorescas da Sicília.

O Mercado de Peixe contrasta com o elegante Duomo Barroco , é um ambiente que mistura uma cacofonia de sons, um arcoíris de cores e um uma enorme variedade de aromas e sabores, lembrando o passado árabe da região com os souks e suas barganhas. Embora seja mais conhecido pelos peixes e frutos-do-mar, pode-se encontrar verduras, frutas, olivas, carnes, queijos e ervas entre suas bancas.

Deem uma olhadinha no tamanho do facão para cortar o peixe-espada , um açogueiro ficaria com inveja!

Nesta visita em particular os chefs nos fizeram experimentar os peixes in natura, isto mesmo , os donos das bancas ofereciam pedacinhos de peixes crus para comprovarem o frescor dos produto, foi como comer sashimi sem shoyo, eu provei e aprovei. Mas muito além do peixe-espada e do atum , uma das maiores especialidade dos mares sicilianos, há uma profusão de mariscos, polvos, ouriços e outros frutos-do-mar nunca dantes navegados!

Provei pela primeira vez o ouriço do mar e confesso que não me apaixonei por chupar aqueles “espinhos” para sentir um sabor muito forte, algo como beber um copo de água da lagoa do Imbé! Em compensação os “filhotes” de anchova, uma espécie de girino tenro e quase transparente, eu comeria como entrada somente com limão , uma delícia.

Fomos apresentados também a muitas verduras diferentes e o jantar foi tomando forma. Foi bárbaro ver um cardápio ser elaborado a medida que os produtos mais frescos foram sendo encontrados. A Helena  e o Daniel chegaram ao mercado sem ter definido qual seria o menu e lá escolheram tudo in loco, um privilégio.

Para deixar todo mundo com mais água na boca, aqui está o resultado de nossa excursão matinal!

A Salada de Tomate Cereja, Queijo de Búfalo,  Melância e Manjericão. Uma receita bem legal e fácil que a Helena nos deixa de presente.

Como entrada carpaccio de atum com redução de vinho Marsala, cereja e azeitonas.

Peixe ao forno , obra do Daniel.

E para finalizar , a típica Panna Cotta italiana na versão brasileira.

Taormina : uma vila de cinema

23 de agosto de 2010 14

Alugar casas para temporadas em outros países tem se tornado uma forma interessante de conhecer outras culturas , com mais tempo e possibilidades para descobrir lugares inusitados e curtir momentos em família.

 

Nós elegemos o sul da Itália para comemorarmos um aniversário importante da matriarca da família e a data foi tão marcante que conseguimos reunir, por uma semana, a família de 28 pessoas com idades que variavam dos 10 meses aos 76 anos.

Foi uma experiência única que começou quando descobri uma casa que comportaria toda a família, bem acomodada e que ainda teria espaço para a convivência diária ao ar livre, em pleno verão mediterrânico! Muitas opções menores, em todas as partes da Sicília são oferecidas, como os preços variam muito conforme o tamanho e localização, deixo a dica , é só entrarem em contato que reservamos tudo.

A Vila Arcângelo fica em Giarre, no meio do caminho entre Catânia e Taormina, uma região rural em meio a plantações de tomate, limão siciliano e não muito longe do mar. A coincidência é que o primeiro ancestral da família Rizzo, que veio para o Brasil, chamava-se Arcângelo, um bom presságio.

A casa e toda a estrutura superaram muito nossas expectativas. No valor do aluguel semanal estava incluída toda a parte de funcionamento operacional, camareiras deixavam a casa em ordem e cozinheiros preparavam e serviam as refeições. A mesa posta sob o carramanchão não poderia ser mais sugestiva!

Um dos diferenciais do local era o cuidado com a decoração , nunca tivemos a sensação da impessoalidade de um hotel . Livros de arte, quadros e até porta-retratos da família faziam parte do ambiente. O jardim impecável , se dava ao luxo de misturar cores e aromas , criando um clima mágico para as celebrações.

 

O mais legal de tudo isto é que cada dia saímos para fazer um passeio pelas redondezas. Taormina fica a menos de 15 km de distância e é uma das cidades mais pitorescas da Sicília , apesar de bastante turística. A tradicional ruazinha de lojas e confeitarias está num penhasco sobre o mar, aqui o que mais me encantou foi o visual.

 

Logo abaixo da cidade , que pode ser alcançada por carro ou funicular, está Isola Bella , uma praia linda com vários clubes e hotéis privados. Taormina é um dos destinos mais procurados da Sicília, mas nada que EU$ 20,00 por dia para duas cadeiras de praia (lettino) e um guarda-sol não resolvam, e Isola Bella vale cada centavo. Falando em exclusividade, o Hotel Palazzo San Domênico é um dos musts da cidade.

Para completar a visita a Taormina , o Teatro Grego é um espetáculo ao cair do sol. Construído pelo gregos na época que esta região chamava-se Magna Grécia, é imperdível pela localização e pelos espetáculos que até hoje acontecem por ali. A temporada de shows começa na segunda quinzena de julho.

Aqui outros passeios pela Sicília: Ilhas Eólicas, Siracusa e uma caminhada até a boca do Vulcão Etna!http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/category/europa/italia/sicilia-italia-europa/?topo=77,1,1,,,77

 

Para reservar esta vila ou qualquer outro programa exclusivo entre em nosso site www.viajandocomarte.com.br