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Posts na categoria "Tours de bicicleta"

5 razões para amar Paris

05 de setembro de 2018 0

Paris é uma das cidades mais lindas do mundo, o que já razão suficiente para você visita-la, mas se só este argumento não te convenceu, vou listar 5 razões para que você ame Paris tanto quanto eu.

5 motivos porque eu AMO Paris

Paris é uma cidade plana, perfeita para percorrer de bicicleta. Os motoristas estão super acostumados a dividir o trânsito com bicicletas o que aliado com todas as ciclovias e sinalizações, torna pedalar muito seguro. E se você já pedalou em alguma cidade, sabe como é gostoso, pois a gente tem a oportunidade de vivenciar, experimentar mais a vida da cidade e não cansa tanto quanto andar à pé. E algo que me dá extremo prazer é voar as tranças pelas ruas e parques de Paris de bicicleta.

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inverno ou verão, o tempo estando bom, bicicleta em uma cidade plana, cheia de ciclovias é a maneira mais lúdica de se conhecer uma cidade.

Qualquer pessoa com um cartão de crédito pode alugar uma Velib, aquelas bicicletas disponibilizadas em todos os lugares da cidade.

Experimente, garanto que você nunca mais vai querer ficar andando de metro para cima e para baixo  outra vez.

Uma das regiões mais legais de Paris na minha opinião, é a vizinhança do Canal Saint Martin. É um bairro descolado e jovem. Todos os finais de tarde a margem do canal se enche de gente bonita fazendo happy hour, saindo do trabalho, sentando na murada do canal e armando grandes pic nics. Um astral ótimo, tem uma pizzaria inclusive onde você faz o seu pedido e eles te dão um balão cor de rosa, quando a pizza fica pronta eles vêem o seu balão de longe e vão lá entregar a pizza em mãos!

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Com suas eclusas, o Canal Saint Martin é um lugar lindo e super romântico

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No verão é ponto certo para happy hour.

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adoro brincar com os reflexos, aqui viraram o mundo de cabeça para baixo!

Caminhar pelas margens do Sena especialmente à tardinha quando a cidade se cobre de um colorido sépia, a visão do por do sol a partir da Pont des Arts  amolece até os corações mais duros.

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Olha só para este por do sol com a Pont des Arts, aliás é um lugar super bacana para vir à tardinha com os amigos fazer um brinde.

Parques e jardins incríveis

Os parques de Paris tem uma beleza diferente em cada estação do ano, um dos meus preferidos é o Buttes-Chaumont, que fica no 19º arrondissement, perto de Belleville, é enorme, com  25 hectares de um terreno acidentado, com colinas verdes, uma ponte gigante, o parque é cheio de cerejeiras, o que torna sua visita em abril um espetáculo, pois as cerejeiras rosas e brancas estão no auge da floração.

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Buttes Chaumont, um dos meus lugares preferidos em Paris.

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Para quem gosta de parques e jardins tem infinitas opções, aqui em cima o Parque de Belleville

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Ufa demorou, mas agora em alguns (poucos) lugares a gente pode deitar na grama em Paris, aqui a galera descansando no Jardim de Luxemburgo.

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a chiquérrima e nobre Place des Voges, no Marais

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Que tal apreciar a instalação gigante de Claes Oldenbergh, a bicicleta enterrada, no Parque de La Villette?

Outro lugar muito legal é o Parc Floral, um jardim botânico que fica dentro do Parque Bois de Vincennes. É um lugar para fugir do barulho da cidade. Tem 31 hectares e várias estufas para a gente visitar. Tem um bar/restaurante onde se pode sentar na rua pegando sol e tomando um bom vinho rose.

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O lugar é imenso. Crédito da foto acima: Parc Floral

Boulangeries e mercados

Tem coisa melhor do que pão crocante com queijo e vinho?

Em Paris nem precisa gastar muito, você pode entrar em qualquer boulangerie ( padaria) que a baguette vai ser crocante e deliciosa. Passe em algum dos muitos mercados da cidade, tem um bárbaro aos sábados na Bastilha, na Rua Richard Lenoir, os pequenos produtores dos arredores de Paris trazem seus produtos frescos direto da fazenda. A gente come com os olhos, tudo lindo, as frutas, ostras, queijos, presuntos, tudo convida a um grande pic nic, em algum parque ou jardim da cidade.

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Fora que somente andar pelas ruas de Paris e observar os detalhes dos prédios, as portas, a influência clássica da arquitetura já me deixa levitando. E a todo momento fico perdida nos meus pensamentos e digo baixinho “ como estou feliz, estou em Paris”

Vindima no Vale dos Vinhedos

31 de janeiro de 2017 0

Programa completo na Serra Gaúcha , o verão no Vale dos Vinhedos é incrível.

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A paisagem fica verdejante , por todos os lados parreirais e muitas opções de degustação em vinícolas. Mas nossa pegada é mais esportiva e de experiências então optei por um dia de bicicleta e uma cantina/vinícola pequena para a experiência da colheita e pisa da uva.

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Chegamos na sexta-feira a noite e fomos direto para o que seria a grande surpresa gastronômica do fim de semana, o restaurante Valle Rustico na Estrada do Sabor em direção a Garibaldi . Um espetáculo de criatividade num menu degustação somente com produtos da terra. Indico e reforço , atendimento correto e comida deliciosa num ambiente rústico mas de muito bom gosto.

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Mesmo sem reserva , e o restaurante estava cheio, nos colocaram numa mesa na varanda e foram atenciosos e impecáveis no serviço.

No fim de tarde ainda conseguimos ver o por do sol em Monte Belo , uma cidadezinha no alto da colina! Quase um cenário de novela da seis.

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No dia seguinte uma passeio mais turístico pelos caminhos, visitamos Garibaldi que para mim é a cidade mais bonitinha da região.

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A tarde a experiência da vindima propriamente dita na pequena vinícola Cainelli. Esta possibilidade é oferecida em varias vinícolas locais, mas minha escolha foi por ser algo mais legitimo num negocio familiar e autêntico. Acho que acertei na mosca. Desde a emoção da Bete contando a historia da família que se mistura a imigração italiana no RS até o bom humor e alegria dos velhinhos que trabalham nos parreirais. (Telefone: (54) 3458-1441)

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Partimos do casarão para colher a uva numa caminhada curta e acompanhados por um grupo de senhoras com gaitas e cantando musicas italianas. Me transportei para uma Itália que já não existe mais no continente europeu , de colonização e genuíno orgulho pela tradição . Emocionante.

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Era um grupo grande de pessoas e logo uma grande mesa foi porta embaixo do parreiral : cucas, suco de uva, salame e queijo, os grostoli (as famosas calças-viradas) e muita polenta brustolada na hora. Lindo demais.

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Voltamos em cima dos pequenos tratores ate o casarão onde as tinas esperavam a uva recém colhida para a cerimonia da pisa, primeiro passo (assim mesmo) no processo de fabricação do vinho . Um experiência imperdível que vai ate inicio de marco , ou enquanto tiver uva no parreiral!

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Para o domingo uma atividade mais radical, mas não menos incrível e emocionante. Só precisa de um pouco mais de preparo físico. Uma bicicletada pelo Vale do Vinhedos oferecida pelo Dall´Onder Hotel de Bento Gonçalves, no programa Que tal de Bike.( http://www.dallonder.com.br/quetaldebikecicloturismo/)

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São várias opções de roteiro , pelo Caminho das Pedras, Vale do Rio das Antas ou Vale dos Vinhedos, em programas de 4h a 8h de duração. Optamos pelo Vale em caminhos alternativos, algumas estradinhas de chão batido e muitas colinas, afinal estamos na Toscana brasileira, não tem escapatória.

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O Eduardo, nosso guia super experiente e atencioso, deu as dicas e entregou o segredo! Caso ficasse muito difícil tinha a opção de bicicleta elétrica para as subidas mais íngremes. Além disto o carro de apoio segue todo o tempo bem pertinho , com provisão de água, sucos e frutas e o plano B para os mais sedentários.

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Tudo perfeito , e ao final uma degustação na simpática e premiada Vinícola Pizzato com direito a picnic montado pelo pessoal da Que tal de Bike.

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O programa foi mais do que perfeito, digno de constar como uma das experiências mais legais e completas para um fim de semana em qualquer lugar do mundo,  e ainda ficamos com créditos para o tradicional galeto no almoço.

Para saber mais sobre Roteiros Viajando com Arte acesse: www.viajandocomarte.com.br

 

 

Em Setembro - mais um roteiro do Viajando com Arte: PERU!

15 de julho de 2015 0

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Um pequeno grupo irá desbravar com Mylene Rizzo a trilha LARES – de lodge a lodge!

Um roteiro para quem quer aventura (na sua medida) mas também não abre mão do conforto e da boa gastronomia peruana.

Com passeios de bicicleta, pic-nic no Vale Sagrado, aulas de história em Cuzco e Machu Picchu .. e todos os detalhes que quem já viajou conosco conhece.

Aqui o roteiro em detalhes :

https://issuu.com/mondaycomunicacao/docs/peruadventure?e=0

Informações pelo viagens@portobrasil.com.br ou pelo fone (51) 3025.2626
‪#‎portobrasil‬ ‪#‎peru‬ ‪#‎aventura‬ ‪#‎trilhaLares‬ ‪#‎viajandocomarte‬

Castelos, vinícolas e lagos - Pedalando pela Hungria

07 de novembro de 2014 1

Em agosto deste ano, verão na Europa, partimos em uma viagem em família pelo interior da Hungria. De bicicleta. Foi a melhor das aventuras, foram 7 dias pedalando entre lindos cenários, contato intenso com a natureza com as pessoas e degustando bons vinhos.

Contratei a mesma operadora que já tinha usado na nossa pedalada na Alemanha, a Bike Tours Direct, tudo funcionou muito bem e lá estávamos nós aterrissando em Budapeste. Um guia já nos esperava no aeroporto para nos levar até Vezprém uma cidadezinha a 122km de distância, onde começaria nossa viagem de bicicleta.

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Este foi o nosso roteiro, já adianto que não foi uma barbada, fazíamos uma média de 40km por dia, o que de verdade não é nenhum problema, o que tornou o roteiro um pouco mais puxado foram as subidas. Como nosso roteiro incluia a região das vinícolas, estas ficam nas colinas acima do lago mais famoso da Hungria - o Balaton,  em alguns trechos encaramos umas subidas.

A Hungria tem um passado glorioso como parte importante do império Austro-Húngaro, e em Budapeste é onde este fausto e opulência se tornam bem presentes, o interior é lindo, mas bem mais modesto, afinal foram muitos anos vivendo sob o austero regime comunista.

Uma farta janta nos esperava no Hotel em Vezprém, aliás a comida servida em todo o nosso circuito foi deliciosa. Muito Goulash é claro, mas peixe grelhado e pernil de porco maravilhosos. Uma dieta variada e gostosa, pois precisávamos de toda a energia para pedalar!

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Vezprém, também conhecida como a cidade das rainhas, porque foi aqui que a primeira rainha da Hungria, Gisele da Baviera,  e todas outras rainhas que se seguiram, foram coroadas. Visitamos a cidade antiga que tem um castelo e vários lugares históricos. A cidadezinha tem um astral legal, restaurantes, bares e bastante gente na rua.

Na manhã seguinte voltou nosso guia do dia anterior, que era igual ao tenista sérvio Djokovic, ele que levaria nossa bagagem diariamente até  nosso próximo destino e mais um guia que nos explicou todo o programa, nos entregou as bicicletas, mapas e o GPS, pois nosso roteiro era self guided, ou seja, nós conosco mesmo, éramos donos do nosso tempo, nosso único compromisso era deixar as malas até as 9h da manhã na portaria dos hotéis por onde passávamos.

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Partiu! Saimos de Vezprém em lindo dia de verão, nosso destino a cidade balneária de Balatonfured que ficava a 38Km de distância.

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Tudo super florido, muitas igrejas pelo caminho que era quase todo feito em ciclovias.

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Primeira vista do grande lago Balaton.

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Paradas ótimas no trajeto.

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Almoço no meio de um bosque, fresquinho, já estávamos quase no nosso destino.

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 O primeiro Goulash da viagem, a gente nunca esquece :) !

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Chegamos em Balatonfured à tardinha, a cidade é tão animada como as nossas praias no verão, cheia de restaurantes, bares, uma marina com muitos veleiros e muitas barraquinhas para degustar os vinhos da região.

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Nosso hotel de Balatonfured era muito bom, com piscinas térmicas e restaurante bem servido. Importante – no nosso roteiro o regime era de meia pensão e o vinho sempre estava incluido! Para nossa alegra! :)

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Dias lindos de verão nos acompanharam nesta semana, pegamos também um temporal de verão, tomamos banho no lago, fizemos pic nics, visitamos castelos, o interior da Hungria e lindo e merece ser visitado.

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Muitas lavouras de Girassóis pelo caminho.

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Maças maduras.

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Veados em um parque nacional.

Em Tótvázsony, paramos em uma pousada nas colinas de vinhedos, em uma vinícola, um lugar lindo, tranquilo cercado de parreirais.

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Um lugar que gostamos em especial foi Tihany, onde existe uma Abadia Beneditina de 950 anos, construída no topo de um vulcão extinto de onde se tem vistas incríveis de toda a peninsula.

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 Vista de cima em Tihany.

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Vale logo abaixo do Castelo de Szigliget, destruído no século XVI pelos invasores turcos.

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Pic nic e sesta na grama macia, para fugir da hora mais quente do dia…

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Nas margens do Lago Balaton, as pessoas ficam como na praia.
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Foi uma semana memorável em familia, uma opção de viagem que eu super recomendo, agente não precisa ser super atleta para fazer e se divertir muito.
No próximo post vou contar sobre nossos dias em Budapeste, cidade impactante, belíssima, onde alugamos um apartamento ótimo, localizado no meio da muvuca por um precinho muy amigo!

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Pastor na volta a Vezprém.

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Último por do sol no interior da Hungria, no dia seguinte iríamos para Budapeste.

Foi uma semana memorável em familia, uma opção de viagem que eu super recomendo, agente não precisa ser super atleta para fazer e se divertir muito.
No próximo post vou contar sobre nossos dias em Budapeste, cidade impactante, belíssima, onde alugamos um apartamento ótimo, localizado no meio da muvuca por um precinho muy amigo!

Ahh eu não poderia encerrar o post sem apresentar nosso amigo Djoko com o Paulo, para vocês!

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Paris de bicicleta pelas margens do Sena

13 de setembro de 2013 0

Para inaugurar um dia bem astral pegar a bicicleta velib (detalhes no fim deste post) e sair pelas margens do Sena para um passeio de reconhecimento.

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fb21c04888e9a76303c98bd432694e7dComeçar pela Pont Neuf , ponte mais antiga de Paris que cruza pela Ile de la Cité, pegar a esquerda e seguir tendo a sua direita (do outro lado do rio) o prédio do Museu do Louvre e logo em seguida o Jardim das Tulherias.

Uma possibilidade é parar para visitar o Museu d´Orsay , logo a frente no caminho e onde estão os mais famosos quadros Impressionistas de Renoir , Monet , Manet e Van Gogh. Este museu é dos prédios mais interessantes por ter sido uma antiga estação de trem (Gare) , para uma visita mais focada , seguir direto para o andar superior onde estão os quadros mais importantes. No Museu d´Orsay não deixem de conferir o restaurante decorado pelos Irmãos Campana.

Seguir para um passeio até a Torre Eiffel, sempre pela margem esquerda do Sena. No caminho até a Torre parar em frente a esplanada do prédio dos Invalides , onde está o túmulo de Napoleão, e curtir a ponte mais bonita de Paris, Ponte Alexandre III.

Esta ponte foi doada pelo governo russo em troca do apoio francês a industrialização do país no século XIX, o último czar russo , Nicolau II esteve aqui para a inauguração.

Antes de chegar a Torre Eiffel , chama a atenção a modernidade do Museu de Quai Branly. Dedicado as artes primitivas (África, Ásia , Oceania e América)tem o projeto do arquiteto Jean Nouvel é super inovador e o museu tem um público específico , mas oferece um café bem interessante aberto mesmo a quem está de passagem.

A visita a Torre Eiffel merece uma reserva antecipada se o desejo for subir (http://www.tour-eiffel.fr/) , o que vale muito a pena.

Voltando pela margem direita cruzar a Pont d´Iéna e passar pelo Palais Tokio e Museu de Arte Moderna de Paris, belas exposições e um acervo de arte moderna e contemporânea podem ser uma ótima pedida.

Logo a frente , na entrada da Pont d´Alma está uma homenagem singela a Princesa Diana que aqui pereceu. Um pequeno histórico deste monumento: ” Em 1989, os Estados Unidos ofereceram à França uma réplica da chama da Estátua da Liberdade. Este presente foi um agradecimento pela participação de empresas francesas na restauração da famosa estátua americana. Esta escultura se encontrava esquecida no 8ème arrondissement de Paris, quando, em 1997, a morte de Lady Di neste local a trouxe de volta aos noticiários. Nos dias seguintes ao acidente, milhares de anônimos transformaram esta obra em monumento-homenagem à Princesa de Galles.” Maria Lina Hauteville

Os Petit e Grand Palais com suas cúpulas de cristal foram construídos para a Exposição Universal para serem demolidos logo após. Por sorte foram preservados e são espaços muitos nobres para grandes exposições de arte na cidade. Não deixem de conferir previamente a programação.

Seguir pela lateral do Jardim das Tulherias até a Ile de la Cité onde Paris começou e que abriga um dos ícones da cidade , a Catedral de Notre Dame.

Bem pertinho está a Sainte Chapelle que eu considero um dos monumentos mais bonitos de Paris e o monumento gótico mais bonito da França. Ela foi construída na segunda metade do século XIII por Louis IX, mais tarde Saint Louis, para receber a coroa de espinhos de Cristo. A capela do primeiro andar era de uso exclusivo do soberano e se comunicava por uma galeria com os aposentos reais. A Sainte Chapelle está situada na Ile de la Cité, no interior do Palácio da Justiça. Existe uma entrada separada para a visita do monumento, mas normalmente tem filas bem grandes.( 6 boulevard du Palais) .

Dicas úteis do site Conexão Paris para usar a velib:

  1. Vá até uma das mais de 1.400 estações de vèlib na Capital. 2. Primeiro, escolha uma bicicleta olhando a condição dos pneus, a corrente, os freios e dê uma giradinha no pedal pra ver se está tudo funcionando bem. Veja, também, se a luz correspondente a ela (na tranca) está verde. Se estiver vermelha, aquela bicicleta estará indisponível. 3. Dirija-se ao totem computadorizado. De um lado, há o mapa da região e a localização das estações mais próximas, além daquela que vc já está. Do outro lado do totem, há uma tela e um display de botões. 4. Escolha um dos 5 idiomas (francês, inglês, espanhol, alemão e italiano) e siga as instruções na tela, apertando os botões do display numérico pra interagir com a máquina. 5. Digite o número da bicicleta que vc escolheu. 6. Insira o cartão de crédito no momento solicitado. 7. Uma vez aceito o cartão, a máquina imprimirá um ticket. 8. Passe esse ticket sobre o leitor ao lado da bicicleta. Você ouvirá um ‘clic’, indicando que a bicicleta está liberada. 9. Puxe-a pra trás e pronto: divirta-se. E não se esqueça de trocar de bicicleta a cada 29 minutos, ou menos.

Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Hotel Eolo, que tal uma lua de mel agora?

04 de março de 2013 1

Programei minha viagem para Patagônia para descansar , namorar, contemplar a paisagem local, fazer quase uma viagem interior. Leitura , contato com a natureza, boa culinária e paz eram ingredientes especiais no cardápio! O Eolo , deus do vento, foi uma inspiração e tanto para tudo isto.

Para tanto escolhi a dedo um dos únicos Relais & Chateaux da América do Sul que faz jus a cadeia a que pertence em todos os quesitos. Localizado numa estância de criação de gado , cerca de 25km do centro de El Calafate , na Patagônia Argentina, o Eolo está no sopé do Cerro Frias e em dias claros avista-se o Lago Argentino e as Torres del Paine , já em território chileno.

Ele está na medida entre o rústico e o chic, o mínimo e o máximo, a solidão e o excelente acolhimento. Tudo por ali recende a algo muito familiar, as salas tem livros e jogos para passar a tarde contemplando a paisagem que entra nos espaços por enormes janelas voltadas para um entorno sempre deslumbrante. Decoração despojada de acordo com o clima, nada fora do ambiente de fazenda , mas com conforto, charme e aconchego!

A comida foi um capítulo à parte, desde a louça, toda comprada em antiquários e leilões tudo é de um bom gosto estupendo ! O difícil era escolher o menu já que as opções eram variadas e todas deliciosas!

Muitas atividades estão disponíveis para quem quer vida ao ar livre. Optamos por um passeio de bicicleta até o centro de El Calafate. Foi quase uma maratona , mas o visual compensou todo o esforço . Deixamos as bicicletas por lá onde foram recolhidas pelo pessoal do hotel.

Com o corpo cansado o retorno foi ainda mais recompensador. Uma paisagem assim gigantesca, limpa a alma para enfrentar o ano que se aproxima. Um lugar que preenche todos os requisitos para uma lua de mel , nem que seja depois de 25 anos de casado.

Passando por Lisboa

29 de agosto de 2012 5

Voltando da Europa agora em junho do ano passado, optei pelo vôo inaugurado pela TAP em 2011, Lisboa/Porto Alegre direto. Como o vôo sai de Lisboa as 9:40 da manhã, decidimos dormir em Lisboa e aproveitar a cidade.

Alguma semelhança com Copacabana?

E foi ótimo, Lisboa está muito legal, se come maravilhosamente bem e no verão,  com os dias longos deu pra ver muita coisa. Depois de uma rápida pesquisa na internet, achamos um lugar que alugava bicicletas a http://www.bikeiberia.com/ 10 euros para 4h.

Fizemos toda a margem do Rio Tejo, que é bem extensa de bicicleta, foi muito bom, pois a gente passa por várias atrações turisticas no trajeto, como o Mosteiro dos Jerônimos, pelos famosos pastéis de Belém, Torre de Belém, Monumento aos Descobrimentos, pelas Docas de Alcântara, onde tem vários restaurantes de peixes e frutos do mar, numa área legal na beira do rio que foi toda reformada.

Monumento aos descobrimentos

Mosteiro dos Jerônimos

Torre de Belem

Outro lugar muito interessante que você não pode perder é o Centro Cultural de Belém, um lugar multimidia, com várias galerias, exposições, cafés, restaurantes, lojinhas de museu e étnicas, esta foi a dica de um amigo brasileiro que mora em Lisboa.

Centro Cultural de Belem

Parada estratética em uma das cafeterias do Centro Cultural de Belem

Depois de entregarmos as bicicletas pegamos o elevador de Santa Justa que por 3 euros nos deixa no Largo do Carmo que fica no Bairro Alto / Chiado, um dos lugares boêmios e descolados da cidade.

Elevador de Santa Justa ou do Carmo

Pelas ruas do Bairro Alto

Caminhando sem muito compromisso achamos uma jóia, a Cervejaria Trindade, no local do antigo Convento da Santíssima Trindade, fundado no século  XIII. O lugar vale uma visita, as paredes tem vários painéis decorados com azulejos de inspiração maçônica, lindos. Sem falar que comemos um polvo maravilhoso lá.

Seguimos caminhando e deparei com uma loja bárbara, da fachada a gente não faz idéia da extensão meio labirintica do lugar, a loja chama Lost´in e bati altos papos com a dona, a Margarida.

 Ela tem coisas lindas, todas as roupas são confeccionadas na India, com aqueles tecidos indianos lindos, leves, mas com um design mais ocidentalizado.

 Nem preciso contar que fiquei maravilhada e esqueci do tempo lá dentro, para a grande sorte do Paulinho que estava comigo é que atrás da loja tem um terraço com uma vista linda da cidade, onde servem um tipo de mojito com frutas vermelhas e lá ele ficou bem distraído.

Ainda circulamos bastante pela região, nosso dia rendeu muito, acabamos comendo bacalhau neste quase boteco chamado “ A antiga casa que faz frio” 

Última vista do Castelo de São Jorge, que domina o cenário da cidade.

Quanto ao vôo da TAP, eu só tenho a dizer que achei um luxo!! Embarcar em Lisboa de manhã e chegar em casa à tardinha sem aquele stress e horas de espera no Galeão ou em Guarulhos.

O único problema foi sair de lá com 30 graus e chegar aqui com 5…. também, nada que uma lareira não resolva.

Cervejaria Trindade: Rua Nova da Trindade, 20C -  Baixa/Chiado

http://www.cervejariatrindade.pt/

Loja Lost´in : Rua Dom Pedro V, 58

Alemanha de bicicleta, já pensou? Parte I

28 de maio de 2012 29

 

Pois eu já e muito, sempre ouvia relatos de amigos que tinham feito roteiros na França, Toscana e aqui dentro eu pensava ” putz eu ainda quero fazer isso!!” E fiz. Foi no verão europeu de 2011 . Na Alemanha, lugar perfeito para estrear esta categoria de aventuras, pois nada como um pais organizado, com toda infra estrutura para a gente constatar que 6 dias pedalando uma média de 60km por dia não só é muito tranquilo,  como a gente não precisa ser um super atleta pra fazer isso acreditem!

Comecei pesquisando na internet quais seriam os melhores lugares, e a Alemanha me acenava com um circuito de 6 dias margeando os rios Danúnio e Altmul, numa área que me pareceu ter muita floresta e cidadezinhas medievais no percurso.

Cruzamos o Rio Danúbio várias vezes, ele nos acompanhou em quase todo o trajeto.

Agora vou dizer para vocês que acabei fazendo tudo por uma companhia californiana a Bike tours http://www.biketoursdirect.com/ eles tem centenas de opções de tours por vários lugares do mundo. No nosso caso eles na verdade contrataram os serviços de um empresa alemã a  Radweg Reisen http://www.radweg-service.com/startpage.html , que faz tours na Alemanha de acordo com o seu perfil, então se você quiser, pode entrar em contato direto com a empresa alemã.

O tour que acabei escolhendo foi este: http://www.biketoursdirect.com//?location=tourdetail&tid=17&searching=yes - por várias razões, eram 6 dias, um nivel bom pra começar, sem muitas subidas, numa região linda e o preço muito razoável uma média de 600 euros por pessoa com 7 diárias em hoteis 3 e 4 estrelas, aluguel das bikes e vouchers para algumas atrações.

Nosso tour foi perfeito! Sério não poderia ter sido mais de acordo com a nossa expectativa. Vou contar pra vocês, primeiro ele era self guided, ou seja eramos nós conosco mesmo, não havia guia, nem outras pessoas, nosso único compromisso era o de deixar as malas até as 9h da manhã na portaria do hotel para que eles levassem até o nosso próximo destino.No mais, éramos donos do nosso tempo, parávamos  quando a fome ou a sede ou simplesmente a vista linda do Danúbio exigia uma foto.

É uma viagem perfeita pra fazer com a familia, com os filhos mais crescidinhos, é uma vivência do lugar sem precedentes.

Nosso ponto de partida foi a cidade de Regensburg. Imaginem, verão, dia longo. Tivemos a sorte de estar lá na data de uma festa enorme bienal que eles comemoram a entrada do verão, mais ou menos o mesmo espirito da festa da musica na França. Bancas de comidas, muito chope e bandas de música espalhadas por toda a cidade. Bah! Eu pensei , isto só pode ser um aviso que não vou morrer de exaustão no primeiro dia…

Grande festa bienal em Regensburg  para comemorar a entrada do verão.

A festa começa na sexta e só termina no domingo, bandas de música se apresentam por toda a cidade.

É gente eu estava com medo de não aguentar o tirão, e neste tour não tinha aquela moleza que se você cansou eles vem e te levam na van, nã, nã nã, achou que era atleta? Agora guenta!!!

Saindo de Regensburg em direção a Bad Gogging, passamos por várias cidadezinhas.

Saímos de Regensburg sem falar com uma única pessoa, alguém deixou no nosso hotel as bicicletas, já com as alturas e pesos de cada um de nós devidamente ajustadas ( ah este mundo virtual existe mesmo!!) mapas, guias, lista de hotéis reservados no percurso e um refinamento: vouchers incluidos no nosso pacote de trechos de barco, visita ao castelo, caverna, enfim as atrações que nos esperavam.

Passamos no meio de algumas florestas, onde a qualquer momento poderia surgir uma fada ou quem sabe um gnomo..

E por muitos trigais dourados e lavouras

Bueno, lá fomos nós: Eu, Paulinho, Victoria (minha filha que mora na França) Johan ( namorido) e Luisa ( amiga das indiadas). Saimos num dia de verão alemão, ou seja céu pesado de nuvens, nada animador, mas mesmo assim, me rendi à paisagem, e como sempre faço, agradeci a seja lá quem for o responsavel de estar lá.

Muitas paradas hidráulicas  para registrar os belíssimos cenários que se apresentavam

Quase 70% do tempo fomos pedalando ao lado do rio Danúbio, quase sempre por ciclovias ou pequenas estradinhas de terra, os jardins, os trigais, as várias plantações que passamos ao longo do percurso, foram a melhor maneira de conviver com este pais.

Isto que nós nem éramos profissionais do pedal, eles vão de capacete, roupinha de ciclista, nosso máximo de aparato foi comprar aquelas bermudas estofadinhas e confesso elas foram ouro!!! No mais fomos de bermuda, boné e uma mochila com bikini, protetor solar, câmera fotográfica, uma capinha de chuva e só.

Outra razão por ter escolhido a Alemanha foi porque eu estava com muita saudades de comer uma boa bratwurst com cerveja bem gelada. No  nosso  primeiro almoço não deu outra, foi a primeira de muitas, e o que é melhor, sem culpa!!! Pois pedalando o dia inteiro eu tinha muitos créditos para comer e beber!!!

Muitos lugares simpáticos para parar ao longo do percurso, onde a gente encontra com outros ciclistas.

Olhem só que maravilha! Salsichas de todos os tamanhos e paladares, um paraíso!

No segundo dia nosso destino era a cidade universitária de Eichstatt e já tinha esquentado bastante, então fizemos uma parada estratégica para tomar um banho de rio, coisa que eu não fazia desde que era criança.

Banho de rio no Danúbio.

Cidadezinhas que mais pareciam de bonecas, tudo é muito cuidado, limpo e charmoso.

Foi no final do dia quando chegamos em Neuburg, que tivemos uma das boas surpresas desta viagem, minha sensação era que havíamos entrado dentro de um cenário de filme. Esta estória eu vou contar da parte II. Aguardem pessoal!

Auf wiedersehen!!!

 

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Provence nos passos de Cézanne e Picasso

28 de abril de 2012 9

Depois de muita chuva, quase um dilúvio noite passada, amanheceu um lindo dia de sol, temperatura agradável. Os moradores daqui dizem que a esta época do ano normalmente já estaria bem mais quente, realmente ano passado, estávamos por esta região nesta mesma época e estava em torno de 28, 30 graus.

Saímos de Aix en Provence em direção a Vauvernagues ( onde Picasso comprou um castelo, dizia ele na “terra de Cezanne” ). Ainda vou fazer um post somente da cidade de Aix, que é uma cidade muito legal, não é muito grande, uma cidade universitária com bastante vida, animada à noite, centrinho histórico cheio de referências ao pintor Paul Cezanne, considerado o pai da arte moderna. Hoje vamos passear um pouco no interior, nos campos e petites villages do interior da Provence.

Logo depois de sair do centro de Aix, seguimos as trilhas de Cézanne, de onde ele retratava o Monte Saint Victoire, hoje é um parque nacional, com muitas opções de trilhas, a pé e de bicicleta. Começamos pelos caminhos de Bibemus, onde o pintor mantinha uma cabana, e de onde pintou várias telas nas antigas pedreiras romanas.

Fizemos uma trilha na floresta, de 1 hora mais ou menos, e depois chegamos num ponto onde existe uma grande barragem construída logo depois da guerra em 1946, a água é de um verde esmeralda impressionante.

Seguimos pela pequena estradinha até Vauvernagues, lá onde Picasso comprou este castelo no final dos anos 60, mas na verdade morou muito pouco aqui. Ele e sua última esposa, Jacqueline Roque, estão enterrados aqui.

A curiosidade a respeito do funeral de Picasso, é que na época, Jacqueline não permitiu aos filhos de Picasso, com Françoise Gillot, que assistissem ao funeral do pai.  Claude e Paloma tiveram que assistir de longe, na pequena village. O castelo foi aberto a visitação pela primeira vez no ano passado, hoje ele pertence a filha de Jacqueline, e estará aberto de 30 de junho até final de julho.

Continuamos nosso passeio por estradinhas mínimas, passamos por vários ciclistas, mas não é uma trilha para iniciantes, pois é cheio de subidas e descidas. Como havia chovido horrores na noite anterior ( vocês devem ter visto nos jornais, aqui ontem choveu demais e teve vários incidentes de inundações e mortes) a força da água era incrível nesta cachoeira passando Vauvernagues

Chegamos na cidadezinha de Riens, bonitinha, nada especial, a verdade é que já passava das 2h da tarde e estávamos com fome. Paramos num restaurante, creio que o único da cidade, e comemos divinamente bem, os homens escolheram o menu du jour, ou o prato do dia, que era um entrecôte com salada e fritas, e nós comemos uma salada com queijo de cabra quente, e uma brusquetta de presunto de parma, especialidade da casa, foi perfeito!

Seguimos na direção de Apt, famosa por seus campos de lavanda, mas já aviso: se você quiser ver os campos em plena floração a data certa é da segunda quinzena de julho até meados de agosto. Vimos muitas plantações de lavanda, em torno das cidades de Apt, Saint Saturnin, Reillannes, mas elas estão apenas querendo começar a florir.

Aqui perto de Roussillon elas já estavam mais maduras e reparem os campos dourados de trigo ao fundo…

Com o sol se pondo perto das 10h da noite, o dia é super aproveitado, pegamos o fim de tarde em Gordes, que é considerada uma das cidades mais lindas e típicas da Provence.  Suas casinhas  de pedra com janelas pintadas de um azul um pouco lilás  lembram os campos de lavanda.

No caminho aproveitei pra visitar a Victoria nas plantações de cereja que são lindas e para nós uma coisa totalmente nova.

Cerejas colhidas diretamente do pé, uma delícia….

 

Para terminar com chave de ouro este dia decidimos jantar em Fontaine – de- Vaucluse, um lugar lindo que fica nas margens do rio Sorgue.

 Já estava anoitecendo, mas ainda consegui captar o bom astral de Fontaine de Vaucluse, onde se pode alugar caiaques para descer o rio. Sentamos neste restaurante da foto acima e vai a dica: outra truta com amêndoas maravilhosa, acompanhada por um vinho rosé da Provence.

 

 

Até a próxima! Bonne Journée!!

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Paris em Fevereiro de 2012

20 de março de 2012 4

Eu já escrevi sobre Paris em Fevereiro em 2010, e nunca poderia imaginar que gostaria tanto de viajar pelo hemisfério norte nos meses de inverno, então este ano voltei a Paris. Agora que a TAP voa Porto Alegre direto para a Europa, sempre aproveito para na volta dar uma olhadinha em Lisboa, mas este será outro post.

Eu adoro ficar trocando de lugar, pois assim temos a possibilidade de explorar bairros diferentes. Desta vez por razões pessoais, fiquei na Place de La Republique, no Hotel Crowne Plaza, que jamais recomendaria para alguém, pois é o tipico hotel metido a besta. daqueles hoteis enormes, que depois que  você sai do elevador quase precisa de uma bicicleta para chegar no seu quarto, caro para o que oferece, afinal 225 euros não é exatamente barato, quartos pequenos, o aquecimento era tão forte, que mesmo tendo desligado TUDO, eu me sentia assando em fuego lento , e para completar eles ainda tinham a cara de pau de cobrar 9 euros a hora da internet no quarto, pode!!!  Este nunca mais.

Fora isso o bairro é ótimo, perto de muitas coisas legais e assim como antes o Marais era um bairro jovem e alternativo e hoje esta mais chique, este turma está migrando para o 11éme, ali pelas bandas de Bellevile e Menilmontant.

Nosso primeiro final de semana foi um belo dia de sol e aproveitamos para experimentar as bicicletas Vélib – aquelas que você pega em vários pontos da cidade. Se você tentou e não conseguiu, não desista, pois uma vez corria um boato que era preciso se cadastrar na internet previamente, bobagem. Se você tem cartão de crédito pode pegar tranquilamente, e pasme! Os franceses que estão muito mais gentis se oferecem para ajudar. O custo é ótimo 1.70 euros p/dia, e se você devolver em 30minutos não paga mais nada. Em cada lugar de devolução tem um mapinha da área, pois o que pode acontecer é você chegar num ponto e não ter lugar para colocar a bicicleta, sem stress procure outro perto, tem muuuitos. Depois que você visitou aquela região é só pegar outra bike, e devolvendo no tempo você pode andar o dia todo pelos mesmos 1.70 euros.

Estação de Vélib

Um belo domingo de sol para pedalar em Paris em pleno mês de fevereiro

Aquela coluna que vocês vêm ao fundo na foto é a Praça da Bastilha, e este canal aqui é o inicio do Canal San Martin, na minha opinião o lugar mais romântico de Paris , a parte mais linda dele fica lá pela altura do Boulevard Jules Ferry. Se você nunca passeou nas margen do Canal, inclua ele na sua próxima viagem a Paris. Imperdível.

Conheci uma região diferente, que eu nunca tinha explorado e adorei. Então, deixamos a Bastilha para trás e cruzamos a Ponte de Austerlitz, e chegamos ao Jardin des Plantes, é um jardim botânico aberto ao público, situado no 5o arrondissement de Paris como parte integrante do Museu de História Natural. Um parque bonito com estufas que a gente pode visitar. Pra mim foi uma grata surpresa, pois nunca tinha andado por aqueles lados.

Jardin des Plantes

As estufas com plantas de todos os lugares do planeta.

Olhem só o cristal de quartzo que está na frente do Museu de História Natural, diretamente de Vitória da Conquista na Bahia

Cruzamos todo o parque porque queríamos visitar a Mesquita de Paris que fica bem atrás, há estas alturas já havíamos encontrado um ponto da Vélib para deixar as bicicletas, para podermos entrar na Mesquita.

 Grande Mesquita de Paris fica no 5o arrondissement, e é a maior da França.

Contruída em estilo mudejar, lembra muito o estilo das mesquitas marroquinas.

O pátio interno é lindo, lembra um oásis.

Do outro lado na entrada mais próxima do Jardin des plantes, tem um restaurante e uma casa de chá, onde você pode só tomar um delicioso chá de hortelã com aqueles doces árabes de acabar com qualquer dieta, ou pode almoçar no restaurante.

 

 

Depois de tomarmos um chazinho de hortelã e traçarmos um baclava fantástico, seguimos a pé por trás indo em direção a Saint Germain des Prés. Que fica muito pertinho fomos descendo a Rue Lacépède, onde passamos por um restaurante peruano, o El Picaflor, com uma fachada bem simpática e vários adesivos de famosos guias como o Lonely Planet, Rough Guide, mas era cedo para almoçar então anotei a dica para uma próxima vez.

Chegamos  em uma pequena praça, trés sympa, um lugar muito bonitinho, cheio de cafés, restaurantes, chama-se a Place Contrescarpe, dali entramos na Rue Mouffetard, que tem muitas opções para almoçar, fomos caminhando por ela até depararmos com esta jóia de restaurante, que além de ser super transadinho, tem toda uma história, é por esta e outra razões que eu gosto tanto de Paris. Pois este restaurantezinho que vou mostrar aqui pra vocês foi a casa do grande poeta francês Paul Verlaine e posteriormente foi a casa de Ernest Hemingway por 4 anos.

 

Place Contrescarpe

 

Descendo a Rue Moufettard

Até encontrar este restaurante muito dez, chamado La Maison de Paul Verlaine, lugar onde morou o grande poeta francês.

O lugar é muito legal, fotos de vários frequentadores por todos os lados

Incluindo o nosso grande compositor Chico Buarque

A comida é boa, vinho idem, nada suuuper especial, mas o conjunto faz desde restaurante um lugar especial.

Bom vou encerrando este capítulo aqui, mas como tenho outras coisas pra contar para vocês, aguardem a Parte II, ok? Fui.

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