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Posts na categoria "trilhas"

Glamping nos Aparados da Serra: Cachoeira dos Borges

09 de outubro de 2018 0

Glamping , você já ouviu falar ?

Pois é , eu também nunca tinha ouvido este termo , mas fui chamada pela sua sonoridade. Algo como camping com glamour…

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Resolvi arriscar e ir até Mampituba, uma cidade próxima a Torres no litoral gaúcho ou a Praia Grande em Santa Catarina , que é conhecida como a capital da aventura neste estado. Para isto contei com o apoio de sete amigos , aventureiros que às vezes topam levar um cocar para os programas de índio que eu invento! Desta vez não foi usado.

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O Glamping da Cachoeira dos Borges foi uma super e grata surpresa. São cabanas de madeira em meio a natureza , com charme e conforto na medida do necessário. O lugar é encantador , de frente a esta enorme cachoeira ao pé dos Aparados da Serra. Pertence ao mesmo dono do Refúgio da Pedra Afiada que fica perto,  também conhecemos e é muito bacana, mas mais tipo pousada de aventura.

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As três cabanas mais simples, chamadas de glamping,  são equipadas com camas confortáveis e um lavabo com vaso, duas tem também uma pequena banheira.

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As 3 cabanas chamadas Jacuzzi , são maiores e tem um banheiro com uma grande banheira. No mais tem um banheiro coletivo que é usado também por quem acampa de maneira tradicional. Tudo uma grande curtição num fim de semana de temperatura amena.

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Eles oferecem churrasqueiras portáteis para alugar e a possibilidade de fazer uma fogo de chão para aquecer as noites que são frias por ali.

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Muitas trilhas pelas belas paisagens da redondeza são acompanhadas por guias profissionais. Para trilhas mais curtas até a cachoeira ou as piscinas naturais que ficam muito próximas as cabanas,  é tranquilo e seguro fazer por conta.

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A fauna e a flora são um capítulo à parte! Super rica e  abundante.

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As piscinas naturais são incríveis , parecem saídas de imagens do pinterest! Mas preparem o coração para a água gelada, quase tive uma síncope cardíaca , mas valeu a pena. As águas cristalinas são potáveis e convidam a gente a se atirar após uma caminhada pelas montanhas.

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Para completar eles oferecem uma área comum onde servem o café da manhã (incluído na diária) , cheio de produtos locais , uma delícia. O Gustavo é o administrador, cozinheiro e quebra galhos, um encanto de pessoa. Levamos uns bifes de hambúrguer que ele transformou num banquete , com pão feito em casa , acompanhamentos bem apresentados e para fechar a festa de Babete, bananas orgânicas flambadas na cachaça.

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Uma experiência a ser repetida!

Convidem os amigos, desconectem-se do mundo virtual , curtam a natureza de uma forma lúdica e intensa.

Faz um bem danado para o corpo e para a mente! Recomendo sem restrições.

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Trilha pelo topo do mundo - Cordilheira Huayhuash, Peru.

07 de setembro de 2018 0

Ano passado fizemos a trilha de Salkantay, próximo a Cusco, que foi uma experiência muito legal, éramos um grupo de 12 pessoas do mundo inteiro. Mas meu coração pulsava pelas montanhas no norte do Peru onde em 2015, havíamos feito a trilha da Laguna de Santa Cruz na Cordilheira Blanca.

Se você quiser saber mais sobre Huaraz e a Cordilheira Blanca olha aqui: http://www.viajandocomarte.com.br/trilha-e-avent…ra-branca-peru/

Na ocasião jantamos na melhor (única : )  ) creperia em Huaraz, a do francês Patrick, e ele falou muito sobre a beleza impressionante da Cordilheira de Huayhuash, aquilo ficou marcado a fogo na minha mente e voilá! 3 anos depois estávamos de volta a Huaraz, a meca latino americana de trilhas e escaladas.
Desta vez a pegada era bem mais forte, a trilha seria de 6 dias e mais 2 trilhas prévias  de aclimatação, ou você está achando que andar entre 4000 e 5000 metros de altitude é moleza?

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Aqui nós 3, eu, Luisa e Ana, saindo para nossa primeira trilha de aclimatação, em uma montanha próxima a Huaraz.

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Tudo correu bem nas trilhas de aclimatação, nada de soroche,  como eles chamam o mal da altitude. A gente se sente um pouco mais ofegante, mas tem várias pessoas que passam mal, os sintomas mais comuns são dor de cabeça e enjôo. Mas treino é treino e jogo é jogo, só lá nas montanhas que realmente poderíamos saber como nosso organismo iria responder.

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Tudo certo, muita expectativa, zarpamos em uma viagem de van de umas 6 horas.
E aqui transcrevo meu diário dos dias que se seguiram:

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Saindo da estrada Pan americana, a paisagem já começou a mudar.

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Este é o mapa do nosso circuito

Dia 1 – Maracancha ou Cuartelhuain.

Saimos de Huaraz as 9hs, dia lindo de sol. Gravei a chamada para o nosso podcast do Peru e pegamos a estrada em direção ao sul, a mesma que vai para Lima. Depois de 1 hora entramos a esquerda e entramos em uma estrada cênica tendo a Cordillera Huayhuash ao fundo, lindo demais.

Paramos ao lado de um rio de corredeira em um lugarzinho gramado perfeito e almoçamos papas com crema de espinaca. As comidas de acampamento aqui são deliciosas, os “chefs” das trilhas fazem cursos de culinária especial para acampamento, a gente come trutas assadas, cereais com frutas aquecidos, sopas energizantes, tudo muito bom.

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Nosso pic nic durante a viagem.

Seguimos viagem por estradinhas cada vez mais estreitas e ingremes.

Entrando para dentro do vale.

Chegamos a Llamac e depois entramos no parque na vila de Pocpa, 15 soles por pessoa.

Chegamos ao acampamento em torno das 14:30, já havia 2 grupos e chegaram mais.

Tomamos o cha da tarde e agora começou a chover, espero que não dure tanto tempo.

Parou a chuva e o final de tarde foi lindo, dourado, auspicioso.

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Entardecer de tirar o fôlego previa um começo auspicioso para o nosso grande desafio

Dia 2 - Cuartelhuain / Mitucocha.

Saimos as 6hs e cruzamos o passo Cacanan 4700m

Depois seguimos e almoçamos e subimos o segundo Passo através do lugar chamado Quebrada Caliente. E a chuva gelada feito mini granizos nos pegou no caminho.

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Esta foto foi logo depois da primeira subida forte, a gente acha que não vai conseguir afinal 4.700mt, é um bocado, mas o segredo, é respeitar o seu ritmo, ir devagar, e quando a gente chega lá no topo, o sentimento é indescritível.

Foi muito difícil, um desafio enorme, fazermos em 1 dia o que as pessoas normalmente fazem em 2 dias, caminhamos 11 hs e chegamos no acampamento já quase escuro. Foi muito, muito, muito exaustivo.

Acampamos ao lado da lagoa Mitucocha.
O lugar é fantástico, mas só pudemos apreciar o cenário quando amanheceu, ontem estávamos completamente exaustas, jantamos e capotamos.

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Quando amanheceu o visual era este, e toda a bronca do dia anterior já havia passado

 Dia 3 – Laguna Carhuacocha – Passo Carniceiro (4.800mts)

Saimos as 7h 30 e o trajeto foi cinematográfico, lindíssimo, 3 lagunas e subimos, subimos até o miradouro a 4400m. Uma das paisagens mais lindas que já vi na vida. As vezes ouvíamos uns estrondos ameaçadores que eram pequenas avalanches e gretas estourando. A água das lagoas era muito verde, foi uma visão inesquecível.

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Lupinas nos acompanharam por todo o caminho.

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Visão espetacular das 3 lagoas

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Nestor nosso guia preparando o almoço.

Ali naquele lugar espetacular sentamos para descansar e comer um lanche.

Mas ainda era cedo para festejar, nos esperava um dos pasos mais duros, o Carniceiro, com este nome sugestivo subimos por ele até o topo de 4800m e lá no teto do mundo, almoçamos.

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No topo do Carniceiro

Mas ainda estávamos a quase 3 horas de caminhada do acampamento e começamos a descer com um sol forte por um vale lindo.

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Quando olhamos na direção que estávamos seguindo de um minuto para o outro havia se formado um céu escuro ameaçador e víamos mangas fortes de chuva mais ao longe. Quando a tempestade nos alcançou era um vento forte com mini granizos de neve que açoitavam o nosso rosto, caminhamos uma meia hora nestas condições, quando de repente assim como veio, a tempestade e as nuvens se foram o sol voltou e chegamos ao acampamento pelas 4h da tarde. Ana que foi a cavalo e por outro caminho evitando o Carniceiro havia chegado ao acampamento as 13:30, bem descansada e faceira.

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Arrumamos tudo, jantamos, na janta sempre temos uma sopa deliciosa de entrada, ontem foi de Zapallo, (moranga) depois frango com cogumelos e arroz e uma mini torta de sobremesa.

As 9h fomos dormir, dormi muitíssimo bem, foi restaurador.

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lanchinho da tarde.

Dia 4 – domingo – Passo Portachuelo (4750mts) / Laguna Viconga

Saimos 7:15h do acampamento, com bastante neblina e logo abriu um dia magnifico de sol, hoje fomos todo o trajeto juntas, Ana no cavalo e Luisa e eu caminhando. O dia foi ótimo, tivemos um Paso Portachuelo, leve não tão ingreme. Vistas incríveis de montanhas, lagos verdes um lago enorme, o Viconga que serve de reserva de água em caso de seca.

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Fizemos um lanche após o Passo, e depois subimos ao longo da barragem, para cairmos em um vale lindo, verde, uma área super remota, com cachoeiras, e aprendemos que neste mesmo lugar era usado como campo de treinamento da facção terrorista Sendero Luminoso. Até chegarmos ao nosso acampamento as 13:30, foi o dia mais light e que chegamos mais cedo. Aqui tem 3 piscinas termais com água extremamente quente, tomamos banho! Foi uma glória! Já estávamos nos sentindo um tanto azedas e poder relaxar o corpo cansado naquela água quente foi maravilhoso! Tempo tão lindo que colocamos a mesa e almoçamos ao ar livre, memórias para a vida.

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Piscinas de águas termais, perfeito para depois de dias de trilhas, um luxo!

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Dia 5 – Laguna Viconga / Passo Cuyoc (5.000mts) / Passo Guanacpatay ( 4.300mts)

A noite passada foi fria, o ar estava fino e o céu absurdamente estrelado, nestas horas me dou conta porque estou neste lugar, porque tantas horas caminhando, e me sinto minúscula diante desta natureza onipresente, dos seus barulhos noturnos, das águas correndo cristalinas, e parece que chego muito próxima do paraíso, ou ou menos do que penso ser o paraíso e tudo faz sentido.
Hoje raspamos o topo do mundo, subimos o Passo Cuyoc o mais alto de todo o circuito, 5000mts, a visão é incrível, o dia estava ensolarado e nosso astral animado. Descemos e almoçamos em um vale gramado, e nosso guia, muito gente boa, o Nestor, nos permitiu até uma sestiazinha gaúcha no sol.
Seguimos pela quebrada Huanactapay e acampamos em Rinconada a 4.300mts.

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mãos de 5.000 mts, o lugar mais alto de todo o circuito – Passo Cuyoc

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almocinho no sol, a gente merecia!

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Nosso último acampamento, lugar lindo demais.

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Dia 6 -  Huayllap / Huaraz

Acordamos cedinho, e partimos para aquele que seria nosso último dia de caminhada, nesta noite passei muito mal fui acometida pela maldição de Cortez, se é que vocês me entendem… foi um deus nos acuda, durante a noite. Comecei caminhando, mas depois da 2a parada, estava me sentindo muito fraca e montei no cavalo. Subimos bastante, e garanto que prefiro mil vezes estar sobre as minhas pernas do que montada a cavalo naqueles desfiladeiros, mas eu não tinha escolha. A descida foi caminhando por um vale tranquilo e bonito, até chegarmos a um vilarejo onde a van estava nos esperando para uma longa jornada de volta a Huaraz.

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Trilhas nos Pirineus - para descobrir uma outra Espanha

17 de julho de 2018 0

Faz um ano eu vi uma foto das formações dos Mallos e Riglos quando estava pesquisando sobre trens na Europa e desde lá fiquei com esta ideia fixa , queria ir para a região dos Pirineus espanhóis. Eu já conhecia a região dos Pirineus  francêses mas a perspectiva de cruzar a fronteira e descobrir o que estaria por trás daquelas montanhas lindas me capturou a imaginação.

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Mallos de Riglos – Espanha

Foi uma viagem bem diferente , saímos de Barcelona e fomos em direção a Huelva. No caminho ainda veio de lambuja uma passada no Mosteiro de Montserrat. Um lugar lindo , mas como era domingo e estava lotado perdeu um pouco do encanto . Mas acho que vale muito a pena , para quem é mais religioso ou só pela paisagem também.

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Santuário de Montserrat

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Bom , seguimos para nosso destino por umas três horas por estradas ótimas. As cidades dos Pirineus espanhóis são bem mais rústicas e simples que suas vizinhas francesas. Muitas casas de pedras em vilarejos quase abandonados. Igrejas do século XII e XIII abundam , mas sem indicações mais precisas e muitas fechadas.

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Chegando a Murillo Gallego , onde estava nossa pousada veio o impacto. Nenhuma foto  retratava o que são estas formações rochosas ao vivo. As mão de Deus poderiam ser seu apelido, algo forte e desconcertante.

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Foto dos Mallos desde a janela da Pousada

Nosso hotel , encarapitado num monte bem à frente nos deixava com a melhor parte, ver suas mudanças de cor conforme o sol caía no horizonte.

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Murillo Gallego

 

Murillo Gallego é uma cidade medieval com não mais que 100 moradores, mas fora a dona do hotel e seu ajudante/ namorado francês que sumiu depois da primeira noite , não encontramos mais ninguém .

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Mas tudo é encantador , até o campo abandonado onde crescem as papoulas selvagens

A região é toda voltada para turismo de aventura , nas corredeiras é possível fazer rafting, as paredes dos Mallos são o cenário perfeito para o rapel e escaladas, nós ficamos com a trilha que dá a volta no monte.

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Partindo da pequena vila ao pé dos morros , subimos todo o caminho pedregoso até o topo e de lá voltamos pelo outro lado. Logo na saída nos deparamos com esta família com duas crianças pequenas, nos motivou a pensar que o caminho seria mais fácil do que o encontramos , ledo engano. As crianças é que tem cruza com cabrito montês e subiram sem nem reclamar!

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Mallos de Riglos – a vila

Foram umas 3h de caminhada , no inicio uma trilha tranquila e depois com subidas muito íngremes, confesso que duvidei da minha própria capacidade de vencê-las quando olhei para cima a primeira vez, mas como devagar se vai ao longe …

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O visual é fantástico e cruzar com o pessoal escalando as paredes é emocionante. Eles desafiam seus limites ao máximo.

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Lá pelas tantas encontramos esta placa que dizia, 1:30h para seguir caminho ou voltar pela mesma trilha . Quase demos a volta , mas daí já era uma questão de honra!

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A quase desistência

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    Mas o visual compensou o cansaço

 

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Aqui o visual desde o melhor hotel da região, o Spa de Mallos de Riglos!

Seguindo em direção a França passando pela estação de esqui de Formigal chegamos as paisagens  dos montes mais altos da região dos Pirineus, ainda com picos nevados. Aqui a ideia era fazer uma trilha , mas nossos casacos não contavam com o frio de 8 graus e só curtimos a paisagem de dentro do carro mesmo. Tudo já iluminado por um sol fraco de primavera.

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Fronteira de Portalet

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Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Ecoturismo em Bagé - Rincão do Inferno , Casa de Pedra e Estância Vinícola Paraizo

03 de junho de 2018 0

Sabe aqueles lugares que a gente chega e pensa:

“Por que não descobri isto antes?”

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Pois a região rural de Bagé está exatamente no momento perfeito, antes de entrar nas rotas de turismo de massa e com maravilhas da natureza. Depois não vão dizer que nós não avisamos!

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O Rincão do Inferno é um cânion no Rio Camaquã, decorre de uma formação rochosa radical de beleza natural incomparável , localizada entre os municípios de Lavras do Sul e Bagé, às margens do Rio Camaquã. Distante 70 km de Bagé por estrada de terra, é indispensável contratar um guia para chegar e entrar na propriedade que é particular mas aberta a visitação. O valor da entrada é R$ 20,00.

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Esse local, outrora hostil para se viver, recebeu este nome assustador pois serviu de refúgio para  descendentes africanos que fugiam da escravidão. Como Bagé aboliu a escravatura quatro anos antes do resto do Brasil com uma visita da Princesa Isabel a localidade,  o Rincão do Inferno passou a fazer parte do quilombo das Palmas, que também é composto pelo Rincão dos Alves, Rincão da Pedreira e Campo do Ourique. Atualmente a comunidade quilombola local é formada por algumas famílias que são as guardiãs da identidade, da história e da tradição dos descendentes de escravos.

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Mas é na experiência de aventura que mora o maior interesse, aqui pode-se fazer caminhadas , acampamentos e até descidas de caiaque. Tudo monitorado pelos experts na região,  Juliano Munhoz e Silvana Silva, ambos conhecedores da história, da natureza e das peculiaridades locais. Uma escola de cultura pampeana sem paredes.

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Fiquei louca para voltar no verão e tomar um bom banho de rio entre as caminhadas. Agora os 4 graus de temperatura não eram muito adequados a estes arroubos aventureiros.

O local também foi palco das filmagens do longa de Jaime Monjardim baseado na obra de Erico Verissímo, ” O Tempo e o Vento” . Foi no Rincão do Inferno que Ana Terra encontrou Pedro Missioneiro na beira do rio.

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Na mesma região a Casa de Pedra é uma gruta gigante , ou uma brecha sedimentar para usar o termo erudito! Serviu como esconderijo para tropas revolucionárias em vários momentos desta nossa conturbada história gaúcha. Também conhecida como Galpão de Pedra, dizem ser possível esconder na gruta 200 homens a cavalo .

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Aqui, no filme o “Tempo e o Vento” , Ana Terra esconde o filho Pedro , quando sua casa é destruída pelos castelhanos. Como veem o local entra na história real e na imaginária.

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Além disto tudo é um local perfeito para criar cenários para refeições glamorosas, pode ser um piquenique ou algo mais elaborado . Nós mesmos fomos surpreendidos pela iniciativa dos guias de montar uma churrasco campeiro , trouxeram carvão, linguiça e pão e criaram um almoço inesquecível , uma verdadeira travel experience personalizada. Quase chorei de tão lindo!

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Esta região é palco de inúmeras possibilidades de escaladas mais profissionais. Mas também de trilhas para todos os tipos de preparo. É só dizer o tempo e suas possibilidades físicas que eles montam o programa na medida.

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Voltando para a cidade fechamos a exploração campeira com uma visita a uma estância típica de criação de gado  do pampa e que está entrando em uma nova fase, começando a explorar a produção de vinhos e a experiências relacionadas a isto.

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A Estância Paraizo, dos queridos Thomáz, Mônica e Victória Mércio, nos recebeu com carinho e nos mostrou um ambiente repleto de tradição em  busca de novos caminhos. Um galpão de pedra cheio de referências pampeiras transformado em cave, a mangueira à sombra de um cinamomo dá nome a fazenda paraíso.

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Mas o encanto maior é o parreiral e a degustação dos vinhos no entorno do Mausoléu da Família Mércio. O por do sol emoldurou o momento sensorial e os vinhos Cabernet Sauvignon Don Thomaz e Vitoria safra 2012 completaram o deleite. Recomendo agendar a visita e disfrutar deste pequeno paraíso.

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A Família Mercio é originária da Ilha de São Jorge, nos Açores, e partiu por cerca de 1690 com destino a Colônia do Sacramento. A Estância Paraizo nasce 100 anos após a chegada , em 1790, como parte de uma Sesmaria entregue pela Coroa Portuguesa pelos serviços militares prestados na constante Guerra contra a Coroa Espanhola pelos então campos neutrais da atual região de Bagé.

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Tradicional Estância de pecuária e ovinocultura desde o ano de 2000 iniciou um novo capítulo de empreendedorismo e foi uma das pioneiras a implantar vinhedos na região da Campanha. Desde então, vem se dedicando ao cultivo de uvas finas, varietais Shiraz e Cabernet Sauvignon com mudas originárias da Itália.

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O vinhedo Don Thomaz y Victoria está situado na faixa dos paralelos ideais no Hemisfério Sul para o cultivo de uvas vitiviníferas e onde também se encontram tradicionais países produtores como Argentina, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália.

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A Estância Paraizo é membro da Associação dos Vinhos da Campanha Gaúcha que até o final de 2018 deve receber o certificado do Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI) para o selo de Indicação de Procedência da Campanha Gaúcha. Em parceria com as outras vinícolas da Região faz parte do projeto do SEBRAE para a criação em 2019 da Rota do Enoturismo da Campanha Gaúcha.

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Informações

Guias para organizar passeios ao Rincão do Inferno e Casa de Pedra

Silvana Carvalho Silva  : (53) 99995. 5509

Juliano Munhoz : (53) 99974.7115

 

Estância Paraizo

www.estanciaparaizo.com

Facebook : Estância Paraizo

Instagram : @estanciaparaizo

 

 

Ecoturismo no Pampa - Guaritas e Minas de Camaquã

30 de maio de 2018 0

O Pampa Gaúcho é uma região com paisagens lindas , estâncias e cidades que contam muitas histórias. Um potencial riquíssimo para o ecoturismo , pois sua a maior riqueza são as vastas dimensões inexploradas, e tudo isto é ainda quase desconhecido no turismo local.

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Daí vem aquela questão do que vem antes o ovo ou…. Não tem uma boa infraestrutura, mas se não tem turistas não sustenta a criação de uma rede de hospedagem qualificada , guias e tudo mais.  Resolvemos parar de esperar as respostas e desbravar o que já temos com o suporte que encontramos  e o resultado foi surpreendente. Temos que agradecer o apoio , acompanhamento e informações preciosas da amiga Rossana Weiler.

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Saímos de Porto Alegre num amanhecer gelado, mas com toda a luminosidade que um céu de inverno pode ofercer. Seguimos direto para a região do Alto Camaquã, na RS 153 a caminho de Bagé. São 289km da capital , sendo somente os últimos 20 km por estrada de chão batido.

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Nosso primeiro destino foram as Guaritas da Serra do Sudeste, formações rochosas que lembram a paisagem da Capadócia na Turquia, e que são uma das 7 Maravilhas do RS junto com as Missões e Antônio Prado. A grande vantagem é que aqui o lugar é todo nosso, um campo nativo e rochas que chegam a 500 metros de altura , proporcionando trilhas e pequenas caminhadas, subindo nas formações para ter uma visão completa da paisagem. Nossos únicos companheiros de aventura foram uma chibarrada, um grupo de cabritos que vive em cima das pedras e o som da natureza.

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Uma sensação deliciosa é fotografar este cenário idílico e sentir-se como uma desbravadora de novos destinos! Inclusive, o cenário já apareceu em produções cinematográficas nacionais como Anahy de las Misiones (1997), Valsa para Bruno Stein (2007), Os Senhores da Guerra (2014) e a série Animal (2014).

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Para fazer as trilhas ou escaladas é necessário contatar a Associação das Guaritas para ser acompanhado por um guia local.

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Seguimos para as Minas de Camaquã que fica uns 15km adiante, na mesma estrada. Lá uma estrutura de turismo de aventura foi montada , Minas Outdoor Sports, e conta com uma represa para prática esportiva, estrutura para arvorismo, lugares para trilhas e uma tirolesa com 1.100m , partindo do Morro da Cruz e passando por cima da mata e do arroio João Dias.

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A história desta localidade é muito interessante, criada a partir da descoberta das minas de cobre na região, tornou-se uma vila modelo quando o neto do Conde Matarazzo recebeu a concessão de exploração das minas. Conhecido playboy da sociedade brasileira , Francisco (Baby) Pignatari foi um empreendedor ousado e criou a Companhia Brasileira do Cobre – CBC  em 1942.

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Nas Minas do Camaquã, construiu uma cidade privada para atender seus funcionários, com hospital, um cinema ao estilo western americano, clubes de lazer e campo de aviação . Uma estrutura super avançada para a época, onde viveram cerca de 5 mil habitantes, no auge da mineração. As casas hoje foram vendidas para particulares e alguns prédios são belas testemunhas deste período áureo.

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Aqui se pode fazer um tour histórico para conhecer a casa de Baby Pignatari e suas 4 esposas , com casos impagáveis de roubo de princesas ,  amores e traições. Compramos até um livro da vida do personagem , para nos deliciarmos com os detalhes. No momento a visita a mina esta fechada pela FEPAM , o que é uma pena, pois nos disseram ser a parte mais interessante e bonita do lugar.

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Chegamos a Bagé ao cair da noite onde uma gostosa lareira nos aguardava acesa em nosso quarto na Pousada do Sobrado. Uma tradicional estância bem próxima ao centro de Bagé, com um clima familiar e serviço atencioso. Um ambiente campestre encantador com todas as facilidades de um hotel fazenda, galinhas, ovelhas e pavões, lago com barquinho, piscina e o mais lindo por do sol.

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A casa histórica foi palco de muitas façanhas, uma construção típica das fazendas do Pampa. Um privilégio poder ter esta vivência.

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Daqui saem cavalgadas para diversos pontos interessantes. No próximo dia 17 de junho de 2018 estão organizando a Cavalgada dos Vinho da Campanha, saindo do Sobrado até a Vinícola Peruzzo, Programa Imperdível para quem gosta de camperear, novas experiências e um bom vinho.

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Nós fizemos uma cavalgada mais curta , mas nem por insto menos interessante. Passamos por campos, matas e nos sentimos parte desta linda coxilha pampeira.

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Informações e reservas para os passeios:

Associação das Guaritas

Jorge Luis Preto – (55) 9973.8677

 

Minas Outdoor Sports

(55) 9976.5682 ou (55) 9650.1312

 

Pousada do Sobrado e Cavalgadas

Rua Zoroastro Lamote , s/n – Zona Rural , Bagé

(53) 3242. 2713

A novidade é que o Brasil não é só litoral ....

16 de maio de 2018 0

Inspirada por  uma viagem surpresa para um destino inusitado escrevi este texto ainda lá na Chapada dos Veadeiros, um lugar místico e envolvente por natureza.

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O Cerrado é um ambiente que não se entrega ao primeiro olhar, não é um amor a primeira vista. Tem uma grandeza comedida, mais interior, assim como sua localização no Brasil. É o segundo maior bioma da America do Sul, mas a sua força esta mais nas raízes do que nas copas das árvores , na terra do que no ar.

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A secura de mais da metade do ano faz a força ficar contida num desabrochar parcimonioso que é descoberto por baixo da poeira. As nascentes das três maiores bacias hidrográficas do Brasil ficam disfarçadas entre pedras e troncos retorcidos , e vão escorrendo do alto do Cerrado, de uma altura de mais de 1500m,  umedecendo o coração da terra e se espalhando em todas as direções.

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A morte serve de semente , o homem conhece os segredos da terra e de seus frutos. Toda a secura e aridez da Savana brasileira esconde uma diversidade rica e abundante, de texturas , cores e aromas que se mesclam às almas mais sensíveis . A beleza só acontece quando tem um interlocutor, o belo precisa de testemunhas para se reconhecer e é isto que o homem da Chapada nos presenteia, abre nossos olhos para uma beleza que está lá, mas que nossos olhos impregnados de civilização nao veem.

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Parques naturais, cachoeiras, garimpos e quilombos tudo faz parte de um grande palco, onde nosso Brasil se forjou e nós ficamos alheios a nossa própria historia, como se fôssemos vindos de outras paragens , outros contornos feitos só de sal e mar, um enorme litoral.

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Cada pedaço daquela terra é grávido de milagres, não é por nada que a região é palco e centro de energias e crenças.

O homem é um valente, pois o coração do Cerrado está sempre repleto de vazios. Usa a natureza para curar e sabe todas as nuances e alquimias das folhas e raízes. O futuro sempre incerto lhe permite escapar de si mesmo e transcender. A espiritualidade é uma espécie de teimosia, acreditar que um deus vai se ocupar de nós, uma pretensão de dar-se importância. Por isto que que todos partem para a ação, acreditando sempre em um bem maior.

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Voltei com a alma carregada de energia e apaixonada por um Brasil que não é só litoral.    IMG_4690

 

Para quem gostou deste roteiro e quer saber mais sobre nossos “Roteiros sob Medida

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Descobrindo novos caminhos no Peru : Deserto de Paracas

17 de abril de 2018 13

 

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Depois de conhecer , Lima, Cuzco, Machu Picchu e o Vale Sagrado e ter simplesmente se apaixonado pelo Perú, queríamos mais,  nossa vontade era ficar e poder explorar todos os recantos deste país que dá lições de como receber bem as pessoas. É importante relatar para vocês o tamanho da hospitalidade deste povo que é humilde sem ser servil e ao mesmo tempo tem orgulho de ser peruano. Cada vez que volto ao Peru eu fico mais encantada, seja pela beleza natural, pela história do seu povo, das suas antigas crenças pagãs, e sobre tudo pela sua autenticidade.Dos muitos  lugares que tenho andado por aí dificilmente encontrei uma cultura tão genuína.. Quando a gente anda pelo Vale Sagrado, aquele povo colorido, as mulheres carregando as crianças em panos coloridos nas costas, não estão ali para serem vistos pelos  turistas, as pessoas estão somente levando sua vida da mesma maneira que seus ancestrais incas faziam.

Nesta viagem exploratória colocamos Paracas no nosso roteiro. Paracas fica na beira do Pacífico a 250 km ao sul de Lima e de lá saem 2 ou melhor 3 passeios imperdíveis.

O primeiro e mais famoso sai precisamente da cidade de Pisco, que fica uns 20km de distância de Paracas, Do aeroporto de Pisco saem os voos que sobrevoam as famosas linhas de Nazca, você não está lembrando das linhas de Nazca? Lembra daquele livro “Eram os Deuses astronautas?” Pois este livro questionava se aquelas figuras enormes feitas no deserto não teriam sido feitas por seres de outro planeta.A verdade é que até hoje nenhum estudioso chegou a uma teoria conclusiva de como foram feitas, o que se sabe é que elas estão  lá intocadas há pelo menos 1500 anos.São figuras enormes de macaco, colibri, condor ( a maior de todas com 360metros),aranha, além de muitas outras linhas que se assemelham a campos de pouso. A visão destas misteriosas figuras no meio do deserto é impactante. Os voos são feitos em aviões Cesna que levam até 12 pessoas, e leva uns 30 minutos de Pisco até chegar nas linhas de Nazca.

Decolando a bordo do Cesna em Pisco. Depois de 30 minutos de vôo chega-se as famosas Linhas de Nazca

O vôo é tranquilo, pois no deserto o céu é quase sempre azul, mas confesso que, quem tem estômago delicado é complicado, pois o piloto inclina muito o avião hora para a direita ora para a esquerda afim de as pessoas possam ver bem as figuras lá embaixo.

E começa o show das figuras, vejam ali o macaco.

O beija flor, uma das mais nitidas.

A aranha.

O segundo passeio, que confesso foi o que mais me deslumbrou, foi conhecer as Ilhas Ballestas, conhecidas como as Galápagos do sul.

Nossa lancha saiu do Hotel Paracas – http://www.libertador.com.pe/pt/2/1/5/paracas-hotel, que aliás é um espetáculo! Vou falar mais sobre ele na sequência. Nossa primeira parada na lancha foi depois de 10 minutos, quando deparamos com uma imensa figura como que entalhada na pedra de um morro, a figura conhecida como “Candelabro”. Existem teorias que dizem que o candelabro tinha a função de um farol, sinalizava para os navegadores a proximidade da terra.

Saindo do pier do Hotel Paracas

O enigmático “Candelabro”, seria como um farol para os antigos navegadores?

Seguimos de lancha por mais uns 20minutos até chegarmos nas Ilhas Ballestas, são várias ilhotas de pedra onde não se pode descer, e o interessante e lindo é que as ilhas são cobertas de pássaros de muitas espécies, pinguins e leões marinhos. É um verdadeiro santuário ecológico, eu só tinha visto uma cena parecida na National Geographic, as aves deram um espetaculo, aquelas revoadas com milhares de pássaros, ver os leões marinhos a 1metro de distância, foi muito legal, foi inesquecível.

Chegando nas Ilhas Ballestas

Várias grutas com muitos ninhos.

 

muitos leões lagarteando ao sol.

Conhecer estas  ilhas foi de verdade uma experiência marcante.

Nosso terceira aventura foi no deserto. Saimos à tardinha em camionetes 4×4 em direção ao deserto. O famoso rally Paris / Dakar que agora acontece nesta região . Então já viu né? A gente se sentiu fazendo parte da corrida mais glamorosa das areias.

O famoso rally Paris / Dakar que agora acontece nesta região.

Eram dunas muuuito altas e nossos motoristas aceleravam e faziam umas curvas bem radicais, uma dose de adrelalina na medida certa.

Depois de uma parada estratégica para ver o sol se por lindíssimo como só no deserto, seguimos em direção do leste, quando para a nossa surpresa a camionete da frente parou sobre a crista de uma duna e quando nos aproximamos tivemos a visão do que nos aguardava.

 

Alto astral contagiante

Até que deparamos com este acampamento nos esperando….

Champanhe, vinho, espetinhos, quitutes peruanos e música, o que poderámos pedir mais?

Como vocês puderam ver o Perú tem infinitas possibidades de lugares para todos os tipos de turismo. Citei aqui 3 passeios bárbaros que conseguimos fazer em apenas 2 dias.

Deixo vocês aqui com umas imagens deste verdadeiro oásis no deserto – o Hotel Libertador Paracas! Adios!

 

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Trilha da Galheta em Florianópolis ou pode chamar de Parque Arqueastronomico das Pedras Sagradas

05 de setembro de 2017 0

Florianópolis lembra praia , lembra descanso, jogar os pés para o alto e tomar uma caipirinha?

Mas se não for assim , um pouco de esforço e a recompensa pode ser esta!

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Partindo da Barra da Lagoa nos chamou a atenção uma placa que dizia : Trilha Arqueastronomica das Pedras Sagradas. Desci do carro e na lojinha em frente me informei . A trilha é particular e se cobra $ 10,00 por pessoa, é uma subida de uns 30 minutos mas o visual é fantástico, de lá se vê toda a região norte da Ilha , com especial ênfase na Lagoa da Conceição, Praia Mole e a Galheta (famosa praia de nudismo de Floripa).

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Como adoramos um desafio foi o que bastou! Nada que um preparo físico básico não seja suficiente. Não desista sem tentar, vale cada pingo de suor.

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A trilha pelo meio da mata logo se abre num campo no alto do morro , e dai é só alegria! O visual não pode ser mais maravilhoso e o vento refresca o calor úmido da trilha fechada. Para os mais sensíveis aconselho usar repelente e nõ esqueçam o protetor solar. Estava um dia nublado que se abriu num sol maravilhoso quando chegamos no alto. Mas o mais importante de tudo , éramos só nós dois na trilha , um paraíso particular.

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Mas o mais interessante é a história do lugar, a curiosidade de um menino e a inquietação do pescador que sonhava conhecer o mundo pelo mar transformaram a vida de Adnir Ramos, o Maninho. Sem precisar sair da Barra da Lagoa, onde criou e e mantém o IMMA (Instituto Multidisciplinar de Meio Ambiente e Arquoastronomia ) no Parque da Galheta , ele localizou os agrupamentos de pedras sobrepostas que formam pequenas janelas. São frestas de onde se vê o nascer do sol nos solstícios e equinócios, eventos celestes que marcam a troca das estações do ano. Os dolmens são grandes calendários luno-solar que fazem parte da sabedoria ancestral utilizada para marcar as estações do ano, com instrumentos de medição do tempo que ainda hoje permitem entender a mecânica do universo.

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São formações rochosas gigantescas que não se entende como foram parar ali , assim como nos Parques de Stonehenge na Inglaterra ou os Moais da Ilha da Pascoa , mas que por aqui são ainda mais desconhecidos e intrigantes. Por via das dúvidas me coloquei exatamente embaixo da pedra mais importante , onde a energia seria mais forte! Pena que não era no solstício!

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O Solstício de Verão,  o dia onde o Sol brilha mais tempo no céu, costuma ter grande afluencia de pesquisadores e são motivo de comemorações por aqui . A partir desse momento há um declínio do sol, os dias começam a ficar mais curtos e começamos a armazenar forças para o outono. Tradicionalmente as ervas colhidas nesse dia são muito poderosas.
O fogo marca esta festa como o Sol que permanece por mais tempo no Céu. Esta é a melhor época para queimar as preocupações do ano que passou.

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Para os mais místicos , existe a crença que são épocas importantes para se harmonizar com as energias do ciclo solar Nelas os solstícios e equinócios são  reconhecidos como ocasiões importantes para uma ligação para a meditação, para a ascensão da mente.

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Mas como ninguem é de ferro e nem só de energia vive o homem , no final da trilha seguimos para um barzinho n Bara da Lagoa . Lugarzinho tranquilo e típico da região.

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E para cmpletar um mergulho na Praia Mole , que fica logo ao lado.

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Sri Lanka incrível descoberta

23 de março de 2017 2
O Sri Lanka é uma síntese de culturas que vem desde 
Alexandre Magno , passando por portugueses, 
holandeses e ingleses.
Tem traços de uma Índia só que mais tranquila, 
limpa e silenciosa. 
Mas igualmente apimentada e colorida. 
Uma ilha pequena onde convivem  pacificamente 
hindus, budistas, cristãos e muçulmanos, 
cada um respeitando e admirando a cultura do outro 
como parte intrínseca de sua própria. 

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 Dambulla - cavernas com pinturas budistas
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Colombo , a capital fundada pelos ingleses, é uma mistura de Delhi e Hanoi, com herança colonial  e tuk tuks por todos os lados. Cidade cosmopolita que cresce e se desenvolve com investimento chinês, guarda sua herança em bairros recentemente restaurados.

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Colombo , Hotel Taj

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O cheiro de mar no calçadão em frente ao charmoso hotel Galle Fort, nos lembra que a independência dos ingleses não vai muito longe, pouco mais de 50 anos.

O país busca se reconstruir como unidade após 30 anos de guerra civil no norte, mas que deixou cicatrizes por todos os lados. 

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Singaleses, etnia originária e majoritária e os tamil grupo originário do sul da India  que foi importada pelos ingleses, para trabalhar nas plantações de chá,  entraram em um conflito que só foi controlado em 2008.

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Templo hindu em Colombo

O aroma de curry está no ar, nos mercados coloridos pelos sarongs usados pelos homens como saias como os escoceses e os sáris das belas e sorridentes meninas, com suas tranças grossas e negras caindo nas costas.

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Prato típico de peixe com leite de coco e curry

Colegiais vestidas de uniforme imaculadamente branco circulam pelas ruas e acenam para os estrangeiros, ainda em numero reduzido. Mas a tônica é a simpatia e o bom humor em todas as situações.

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Sobrevoar seu pequeno território é como entrar num filme da National Geographic, nos pouco mais de 200km de largura vê-se planícies pontilhadas de vilarejos, montanhas e rios, mas principalmente lagos onde manadas de elefantes selvagens margeiam em seu andar despreocupado numa dança cadenciada. E por fim sempre está o mar onipresente nesta ilha de diversidade.

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Em Pasikuda , no litoral leste, o clima é de preguiça , exotismo e beleza infinita! Praia perfeita, areia fina e branca , mar tépido e  calmo e temperatura amena. Junte a isto uma região quase intocada , está criado o paraíso! 

Para complementar a infraestrutura geral do país com estradas adequadas, cobertura de sinal telefônico e internet e hotéis maravilhosos no clima de floresta ou praia, dependendo da localização.

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Uga Bay Hotel

Quando se entra no coração da ilha, a selva toma conta. Tudo é verde , mesmo o litoral não estando nunca há mais de100km de distância. Santuários e parques nacionais são reservados para o mamífero símbolo do país, o elefante. São mais de 3 mil elefantes selvagens nestes redutos de alimentação abundante. Passando em uma estrada estreita no meio da floresta as cercas elétricas servem para impedir os elefantes de invadir vilas em tempo de seca.

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Sigiriya é uma fortaleza elevada na selva, um elo perdido que nos lembra muito a cidadela de Machu Picchu.  A subida é um desafio, mais de mil degraus nos separam de um visual estonteante de mata por todos os lados. 

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Sigiriya

Feita por proteção ficou perdida até o sec XVIII quando foi descoberta por britânicos. Ruínas do antigo palácio, cisternas e até os vestígios do harém do imperador ainda são vistas por lá , impressionante!

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Sigiriya cidadela

Dambulla é fora de qualquer proporção! Quatro cavernas totalmente adornadas com motivos budistas, como as igrejas ortodoxas russas do piso ao teto. que remontam ao sec I a.C. quando era a morada de monges ascetas. Um sincretismo de budismo e hinduísmo reina por aqui. Mas as dimensões e o preciosismo são impactantes.

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Dambulla Caves

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Dambulla

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Quanto mais para o interior se vai , mais a paisagem é tropical e luxuriante. Alamedas de castanheiras sombreiam os caminhos, palmeiras gigantescas, uma vegetação que parece nos abraçar. A natureza é prolífica, abundante e verdejante. Viajar de trem pelo pais é uma experiência única.

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O coração da ilha tem a única parte montanhosa do país, é onde estão instaladas as famosas plantações de chá pelo qual o Ceilão , antigo nome do Sri Lanka , é mais conhecido. O processo é orgulhosamente mostrado nas antigas fábricas herdadas dos ingleses.

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O chá preto com leite e bem adoçado é a bebida nacional e as plantações são cenários interessantes nas cercanias de Nwara Eliya, uma cidade que poderia estar nas montanhas de algum país europeu.

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Galle é o pedaço mais cosmopolita do país! Uma síntese de culturas, influências e religiões! Uma península que abriga um forte transformado em microcosmos onde viveram portugueses, holandeses e burgers, uma mistura de locais com seus colonizadores.

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Muralhas de Galle

Os britânicos tomaram parte no final do século XVIII . Lojinhas diversificadas e charmosas, as muralhas do forte e o mar cristalino são ingredientes para uma gran finale. Nas praias de Galle e seu entorno os turistas aproveitam uma miríade de praias espalhadas pelos seus quilômetros de litoral.

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Praias de Galle

IMG_3873Pescadores de estacas

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da série programa diferente no verão : Urubici e a delicia de explorar a serra catarinense

17 de janeiro de 2017 1

Se você for um tipo inquieto como eu vai entender bem quando falo que depois de vários dias de praia, sol forte e muitos banhos de mar, vai me dando uma comichão de inventar alguma coisa diferente para fazer nas férias, conhecer outros lugares, trocar a paisagem. E foi exatamente o que fiz logo depois do ano novo este ano. Depois de 10 dias de dolce far niente no paraíso das praias de Santa Catarina, decidimos mudar de canal.

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A gente começa a subir e a paisagem vai mudando.

Partimos da Barrinha em direção Floripa, saímos em Santo Amaro da Imperatriz, almoçamos num posto em Águas Mornas e começamos a subir, a paisagem foi se transformando, montanhas e araucárias dominando a paisagem. Entramos em Lomba Alta para conhecer o museu de arqueologia, feliz iniciativa de um ex morador local muito dedicado, cheio de pontas de flechas, objetos indígenas, todos coletados no município.

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Museu de arqueologia de Lomba Alta, uma réplica da casa do fundador do municipio de Alfredo Wagner em estilo suiço/germãnico.

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detalhe de janela em Lomba Alta.

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tipo diferente de Hortênsia.

Fomos visitar uma cachoeira ali perto que tinha uma capela em uma gruta, com uma cachoeira formando uma cortina, uma verdadeira comunhão com a natureza, muito interessante.

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Capela na gruta com cachoeira, municipio de Lomba Alta.

Chegando em Urubici, pit stop para um café no posto Serra Azul que é o point do motociclistas que povoam as estradas da serra, um lugar muito transado, todo dedicado aos amantes das motos.

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Posto Serra Azul em Urubici.

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Detalhe dos mictórios : )  !

Depois passamos no posto do Ibama para pegar a autorização necessária para subir o famoso morro da Igreja e dali fomos conhecer a cachoeira do Avencal, que tem mirantes, pousada e tirolesa.

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cachoeira do Avencal em Urubici.

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Cachoeira Véu de Noiva.

Corremos a tempo de pegar o por do sol no magnífico Morro do Campestre, que tem uma formação gigante de pedra furada nas montanhas, lindo.

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Morro do Campestre.

Chegamos no nosso hotel perto do centrinho o hotel do professor Verto e jantamos truta com vinho  branco gelado no restaurante Muller, bem charmoso.

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Trutas no Restaurante Muller La fondue em Urubici.

No dia seguinte, saímos do hotel direto para o morro da igreja, uma visão incrível de  360 graus dos cânions e da majestosa pedra furada.

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Pedra furada no Morro da Igreja em Urubici.

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Curtindo um verão diferente.

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Me senti no Jurassic Park.

Voltamos ao posto para café e estudo do itinerário até o o oeste catarinense onde vamos dormir e amanhã e depois seguir até Foz do Iguaçu.

Seguimos pela estrada até Chapecó, que foi uma cidade que surpreendeu, a praça principal toda muito enfeitada para o Natal e alegre cheia de gente, crianças. Passamos pelo principal hotel da cidade e lá estavam alguns jogadores do Chapecoense chamei o Thomas ( meu genro francês) para tirar uma foto com Douglas Grolli. Ele adorou! E ficou com a foto de troféu, a tragédia do time do Chapecoense teve muita repercussão mundo afora.

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Centro de Chapecó.

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caixas de remédios enviando mensagens aos moradores.

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Thomas e sua foto troféu com o craque do Chapecoense, Douglas Grolli.

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Entrada do estádio Arena Condá, reparem  acima cartazes com os nomes dos jogadores que faleceram na tragédia.

Estava uma noite agradável, sentamos na rua para tomar um vinho geladinho e jantar uns espetinhos de xixo muito bons.

Na manhã seguinte foi dia de cruzar a fronteira com a Argentina, em direção ao uma das 7 maravilhas do mundo – As cataratas do Iguaçu,  mas isto eu conto no outro post.