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Posts na categoria "Vale dos Vinhedos"

Vindima no Vale dos Vinhedos

31 de janeiro de 2017 0

Programa completo na Serra Gaúcha , o verão no Vale dos Vinhedos é incrível.

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A paisagem fica verdejante , por todos os lados parreirais e muitas opções de degustação em vinícolas. Mas nossa pegada é mais esportiva e de experiências então optei por um dia de bicicleta e uma cantina/vinícola pequena para a experiência da colheita e pisa da uva.

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Chegamos na sexta-feira a noite e fomos direto para o que seria a grande surpresa gastronômica do fim de semana, o restaurante Valle Rustico na Estrada do Sabor em direção a Garibaldi . Um espetáculo de criatividade num menu degustação somente com produtos da terra. Indico e reforço , atendimento correto e comida deliciosa num ambiente rústico mas de muito bom gosto.

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Mesmo sem reserva , e o restaurante estava cheio, nos colocaram numa mesa na varanda e foram atenciosos e impecáveis no serviço.

No fim de tarde ainda conseguimos ver o por do sol em Monte Belo , uma cidadezinha no alto da colina! Quase um cenário de novela da seis.

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No dia seguinte uma passeio mais turístico pelos caminhos, visitamos Garibaldi que para mim é a cidade mais bonitinha da região.

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A tarde a experiência da vindima propriamente dita na pequena vinícola Cainelli. Esta possibilidade é oferecida em varias vinícolas locais, mas minha escolha foi por ser algo mais legitimo num negocio familiar e autêntico. Acho que acertei na mosca. Desde a emoção da Bete contando a historia da família que se mistura a imigração italiana no RS até o bom humor e alegria dos velhinhos que trabalham nos parreirais. (Telefone: (54) 3458-1441)

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Partimos do casarão para colher a uva numa caminhada curta e acompanhados por um grupo de senhoras com gaitas e cantando musicas italianas. Me transportei para uma Itália que já não existe mais no continente europeu , de colonização e genuíno orgulho pela tradição . Emocionante.

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Era um grupo grande de pessoas e logo uma grande mesa foi porta embaixo do parreiral : cucas, suco de uva, salame e queijo, os grostoli (as famosas calças-viradas) e muita polenta brustolada na hora. Lindo demais.

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Voltamos em cima dos pequenos tratores ate o casarão onde as tinas esperavam a uva recém colhida para a cerimonia da pisa, primeiro passo (assim mesmo) no processo de fabricação do vinho . Um experiência imperdível que vai ate inicio de marco , ou enquanto tiver uva no parreiral!

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Para o domingo uma atividade mais radical, mas não menos incrível e emocionante. Só precisa de um pouco mais de preparo físico. Uma bicicletada pelo Vale do Vinhedos oferecida pelo Dall´Onder Hotel de Bento Gonçalves, no programa Que tal de Bike.( http://www.dallonder.com.br/quetaldebikecicloturismo/)

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São várias opções de roteiro , pelo Caminho das Pedras, Vale do Rio das Antas ou Vale dos Vinhedos, em programas de 4h a 8h de duração. Optamos pelo Vale em caminhos alternativos, algumas estradinhas de chão batido e muitas colinas, afinal estamos na Toscana brasileira, não tem escapatória.

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O Eduardo, nosso guia super experiente e atencioso, deu as dicas e entregou o segredo! Caso ficasse muito difícil tinha a opção de bicicleta elétrica para as subidas mais íngremes. Além disto o carro de apoio segue todo o tempo bem pertinho , com provisão de água, sucos e frutas e o plano B para os mais sedentários.

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Tudo perfeito , e ao final uma degustação na simpática e premiada Vinícola Pizzato com direito a picnic montado pelo pessoal da Que tal de Bike.

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O programa foi mais do que perfeito, digno de constar como uma das experiências mais legais e completas para um fim de semana em qualquer lugar do mundo,  e ainda ficamos com créditos para o tradicional galeto no almoço.

Para saber mais sobre Roteiros Viajando com Arte acesse: www.viajandocomarte.com.br

 

 

Caminhos de Pedra, a tradição italiana preservada em Bento Gonçalves

01 de maio de 2015 1

Passamos o fim de semana curtindo o Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves, mas confesso , degustação de vinho não é a minha praia . Curto beber um vinho em momentos especiais mas não sei apreciar e nem diferenciar o” joio do trigo ” . Mas o programa todo me atraia fazia tempo e conhecer um dos destinos mais falados do RGS foi o mote.

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Casa da Ovelha 1917

Descobri que tem bem mais do que cantinas e bodegas pelo caminho , e principalmente nos Caminhos de Pedra encontrei o que mais gosto , lindas paisagens ,natureza,  casas preservadas e algumas surpresas.

Partindo de Pinto Bandeira , antes de entrar propriamente neste roteiro, a Vinícola e Pousada Don Giovanni ( http://www.dongiovanni.com.br/inicial) tem um dos melhores ambientes para a estadia na região. Cercada de vinhedos oferece somente 8 quartos com uma simplicidade acolhedora. Adorei este local e recomendo como boa opção para desvendar a região.

Idealizado por Tarcísio Vasco Michelon e Júlio Posenato o roteiro Caminhos de Pedra (http://www.caminhosdepedra.org.br/pt/) visa resgatar, preservar e dinamizar a cultura que os imigrantes italianos trouxeram à serra gaúcha a partir de 1875.

O Roteiro passou a ser concebido quando da realização de um levantamento do acervo arquitetônico de todo o interior do município de Bento Gonçalves, ocorrido no ano de 1987. Constatou-se então que a Linha Palmeiro e a Linha Pedro Salgado, possuíam o maior acervo de casas antigas, conservavma sua cultura e história e tinham acesso fácil .

 

Casa Righesso 1889 - Salumeria

O sucesso do novo roteiro animou tanto os idealizadores quanto a comunidade. Montou-se então um projeto abrangente que contemplava o resgate de todo o patrimônio cultural, não só o arquitetônico, envolvendo língua, folclore, arte, habilidades manuais, etc.

 

 Casa de 1910 foi desmontada em Farroupilha e reconstruída aqui.

Atualmente a Associação Caminhos de Pedra conta com mais de uma centena de associados e o projeto, considerado pioneiro no Brasil em termos de turismo rural e cultural, está recebendo uma visitação média anual de 60.000 turistas. Vale cada quilômetro rodado.

No antigo Moinho Cecconello está a Casa da Erva Mate

Entre casas de madeira coloridas e de pedras bem conservadas , podemos explorar uma fazenda de criação de ovelhas , observar a tosquia ou mesmo participar da ordenha. Ou descobrir uma casa onde a erva mate é processada e vendida em sua melhor performance.

 Atrações da Casa da Ovelha conforme cronograma:

09:30 – Amamentação de cordeiros
10:30 – Tosquia de Ovelha
11:30 – Apresentação de pastoreio com cão Border Collie
12:30 – Apresentação de pastoreio com cão Border Collie
13:30 – Corrida das ovelhas
14:30 – Amamentação de cordeiros
15:30 – Pastoreio com Cão/Alimentação de borregos/Ordenha
16:30 – Ordenha

Casa da Tecelagem de 1915 , originalmente em Flores da Cunha

Trilhas e caminhadas entre os vinhedos são uma das melhores pedidas , assim se emaranhar num mundo de pessoas simples e atenciosas que se orgulham de suas tradições e querem mostrar o que tem de melhor.

No caminho o artista João Bez Batti tem seu atelier com uma pequena exposição de suas obras mais queridas , aquelas que não foram comercializadas e que fogem da “maldição das cabeças ” como ele mesmo denomina sua série mais conhecida. Ali pode-se ver o artista trabalhando in loco , com a descoberta e catalogação de basaltos da região.

No próximo post conto mais um pouquinho sobre o Vale dos Vinhedos.

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particulare do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Antonio Prado, sem muita expectativa, um belo passeio de fim de semana

17 de fevereiro de 2014 1

Fazia  muito tempo que eu queria conhecer Antonio Prado, desde os tempo do filme “O Quatrilho” em 1995. Surgiu um casamento para irmos em Caxias e o pretexto estava criado.

 

 

A cidade é muito pequena e é considerada a cidade mais italiana do Brasil , verdade que na chegada paramos para almoçar , adivinhem …, numa galeteria e reparei que muitas pessoas falavam italiano por ali. Por sinal esta é a primeira dica, como Antonio Prado fica a 45km de Caxias do Sul em direção a Vacaria , aproveitamos para almoçar antes da entrada da cidade , a  Nostra Cantina é muito gostosinha e oferece o cardápio completo com  polenta frita, galeto e vários tipos de massa num ambiente bem agradável.

Antônio Prado foi a última colônia italiana criada no período imperial , em 1886, e hoje a cidade possui o maior e o mais completo conjunto arquitetônico da colonização italiana no Brasil, com 48 imóveis do centro urbano tombados pelo IPHAN.

 

Pena é que este patrimônio é permeado por construções de gosto , no mínimo, duvidoso, o que acaba estragando um pouco o conjunto. Mas valeu a experiência , os 14 mil habitantes tem muito orgulho e mantém com capricho suas casas de madeira.

 

Na época do filme “O Quatrilho”  as ruas foram cobertas com areia e os postes retirados para dar o clima de época. No centro de informações tem algumas fotos desta época.

A pracinha central tem uma bela igreja , a matriz do século XIX , bem mais recente do que o casario , mas também muito bem cuidada.

Por ali andava uma trupe de jipeiros que tem nas encostas da serra um palco perfeito para suas peripécias. reparem no estado dos carros estacionado na praça!

 Aproveitamos para andar pelo interior e descobrimos as cachoeiras da Usina bem pertinho do centro , uns 3km. Um visual legal em meio as fazendas com parreiras e outras culturas familiares.

O portico , um dos raros de bom gosto que já vi, se despede em bom italiano!

Mais uma dica para sair do sofá no final de semana

Rafting e muita beleza no Rio das Antas

18 de dezembro de 2013 0

Quando nosso inverno termina e os dias começam a ficar mais longos é tempo de aproveitar a natureza que está logo ali e que as vezes tudo o que a gente precisa é de um empurrãozinho. Eu adoro uma aventura e já rio quando os amigos me chamam de rainha das indiadas, para mim  é elogio.

Num domingo ensolarado de dezembro nos encontramos às 6h da manhã na frente da Associação Leopoldina Juvenil, com uma turma animada reunida pelo  Ed da Rota Sul Adventure ( professor de bike do clube) e mais a amiga querida, Margarete Pecke que é personal trainer das boas. Partimos em direção a Nova Roma do Sul, distante 150km de Porto Alegre, para  enfrentar o rafting no rio das Antas.

A estrada já adianta  bastante a paisagem que veremos ao longo do rafting, a partir de Feliz, o cenário vai ficando cada vez mais verde e bonito.

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Cruzando a antiga ponte sobre o Rio das Antas no município de Nova Roma do Sul.

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Fizemos uma parada estratégica no caminho para tomar café da manhã. Nosso destino era aquela ponte clássica que sempre aparece nas fotos dos Rio das Antas, uma ponte antiga de ferro,  ali é o ponto de onde saem as equipes treinadas da Radical Sul, empresa do Pinto Antônio, que é um cara muito legal, super experiente e absolutamente talhado para divertir e encantar as pessoas que fazem o rafting.

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Recebemos os coletes, capacetes, importante ir de tênis ou aqueles sapatos de borracha que os europeus usam para ir a praia. Subimos numa caçamba de caminhão que nos levou 10km rio acima por uma estradinha de terra.

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Eu sempre tinha ouvido falar que o rafting no rio das Antas era bem mais desafiador do que o de Três Coroas, mesmo já tendo feito rafting em outros lugares, o momento antes sempre é um pouco tenso, afinal tinha chovido dias antes e o rio estava correndo rapidinho. Mas já tranquilizo vocês pois foi um percurso muito tranquilo, mesmo com algumas cachoeiras legais, alguma adrenalina, em nenhum momento me senti em perigo. Eu diria que é uma emoção ótima, sem nenhum pavor.

E começa a aventura!!!

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Éramos uns 6 botes com uma média de 6 pessoas por bote, no nosso tivemos a felicidade de ter como piloto, ora quem! O Pinto Antônio! Vocês imaginam o número de piadas só com o nome dele! :)) !  Foi muita diversão, o cenário é alguma coisa de espetacular, diferente de Três Coroas que também é bonito, mas o rio das Antas é largo, a gente desce o rio cercado de montanhas verdes, do bote a gente olhava as cachoeiras descendo lá em cima. Eu estive recentemente no Laos e a semelhança é muito grande, uma paisagem intocada e uma natureza exuberante, em torno do rio Mekong, só que aqui estávamos do lado de casa,  eta sensação boa!!!

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Pulando na água!

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E um pouco de adrenalina, é claro! :))

Chegamos até o ponto de partida, ali o Pinto reuniu o pessoal e deu algumas instruções, cada equipe com um instrutor experiente, um friozinho na barriga até entrar no bote, já percebi que nossa expectativa é o maior fantasma, uma vez no bote e descida a primeira cachoeira, o medo evapora e é  pura diversão!

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A paisagem é lindíssima, notem a cachoeira lá em cima.

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Todo o trajeto durou umas 2h e meia, mas isto porque paramos várias vezes para ver a descida dos outros botes, para se atirar de uma pedra muito alta ou simplesmente pular na água e se deixar levar pela correnteza que em determinados pontos é bem tranquila e agente pode admirar toda a beleza do cenário.

E para aqueles que não querem se aventurar no rafting a Radical Sul também faz trilhas + piqueniques até algumas cachoeiras.

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 Aventuras cansam e abrem o apetite, depois da manhã cheia de emoções fomos até o Caminho de Pedras,  e lá comemos para valer, galetinho com polenta, presunto, copa, queijos, tortas, bolos, tudo delicioso.

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Às 6h estávamos de volta em POA, cansados, mas com a cabeça cheia de boas memórias.

Este é um programa para colocar na sua lista de desejos para 2014!

Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Museu do Pão em Ilópolis, representante gaúcho em catálogos internacionais de arquitetura

19 de agosto de 2013 3

Fazia pelos menos dois anos que eu tinha colocado na cabeça a ideia de conhecer o Museu do Pão em Ilópolis, depois de ter visto imagens do projeto em um importante catálogo de museus do mundo . Foi algo entre uma certa vergonha e sentimento de reconhecimento , a gente vai em busca de arte pelo mundo e não conhece e nem valoriza o que esta aqui pertinho, portanto fomos lá conferir .

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Bom , nem tão pertinho assim , porque Ilópolis fica  200km de Porto Alegre mas nada que uma esticadinha desde um passeio até o Vale dos Vinhedos não facilite. A cidade é minúscula, o município todo tem 4 mil habitantes, e você deve estar se perguntando como conseguiram desenvolver um projeto assim?

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Uma casa na típica na cidade de Ilópolis

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Pois bem, em 2004 A Associação dos Amigos dos Moinhos do Vale do Taquari é criada e adquire o imóvel com recursos doados pela Nestlé Brasil através de um projeto da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). Seu primeiro ato é adquirir o prédio do Moinho Colognese.

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O Moinho Colognese foi fundado em 1917, passou por diversos proprietários e locatários: por fim, é fechado e o seu maquinário, vendido. Carlos Colognese aluga o prédio e ali monta um armazém de secos e molhados. Em 1953 O prédio é adquirido pelos irmãos Colognese e o moinho é novamente montado com a denominação de Colognese e Cia.

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O escritório Brasil Arquitetura , do arquiteto Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci de São Paulo, elabora projeto para a restauração do moinho, integrado ao projeto do conjunto do futuro Museu do Pão. Inicia-se a restauração do moinho pelos alunos do curso de Restauração e Artesanato de Madeira, promovido pelo IILA (Instituto Ítalo Latino Americano).  Em 2008 o projeto é concluído e o Museu do Pão aberto.

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Símbolo encontrada nas paredes de madeira de uma das casas que foi demolida para a restauração do moinho e usada como logo do Museu do Pão

O Museu é dividido em quatro partes, uma histórica , um auditório, a oficina de panificação e o próprio prédio restaurado. Assim, os arquitetos conceberam um passeio arquitetônico que contorna todo o conjunto, em sua maior parte transparente e trabalhado com concreto.

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A oficina de panificação oferece cursos para interessados , mas precisa de patrocínio para funcionar o que acaba acontecendo umas três vezes por mês . É super bem equipada e muito atrativa, uma bela sugestão para as novas padarias que estão abrindo em Porto Alegre utilizarem em seus cursos e promoverem visitas.

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Assim que chegamos e esperávamos a chegada da responsável Juliana Dapont que nos acompanhou na visita , passou por nós um morador local que aconselhou que só olhássemos para o prédio antigo , segundo ele “o novo é muito feito” . A resistência a mudança é uma constante em qualquer sociedade!

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Um pouquinho de divertimento no caminho , na passagem pela praça central de Anta Gorda o desafio , ninguém se animou a tirar foto com o símbolo da cidade nem na placa de entrada! Mas também que nome heim!

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A história da valorização dos moinhos italianos da serra gaúcha começou quando a pesquisadora e ambientalista Judith Cortesão visitou a região. Encantada com o que viu, Judith passou a considerar o Moinho Colognese “um dos relevantes monumentos históricos nacionais”. Tamanho entusiasmo inspirou a criação da Associação dos Amigos dos Moinhos do Alto do Vale do Taquari que busca conservar esse patrimônio.

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Moinho Vicenzi , Linha Tuna em Anta Gorda

Os moinhos são importantes pois testemunham a decisão de permanecer no Brasil, tomada pelos imigrantes italianos do Alto do Vale do Taquari, que chegaram ao país a partir de 1909. Como o pão e a massa são a base da culinária italiana, produzir a farinha de trigo significava que eles não tinham intenção de retornar à Europa. Com o passar dos anos (e a proibição da produção de farinha de trigo em moinhos artesanais), os prédios foram abandonados. Hoje, a principal base econômica da região é a produção de erva mate cujo processo histórico pode ser conhecido no parque do Ibama. (fonte site Brasil Arquitetura)

 

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Moinho Dallé Arvorezinha (site Caminho dos Moinhos)

Depois de recuperar o moinho de Ilópolis, a associação sonha mais alto: desenvolver o “O Caminho dos Moinhos” incluindo os municípios de Anta Gorda e Putinga e Arvorezinha. Eles fizeram muito e espero que consigam muito mais apoio e divulgação para que esta iniciativa não se perca !

 

Museu do Pão ( http://www.ilopolis-rs.com.br/site/pagina.php?id=15)

TERÇAS-FEIRA A SÁBADO
DAS 08H30MIN ÀS 11H30MIN – 13H30MIN ÀS 17H

DOMINGOS E FERIADOS
DAS 13H30MIN ÀS 17H

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Histórias na Garagem, design e artesanato juntos em Porto Alegre

15 de agosto de 2013 0

Sócias desde sempre, as designers e irmãs gêmeas Tina & Lui, partilharam um sonho que cresce a cada dia , o desenvolvimento e valorização do artesanato regional como fonte de renda para comunidades locais. Desde de 1997 as arquitetas ,de formação, criaram oficinas com o apoio do Sebrae para qualificar e capacitar artesãos do Rio Grande do Sul no sentido de tornar seus produtos mais atrativos e competitivos no mercado. O sucesso trouxe um emprendimento em Porto Alegre.

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Particularmente adoro tudo que é produzido pela dupla e desde 2011, com a abertura da Histórias na Garagem , na Félix da Cunha 1167, fomos agraciados com um local fixo que vende tudo que é criado pelo projeto e mais alguns outros objetos artesanais vindos de outras partes do Brasil e do Mundo.

Um dos projetos pioneiros foi a parceria com o grupo Ladrilã, reunindo artesão de Pelotas , Pedras Altas e Jaguarão que buscou trabalhar a lã em objetos alegres e utilitários , fugindo do conceito de inverno e vestuário.

Ontem na feira Casa Brasil de design em Bento Gonçalves tive o prazer de ver in loco o trabalho que acaba de ser realizado na região da Serra com o título de Cantina Benta. Conversei com algumas artesãs que são puro orgulho em ver suas obras expostasnum ambiente frequentado por um público jovem, exigente e que desperta para a valorização das raízes , com releituras muito particulares.

Aproveito para dizer que a feira Casa Brasil foi muito surpreendente pela qualidade e diversidade e forma do que apresenta. Adorei e recomendo muito , um programa para qualquer pessoa que goste de design contemporâneo. Em 2013 vai até dia 16 de agosto nos pavilhões da Fenavinho, mas 2014 tá aí!

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Vale dos Vinhedos, cores, aromas e sabores - por Cléo Milani

29 de maio de 2013 10

É outono e o sol dá o tom certo de luz e sombra. Nesses dias lindos um passeio na serra pela região do Vale dos Vinhedos é maravilhoso, há uma combinação de cores, aromas e sabores, os tons das folhas ficam avermelhados e lembram as paisagens européias. O Vale fica entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul e distante cerca de 120 Km de Porto Alegre.

 
 
 
Vinícola Valduga
 
Meu sangue italiano sempre fala alto quando passeio por esses lugares onde os descendentes de imigrantes italianos e pioneiros na vinicultura iniciaram a vida com muita dificuldade. Ao ver o trabalho de vinhateiros que se emocionam com a matéria-prima que a natureza oferece é encantador, de uma beleza pura.
São pequenas propriedades rurais que dividem o espaço com vinícolas renomadas. Há mais de 30 (Marco Luigi, Vallontano, Miolo, Alma Única, Milantino, Valduga, Dom Cândido etc), todas oferecem degustação, visitação e varejo. Nas visitas guiadas é possível conhecer o processo de elaboração do vinho, o cultivo das videiras, vinificação, engarrafamento e degustação. 
 
 
Varejo Marco Luigi 
 
 
Casarío antigo
 
 
Restaurante Mamma Gema
 
 
Vinícola Alma Única
 
 
 
Restaurante colonial
 
Tipicamente italiana a cozinha é conhecida pela fartura dos tradicionais rodízios. Polenta mole ou frita, sopa de capeletti in brodo, galeto ao primo canto, salada de radicci com bacon, pão colonial (experimente a Fortaia, omelete de queijo e salame, uma delícia) e claro um vinho tinto para acompanhar.
 
 
 Os caminhos são lindos e oferecem também antiquários, ateliers de artistas, artesanatos e produtos coloniais como biscoitos, geléias e o famoso suco de uva da região. 
  
 
 
Nos antiquários há preciosidades garimpadas na região.
 
 
 
 No atelier do artista Postal são encontradas obras que retratam o cotidiano colonial e sua técnica é de gravação com entalhes e pintura com cera quente.
 
 
Atelier do artista
 
 
 
 
Em cada comunidade pode-se ver uma pequena capela.
 
 
  
 
O chimarrão também está presente no Vale.
 
 
  
 
Paisagens de beleza única !
 
 
Ao fundo Vinícola Miolo
 
 
O  Spa do Vinho Caudalie oferece diversar terapias estéticas e corporais como banhos de imersão e massagens com produtos viníferos. 
 

 
A colheita da macela antes do sol nascer é tradicional na sexta-feira santa.
 
 
 
 
 
As crianças se divertem e algumas ficam encantadas até mesmo ao verem uma ovelha ou uma vaquinha pela primeira vez.
 
 
Açudes fazem parte da paisagem.
 
 
 
 
 Acompanhar o pôr do sol degustando um vinho é uma combinação perfeita.
 
 
 
 
Um passeio com sabor italiano, vale a pena fazer, eu recomendo.
 

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