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Posts na categoria "Parques e Lagos"

Trilha pelo topo do mundo - Cordilheira Huayhuash, Peru.

07 de setembro de 2018 0

Ano passado fizemos a trilha de Salkantay, próximo a Cusco, que foi uma experiência muito legal, éramos um grupo de 12 pessoas do mundo inteiro. Mas meu coração pulsava pelas montanhas no norte do Peru onde em 2015, havíamos feito a trilha da Laguna de Santa Cruz na Cordilheira Blanca.

Se você quiser saber mais sobre Huaraz e a Cordilheira Blanca olha aqui: http://www.viajandocomarte.com.br/trilha-e-avent…ra-branca-peru/

Na ocasião jantamos na melhor (única : )  ) creperia em Huaraz, a do francês Patrick, e ele falou muito sobre a beleza impressionante da Cordilheira de Huayhuash, aquilo ficou marcado a fogo na minha mente e voilá! 3 anos depois estávamos de volta a Huaraz, a meca latino americana de trilhas e escaladas.
Desta vez a pegada era bem mais forte, a trilha seria de 6 dias e mais 2 trilhas prévias  de aclimatação, ou você está achando que andar entre 4000 e 5000 metros de altitude é moleza?

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Aqui nós 3, eu, Luisa e Ana, saindo para nossa primeira trilha de aclimatação, em uma montanha próxima a Huaraz.

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Tudo correu bem nas trilhas de aclimatação, nada de soroche,  como eles chamam o mal da altitude. A gente se sente um pouco mais ofegante, mas tem várias pessoas que passam mal, os sintomas mais comuns são dor de cabeça e enjôo. Mas treino é treino e jogo é jogo, só lá nas montanhas que realmente poderíamos saber como nosso organismo iria responder.

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Tudo certo, muita expectativa, zarpamos em uma viagem de van de umas 6 horas.
E aqui transcrevo meu diário dos dias que se seguiram:

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Saindo da estrada Pan americana, a paisagem já começou a mudar.

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Este é o mapa do nosso circuito

Dia 1 – Maracancha ou Cuartelhuain.

Saimos de Huaraz as 9hs, dia lindo de sol. Gravei a chamada para o nosso podcast do Peru e pegamos a estrada em direção ao sul, a mesma que vai para Lima. Depois de 1 hora entramos a esquerda e entramos em uma estrada cênica tendo a Cordillera Huayhuash ao fundo, lindo demais.

Paramos ao lado de um rio de corredeira em um lugarzinho gramado perfeito e almoçamos papas com crema de espinaca. As comidas de acampamento aqui são deliciosas, os “chefs” das trilhas fazem cursos de culinária especial para acampamento, a gente come trutas assadas, cereais com frutas aquecidos, sopas energizantes, tudo muito bom.

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Nosso pic nic durante a viagem.

Seguimos viagem por estradinhas cada vez mais estreitas e ingremes.

Entrando para dentro do vale.

Chegamos a Llamac e depois entramos no parque na vila de Pocpa, 15 soles por pessoa.

Chegamos ao acampamento em torno das 14:30, já havia 2 grupos e chegaram mais.

Tomamos o cha da tarde e agora começou a chover, espero que não dure tanto tempo.

Parou a chuva e o final de tarde foi lindo, dourado, auspicioso.

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Entardecer de tirar o fôlego previa um começo auspicioso para o nosso grande desafio

Dia 2 - Cuartelhuain / Mitucocha.

Saimos as 6hs e cruzamos o passo Cacanan 4700m

Depois seguimos e almoçamos e subimos o segundo Passo através do lugar chamado Quebrada Caliente. E a chuva gelada feito mini granizos nos pegou no caminho.

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Esta foto foi logo depois da primeira subida forte, a gente acha que não vai conseguir afinal 4.700mt, é um bocado, mas o segredo, é respeitar o seu ritmo, ir devagar, e quando a gente chega lá no topo, o sentimento é indescritível.

Foi muito difícil, um desafio enorme, fazermos em 1 dia o que as pessoas normalmente fazem em 2 dias, caminhamos 11 hs e chegamos no acampamento já quase escuro. Foi muito, muito, muito exaustivo.

Acampamos ao lado da lagoa Mitucocha.
O lugar é fantástico, mas só pudemos apreciar o cenário quando amanheceu, ontem estávamos completamente exaustas, jantamos e capotamos.

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Quando amanheceu o visual era este, e toda a bronca do dia anterior já havia passado

 Dia 3 – Laguna Carhuacocha – Passo Carniceiro (4.800mts)

Saimos as 7h 30 e o trajeto foi cinematográfico, lindíssimo, 3 lagunas e subimos, subimos até o miradouro a 4400m. Uma das paisagens mais lindas que já vi na vida. As vezes ouvíamos uns estrondos ameaçadores que eram pequenas avalanches e gretas estourando. A água das lagoas era muito verde, foi uma visão inesquecível.

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Lupinas nos acompanharam por todo o caminho.

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Visão espetacular das 3 lagoas

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Nestor nosso guia preparando o almoço.

Ali naquele lugar espetacular sentamos para descansar e comer um lanche.

Mas ainda era cedo para festejar, nos esperava um dos pasos mais duros, o Carniceiro, com este nome sugestivo subimos por ele até o topo de 4800m e lá no teto do mundo, almoçamos.

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No topo do Carniceiro

Mas ainda estávamos a quase 3 horas de caminhada do acampamento e começamos a descer com um sol forte por um vale lindo.

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Quando olhamos na direção que estávamos seguindo de um minuto para o outro havia se formado um céu escuro ameaçador e víamos mangas fortes de chuva mais ao longe. Quando a tempestade nos alcançou era um vento forte com mini granizos de neve que açoitavam o nosso rosto, caminhamos uma meia hora nestas condições, quando de repente assim como veio, a tempestade e as nuvens se foram o sol voltou e chegamos ao acampamento pelas 4h da tarde. Ana que foi a cavalo e por outro caminho evitando o Carniceiro havia chegado ao acampamento as 13:30, bem descansada e faceira.

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Arrumamos tudo, jantamos, na janta sempre temos uma sopa deliciosa de entrada, ontem foi de Zapallo, (moranga) depois frango com cogumelos e arroz e uma mini torta de sobremesa.

As 9h fomos dormir, dormi muitíssimo bem, foi restaurador.

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lanchinho da tarde.

Dia 4 – domingo – Passo Portachuelo (4750mts) / Laguna Viconga

Saimos 7:15h do acampamento, com bastante neblina e logo abriu um dia magnifico de sol, hoje fomos todo o trajeto juntas, Ana no cavalo e Luisa e eu caminhando. O dia foi ótimo, tivemos um Paso Portachuelo, leve não tão ingreme. Vistas incríveis de montanhas, lagos verdes um lago enorme, o Viconga que serve de reserva de água em caso de seca.

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Fizemos um lanche após o Passo, e depois subimos ao longo da barragem, para cairmos em um vale lindo, verde, uma área super remota, com cachoeiras, e aprendemos que neste mesmo lugar era usado como campo de treinamento da facção terrorista Sendero Luminoso. Até chegarmos ao nosso acampamento as 13:30, foi o dia mais light e que chegamos mais cedo. Aqui tem 3 piscinas termais com água extremamente quente, tomamos banho! Foi uma glória! Já estávamos nos sentindo um tanto azedas e poder relaxar o corpo cansado naquela água quente foi maravilhoso! Tempo tão lindo que colocamos a mesa e almoçamos ao ar livre, memórias para a vida.

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Piscinas de águas termais, perfeito para depois de dias de trilhas, um luxo!

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Dia 5 – Laguna Viconga / Passo Cuyoc (5.000mts) / Passo Guanacpatay ( 4.300mts)

A noite passada foi fria, o ar estava fino e o céu absurdamente estrelado, nestas horas me dou conta porque estou neste lugar, porque tantas horas caminhando, e me sinto minúscula diante desta natureza onipresente, dos seus barulhos noturnos, das águas correndo cristalinas, e parece que chego muito próxima do paraíso, ou ou menos do que penso ser o paraíso e tudo faz sentido.
Hoje raspamos o topo do mundo, subimos o Passo Cuyoc o mais alto de todo o circuito, 5000mts, a visão é incrível, o dia estava ensolarado e nosso astral animado. Descemos e almoçamos em um vale gramado, e nosso guia, muito gente boa, o Nestor, nos permitiu até uma sestiazinha gaúcha no sol.
Seguimos pela quebrada Huanactapay e acampamos em Rinconada a 4.300mts.

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mãos de 5.000 mts, o lugar mais alto de todo o circuito – Passo Cuyoc

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almocinho no sol, a gente merecia!

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Nosso último acampamento, lugar lindo demais.

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Dia 6 -  Huayllap / Huaraz

Acordamos cedinho, e partimos para aquele que seria nosso último dia de caminhada, nesta noite passei muito mal fui acometida pela maldição de Cortez, se é que vocês me entendem… foi um deus nos acuda, durante a noite. Comecei caminhando, mas depois da 2a parada, estava me sentindo muito fraca e montei no cavalo. Subimos bastante, e garanto que prefiro mil vezes estar sobre as minhas pernas do que montada a cavalo naqueles desfiladeiros, mas eu não tinha escolha. A descida foi caminhando por um vale tranquilo e bonito, até chegarmos a um vilarejo onde a van estava nos esperando para uma longa jornada de volta a Huaraz.

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5 razões para amar Paris

05 de setembro de 2018 0

Paris é uma das cidades mais lindas do mundo, o que já razão suficiente para você visita-la, mas se só este argumento não te convenceu, vou listar 5 razões para que você ame Paris tanto quanto eu.

5 motivos porque eu AMO Paris

Paris é uma cidade plana, perfeita para percorrer de bicicleta. Os motoristas estão super acostumados a dividir o trânsito com bicicletas o que aliado com todas as ciclovias e sinalizações, torna pedalar muito seguro. E se você já pedalou em alguma cidade, sabe como é gostoso, pois a gente tem a oportunidade de vivenciar, experimentar mais a vida da cidade e não cansa tanto quanto andar à pé. E algo que me dá extremo prazer é voar as tranças pelas ruas e parques de Paris de bicicleta.

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inverno ou verão, o tempo estando bom, bicicleta em uma cidade plana, cheia de ciclovias é a maneira mais lúdica de se conhecer uma cidade.

Qualquer pessoa com um cartão de crédito pode alugar uma Velib, aquelas bicicletas disponibilizadas em todos os lugares da cidade.

Experimente, garanto que você nunca mais vai querer ficar andando de metro para cima e para baixo  outra vez.

Uma das regiões mais legais de Paris na minha opinião, é a vizinhança do Canal Saint Martin. É um bairro descolado e jovem. Todos os finais de tarde a margem do canal se enche de gente bonita fazendo happy hour, saindo do trabalho, sentando na murada do canal e armando grandes pic nics. Um astral ótimo, tem uma pizzaria inclusive onde você faz o seu pedido e eles te dão um balão cor de rosa, quando a pizza fica pronta eles vêem o seu balão de longe e vão lá entregar a pizza em mãos!

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Com suas eclusas, o Canal Saint Martin é um lugar lindo e super romântico

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No verão é ponto certo para happy hour.

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adoro brincar com os reflexos, aqui viraram o mundo de cabeça para baixo!

Caminhar pelas margens do Sena especialmente à tardinha quando a cidade se cobre de um colorido sépia, a visão do por do sol a partir da Pont des Arts  amolece até os corações mais duros.

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Olha só para este por do sol com a Pont des Arts, aliás é um lugar super bacana para vir à tardinha com os amigos fazer um brinde.

Parques e jardins incríveis

Os parques de Paris tem uma beleza diferente em cada estação do ano, um dos meus preferidos é o Buttes-Chaumont, que fica no 19º arrondissement, perto de Belleville, é enorme, com  25 hectares de um terreno acidentado, com colinas verdes, uma ponte gigante, o parque é cheio de cerejeiras, o que torna sua visita em abril um espetáculo, pois as cerejeiras rosas e brancas estão no auge da floração.

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Buttes Chaumont, um dos meus lugares preferidos em Paris.

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Para quem gosta de parques e jardins tem infinitas opções, aqui em cima o Parque de Belleville

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Ufa demorou, mas agora em alguns (poucos) lugares a gente pode deitar na grama em Paris, aqui a galera descansando no Jardim de Luxemburgo.

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a chiquérrima e nobre Place des Voges, no Marais

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Que tal apreciar a instalação gigante de Claes Oldenbergh, a bicicleta enterrada, no Parque de La Villette?

Outro lugar muito legal é o Parc Floral, um jardim botânico que fica dentro do Parque Bois de Vincennes. É um lugar para fugir do barulho da cidade. Tem 31 hectares e várias estufas para a gente visitar. Tem um bar/restaurante onde se pode sentar na rua pegando sol e tomando um bom vinho rose.

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O lugar é imenso. Crédito da foto acima: Parc Floral

Boulangeries e mercados

Tem coisa melhor do que pão crocante com queijo e vinho?

Em Paris nem precisa gastar muito, você pode entrar em qualquer boulangerie ( padaria) que a baguette vai ser crocante e deliciosa. Passe em algum dos muitos mercados da cidade, tem um bárbaro aos sábados na Bastilha, na Rua Richard Lenoir, os pequenos produtores dos arredores de Paris trazem seus produtos frescos direto da fazenda. A gente come com os olhos, tudo lindo, as frutas, ostras, queijos, presuntos, tudo convida a um grande pic nic, em algum parque ou jardim da cidade.

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Fora que somente andar pelas ruas de Paris e observar os detalhes dos prédios, as portas, a influência clássica da arquitetura já me deixa levitando. E a todo momento fico perdida nos meus pensamentos e digo baixinho “ como estou feliz, estou em Paris”

Croácia al mare - navegando pelo paraíso

31 de agosto de 2018 0

Nossa última viagem foi uma experiência inesquecível.

O Viajando com Arte montou um grupo de 9 mulheres a bordo de um veleiro nas belíssimas ilhas do sul da Dalmácia na Croácia . Nossa viadem começou em Split, onde ficamos 2 noites para conhecer um pouco do passado romano da Croácia, no muito bem preservado Palácio de Diocleciano, onde até hoje podemos ver as muralhas que delimitavam as fronteiras do palácio, contém hoje o centrinho histórico de Split, cheio de lojinhas, restaurantes e bares.

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Detalhe da esfinge no Palácio de Diocleciano em Split.

No dia seguinte fomos conhecer um dos incríveis parques nacionais, a Croácia tem vários deles, todos lindos demais, o que visitamos fica a 1 hora de Split, é o Parque nacional de Krka, um lugar com uma beleza de tirar o fôlego, cachoeiras e passarelas sobre uma água verde esmeralda, cristalina. A grande vantagem de Krka é que é permitido tomar banho nas suas cachoeiras, o que já não acontece no Parque de Plitvice, seu irmão mais célebre.   IMG_8008

Parque Nacional de Krka.

Depois de 2 dias estávamos prontas para embarcar em nossa aventura pelas ilhas da Croácia.   IMG_8049 Este era nosso barco, onde passaríamos 1 semana, conhecendo lugares que eu nem imaginava existirem, fizemos um apanhado das ilhas mais lindas do sul da Dalmácia, Brac, Hvar, Kórcula, Mijet e finalmente Dubrovnik. Esta era minha segunda viagem a Croácia, e faze-la de barco foi uma experiência totalmente diferente, a comunhão com a natureza é total, apenas uma noite ancoramos em uma marina – em Vela Luka – na ilha de Korcula, as outras noites parávamos em baias, tranquilas, onde a gente só ouvia os sons da noite, grilos e o ondular do mar. Noites estreladas, com o melhor serviço de bordo que vocês podem imaginar, nosso jovem chef, o Viktor, tinha muito talento e saboreamos o melhor de frutos do mar e da culinária local. Longas conversas a bordo depois da  terceira noite já parecíamos amigas de infância. Conversar com nosso capitão Ante e sua esposa, Sandra, foi também muito enriquecedor, aprendemos muito do sofrimento e saga deste povo aguerrido que atravessou períodos dificeis de uma guerra sangrenta. IMG_8213 Nosso chefe a bordo, Viktor, o fato de estarmos lá durante a copa do mundo criou mais vinculos entre nós e a tripulação super atenciosa e carinhosa dos croatas. IMG_8317

Entardecer em Hvar.

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Nosso grupo em Hvar, antes da ilha ir a loucura no jogo que ganharam nos pênaltis da Dinamarca.

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Trilha que fizemos em Vela Luka na ilha de Korcula.

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E assim é o mar por lá, impressionante!

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Pic nic na praia.

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Pelas ruelas estreitas no centro histórico de Korcula

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Pedalando pelo parque nacional na ilha de Mijet.

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Por do sol memorável na ilha de Sipan.

E finalmente chegamos em Dubrovnik, uma cidade saída dos contos de fadas, nosso barco ancorava um pouco para fora das muralhas antigas da cidade e pegávamos o bote em 10 minutos estávamos chegando no portinho antigo. Duas coisas imperdíveis para se fazer em Dubrovnik, caminhar pelas suas muralhas ao entardecer e subir no teleférico para ver a cidade de cima, uma visão que vai te acompanhar para sempre.

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nas muralhas de Dubrovnik

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Hora da despedida, foram dia absolutamente inesquecíveis, uma experiência que super recomendo.

Sri Lanka incrível descoberta

23 de março de 2017 2
O Sri Lanka é uma síntese de culturas que vem desde 
Alexandre Magno , passando por portugueses, 
holandeses e ingleses.
Tem traços de uma Índia só que mais tranquila, 
limpa e silenciosa. 
Mas igualmente apimentada e colorida. 
Uma ilha pequena onde convivem  pacificamente 
hindus, budistas, cristãos e muçulmanos, 
cada um respeitando e admirando a cultura do outro 
como parte intrínseca de sua própria. 

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 Dambulla - cavernas com pinturas budistas
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Colombo , a capital fundada pelos ingleses, é uma mistura de Delhi e Hanoi, com herança colonial  e tuk tuks por todos os lados. Cidade cosmopolita que cresce e se desenvolve com investimento chinês, guarda sua herança em bairros recentemente restaurados.

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Colombo , Hotel Taj

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O cheiro de mar no calçadão em frente ao charmoso hotel Galle Fort, nos lembra que a independência dos ingleses não vai muito longe, pouco mais de 50 anos.

O país busca se reconstruir como unidade após 30 anos de guerra civil no norte, mas que deixou cicatrizes por todos os lados. 

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Singaleses, etnia originária e majoritária e os tamil grupo originário do sul da India  que foi importada pelos ingleses, para trabalhar nas plantações de chá,  entraram em um conflito que só foi controlado em 2008.

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Templo hindu em Colombo

O aroma de curry está no ar, nos mercados coloridos pelos sarongs usados pelos homens como saias como os escoceses e os sáris das belas e sorridentes meninas, com suas tranças grossas e negras caindo nas costas.

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Prato típico de peixe com leite de coco e curry

Colegiais vestidas de uniforme imaculadamente branco circulam pelas ruas e acenam para os estrangeiros, ainda em numero reduzido. Mas a tônica é a simpatia e o bom humor em todas as situações.

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Sobrevoar seu pequeno território é como entrar num filme da National Geographic, nos pouco mais de 200km de largura vê-se planícies pontilhadas de vilarejos, montanhas e rios, mas principalmente lagos onde manadas de elefantes selvagens margeiam em seu andar despreocupado numa dança cadenciada. E por fim sempre está o mar onipresente nesta ilha de diversidade.

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Em Pasikuda , no litoral leste, o clima é de preguiça , exotismo e beleza infinita! Praia perfeita, areia fina e branca , mar tépido e  calmo e temperatura amena. Junte a isto uma região quase intocada , está criado o paraíso! 

Para complementar a infraestrutura geral do país com estradas adequadas, cobertura de sinal telefônico e internet e hotéis maravilhosos no clima de floresta ou praia, dependendo da localização.

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Uga Bay Hotel

Quando se entra no coração da ilha, a selva toma conta. Tudo é verde , mesmo o litoral não estando nunca há mais de100km de distância. Santuários e parques nacionais são reservados para o mamífero símbolo do país, o elefante. São mais de 3 mil elefantes selvagens nestes redutos de alimentação abundante. Passando em uma estrada estreita no meio da floresta as cercas elétricas servem para impedir os elefantes de invadir vilas em tempo de seca.

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Sigiriya é uma fortaleza elevada na selva, um elo perdido que nos lembra muito a cidadela de Machu Picchu.  A subida é um desafio, mais de mil degraus nos separam de um visual estonteante de mata por todos os lados. 

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Sigiriya

Feita por proteção ficou perdida até o sec XVIII quando foi descoberta por britânicos. Ruínas do antigo palácio, cisternas e até os vestígios do harém do imperador ainda são vistas por lá , impressionante!

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Dambulla é fora de qualquer proporção! Quatro cavernas totalmente adornadas com motivos budistas, como as igrejas ortodoxas russas do piso ao teto. que remontam ao sec I a.C. quando era a morada de monges ascetas. Um sincretismo de budismo e hinduísmo reina por aqui. Mas as dimensões e o preciosismo são impactantes.

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Dambulla Caves

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Dambulla

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Quanto mais para o interior se vai , mais a paisagem é tropical e luxuriante. Alamedas de castanheiras sombreiam os caminhos, palmeiras gigantescas, uma vegetação que parece nos abraçar. A natureza é prolífica, abundante e verdejante. Viajar de trem pelo pais é uma experiência única.

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O coração da ilha tem a única parte montanhosa do país, é onde estão instaladas as famosas plantações de chá pelo qual o Ceilão , antigo nome do Sri Lanka , é mais conhecido. O processo é orgulhosamente mostrado nas antigas fábricas herdadas dos ingleses.

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O chá preto com leite e bem adoçado é a bebida nacional e as plantações são cenários interessantes nas cercanias de Nwara Eliya, uma cidade que poderia estar nas montanhas de algum país europeu.

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Galle é o pedaço mais cosmopolita do país! Uma síntese de culturas, influências e religiões! Uma península que abriga um forte transformado em microcosmos onde viveram portugueses, holandeses e burgers, uma mistura de locais com seus colonizadores.

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Muralhas de Galle

Os britânicos tomaram parte no final do século XVIII . Lojinhas diversificadas e charmosas, as muralhas do forte e o mar cristalino são ingredientes para uma gran finale. Nas praias de Galle e seu entorno os turistas aproveitam uma miríade de praias espalhadas pelos seus quilômetros de litoral.

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Praias de Galle

IMG_3873Pescadores de estacas

Para saber mais sobre roteiros Viajando com Arte: www.viajandocomarte.com.br

 

da série programa diferente no verão : Urubici e a delicia de explorar a serra catarinense

17 de janeiro de 2017 1

Se você for um tipo inquieto como eu vai entender bem quando falo que depois de vários dias de praia, sol forte e muitos banhos de mar, vai me dando uma comichão de inventar alguma coisa diferente para fazer nas férias, conhecer outros lugares, trocar a paisagem. E foi exatamente o que fiz logo depois do ano novo este ano. Depois de 10 dias de dolce far niente no paraíso das praias de Santa Catarina, decidimos mudar de canal.

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A gente começa a subir e a paisagem vai mudando.

Partimos da Barrinha em direção Floripa, saímos em Santo Amaro da Imperatriz, almoçamos num posto em Águas Mornas e começamos a subir, a paisagem foi se transformando, montanhas e araucárias dominando a paisagem. Entramos em Lomba Alta para conhecer o museu de arqueologia, feliz iniciativa de um ex morador local muito dedicado, cheio de pontas de flechas, objetos indígenas, todos coletados no município.

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Museu de arqueologia de Lomba Alta, uma réplica da casa do fundador do municipio de Alfredo Wagner em estilo suiço/germãnico.

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detalhe de janela em Lomba Alta.

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tipo diferente de Hortênsia.

Fomos visitar uma cachoeira ali perto que tinha uma capela em uma gruta, com uma cachoeira formando uma cortina, uma verdadeira comunhão com a natureza, muito interessante.

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Capela na gruta com cachoeira, municipio de Lomba Alta.

Chegando em Urubici, pit stop para um café no posto Serra Azul que é o point do motociclistas que povoam as estradas da serra, um lugar muito transado, todo dedicado aos amantes das motos.

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Posto Serra Azul em Urubici.

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Detalhe dos mictórios : )  !

Depois passamos no posto do Ibama para pegar a autorização necessária para subir o famoso morro da Igreja e dali fomos conhecer a cachoeira do Avencal, que tem mirantes, pousada e tirolesa.

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cachoeira do Avencal em Urubici.

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Cachoeira Véu de Noiva.

Corremos a tempo de pegar o por do sol no magnífico Morro do Campestre, que tem uma formação gigante de pedra furada nas montanhas, lindo.

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Morro do Campestre.

Chegamos no nosso hotel perto do centrinho o hotel do professor Verto e jantamos truta com vinho  branco gelado no restaurante Muller, bem charmoso.

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Trutas no Restaurante Muller La fondue em Urubici.

No dia seguinte, saímos do hotel direto para o morro da igreja, uma visão incrível de  360 graus dos cânions e da majestosa pedra furada.

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Pedra furada no Morro da Igreja em Urubici.

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Curtindo um verão diferente.

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Me senti no Jurassic Park.

Voltamos ao posto para café e estudo do itinerário até o o oeste catarinense onde vamos dormir e amanhã e depois seguir até Foz do Iguaçu.

Seguimos pela estrada até Chapecó, que foi uma cidade que surpreendeu, a praça principal toda muito enfeitada para o Natal e alegre cheia de gente, crianças. Passamos pelo principal hotel da cidade e lá estavam alguns jogadores do Chapecoense chamei o Thomas ( meu genro francês) para tirar uma foto com Douglas Grolli. Ele adorou! E ficou com a foto de troféu, a tragédia do time do Chapecoense teve muita repercussão mundo afora.

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Centro de Chapecó.

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caixas de remédios enviando mensagens aos moradores.

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Thomas e sua foto troféu com o craque do Chapecoense, Douglas Grolli.

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Entrada do estádio Arena Condá, reparem  acima cartazes com os nomes dos jogadores que faleceram na tragédia.

Estava uma noite agradável, sentamos na rua para tomar um vinho geladinho e jantar uns espetinhos de xixo muito bons.

Na manhã seguinte foi dia de cruzar a fronteira com a Argentina, em direção ao uma das 7 maravilhas do mundo – As cataratas do Iguaçu,  mas isto eu conto no outro post.

Mostiers Sainte Marie, um lugar para amar!

30 de novembro de 2016 0

Moustiers Sainte Marie, uma da cidadezinhas mais lindas no caminho entre a Provence e a Cote d’azur.

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Fica ao lado do belíssimo Lago St Croix, nas impressionantes Gorges du Verdon.

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Gorges du Verdon


Envolta em mitos uma pequena aldeia encravada entre penhascos com uma estrela instalada no alto. Reza a lenda que a estrela, foi pendurada por um cavaleiro capturado pelos sarracenos no século XII. Ele teria prometido que, se voltasse vivo à sua cidade natal, Moustiers, penduraria uma estrela e suas correntes em homenagem à Virgem Maria.

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A cidade é perfeita para servir de base para explorar as Gorges du Verdon e descobrir a grande beleza da região. É a cidade da faiança, com vários atieliers e galerias.

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Uma aldeia muito pitoresca e com bons restaurantes.


Moustiers está no roteiro Provence que o Viajando com Arte fará em maio/2017

 

Chapada dos Veadeiros - Roteiro para três dias.

25 de julho de 2016 1

             Uma comemoração inesquecível! Um roteiro surpresa elaborado nos mínimos detalhes pelo Renato Rizzo foi o meu presente de aniversário. O roteiro foi feito por ele nos moldes do trabalho de ” Roteiros sob Medida” que realizo para clientes do Viajando com Arte . Deem uma espiada no resultado, fiquei até com medo da concorrência!

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Chapada dos Veadeiros

”  Mesmo com poucos dias para curtir umas férias , penso que a comemoração do aniversário da minha esposa , valeu muito a pena e recomendo a todos casais que gostam de curtir  natureza sem muito luxo,  com opções de ótima gastronomia e boa hospedagem .

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Seria também um bom programa para fazer com a família , desde que os filhos não sejam mais crianças muito pequenas e nem adolescentes sedentários . Acho que peguei pesado !

Saída de Porto Alegre as 10:05  – Chegada Brasília as 12:35

Direto para locadora ; importante locar carro alto com tração nas 4 rodas . Depois vão entender o porque deste comentário .

Saindo do aeroporto , parada para almoço no restaurante Rubayat , ótima carne em um ambiente agradável com vista para o lago sul .

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Restaurante Rubayat

Estrada para Cavalcante / direção Norte / BR 450 / BR 010 .

Até Alto do Paraíso levamos aproximadamente 2 horas e 30 minutos , rodando por uma boa estrada e com pouco trânsito nesta época .

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Estradas de Goiás

Chegada à Pousada Casa da Lua no final da tarde .

Fomos gentilmente recebidos  pelo gerente Rafael e pelo Douglas que nos apresentaram os ambientes de convivência e as regras da casa .

Um lugar que mistura natureza , misticismo e conforto .

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Pousada Casa da Lua

Para nossa surpresa , viemos a saber que a dona da pousada é uma grande amiga gaucha , Tatiana Mandelli .

Após uma ótima ducha e um  bom descanso da viagem , fomos jantar no centrinho de Alto Paraíso .

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Restaurante La Vitta é Bella, indicação da blogueira Carol Teixeira .

Um ambiente agradável com ótimo serviço, onde  compartimos uma maravilhosa Pizza e um ótimo vinho.

Acordamos cedinho , tomamos um  excelente café na  pousadas , com tapiocas feitas na hora e muitas frutas frescas .

O dia começou com um presente da nossa querida Tatiana , uma massagem para aniversariante pós trilha .

Passamos no CAT ( Centro de Atendimento ao turista ) e apanhamos nossa guia ; Aurati , uma gaúcha que se apaixonou pela região e abandonou os pampas há mais de dez anos . Importante fazer as trilhas com guias , pois as trilhas localizadas fora do parque da Chapada , são de difícil acesso e  pouca sinalização .

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Aurati preparada para a trilha

Saímos então para o primeiro dia de trilha na direção da serra de São Vicente .

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Cataratas dos Couros

Distante 53km de Alto do Paraíso .

Este é um trecho do Rio dos Couros em área particular – um dos mais impressionantes complexos, com várias cachoeiras, quedas, corredeiras e maravilhosos poços para natação.

Essa formidável sucessão de quedas com nomes tais como “Muralha, Franja, Bujão e Parafuso”.

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Catarata dos Couros

Cerca de 2km de caminhada, margeando o Rio dos Couros. Grau de dificuldade: médio.

Tomamos vários banhos e lanchamos em uma ótima sombra vislumbrando a foto acima . Importante levar lanche , tênis ou bota para trilha e roupa de banho .

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Retornamos no final da tarde e fomos direto para Jacuzi da Pousada; ao lado de uma fogueira de chão desfrutamos uma excelente caipira de côco.

Para finalizar o grande dia , fomos Jantar no Bistrô da Horta recém  inaugurado pelo chef holandês, que antes comandava a cozinha do Vinte e dois na rua central.

No segundo dia , mesmo ritual ; pós café , apanhamos nossa simpática guia no CAT e fomos conhecer o Kalunga, antigo quilombo de escravos, onde está localizada a Cachoeira Santa Bárbara .

Aurati , além de nos informar muito sobre a história do Cerrado ainda nos presenteou  com informações adicionais  sobre nossos signos no percurso de aproximadamente 120 km , sendo 30 km de estrada de chão .

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Depois de curtir bem estas maravilhas , um contratempo .

Nosso carro ficou atolado na travessia de um pequeno riacho e depois de inúmeras tentativas ,  tivemos que abandonar o carro e retornar de carona para Alto Paraíso com um casal de Goianos . Embora tivesse locado um carro com tração nas 4 rodas , a locadora  me “presenteou” com um up grade de um BMW, me informando que o carro solicitado não estava  disponível. Presente Grego.

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Banho na Cachoeira da Capivara

No terceiro e último dia visitamos o Parque Nacional Chapada dos Veadeiros que fica a apenas 35km de Alto Paraíso por asfalto  . Fomos acompanhado de outro guia , Márcio , que nos foi indicado pela Dona Rosa da Pousada Casa da Lua , pois após o incidente com o carro precisamos de um guia motorizado. Outro bom exemplo do  preparo do turismo local .

Optamos por visitar o Canion e a Cachoeira Carioquinhas.  Caminhada de 12 km ida e volta de grau médio com direito a muitos banhos de águas cristalinas .

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Canion

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A  outra trilha do parque onde está o cartão postal da chapada , a cachoeira  Saltos do Rio Preto com 120m de queda , precisou ficar para próxima vinda a região , pois são mais 13 km de trilha de grau forte .

No início  da tarde, almoçamos em São Jorge , um vilarejo super astral e alternativo no fabuloso restaurante da Nenzinha e fomos  visitar o Vale da Lua. O atrativo mais visitado da Chapada.

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São Jorge Capela

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Vale da Lua

 

Ao anoitecer , no retorno à Brasília, fomos presenteados com um por do sol espetacular

Chegada à noite em Brasília

Hotel Melia Brasil 21 , indicação do meu amigo Brasiliense Paulo

Fomos jantar no Pontão / lago sul : Vários restaurantes legais . Optamos por uma cozinha Japonesa , Soho .

Na segunda feira só tem voo direto  para Porto Alegre à noite , ótima oportunidade para conhecer um pouco da capital onde nossos destinos são traçados e o esforço do nosso trabalho é concentrado .

Depois do café da manhã , Caminhada até a Praça dos Três Poderes .

Visita à Torre de Televisão , Catedral , ao Congresso Nacional , Palácio Itamaraty e  Palácio do Alvorada .

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Interior da Catedral de Brasília

Próximo a região , almoçamos no Mangai , muito bom , mas me arrependi de não ter seguido a indicação do Nao , ao lado .

À tarde , visita ao Memorial  JK e Santuário Dom Bosco

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Retorno POA as 20:00 horas LATAM  / chegada às 22:45″

Para quem gostou deste roteiro e quer saber mais sobre nossos “Roteiros sob Medida

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5 motivos para amar Paris

17 de julho de 2015 6

Paris é uma das cidades mais lindas do mundo, o que já razão suficiente para você visita-la, mas se só este argumento não te convenceu, vou listar 5 razões para que você ame Paris tanto quanto eu.

5 motivos porque eu AMO Paris

Paris é uma cidade plana, perfeita para percorrer de bicicleta. Os motoristas estão super acostumados a dividir o trânsito com bicicletas o que aliado com todas as ciclovias e sinalizações, torna pedalar muito seguro. E se você já pedalou em alguma cidade, sabe como é gostoso, pois a gente tem a oportunidade de vivenciar, experimentar mais a vida da cidade e não cansa tanto quanto andar à pé. E algo que me dá extremo prazer é voar as tranças pelas ruas e parques de Paris de bicicleta.

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Qualquer pessoa com um cartão de crédito pode alugar uma Velib, aquelas bicicletas disponibilizadas em todos os lugares da cidade.

Experimente, garanto que você nunca mais vai querer ficar andando de metro para cima e para baixo  outra vez.

Uma das regiões mais legais de Paris na minha opinião, é a vizinhança do Canal Saint Martin. É um bairro descolado e jovem. Todos os finais de tarde a margem do canal se enche de gente bonita fazendo happy hour, saindo do trabalho, sentando na murada do canal e armando grandes pic nics. Um astral ótimo, tem uma pizzaria inclusive onde você faz o seu pedido e eles te dão um balão cor de rosa, quando a pizza fica pronta eles vêem o seu balão de longe e vão lá entregar a pizza em mãos!

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Canal Saint Martin

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Toda a galera picnicando à tardinha.

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Caminhar pelas margens do Sena especialmente à tardinha quando a cidade se cobre de um colorido sépia, a visão do por do sol a partir da Pont des Arts  amolece até os corações mais duros.

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Ver o por do sol na Pont des Arts

Parques e jardins incríveis

Os parques de Paris tem uma beleza diferente em cada estação do ano, um dos meus preferidos é o Buttes-Chaumont, que fica no 19º arrondissement, perto de Belleville, é enorme, com  25 hectares de um terreno acidentado, com colinas verdes, uma ponte gigante, o parque é cheio de cerejeiras, o que torna sua visita em abril um espetáculo, pois as cerejeiras rosas e brancas estão no auge da floração.

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Cerejeiras em flor no Parque Buttes-Chaumont

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a ponte e o coreto neoclássico do parque

Outro lugar muito legal é o Parc Floral, um jardim botânico que fica dentro do Parque Bois de Vincennes. É um lugar para fugir do barulho da cidade. Tem 31 hectares e várias estufas para a gente visitar. Tem um bar/restaurante onde se pode sentar na rua pegando sol e tomando um bom vinho rose.

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Parque Floral

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Comida justa no restaurante/bar do parque Floral

Boulangeries e mercados

Tem coisa melhor do que pão crocante com queijo e vinho?

Em Paris nem precisa gastar muito, você pode entrar em qualquer boulangerie ( padaria) que a baguette vai ser crocante e deliciosa. Passe em algum dos muitos mercados da cidade, tem um bárbaro aos sábados na Bastilha, na Rua Richard Lenoir, os pequenos produtores dos arredores de Paris trazem seus produtos frescos direto da fazenda. A gente come com os olhos, tudo lindo, as frutas, ostras, queijos, presuntos, tudo convida a um grande pic nic, em algum parque ou jardim da cidade.Tem uma grande ala reservada as comidas de todos os gêneros e outra ala de antiguidades e objetos vários, na verdade tem de tudo! O negócio é garimpar!

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Mercado aos sábados na Bastilha, na Rua Richard Lenoir

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Frutas, verduras, ostras e todo o tipo de produto fresquinho, direto dos produtores

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E a parte do mercado dedicado as antiguidades

 

Fora que somente andar pelas ruas de Paris e observar os detalhes dos prédios, as portas, a influência clássica da arquitetura já me deixa levitando. E a todo momento fico perdida nos meus pensamentos e digo baixinho “ como estou feliz, estou em Paris”

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as portas de Paris

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Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particulare do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Se vocês gostou deste post :

Primavera em Paris – Parte I

Primavera em Paris – Parte II

Recantos de Paris

 

Rota dos Faróis : Para quem gosta de uma boa indiada!!!

16 de abril de 2015 23

Eu já tinha consultado a meteorologia e a previsão era sol, achei que não podia esperar mais nem um dia para empreender a tão esperada aventura pela Rota dos Faróis que eu já vinha flertando desde que fiz um curso de Light room com o André Nery, fotógrafo  fera aqui da cidade, onde as fotos do curso eram sempre deste lugar tão mágico.

Já explico, a rota dos Faróis fica na estrada quem vai para Mostardas até São José do Norte. É daquelas indiadas que eu particularmente adoro! Se você só gosta de conforto  e super hotéis então nem pense em se aventurar nesta viagem, esta é só para os rústicos, para jipeiros que curtem um barro, areia fofa e muita, muita natureza.

Saimos de Porto Alegre no sábado de manhã, e fomos em direção a Cidreira,  pegamos à direita  na famosa ” Estrada do Inferno” só que agora é moleza, ela é todinha asfaltada. Na altura de Solidão  entramos à esquerda e poucos km depois estávamos na beira da praia, no famigerado farol da solidão, que confesso pra vcs me desapontou um pouco, pois eu imaginava na minha fantasia, um farol ermo numa ponta de praia desolada, e qual nada, hoje já existe uma pequena vila ao redor do dito cujo. Mas o dia ajudou, estava lindo, sem vento e o mar que eu imaginara rebelde e marrom estava verdinho, perfeito.

Resolvemos ir pela praia até Mostardas, e foi muito bom mesmo, primeiro porque já não me lembrava de praia com tantos pássaros, montes de gaivotas, garças, piru-pirus( nome de um passáro de longo bico vermelho) muuuuitas conchas, e incrivel! Uma tartaruga enorme morta na praia a cada 10 km, não me perguntem porque, não posso imaginar a razão.

Mostardas é uma cidadezinha muito simpática com prédios coloniais que ficou muito tempo isolada do mundo, em poucos minutos achamos um restaurantezinho bem típico onde serviram um bom filé à pé que foi exato para o tamanho da nossa fome.

Depois de um passeio até a praça da igreja seguimos o nosso rumo até Tavares, que seria o lugar indicado para passarmos a noite. Mas antes fomos conhecer a Lagoa do peixe, uma reserva onde a gente pode observar muitas espécies de pássaros e em especial os Flamingos que migram da Patagônia e do Chile.

Neste dia, nada de Flamingos, o que vimos foi um belíssimo por do sol na saída da Lagoa, e uma porção de jipeiros circulando até a beira do mar. Chegamos no nosso hotel o Parque da Lagoa, muito bonzinho, tem tudo que a gente necessita para passar uma noite, tranquilo, bom banho e cama. Saimos pra jantar na pizzaria da cidade, onde  o pessoal de Tavares se encontra aos sábados, e os turistas breves como nós também, pois os paulistas que estavam no nosso hotel também estavam por lá.

Este farol fica na Lagoa dos Patos na altura de Tavares, ele chama “farol da marca de dentro” é todo de ferro e foi importado da França.

 

Foi bem legal ter conhecido o Batista, no hotel, ele é um guia profissional e conhece toda a região, nos forneceu dicas preciosas do point onde poderíamos avistar os Flamingos. No dia seguinte partimos cedo com um mate em uma mão e a camera fotográfica na outra para a caça aos Flamingos. Entramos em uma fazenda onde se paga 5 reais para uma senhora na porteira e seguimos por dentro do campo, numa trilha onde só carros tracionados andam, e chegamos na parte sul da Lagoa do Peixe, e adivinhem quem estava lá esperando por nós? Os próprios – os belos Flamingos! Me lembrei de quando na África fazíamos os safaris fotográficos atrás dos big five, aqui a sensação foi parecida, eu mesmo só tinha visto Flamingos no Zoo.

Seguimos até São José do Norte que é uma cidade pequena, muito cuidada e tranquila, lá almoçamos no Brisamar, um restaurante que serve espeto corrido por 18 reais e rodizio de frutos do mar por 26, comemos super bem pois tinha vários tipos de camarão, peixe, casquinha de siri, mexilhões e o que é um bom indício  que o restaurante é bom, estava cheio.

Vista da cidade de Rio Grande.

 Nossa idéia inicial era cruzar de balsa de São Jose do Norte até Rio Grande e voltar pela BR116, mas pensamos melhor e escolhemos voltar pelo mesmo caminho, pela RS 101, pois a BR 116 é movimentada demais, sobretudo aos domingos.

Bom gente eu espero que vocês tenham gostado da nossa aventura caseira, foi um fim de semana perfeito, muito sol, natureza, voltamos com a cabeça e a alma mais leve. Altamente recomendável :-D

Campofora em Ausentes, uma cavalgada no céu

23 de fevereiro de 2015 0

Desde sempre adoro passear pelo Aparados da Serra na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. É um lugar que me transmite uma paz e uma conexão com a natureza meio transcendental. Este ano mesmo estive em Cambará e nos Parques dos Canions do Itaimbezinho e Fortaleza. Mas fazia mais de dez anos que não me aventurava mais profundamente e atrelar uma visita a São José dos Ausentes com uma cavalgada soou como música ao meus ouvidos.

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Ver uma foto do Campofora no facebook foi como um imã para minha imaginação. Cavalgar durante dois dias na beira do canion Montenegro , o monte mais alto do RS, foi quase mais que um chamado , mas um comando.

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Partimos de Porto Alegre via Rota do Sol em direção a Bom Jesus, hoje a estrada é asfaltada até Sâo José dos Ausentes seguindo esta rota. De lá são mais 40km em estrada de chão até a Fazenda Montenegro. É longe de Porto Alegre , sim,  são perto de cinco horas de viagem por estradas lindas vazias e bem sinalizadas , mas não precisa pegar avião e é quase uma obrigação para um gaúcho conhecer a região. Então , vambora realizar porque a vida é longa mas não é infinita. E , de mais a mais , a gente às vezes vai bem mais longe para visitar “atrações” muito menos interessantes.

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Vista de nosso quarto na Pousada Montenegro

Ausentes é como o nome diz, vazia linda e preservada. O turismo é ínfimo e por isto foi uma surpresa encontrar a Pousada Montenegro tão bem estruturada e cuidadosa. Por ali o pessoal tem infinito orgulho das tradições, estão pilchados desde a alma e não “fantasiados de gaúcho” para inglês ver.

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Na casa principal quatro quartos com aquecimento ,(pegamos oito graus à noite em novembro) tem os nomes dos visitantes ilustres que passaram por ali, inclusive a repórter Glória Maria que foi a nossa anfitriã. Mais três casas com dois ou quatro quartos e um bolicho campeiro completam a pousada que tem um atendimento acolhedor e familiar e comida muito apetitosa.

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Mas é com o Paulo e a Angela Hafner que a mágica se completa , os dois moradores de São Francisco de Paula comandam com total exclusividade o Campofora , um serviço único de cavalgadas com um plantel maravilhoso de cavalos crioulos onde cada dia se faz um percurso por fazendas, cachoeiras e canions da região.

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Quem esta em busca de paz, um lugar intocado e sem nenhuma poluição visual achou o paraíso. Tudo muito cuidadoso , respeitando os limites do pessoal mais urbano e dando todo o acolhimento que o campo oferece. Éramos cinco , eu e meu marido de Porto Alegre, a Liége de Cruz Alta e seu namorado Alex de Paris e a inspiradíssima amazona Renata de Brasilia.

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Vou parar por aqui , pois o texto que a Renata Varella nos brindou diz o que eu não teria palavras para descrever, gastem dois minutinho e leiam , prometo lágrimas de profundo e sincero reconhecimento!

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MEU BRASIL BRASILEIRO por Renata Varella

“Estive recentemente na Serra Gaúcha para 4 dias de cavalgada por aquela bela paisagem. Aprendi várias coisas.

Ouvi e vi curicacas pica-paus do campo, gralhas azuis, noivinhas do rabo preto, carcarás, gaviões chimango, saracuras, sabiás do campo, pica-paus verde rajado, siriemas, graxains do mato, jacus, veados do campo. Vi a majestosa araucária.

Aprendi que nosso idioma é tão rico, que precisei de tradução para enterder as músicas. Versos como “onde se embala minha alma de campeiro, atraído pelos luzeiros das miradas querendonas”,” me enfrasco e canto um tango pras gurias, que sou filho de uma tia da empregada do gardel”, “me lendo a mão uma cigana disse tudo, ou capam esse cuiudo ou emprenho toda a nação”.

Músicas tristes, engraçadas, alegres, de todos os tipos, mas todas elas mostram o amor pelo campo, a identidade gauchesca, a influência dessa nossa América tão latina. Aprendi que o aperto de mão de um campeiro é forte, sincero, e que realmente sela uma amizade.

Ouvi termos como “Quero comer um vazio” (comer fraldinha),
Gaudério, (gaúcho sem eira nem beira que vive solto), 
Pingo- (cavalo bom)
Tapado de nojo ( a forma mais definitiva de detestar algo), “Me cairam os butias do bolso” (fiquei impressionado), “Avio” (isqueiro),
“Demorou um eito” (demorou muito)
“Munaia” (baita, muito)..
“Pilchado” (vestido com a vestimenta completa do Gaúcho)
Aprendi que cavalos usam arreio, basto, serigote, casquinho . Aprendi que suas pelagens são diferentes das que conheço: gateado rosilho ruivo, baio ruano, palomino, picaço, zaino…
Aprendi que o cavalo crioulo é talvez uma das melhores raças que já vi: fortes, destemidos, rápidos e muito, muito meigos, além de extremamente resistentes. Aprendi tanto. Mas aprendi sobretudo que meu país vale a pena, que minha ascendência tem valor, que meu continente é rico em sons, nuances, fauna e flora. Que cada cantinho tem um valor inestimável e que nosso povo tem que ser cultuado. Ir a Paris deve ser maravilhoso, sem dúvida. Mas ir ao BRASIL é mais maravilhoso ainda. Obrigada Paulo Hafner e Angela Hafner por me mostrarem isso. Que a Campofora continue abrindo o coração das pessoas. Com certeza hoje, sou uma pessoa melhor.”

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