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Posts na categoria "Viagens com crianças"

da série programa diferente no verão : Urubici e a delicia de explorar a serra catarinense

17 de janeiro de 2017 1

Se você for um tipo inquieto como eu vai entender bem quando falo que depois de vários dias de praia, sol forte e muitos banhos de mar, vai me dando uma comichão de inventar alguma coisa diferente para fazer nas férias, conhecer outros lugares, trocar a paisagem. E foi exatamente o que fiz logo depois do ano novo este ano. Depois de 10 dias de dolce far niente no paraíso das praias de Santa Catarina, decidimos mudar de canal.

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A gente começa a subir e a paisagem vai mudando.

Partimos da Barrinha em direção Floripa, saímos em Santo Amaro da Imperatriz, almoçamos num posto em Águas Mornas e começamos a subir, a paisagem foi se transformando, montanhas e araucárias dominando a paisagem. Entramos em Lomba Alta para conhecer o museu de arqueologia, feliz iniciativa de um ex morador local muito dedicado, cheio de pontas de flechas, objetos indígenas, todos coletados no município.

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Museu de arqueologia de Lomba Alta, uma réplica da casa do fundador do municipio de Alfredo Wagner em estilo suiço/germãnico.

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detalhe de janela em Lomba Alta.

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tipo diferente de Hortênsia.

Fomos visitar uma cachoeira ali perto que tinha uma capela em uma gruta, com uma cachoeira formando uma cortina, uma verdadeira comunhão com a natureza, muito interessante.

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Capela na gruta com cachoeira, municipio de Lomba Alta.

Chegando em Urubici, pit stop para um café no posto Serra Azul que é o point do motociclistas que povoam as estradas da serra, um lugar muito transado, todo dedicado aos amantes das motos.

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Posto Serra Azul em Urubici.

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Detalhe dos mictórios : )  !

Depois passamos no posto do Ibama para pegar a autorização necessária para subir o famoso morro da Igreja e dali fomos conhecer a cachoeira do Avencal, que tem mirantes, pousada e tirolesa.

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cachoeira do Avencal em Urubici.

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Cachoeira Véu de Noiva.

Corremos a tempo de pegar o por do sol no magnífico Morro do Campestre, que tem uma formação gigante de pedra furada nas montanhas, lindo.

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Morro do Campestre.

Chegamos no nosso hotel perto do centrinho o hotel do professor Verto e jantamos truta com vinho  branco gelado no restaurante Muller, bem charmoso.

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Trutas no Restaurante Muller La fondue em Urubici.

No dia seguinte, saímos do hotel direto para o morro da igreja, uma visão incrível de  360 graus dos cânions e da majestosa pedra furada.

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Pedra furada no Morro da Igreja em Urubici.

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Curtindo um verão diferente.

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Me senti no Jurassic Park.

Voltamos ao posto para café e estudo do itinerário até o o oeste catarinense onde vamos dormir e amanhã e depois seguir até Foz do Iguaçu.

Seguimos pela estrada até Chapecó, que foi uma cidade que surpreendeu, a praça principal toda muito enfeitada para o Natal e alegre cheia de gente, crianças. Passamos pelo principal hotel da cidade e lá estavam alguns jogadores do Chapecoense chamei o Thomas ( meu genro francês) para tirar uma foto com Douglas Grolli. Ele adorou! E ficou com a foto de troféu, a tragédia do time do Chapecoense teve muita repercussão mundo afora.

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Centro de Chapecó.

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caixas de remédios enviando mensagens aos moradores.

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Thomas e sua foto troféu com o craque do Chapecoense, Douglas Grolli.

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Entrada do estádio Arena Condá, reparem  acima cartazes com os nomes dos jogadores que faleceram na tragédia.

Estava uma noite agradável, sentamos na rua para tomar um vinho geladinho e jantar uns espetinhos de xixo muito bons.

Na manhã seguinte foi dia de cruzar a fronteira com a Argentina, em direção ao uma das 7 maravilhas do mundo – As cataratas do Iguaçu,  mas isto eu conto no outro post.

O jovem que deu uma volta ao mundo entrevistando e fotografando crianças - por Felipe Pereira

03 de novembro de 2014 0

Em julho de 2013, passei 4 dias em uma ilha hondurenha, na companhia do menino da fotografia abaixo. Conheci-o no primeiro, e me despedi dele no último, com a naturalidade de quem já vinha se mantendo em um estado constante de partida havia mais de um ano. Javier foi uma das últimas crianças que eu entrevistei durante minha viagem.

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Javier, eu e um paraíso caribenho pouco conhecido

Com 19 anos recém completos, comecei a dar uma volta ao mundo sozinho. O tempo vinha roubando de mim, e de todos amigos ao meu redor, a juventude que um dia tínhamos esbanjado. Meu melhor amigo, que sonhava comigo desde a infância em fazer essa viagem, desistira dela.

https://www.youtube.com/watch?v=ianGjUcGOv4

A história do vídeo é verdadeira. E o jovem que a conta sou eu.

Percebendo que muitos outros viravam adultos e abandonavam antigos sonhos, decidi partir sozinho e de imediato, com as economias de uma adolescência passada, em grande parte, adentrando concursos culturais e vendendo os prêmios ganhos na internet.

 

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Crianças no Himalaia

 

Durante a jornada, que me levou para mais de 30 países em quase um ano e meio, entrevistei e fotografei as crianças que cruzaram meu caminho, tentando redescobrir a juventude através das palavras e dos olhares delas.

 

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A rota percorrida

 

Foram 6 meses na Europa, um semestre na Ásia, e pouco menos que isso na América Central. Os lugares que mais me marcaram não foram aqueles que percorri rapidamente cobrindo grande distância, mas sim aqueles em que diminuí o ritmo e permaneci por um bom tempo. É o caso da vila na Indonésia em que fui “adotado” por uma família nativa, virei professor em meio período na escola local, aprendi a me comunicar no dialeto deles e surfei e joguei bola até não poder mais.

 

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Pés descalços, todos sentados no chão: era assim o ambiente escolar no interior da Indonésia

 

A história, originalmente contada em forma de carta ao melhor amigo, virou um livro. E o livro virou o centro de um projeto de financiamento coletivo. O funcionamento do financiamento coletivo é novidade para muitos, aliás. No modelo, aqueles que querem ver um projeto acontecer podem “comprar” uma recompensa através de um “apoio” em dinheiro. No entanto, o “apoio” só é debitado – e as recompensas só são produzidas – se o projeto bate sua meta de arrecadação (geralmente, um valor que cobre os custos de produção da obra) ao fim do prazo estipulado. Caso a meta não seja batida, o dinheiro volta para o apoiador, e ninguém sai perdendo. Para conhecer esse projeto, ver as formas de apoio, e saber mais sobre a história, clique http://www.catarse.me/pt/JovemOSuficiente

 

Punta del Diablo, La Pedrera, Cabo Polônio -Praias alternativas do Uruguay

04 de janeiro de 2014 48

 

Tenho uns amigos de Bagé que há anos nos falavam destes lugares perdidos no Uruguay. Eles que vão pra lá há anos nos contam que no inicio não havia luz elétrica, muitas vezes nem água encanada, o lugar era pra lá de rústico. Quem já leu outros posts meus aqui sabe que tenho esse lado mais alternativo e que acalentava uma ida a Punta del Diablo há muito tempo.

 

 

No carnaval, decidimos alugar uma casa, o que hoje é muito fácil, é só acessar o site do portal  http://www.portaldeldiablo.com.uy/modules/inicio/mainFrame.php e ali eles tem várias opções de hospedagem, casas, pousadas, etc.

Nossa casa era na frente da praia em Punta del Diablo, 3 quartos, luz, banho maravilhoso, enfim todo o conforto, e a vista…. indescritível!!

 

 

 

Víamos o sol nascer no mar todas as manhãs da nossa sacada, um espetáculo diário.

Eu adorei Punta del Diablo, é uma praia jovem, não só de idade, pois vi gente de todas as idades, mas de espirito, se é que vocês me entendem. Quem vai pra lá não pode esperar grandes restaurantes, nem aqueles lounges de beira de praia luxuosos de Punta del Este, tudo é muito simples, os barcos de pescadores chegam a tardinha na praia trazendo muitos frutos do mar fresquinhos que comprávamos ali mesmo numa grande variedade: berberechos, polvo, lula, camarões, enfim fizemos banquetes dignos dos melhores restaurantes estrelados Michelin.

É muito interessante o jeito de ser dos uruguaios, me parece que tudo lá é permitido, muito liberado, ao mesmo tempo eles são organizados e mesmo naquela prainha perdida agente encontra queijos maravilhosos, carne de churrasco deliciosa, sem falar nos produtos derivados do leite, manteiga, requeijão, e no doce de leite é claro!!! 

 

 

Punta del Diablo tem tudo o que a gente precisa; mini mercados, livraria, restaurantes, pizzarias, bares, internet  tem até um shopinzinho, O Paseo del Rivero, que é bem legal.

 

 

Como passamos os 4 dias de carnaval lá, sobrou tempo para explorarmos as praias da região, saimos em direção ao sul e fomos até Cabo Polônio, que é uma prainha pequena onde não tem luz elétrica, mas vários lugares tem geradores. O lugar é lindo demais e tem uma populaçõa fixa muito pequena de pescadores, artistas e funcionários do farol.

Em Cabo Polônio tem 3 ilhas em frente a praia que servem de morada para os lobos marinhos, La Encantada, la Rosa e el islote.

Automóveis não chegam em Cabo Polônio (somente os moradores tem permissão) então a gente vai nuns caminhões adaptados e leva uns 30 minutos até o ponto final, a espera é rápida e no verão eles transportam as pessoas até as 21h ao custo de R$ 15 por pessoa.

Esperando a condução para Cabo Polônio, que tem este nome devido a um galeão espanhol que afundou lá em 1735.

 

 

Muito artesanato, feirinhas, bares, uma gurizada bonita, ateliers de artistas, o lugar tem um astral bárbaro

 

Até que chegamos no farol, que dá frente para as ilhas com os lobos marinhos, olha o visual!! 

   

Explorarmos toda a região e ficamos um bom tempo na praia, e acreditem a água do mar estava tépida! O que já sei é uma coisa muito rara aqui por estas bandas. 

Hora de abrir os trabalhos! Que tal começar com uma Patricia bem gelada, guacamole, saladas e porções de lulas fritinhas???

 

 

 

 

Cabo Polônio foi uma experiência bárbara, o lugar é muuuito rústico, selvagem mesmo, minha impressão é de ter voltado no tempo e estar em Santa Catarina há uns 50 anos atrás, uma sensação de lugar ainda intocado, que é cada vez mais raro hoje em dia.

De Cabo Polônio fomos conhecer La Pedrera que fica uns 50 km mais ao sul. É uma praia bonita e dizem que os argentinos endinheirados estão comprando tudo por lá.

Entrando em La Pedrera.

 Surfe em La Pedrera.

Foram 4 dias de muito sol, praia, descontração, sem a menor preocupação em todas as esferas, só biquini, havaianas, canga, um moleton, pois a noite com o vento nordeste pode ficar bem fresquinho… ideal para saborear um vinho tinto chileno comprado ali no Chui.

A praia que realmente marcou meu coração indelevelmente foi Punta del Diablo e espero poder voltar muitas outras vezes.

Eu deixo voces com mais algumas fotos deste lugar mágico, junto com um pedido de desculpas a esta minha amiga bageense que me apresentou estes lugares legais, pois quebrei minha promessa de não divulgar eles aqui no blog. Mas eu sei que quem opta por ir a lugar assim, são pessoas que se preocupam em conservar o mundo, não poluir, não desperdiçar, então gente fica registrado nosso compromisso.

 

Lojinhas e mais lojinhas. 

  

 

 

Reliquias Uruguaias.

Restaurante Cero Stress.

 

No mundo como criança

06 de outubro de 2013 4

“Não devemos explicar nada a uma criança, é preciso maravilhá-la.”
Marina Tsvetana

Edfu, Egito (foto Cleo Milani) – ” Privilégio”
Como uma criança eu me sinto em cada novo destino que conheço, sei que muitas pessoas gostam de voltar a lugares antes navegados , claro que o aconchego do conhecido é agradável e mais acolhedor. Para mim o desconhecido é sempre mais atrativo , e o desafio de continuar me maravilhando com o mundo , como uma criança!

Foi com este espírito que busquei as imagens captadas pelo mundo, olhares, cores e sorrisos delicados e maravilhosos!

 

Bergen, Noruega – ” O Mundo em cores”

Alagoas, Brasil – ” Alegria descalça”

Cairo , Egito – ” Pirâmide de lenços”

York, Inglaterra – ” Vai uma batatinha , aí?”

Edfu, , Egito (foto Cleo Milani) – ” Vestidas como a vovó”

São Petersburgo , Rússia – ” Um olhar  fala mais que mil palavras”

Luxor, Egito – ” Me espera…”

Roma, Itália – ” Conan , o bárbaro”

Dubrovnik, Croácia – ” Sombras da inocência”

 

Cusco, Peru – ” Cores genuínas”

Rissani, Marrocos – ” Qual é a tua?”

Cusco,`Peru – ” Graça”

Oslo, Noruega – “Cadê a cor?”

Edfu, Egito (foto Cleo Milani)

Edimburg, Escócia – ” Tricolor”

 

Krabi, Tailândia – ” A Balança”

Regensburg ( foto Clarisse Linhares) – ” Comos nossos pais”

Luxor, Egito – ” Digitais”

York, Inglaterra – “Seriedade”

 

Cusco, Peru – “Verdadeira herança”

 

 

Só as crianças e os velhos conhecem a volúpia de viver dia-a-dia, hora a hora, e suas esperas e desejos nunca se estendem além de cinco minutos…”
                                                                                             Mario Quintana 

Pescaria no Amazonas, aventura que une gerações por José Luís Krahe

25 de setembro de 2013 3

João Pedro, meu filho mais velho, é apaixonado por pescarias, meu parceiro fiel desde os 5 anos de idade. O Paulo, meu sogro, grande companheiro, havia prometido a ele uma viagem de pesca à Amazônia como presente de aniversário.

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É claro que eu também iria… Buenas… Saímos de Porto Alegre em um domingo, 6 h da manhã. Após 10h de vôo, com escalas em Curitiba, Maringá, Campo Grande, Cuiabá e Porto Velho, chegamos a Manaus. No dia seguinte, novamente às 6h, nós e o restante do grupo (15 pessoas) voamos em 2 aviões turbo hélice em meio a um temporal até a cidade de Nova Olinda do Norte, sudeste de Manaus.

Pista de terra… Dali, um ônibus Marcopolo com pelo menos 30 anos nos levou até a cabeceira do Canal que liga o Rio Madeira ao Rio Abacaxis e embarcamos no Yanna, nosso barco hotel.

Este é o barco usado pela Ecofishing, empresa responsável pela organização da indiada. O Yanna, a partir daí, iniciou a navegação rio acima por mais 15 hs. O barco é um hotel flutuante com todo o conforto, split em todo o ambiente interno, suites, cardápio variado, ancorado (mas não restrito à) na culinária local, com direito a sashimi, carpaccio e até a um churrasquinho. Por sinal, só temos elogios à equipe que nos recebeu, da camareira ao Nestor Salomon, sócio da Ecofishing, que nos acompanhou durante todo o tempo.

Quase chegando no destino, cerca de 12 hs após a saída de Nova Olinda, as lanchas que são usadas para a pescaria são trazidas pelos piloteiros que não saíram da região e “acopladas” ao barco, que as leva junto até a localidade pré determinada para início da brincadeira. Na madrugada seguinte, e por todas as outras, 05 e meia da manhã estavamos de pé, tomávamos o café da manhã e toca pescaria até às 18:30, com intervalo e retorno ao barco para almoço entre as 11:30 e 14:30. A lancha tem capacidade para duas pessoas além do piloteiro. É toda coberta por um tecido que lembra carpete grosso, impermeável. Pode-se caminhar sobre praticamente toda ela, o que facilita muito a pescaria.

Cada lancha tem um piloteiro, normalmente um cara da região, que “lê” o rio e é responsável pela condução às àreas mais piscosas. O piloteiro é a alma do negócio. Um piloteiro que não conhece o rio é fria…Nosso piloteiro era o Julio, bisneto, neto, filho e pai de indios, um cara muito parceiro, bem mais civilizado que muitos porto alegrenses que se vê por aí. Conhecia as tocas, os peixes, as iscas, os lagos cheios de peixes dentro das ilhas, onde chegávamos com a lancha passando por lugares que aparentemente seria impossível cruzar. Este sabe! A pesca que fizemos na região do Abacaxis pode ser dividida em dois tipos. Primeiramente, a pesca com isca artificial, buscando principalmente o Tucunaré, peixe brigador, com peso variando de 400g a exemplares de até 7kg.

Do final da tarde ao inicio anoitecer, busca-se o peixe de couro, como o Surubim, Pintado, Jaú, Piraiba e a Pirarara. A lancha fica apoitada (ancorada) e pesca-se com isca de peixe, preferencialmente cabeça de piranha. Os peixes de couro são realmente grandes, podem chegar a mais de 100 kgs, de maneira que, uma vez que algum seja fisgado, a lancha deve ser liberada da âncora para seguir o peixe enquanto este leva a linha, ou a mesma vai se romper. Às vezes este processo se estende por mais de 1hora entre idas e vindas, recolhendo a linha e o bicho levando, até que se traga o peixe a bordo. A grande maioria dos peixes pescados são devolvidos ao rio, bem vivos.

Guardávamos para comer um mínimo de peixes, respeitando as medidas e as orientações do piloteiro. Por sinal, quanto maior o peixe, mais gorda e menos saborosa a carne. Melhores são sempre os de tamanho intermediário da espécie.

Basicamente, é isto aí… O melhor de tudo é a convivência em harmonia com novos e velhos amigos e a oportunidade de estar junto com um filho quando ele realiza um sonho…

Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Tiradentes, Festival de Gastronomia 2013 com notas de um passado reinventado

01 de agosto de 2013 5

O Festival de Tiradentes é um dos maiores eventos gastronômicos do país. Tudo começou há 16 anos, com o intuito de reunir os melhores chefs de cozinha e artistas, na cidade símbolo do charme mineiro. O evento já recebeu os mais renomados chefs do Brasil e do mundo, além de visitantes de vários países, que se deliciam nos festins, degustações, shows e exposições. Um sucesso que gera emprego, renda e acaricia os mais exigentes paladares.”

 

Dia 24/08/2013 – 11h

A Trajetória do Maní- Helena Rizzo e Daniel Redondo

Programação completa: http://www.culturaegastronomia.com.br/programacao.php

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Minas  estava nos meus planos fazia muito tempo. Queria encontrar a história gloriosa das Gerais , fazer um mergulho em cidades com ecos do passado. Fiquei com dois corações, tinha vontade de voltar a Ouro Preto que deixara boas lembranças, mas como todo o presente espera pelo passado para nos comover optei por inovar , Tiradentes, São João del Rei e Congonhas do Campo me chamaram com mais veemência, e acho que acertei na escolha.

Tiradentes está mais para uma experiência vivencial do que para um destino turístico , não é repleta de “atrações ” mas nos oferece um clima bucólico e muitas possibilidades de mergulhar no passado reinventado em toda sua plenitude imaginária.

 

Tiradentes é bem menor do que outras cidades coloniais mineiras, não tem nenhum resquício de cidade grande , entenda-se favelas penduradas nas encostas poluindo a paisagem. É muito conhecida pelo artesanato e pela bela serra que emoldura seu centro histórico . Apesar de ser tão antiga quanto Mariana e São João del Rei, surgiu para o turismo há míseros 20 anos, quando um grupo de artistas se mudou para lá e restaurou seu antigo explendor  , transformando-a na joia de bom gosto e meca de gastronomia que é hoje.

Chegamos a cidade depois da inebriante visita a Inhotim ( http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2011/09/24/o-jardim-museu-mais-lindo-do-mundo-esta-no-brasil-voce-conhece-inhotim/?topo=77,1,1,,,77 ) .

Era uma responsabilidade grande para a pequena Tiradentes, nos encantar depois de tanto equilíbrio estético experienciado no dia anterior. Domingo , ao final de uma tarde sonolenta, nos hospedamos na pousada Pequena Tiradentes , uma miniatura da cidade super transada, onde todos os móveis são passíveis de serem levado para casa. A pousada não o que se possa chamar de uma bagatela, aliás, Tiradentes em geral sabe valorizar sua fama e cobra por isto, mas o atendimento e o bom gosto compensam, a loja é linda e o café-da-manhã delicioso.

Recepção da Pequena Tiradentes

Bar e restaurante da pousada 

Mesa da perdição, o café-da-manhã

Loja da Pequena Tiradentes, mas na verdade todos os móveis e objetos que fazem parte da decoração estão à venda

Partimos para uma caminhada de reconhecimento e fomos arrebatados pelo charme do lugar. A praça principal parecia cenário de novela das seis, pessoas conversando nas esquinas , se despedindo do domingo com a calma peculiar ao mineiro. Mas a cidade é muito mais do que a praça e seus arredores, tem recantos , capelas, casas e uma serra maravilhosa a ser desbravada. Sorte nossa, segunda-feira a cidade era praticamente particular! À noite chegávamos a ouvir nossos passo ecoando nas ruas vazias,  experiência única.

Para quem prefere se hospedar no centro da cidade , uma ótima opção é o Solar da Ponte.

Capítulo à parte são os restaurantes e a culinária local . Comida mineira é famosa e muiiito saborosa! Mas Tiradentes tem uma feição mais sofisticada, oferece opções muito especiais e já é famosa pelo festival de gastronomia que acontece há 15 anos em fins de agosto! Nos nossos três dias na cidade fizemos um tour gastronômico e troxemos de volta para casa uma “manta” de pão de queijo e feijão tropeiro com bacon acoplada a nossa cintura .

No quesito restaurantes gourmet começamos pelo Tragaluz que tem um nome poético e uma cozinha inspirada, fomos muito bem atendidos e comemos maravilhosamente bem, só não provamos a famosa sobremesa de goibada frita com sorvete de queijo, uma falha no currículo. Falo isto porque tinha feito uma pesquisa do tripadvisor e os leitores reclamavam muito do atendimento e da soberba dos garçons,  não foi nosso caso! Verdade que todos são adeptos da slow food, muito antes de ela ser lançada em qualquer outro lugar, mas isto é uma característica local que deve ser apreciada sem moderação!

No dia seguinte nossa escolha foi o Atrás da Matriz, conhecido pelas pizzas e pelos pratos de bacalhau! Charmoso e também bem atendido.

Não chegamos a experimentar a Cantina Perrella, dizem que é melhor italiano da região, a simpática dona me permitiu entrar para fotografar o que não é sempre bem vindo! Lindinho e charmoso ele é, ficou para a próxima! Muitos locais fecham terça-feira , portanto atenção nas reservas!

Para almoçar uma boa dica foi o Panela de Minas, para uma comida mais típica! Tutu a mineira, couve e torresmo , uma bomba deliciosa!

Tiradentes tem dentre suas igrejas a Matriz de Santo Antônio, construída em 1710 é a segunda igreja mais rica em ouro do Brasil, perdendo somente para a de Salvador , é uma uma quase miniatura Barroca. No interior do templo há um órgão datado de 1788, considerado um dos quinze mais importantes do mundo.Várias ruas da cidade contam com calçamento singular, em pedra capistrana, e nos informaram que um projeto de lei pretende retirar os automóveis do centro histórico, uma iniciativa polêmica mas que deve proteger  a riqueza local.

A Matriz em três diferentes horas do dia. Meu momento Mylene Monet!

Detalhes da arquitetura Barroca

Vista da Serra desde a Matriz

A Estrada de ferro Oeste de Minas foi inaugurada em 1881 com a presença do Imperador Dom Pedro II, funcionando ininterruptamente até hoje. O trem é puxado por locomotivas a vapor popularmente conhecidas por “Maria Fumaça”. Há exemplares de fins do século XIX, mas as locomotivas que circulam são do início do século XX. Hoje somente o trecho de 12 quilômetros que liga São João del Rei a Tiradentes está em funcionamento. Os trens partem nas Sextas, Sábados, Domingos e feriados as 10h e 15h de São João del Rei e 13h e 17h de Tiradentes. Um passeio bem legal para fazer com crianças.

Existem voos entre BH (aeroporto da Pampulha) e São João Del Rei  pela Trip. Uma boa dica, até porque as estradas de Minas estão em estado bem precário e muito mal sinalizadas , são 180km de BH até Tiradentes e 3h de viagem.

Sigo contando minhas experiências em Minas Gerais nos próximos posts, trilha pela calçada do escravos, descobrindo Bichinho,  São João del Rei e Congonhas do Campo. Se alguém tiver alguma crítica , sugestão ou dica mande para nós pelo e-mail encontroscomarte@terra.com.br.

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San Martin de los Andes - Amor antigo

28 de julho de 2013 19


Eu nem lembro bem em que ano conheci San Martin, mas seguramente faz muito tempo.


Chegando em San Martin

Para aqueles que não sabem, San Martin de los Andes é uma cidadezinha que fica na provincia de Neuquén, no sul da Argentina, há 158km de Bariloche. Com pouco mais de 24 mil habitantes, não dá pra se perder por lá.

E garanto para voces, não mudou muito, o que nos dias que correm é uma benção. San Martin não foi tomada por nenhuma febre imobiliária, nem muito menos foi fruto de modismos passageiros. Ela continua lá, linda, charmosa e com muitos moradores que escolheram uma vida mais tranquila, longe do estress das grandes cidades.

A cidade é banhada pelo Lago Lácar

Tenho muitas passagens em San Martin, e lembro que ficávamos contando que tinha mais bons restaurantes do que Porto Alegre, é claro que hoje isto mudou muito, mas a cidade ainda tem uma dezena de ótimos lugares que não ficam atrás de nenhum restaurante bom por aí, com uma diferença bem importante: os preços são pra lá de baratos e tem opções para todos os paladares.

É claro que San Martin não é só restaurantes, a razão maior de ir até lá é a nossa paixão pelo esqui.

Da cidadezinha até a base do Cerro Chapelco são uns 15km, você tem a opção de alugar um carro no aeroporto na chegada para fazer este trajeto, mas também pode contratar um seriço de tranfer diário, muitos hoteis oferecem este serviço.

O Cerro Chapelco tem pistas muito boas para o esporte e nos últimos tempos eles investiram em novos meios de elevação. Se você nunca tentou esquiar e pode, eu lhe dou um conselho: tente!!

O cenário na montanha é espetacular, e de muito lugares se avista o vulcão Lanin, que fica na fronteira entre Argentina e Chile.

 



No Cerro tem várias opções de restaurantes/bares, onde se come desde sanduiches até refeições completas como um delicioso bife de chorizo.

 

Meios de elevação novos substituiram as velhas cadeirinhas da pista dos italianos

É uma sensação incrível, e não tem idade , é claro que uma criança que não tem medo, vai aprender muito mais rápido, mas aqueles que já passaram da adolescência não precisam perder as esperanças, é possível sim!

Os 3 primeiros dias são duros, mas se você vencer este desafio, nunca mais vai querer parar, acredite!! Sem falar que uma estação de esqui tem um astral fantástico, gente bonita, música, bares e restaurantes legais, visuais incomparáveis, enfim, você precisa ao menos tentar, para me dizer que não conseguiu, combinado?

Eles tem uma infra estrutura muito boa para receber as crianças, meu filho esquiou pela primeira vez com 4 anos, neste caso as crianças ficam no jardim de neve, onde esquiam 1h pela manhã, e 1h  na parte da tarde, no restante do tempo, eles brincam, desenham, vêem filmes, fazem todo o tipo de atividade.

Paisagens incríveis com o Lanin ao fundo

Tem alguns lugares muito lindos em San Martin e arredores, vou dar aqui uma dica que pouca gente conhece, mas que vale muito a pena experimentar, pois fica no trajeto de subida entre a cidade e a montanha. Mais exatamente dentro do condominio Pahuén, e chama-se Wine bar, o lugar perfeito para fazer um pit stop na descida, ver o por do sol e simplesmente agradecer por poder estar lá. As fotos falam por si.

 

 

Você pode  tomar um vinho com algumas “picadas” (aperitivo) e apreciar o visual

Uma boa dica de restaurante na cidade é o imperdível La Tasca, um lugar tradicional de San Martim, onde você deve provar a truta ou o javali com molho de frutas del bosco, eu não tenho fotos pra mostrar e acabei de descobrir que eles não tem site na internet, então você vai ter que confiar em mim :) !

Outro lugar que recomento para jantar é o restaurante Doña Quela, que fica na rua principal de San Martin, advinhem?Avenida San Martin!

Este lugar é especial, começando pelo prédio que é de 1910 e abrigou o primeiro hotel de San Martin, decorado dentro do estilo de arquitetura patagônica, com muita madeira, objetos antigos que revivem a antiga glória do hotel.


Em San Martin a gente pode saborear vários tipos de trutas ou este salmão do Doña Quella tem um toque meio tailandês.

 

E para o café a tarde nada melhor do que o Tio Paco, com mil opções de tortas, croissants e demais pecados da gula.

No próximo post vou mostrar para vocês um passeio que fizemos ao Parque Lanin, que fica perto de San Martin. É o passeio ideal para aqueles dias que por alguma razão não deu para esquiar. Um lugar lindo demais. Olhem só:


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Tailândia , praias de sonho em Krabi

17 de julho de 2013 9

Sawadee ka!

Fiquei uns bons 5 minutos olhando para a tela do computador em branco pensando de que maneira eu poderia descrever Krabi para vocês com a maior fidelidade possível, a verdade é que achei Krabi um lugar perfeito  e sei que é lugar comum, mas gente, é um paraíso.

A natureza é tudo aqui, para aproveitar este lugar com tudo que ele oferece,  é importante estar atento a tudo o que te cerca, o mar, a vegetação, os penhascos que adrentam o oceano verde, azul, transparente, já é mais do que suficiente pra fazer desta uma das melhores viagens da sua vida.

Nosso hotel ficava na Baia de Railay que é como um ístmo, uma ponta estreita que tem praia dos dois lados, no oeste e no leste, a praia do lado oeste é a mais bonita, onde o sol se põe, no lado leste onde sempre sopra uma brisa, mas não é tão bonita, pois é uma praia de mangue.

No primeiro dia saimos de barco para fazer um reconhecimento das ilhas aqui perto, para escolher alguma para voltar para passar o dia depois, mas foi dificil escolha pois é uma mais linda que a outra.

Nossa praia vista do barco.

 

Este é o barco que leva a gente pra todos os passeios, para as ilhas mais próximas, para mergulhar, você vai ver dezenas deles, todos com fitas coloridas na frente para afastar os maus espiritos.

Esta é a Chicken Island ou a Ilha da galinha, se você tiver uma boa imaginação pode ver uma cabeça de galinha naquela formação rochosa.

Paramos por ali para fazer snorkeling, e tinha muuuitos peixes e corais, você não precisa trazer máscara e nadadeiras, tem tudo para alugar aqui e custa em torno de R$8 reais por dia.

 

Uma  caipirinha tailandesa de qualquer maneira sempre cai bem. 

 

Melhor ainda se acompanhado de camarões gigantes com um molho suave de curry. 

Uma outra boa opção é alugar um caiaque para andar pelas praias vizinhas, é muito bom , a gente passa por dentro de algumas cavernas e quando o calor aperta é só dar um mergulho, pois subir de volta é bem fácil. Negociamos o aluguel  por mais ou menos R$ 10 reais a hora ou R$ 35 reais por 4 horas.

 

 

  

Esta que é a praia do leste, praia de Nammao ou dos manguezais, e é o caminho para a praia de Phranang, lugar para ver o mais lindo por do sol.

Para chegar na praia a gente passa por este paredão cheio de grutas e estalactites gigantes e ….. muitos macacos.

 

Na praia esta tailandesa super simpática vende milho doce assado, uma delicia!

 

 

E depois desta caminhada de uns 1o minutos chega-se em Phranag, uma das praias do hotel Rayavadee Já vi que este post está longo e não consegui mostrar nem metade das coisas legais daqui, e aqui já é tarde, então me despeço por hoje . Aguardem o próximo onde vou falar para vocês de uma trilha punk que fizemos aqui montanha acima, muita adrenalina.

 

 

Me despeço com outra imagem de por do sol, só para não quebrar a tradição!

Até breve,  Sawadee!!!

 

 

 

 

 

Oslo: entre o mar e a arte

07 de novembro de 2012 1

 Vigeland Park

 

Oslo é conhecida como a capital Viking , localiza-se ao fundo de um fjorde e tem sua área dominada pelas florestas e mares. É uma cidade relativamente pequena e extremamente simpática, facilmente dominada numa caminhada de umas duas horas.

 

 

A Noruega fez parte de uma união com a Dinamarca entre 1381 e 1814 e posteriormente com a Suécia entre 1814 e 1905, altura em que mais uma vez se tornou independente sob o reinado de Haakon VII . Atualmente é uma monarquia constitucional cuja família real é adorada pelo povo, que abriu mão de participar da Comunidade Europeia em função da riqueza local ( advinda do petróleo do mar do norte) e do receio de perder sua liberdade. O povo é uma atração à parte, deem uma olhada nestas universitárias no intervalo das aulas!

 

 

Ninguém pode visitar a Noruega sem ter algum contato com o maior artista plástico local , o mundialmente famoso Edward Munch. Em Oslo o Museu Munch fica numa zona afastada do centro em meio a um grande parque, eu que sou uma andarilha inveterada resolvi ir caminhando o que me rendeu algumas bolhas nos pés e uma visão diferente da cidade, pois no caminho passei por um bairro de imigrantes com uma diversidade étnica que não vi em outras partes do país. Para quem gosta de arte é imperdível,  pequeno e didático o museu conta a história da vida tumultuada do artista através da suas principais obras, inclusive o conhecido “Grito” e “Madonna“.

 

 

 

http://www.munch.museum.no/

 

A parte central é dominada pela Aker Brygge, um porto super agradável de onde saem barcos para os passeios pelos fjordes e também onde estão os mais modernos shopping centers da cidade, e pela antiga fortaleza Akershus, importante reduto de proteção contra ataques dos “homens do norte”.

 

 

 

Um dos mais novos monumentos da cidade é a Oslo Ópera House   construída pela mesma empresa de arquitetura que fez nova  Biblioteca de Alexandria, Snohetta. Custou 300 mil norwegian crowns  a menos do que o orçamento inicial, pois ficou pronta antes da previsão, abril de 2008. Isto retrata um pouco o funcionamento do país onde tudo é muito organizado realmente funciona sem “jeitinho”. Uma escola para países que pretendem fazer eventos e muitas construções públicas.

 

 

 http://www.oslooperahouse.com/

 

 

 Rua principal de Oslo

 

Para mim o Vigeland Park é umas das maiores jóias em se falando de jardim de esculturas,  o artista norueguês, Gustav Vigelang,  em 20 anos de trabalho realizou 212 grupos escultóricos com 671 figuras, que mostram as diversas idades do homem e seus humores. É absolutamente emocionante além de esteticamente encantador. Dentro do espírito do país, a entrada é grátis e aqui se pode conviver com os locais que passeiam e fazem seus exercícios em meio a obras inspiradoras. Se você for ficar um único dia em Oslo este é o programa imperdível.

http://www.vigeland.museum.no/en/vigeland-park

 

 

 

 

 

A verde península de Bygdoy é pontilhada por museus relativos a grande paixão nacional, os barcos. Ali encontram-se o Museu do Barco Viking, o Museu do Folclore  e o mais interessante  Kon Tiki Museum que conta as viagens do explorador Thor Heyerdahl (1914-2002) numa jangada do Peru à Polinésia em 1947 e num barco de papirus do Marrocos a Barbados em 1969. 

 

 www.hiddenorway.com


Clarion Collection Gabelshus (http://www.gabelshus.no/ ) foi o hotel onde eu me hospedei e recomendo, super aconchegante fica num bairro residencial no meio do caminho entreo o Vigeland Park e o centro , mas como a cidade é pequena da até para ir à pé . Claro que os preço seguem o padrão local, caro mesmo até para europeus, imaginem para nós! O hotel fica na base de EU$ 200,00 . Uma dica valiosa, cuidado com o aeroporto , bastante distante da cidade, de taxi é quase proibitivo , mas os trens são perfeitos e te deixam no centro, bem próximo a qualquer hotel.

 

Noruega, um dos lugares mais lindos que já visitei, para quem se interessar por esta viagem pode dar uma olhadinha neste post sobre os fjordes e Bergen:

http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2010/02/25/um-roteiro-pela-noruega-fjords-bergen-e-flam/?topo=77,1,1,,,77

O jardim museu mais lindo do mundo está no Brasil. Você conhece Inhotim?

24 de outubro de 2012 25

Se você nunca ouviu falar em Inhotim não perca mais nem um minuto para conhecer!

Yayoi Kusama

Para brindar aproveitar a primavera ainda seca e amena de Minas Gerais, nada melhor do que se deleitar com um lindo jardim botânico e museu de arte contemporânea integrados.

Sabe aqueles lugares que te surpreendem em todos os aspectos, Inhotim é muito mais! É mais que um jardim botânico, mais que um museu de arte contemporânea, mais que um exemplo de arquitetura moderna e mais do que eu já vi em qualquer lugar do mundo em todos estes quesitos. Mas o principal é que está no Brasil, em Minas Gerais e poucos brasileiros conhecem!

Galeria True Rouge de Tunga

Se você não tem programa para o próximo feriado , pegue um avião para Belo Horizonte e viaje 60 km de carro até Brumadinho para desfrutar de tudo isto por meros R$25,00 . Se você tem programa , desvie a rota que não vai se arrepender nenhum minuto. Se forem férias , melhor ainda pois ainda dá para conhecer Tiradentes , Ouro Preto e outras riquezas mineiras das quais vou falar mais adiante.

 

Edgard de Souza

Eu tinha escrito sobre Inhotim ano passado , mesmo sem conhecer pessoalmente, o linck para quem estiver interessado na história do lugar está aqui: http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2010/11/01/inhotim-coloque-na-lista-dos-destinos-imperdiveis-no-brasil/?topo=77,1,1,,,77

Inhotim é um projeto de um magnata mineiro , Bernardo Paz que vendeu a empresa de siderurgia e resolveu investir num projeto mirabolante, construir um museu de arte contemporânea em meio a natureza e de quebra criar um dos mais importantes e bem montados jardins botânicos do Brasil. Eu que estive no Jardim Botânico de Porto Alegre faz pouco , fiquei triste ao lembrar de nosso mal cuidado e fraco exemplar. Mas todo o projeto foi feito com paixão e sem muito planejamento prévio , até porque se assim fosse deveria ter sido construído num local de mais fácil acesso .

O projeto paisagístico é de Burle Marx e o trabalho sensorial nos evoca o jardim do Éden. São 100 hectares de cores e aromas escolhidos com um cuidado especial , criando uma atmosfera de deleite em cada curva do caminho. Cinco lagos ornamentais  com a maior coleção de palmeiras da América são dispostas de forma harmônica , quase poética. Para quem cuida de um pequeno jardim e se emociona quando desabrocham as primeiras glicínias e jasmins perfumando o ar na primavera , entendem bem do que estou falando!

Os recantos por onde espalham-se os pavilhões que abrigam as obras de artistas  brasileiros e estrangeiros são pensados para terem uma sintonia perfeita com as espécies naturais que lhes abraçam. Os aromas de eucaliptos e acácias estão até agora impregnados na minha memória. Nas 17 galerias as obras são expostas alternadamente, porém 21 artistas tem pavilhões próprios perenes. Dentre os mais conhecidos estão Tunga, Cildo Meireles , Helio Oiticica e a ex-esposa do mentor , Adriana Varejão. As exposições são sempre renovadas, e galerias são anualmente inauguradas. A intenção é promover o diálogo constante com o entorno de montanhas e mata!

 

Adriana Varejão

Hélio Oiticica

Galeria Miguel Rio Branco

Eu sei que muita gente deve estar pensando, “eu não gosto de arte contemporânea, não tenho o que fazer neste lugar!”

Ledo engano, você só não vai apreciar Inhotim se não gostar de natureza, nem harmonia e nem tão pouco apreciar o belo! E mesmo com muita expectativa não tem como não se surpreender com o que encontra por lá. Mas já está difícil visitar o museu inteiro num dia só. Algumas galerias ocupam espaços mais distantes da entrada e para isto existem uns carrinhos de golfe que fazem o transporte. Ouvi falar que estão construindo um hotel dentro do complexo, seria providencial porque de outra forma é só voltando para BH ou ficando na por perto em pousadas bem simples e relativamente caras.

Coleção de Palmeiras

A terceira onda do Inhotim são as instalações site-specific: o artista selecionado escolhe um local determinado e cria não apenas a obra para aquele lugar, como interefere na concepção do edifício que vai abrigar a obra. O sonho dourado de qualquer artista do mundo.

Hugo França foi para Trancoso no no começo dos anos 80 e conheceu o pequi vinagreiro – madeira que revolucionaria sua vida. As canoas eram feitas dessa árvore, uma herança indígena, mas a descoberta revolucioária do designer foi que as raízes centenárias sobrevivem às queimadas. Pelas mãos do profissional, elas se transformam em móveis escultóricos,  capazes de resgatar a natureza bruta onde quer que sejam expostos. Inhotim conta as mais monumentais esculturas mobiliárias que o designer já produziu, reparem nos bancos espalhados por todo o jardim , um verdadeiro “desbunde”.

 

Tamboril

Tudo conspira a favor, até os restaurantes estão integrados no ambiente e formam um cenário perfeito para apreciar a deliciosa culinária mineira, aqui nada tradicional e bastante inovadora.  São 10 opções entre lanchonetes e 2 excelentes restaurantes o Tamboril e o Oiticica.

Restaurante Tamboril

Aberto de quarta a domingo e aos feriados, Inhotim oferece visitas temáticas (arte ou natureza), com monitores, além de visitas educativas para grupos , que devem ser agendadas previamente.

O jornal The New York Times, em referência ao Inhotim, citou certa vez que “poucas instituições se dão ao luxo de devotar milhares de acres de jardins e montes e campos a nada além da arte, e instalar a arte ali para sempre”. Para nossa sorte e deleite!

Formas da Natureza

“E quem está falando não é um rato de museu, não. Tenho pouca paciência com o gênero. 90 minutos, duas horas no máximo é o que agüento antes de virar abóbora. Até a cara de conteúdo eu costumo perder no meio do caminho. Em museus grandes e sobretudo em bienais acabo sofrendo uma overdose conceitual. Entro em coma artístico.Eu não entendo xongas de arte, mas pelo jeito que fui tocado por tudo o que vi, me arrisco a palpitar que a curadoria busca obras que causem impacto também no público leigo. Nada passa batido. Pelo menos algum dos seus sentidos vai entender por que aquilo foi posto lá para você contemplar (às vezes, interagir).”

                                                                                                 Ricardo Freire: “Inhotim , o melhor passeio que você ainda não fez”.

Estamos embarcando novamente para lá neste final de semana, com um grupo da Bienal do Mercosul. Em breve montaremos uma viagem para todos os interessados, aguardem notícias.

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