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Posts na categoria "Viagens de Lua de mel"

Mykonos agreste, uma grata surpresa

06 de junho de 2018 0

Todo mundo já ouviu falar de Mykonos, a fama de ilha gay, praias com muita festa e noite cheia de baladas esta espalhada pelo mundo. Mas depois de 15 anos voltei a Mykonos e para meu deleite descobri que além de tudo isto a ilha ainda mantém recantos de natureza preservada e praias paradisíacas.

Nos hospedamos em Psarou , uma praia que fica bem próxima a vila de Chora  (Hora) , centro urbano mais importante. É uma praia pequena e muito gostosa , o Mykonos Blue é tudo aquilo que esperamos de um hotel charmoso e bem atendido , com todo o conforto e muito mais, uma dica valiosa de minha amiga Flávia Alvarez!

A recepção do Mykonos Blue tem  charmosso burrinhos azuis

A piscina do hotel  com o mar azul ao fundo, blue em todos os lados!

Praia de Psarou ao entardecer.

As praias Paradise e Super Paradise continuam sendo  point , com recantos de nudismo e som nos paradores . Elia é mais família, um local charmoso com boa estrutura e esportes náuticos.

Super Paradise

Jeep alugado, indispensável para descobrir a ilha

 Mas foi no norte de Mykonos que nos surpreendemos com praias totalmente preservadas , sem construções e nem paradores com seu muitos guarda-sóis. Ftelia intocada e fica no fundo de uma grande baía, quase totalmente livre de cosntruções e com poucos frequentadores.

Ftelia , uma paraíso quase intocado ao norte de Mykonos

Agios Sostis é uma graça, tem uma pequena baía separada por pedras onde descobrimos o parador do Kiki, um restaurante bem simples onde o próprio Kiki faz na grelha todos os tipos de calamares , peixes e lulas com um visual de matar de inveja qualquer outro parador de beira de praia. O único problema do norte da ilha é o vento , em dias muito ventosos não é muito recomendável.

Agios Sostis

 

Entre um prato e outro vai um banho de mar

Enquanto Kiki prepara tudo na grelha.

Uma amostra do ambiente de Chora, no próximo post o charme “urbano” de Mykonos

 

Val Thorens - França -Lugar fantástico para quem curte esquiar e fugir do calor

17 de fevereiro de 2016 0

Se você quiser passar um carnaval literalmente nas alturas e com zero stress, meu conselho se você ainda não conhece e se já foi certamente vai querer repetir a estadia em Val Thorens.
Val Thorens fica na região de Les Trois Vallées – literalmente os três vales – é o nome da maior área esquiável interligada do mundo no departamento francês da Savoia, nos Alpes franceses. Um lugar fantástico para quem gosta de se divertir na neve e na beleza das paisagens alpinas. Não é a toa que esta estação de esqui foi considerada como a melhor estação de esqui da França e do mundo, título dado pela World Ski Awards, em 2013/2014 e 2014/2015.

Val thorens

Val Thorens não é tão conhecida dos brasileiros, sua vizinha Courchevel leva toda a fama. Courchevel é mais chique, tem restaurantes estrelados, mas Val Thorens é mais jovem, além de possuir um dos melhores spots de aprés esqui que existe – o La Folie Douce , um bar com mesas ao ar livre, onde as pessoas de todas as gerações começam a chegar e dançam ao som turbinado por 2 djs que ficam até o por do sol.
mas voltando ao esqui, é um paraíso para todos os níveis, pois possui 600 quilômetros de pistas, que se dividem entre pretas, vermelhas, azuis e verdes.

La Folie Douce

la Folie Douce

Em um dia é possível fazer um roteiro saindo da vila, passar por Méribel-Mottaret outro lugar com pistas incríveis e chegar até Courchevel-Le Praz.

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Possui muitos meios de elevação expressos, e mesmo na alta estação são poucas filas. Em dia de sol é obrigatório subir no pico mais alto da região – entre Courchevel e Meribel – o Saulire e de lá ter a visão deslumbrante de mais de 100 picos nevados e do majestoso Mont Blanc.

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Tem hotéis, pousadas e alojamentos de todos os tipos e para todos os bolsos, é claro que esquiar não é um esporte barato, na verdade o custo maior é o passe para os meios de elevação na montanha.
Há muitos anos atrás em Val d”Isere eu havia me hospedado no Club Méditerranée e tinha gostado muito da experiência, quando fiquei sabendo que o Club Med de Val Thorens tinha sido completamente renovado e estava reabrindo na temporada 2014/2015 com preços muito atraentes, bateu aqueles 5 minutos, sabe? Aqueles que a gente pensa – a vida é curta, afinal eu mereço, aquele frio na barriga que a gente sente quando faz pequenas loucuras e que trazem grandes memórias. E me fui.

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Club Mediterranée de Val Thorens

Parede de escalada no Club Med

Parede interna de escalada do Club Med

todas as delicias regionais, entre elas o famoso queijo Reblochon.

Todas as delicias regionais, entre elas o famoso queijo Reblochon

A experiência gastronômica é demais, o prédio tem um paredão de escalada interno onde adultos e crianças podem aprender, ski in e ski out sem falar que fizemos vários amigos, colegas das aulas de esqui. E surpresa – o chef do village é um brasileiro, o Daniel Guimarães, que foi super gentil e atencioso conosco.
Adoramos reviver a experiência.

Val Thorens
Val Thorens

Como chegar:
São 4 horas de TGV desde Paris Para que vem com o TGV, o acesso é feito através de Moutiers. Para quem utiliza outra forma de transporte, e/ou vem de outros destinos que não Paris, Genève / Suíça está a 150km, Lyon / França está a 210 km e Turin / Itália está a 255 km.

Se você gostou deste post e gostaria de um Roteiro sob Medida, entre em contato conosco pelo site www.viajandocomarte.com.br

 

Deserto do Atacama , seu próximo destino de férias familiares

22 de dezembro de 2015 0

Partir em férias familiares é sempre um desafio, como agradar a todos, se divertir e ainda não se estressar com organização! O Atacama foi a resposta exata para uma viagem com filhos adultos que acabaram declarando : a melhor viagem que já fizemos em família.

Nos hospedamos em San Pedro , como todo mundo faz , alugamos um carro e a cada dia fazíamos um passeio conforme a disposição , sem correria nem madrugadas. Quando o destino era mais complicado de chegar procurávamos um guia ou seguíamos o grupo do hotel e depois nos liberávamos para seguir nosso ritmo.

A maior vantagem do Atacama é que praticamente não tem época do ano , sendo indicado para qualquer idade , o que importa é o espírito de aventura!

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Lagunas Altiplanicas e Pedras Rojas

Este foi o passeio mais distante que fizemos , são quase 2:30h desde San Pedro, mas é também o mais lindo! A paisagem muda conforme subimos a montanha. O deserto vai tomando um ar mais andino quando avistamos os picos nevados e por mais de uma vez nos deparamos com grupos de guanacos pelo caminho. A estrada por si só já é um atrativo incrível.

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Os dois passeios são distintos, as Pedras Rojas são mais difíceis de acessar, mas o visual é diferente e a temperatura muito fria em função da altitude. Tem um ar meio desolado , de uma região abandonada no tempo e espaço , além de atrair menos turistas pela distância maior.

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Já as Lagunas Altiplanicas formam um dos visuais mais impressionantes que eu já presenciei,  de um azul profundo contrastando com o terracota e o branco da neve . Mas as imagens falam por si. Como não há lanchonetes num raio de 100km , aconselho a todos levarem seu próprio picnic e se o capricho ajudar  já proporciona o cenário para belas fotos.

 

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Vale da Lua, caminhada ao por do sol

 

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San Pedro do Atacama está a 2.400 metros de altitude e o Vale da Lua situa-se menos de dez minuto do centro do vilarejo. O deserto do Atacama é considerado o mais alto e mais árido do mundo, e aqui vai uma curiosidade, nós pegamos chuva por lá e isto que já fazia sete anos que não viam uma gota d’água! Isto tornou a paisagem mais branca , pois a agua lavou a terra deixando o branco do sal a mostra. Acho que vou me oferecer para levar chuva aos desertos do mundo , também fui testemunha ocular de um grande temporal no Cairo, Egito!!!!

 

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Voltando ao Atacama, o inverno nos brinda com temperaturas amenas durante o dia e muito frio ao cair do sol.  Partimos para a caminhada à tarde , o sol estava fraco e já fazia um pouco de frio. Aconselho a iniciar com um passeio deste tipo , pois o corpo pode ir se adaptando à altitude sem muito esforço. Apesar do terreno acidentado , cumprimos o trajeto sem baixas.

 

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O Vale da Lua faz parte da Cordilheira de Sal formada  por um lendário lago, cujo fundo foi sendo levantado e verticalizado pelos mesmos movimentos da crosta terrestre que criaram a Cordilheira dos Andes. Experimentamos cristais de sal tirados da rochas, como esta abaixo.

 

 

 

 

Termas de Puritama

Este seria o meu passeio eleito , uma paisagem que parece um cenário. Localizada 30km ao norte de San Pedro do Atacama, as termas de Puritama são formadas por um rio quente que cruza um vale verdejante, formando um belo paisagismo natural.

Com temperatura em torno de 30 graus, são atribuídas propriedades curativas a estas águas. Não sei se curam ou rejuvenescem , como acreditam os locais , mas são de uma transparência incrível e um dos banhos mais deliciosos que já tomei.

O complexo oferece cabines de banho simples e é construído sobre passarelas de madeira que dão acesso as piscinas naturais, tudo muito simples e charmoso. Exitem algumas mesas e locais para pic-nic também.

 

Por do sol no Salar do Atacama.

Este é um programa que tem que ser feito no fim da tarde, as cores são incríveis e todos os dias mudam completamente de tom . Já fui três vezes e cada uma foi uma experiência diferente.

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Vale da Morte

O Vale da Morte pode ser explorado de várias maneiras diferentes, a cavalo , de bicicleta e desta vez viemos de van pela parte superior da duna e descemos quase surfando na areia. Inclusive tem gente que aluga sandboard e fica explorando as possibilidades da enorme parede de areia.

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Achei o visual incrível desde este ângulo mais alto e aconselho esta possibilidade. Para descobrir a entrada reservamos um passeio no hotel e tivemos um guia neste passeio.  

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San Pedro do Atacama, a vila.

Com pouco mais de 3000 habitantes a vila de San Pedro do Atacama oferece mais de 80 hotéis e pousadas e com isto um clima de aventura e muito charme em sua extrema simplicidade. Sei que sou acusada de “gostar muito de qualquer coisa” por uma parcela significativa de amigos mais exigentes, confesso sou uma entusiasta de locais alternativos e paisagens diferentes, mas San Pedro não é puro entusiamo.

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Na verdade a vila é uma rua que acaba numa praça com uma igrejinha, até aí nada de novo! Mas nesta rua uns 5 restaurantes fazem a diferença , num clima descontraído e culinária honesta. O vulcão Licancabur coroa a paisagem.

Nós tomamos uns pisco sauer (piscosauro para os íntimos!), a bebida nacional do Chile que é feita com pisco (cachaça de uva ) peruano, no Café Adobe. Uma fogueira no meio do ambiente não poderia ser mais adequado para criar o clima. Tudo bem , a gente sai meio defumado do jantar, mas a vantagem é que nem precisa tomar banho depois dos passeios para curtir a noite! Pizzas, carnes e peixes fazem um menu variado e gostoso, as vezes um pouco caro por ser eminentemente turística a cidade.

Além dos restaurantes , lojas de artesanato , na maioria com artigos peruanos , alguma oferta de roupas e parafernália para aventura completam o ambiente.

 

Recomendo muito esta viagem para quem gosta de contato com a natureza e um pouco de movimento em belas paisagens!

Para quem quer mais informações sobre roteiros personalizados ou viagens em grupo www.viajandocomarte.com.br

 

Córsega um paraíso de praia e montanhas

27 de outubro de 2015 0

De longa data queríamos conhecer a Córsega.  Em tempos do real desvalorizado, resolvemos  andar um pouco mais e conhecer também a Sardenha tipo combo, compre 1, leve 2.

Como  “ navegar é preciso”, elaboramos o roteiro  e desembarcamos em  Bastia na Córsega. Não dispúnhamos de muito tempo por isso descartamos a travessia de ferry da França em função da distância e do longo tempo à bordo ( 9 horas ).

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Bastia

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Feira local

Começamos a viagem contornando o “Cap Corse”, que é aquela parte que parece um dedo se projetando em direção a França . Aqui a influência Genovesa que durante largo período dominou a ilha, se faz presente nas inúmeras torres que serviam de observação e defesa da costa. A “corniche’, estrada  que vai  serpenteando por  todo o litoral, algumas vezes nos passa a impressão que vamos mergulhar no mar . A costa é bem escarpada , via de regra a estrada é no alto e as pequenas cidades portuárias são lá em baixo com sinuosas  descidas para chegarmos.

 

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Corniche .

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O que ver aqui vai do gosto de cada um . As pequenas cidades são todas cinematográficas ,sempre com uma parte mais antiga ,a marina e, em  algumas  com a torre guardando a entrada do Porto .Eu recomendaria  Erbalunga, Centuri e Nonza  sem medo de errar. As estradas por conta do terreno  em muitos casos são bem estreitas e sem acostamento. Um eixo  rodoviário central corta a ilha e ali já são mais retas e com mais recursos.

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Torre

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Centuri

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Erbalunga

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Nonza

Depois do Cabo Corso, fomos sempre por estradas vicinais até Calvi  que,  segundo uma das versões da história e do monumento na cidade , é  terra natal de Napoleão .Uma bela cidade, com a característica marcante da cidadela murada junto ao porto e a cidade moderna crescendo ao seu redor .

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Calvi .

Em Setembro ainda é bem quente  . As praias  mais bonitas ficam no  sul da ilha. Cruzamos  pela reserva natural de Scandola onde os apreciadores do trekking tem inúmeras opções  para explorar . Fizemos uma breve trilha até a praia de Tuara e depois  Girolatta. Nosso destino ali era a pequena vila de Porto para visitarmos as Calanques de Piana.

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Tuara

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C alas de Piana      -

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Le coucher du soleil Porto.

No outro dia pela manhã, pegamos um barco  que nos levou a um bonito passeio para a visualização das Calanques ( Calas ) . A cor da água é inacreditável  . O melhor seria conhecer por terra  mas isto demandaria no mínimo um dia de caminhada, tempo que não tínhamnos  . De Porto, cruzamos o maciço central da ilha e fomos para o outro lado até outro endereço famoso,PortoVecchio .O cenário cinematográfico não muda . Ali segundo várias opiniões está uma das praias mais bonitas da Córsega, Palombaggia .

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Palombaggia

Já estávamos a 30 km de Boniface e dela  mais 12 km por ferry até a Sardenha . A ilha toda é  um grande jardim florido. A culinária é a mais fraca de todas as regiões que andamos na França, em compensação os queijos, embutidos e, sempre o vinho, em tempos “bicudos” fazem do  sanduíche uma festa .

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Happy hour

Boniface , cidade construída sobre as falésias, sem dúvida é a mais bonita da ilha, tanto por sua geografia peculiar quanto por seu entorno de aguas transparentes e  ilhas na volta  . É imperdível um passeio até as Ilhas Lavezzi ( 30’ de barco ) Na Córsega  a sensação   é de um ritmo mais tranquilo  sem o stress de cidades grandes, com a vantagem de que tudo funciona perfeitamente .

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Boniface

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Visitando a história

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Ilhas Lavezzi

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transparência das aguas

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Gruta

No próximo post, contarei a  parte da Sardenha que vimos. Pouco diante do que não  conseguimos olhar por conta do pouco tempo .

Para quem gostou deste post e quer informações sobre viagens em grupo ou assessoria privada :

www.viajandocomarte.com.br 

Fernando de Noronha - Primeiros passos

01 de agosto de 2015 0

Estou voltando de Fernando de Noronha, foi minha primeira vez na super, hiper famosa ilha.

Tenhos vários amigos que já estiveram por lá, e pelos relatos deles, muita coisa mudou em Fernando de Noronha, e eu acredito que para melhor. Hoje em dia já é possível sair de Porto Alegre e chegar em FN no mesmo dia, então isto já é uma boa noticia para aqueles que não podem ficar muito tempo. Meu conselho é: leia muito, informe-se, pois hoje com tanta informação na internet não vale mais chegar lá verdinho, se você já sabe o que quer fazer/ver aproveita muito mais tudo o que a ilha pode oferecer.

Chegamos no vôo da Gol, e aqui já lhe dou uma dica, tente marcar seu assento do lado esquerdo do avião, pois o comandante dá um vôo panôramico pela ilha e a vista é espetacular. Eu tinha lido que fazia muita diferença pagar a taxa de permanência pela internet poupava muito tempo e que as filas eram bem menores, como acho que toda a galera já sabe disso o que aconteceu é que a fila para quem não tinha pago era muito menor, de qualquer maneira você agora está no paraíso, portanto relaxe que tudo vai dar certo. Hoje Fernando de Noronha tem várias opções de hospedagem top, as diárias e tudo o mais custam uns 20% mais do que no resto do Brasil. Você vai jantar em um restaurante bom, mas simples, e vai pagar o preço de São Paulo. Tendo isso em mente você já pode ter uma noção de quanto vai gastar.

Da janela do avião eu já reconhecia as belezas naturais que fizeram a fama de Fernando, o Morro do Pico, a Praia do Sancho, esperei tanto pra conhecer este lugar mágico e juro para vocês que senti uma enorme emoção no aproach do avião.

Depois de algumas pesquisas optei por ficar na Pousada Teju – Açu, que é muito legal, tem todo o conforto necessário, são bangalôs com 2 pisos o andar de cima é um pouco mais caro, mas em compensação os de baixo tem mais privacidade. A vantagem da Teju é ser perto da Praia da Conceição, onde se pode ir à pé em 15 min, e foi para lá que fomos logo na chegada com direito a banho de mar e por do sol arrematado com uma caipirinha bem gelada no bar do Duda Rei.

Minha escolha foi a Pousada Teju-Açu, e foi perfeito. O lugar é lindo, os quartos tem todo o conforto, tudo é feito com muito charme, e eles indicam e reservam todos os passeios, trilhas que tem na ilha. Confira as tarifas no site: http://www.pousadateju.com.br/

Por do sol na Praia da Conceição, com o morro do Pico à esquerda.

Tem também a opção de assistir ao por do sol a aqui neste barzinho na praia do meio, eles tem uma boa música e o lugar também tá valendo

Como ainda não tínhamos alugado nosso buggy, voltamos à pé para a pousada depois de tomar umas caipirinhas no bar do Duda, a noite já tinha caido e o céu… ahhh o céu estava uma loucura, imaginem uma ilha isolada no oceano com muito pouca luz, imaginaram a quantidade de estrelas? Foi uma caminhada no mais absoluto escuro só observando as estrelas e pensando nas sociedades primitivas e seu conhecimento das constelações e movimentos celestes… foi daqueles momentos, dos muitos que se tem em Fernando de Noronha.

Assim terminou nosso primeiro dia, voltarei contando sobre os passeios, pousadas, praias etc

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Kefallonia, o lado mais selvagem da Grécia - Parte I

09 de agosto de 2014 12

Você provavelmente nunca ouviu falar em Kefallonia, mas talvez já tenha visto imagens deste lugar paradisíaco, pois foi o set de filmagens do filme Capitão Corelli, com Nicolas Cage e Penélope Cruz, que se passa durante a Segunda Guerra mundial.

 Há 3 anos atrás eu conheci Corfu, (http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2010/05/26/corfu-um-pedacinho-do-paraiso/)que também é uma ilha Jônica, só para você se situar as ilhas Jônicas são aquele grupo de ilhas que ficam à esquerda no mapa, entre a Grécia e a Itália, e foi paixão à primeira vista.Não é a toa que Onassis escolheu uma entre estas ilhas para ser sua propriedade, a Ilha de Skorpio é aqui. Amei a simplicidade, a beleza, e principalmente por ser uma ilha mais verde, florida e sem quase turistas. Decidi que iria conhecer cada uma destas ilhas, e este ano voltei, agora para conhecer Kefallonia.

As ilhas Jônicas são menos exploradas turisticamente e se você gosta de grandes restaurantes, resorts luxuosos então é melhor rumar para o grupo de ilhas do mar Egeu que ficam do lado direito do mapa, como Santorini, Mikonos, Ios, etc.

Kefallonia é a maior das ilhas Jônicas e a mais agreste, para mim é o verdadeiro paraíso, fica a menos de 1h de vôo de Atenas, e tem praias cinematográficas com pouca gente, estrutura boa, pois as mais bonitas tem sempre algum barzinho/restaurante e cadeiras e guarda sol para alugar, ou seja, alegria garantida, pois sempre vai ter um polvo grelhado e um vinho ou uma Mythos (cerveja) gelada.

Fiz umas pesquisas valiosas na internet antes de reservar meu hotel e acabei reservando através da www.booking.com um hotel muito bom, e o que melhor bem localizado, pois fica perto de Sami ( lugar onde filmaram Capitão Corelli) que é mais para o norte da ilha onde estão as praias e os portinho mais legais.

O Hotel é o Ionian Emerald Resort que fica em Karavonmylos, um ponto bem estratético para ir a todos os lugares.

A praia mais linda e famosa de Kefallonia é a Mirtos beach, e  depois de passar o portinho de Agia Efimia que é de onde tirei esta foto, fica mais uns 8 km e a gente chega lá

Estas mini capelinhas tem por todas as ilhas, e são miniaturas das igrejas ortodoxas gregas, algumas marcam lugar de acidentes, outras são pura devoção religiosa.

Então devagarinho a gente vai tendo a vista do alto da praia de Mirtos….

 

E notem, a quantidade de gente na praia, nesta que foi apontada pelo Lonely Planet como uma das 10 praias mais bonitas da Europa. Além da beleza de tirar o fôlego, foi isso que me encantou em Kefallonia, esta sensação de “privacidade”, de entrar num tunel do tempo, onde nem todos os lugares eram lotados de turistas, onde se chega num restaurantezinho na beira de um penhasco com apenas uma parreira de cobertura, atendido por uma família e que eles te servem o peixe pescado no dia, mais ou menos como Taormina é retratada naquele filme imensidão azul, lembram? 

Vinho local

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Saindo de Mirtos em direção ao norte a gente passa por vários lugarejos, numa estradinha que vai sempre costeando o mar, fomos até Fiscardo, um portinho lindo de onde sai o ferry que vai a Ithaca, a famosa ilha do lendário Ulisses, protagonista do clássico de Homero, a Odisséia e também a outra jóia das ilhas Jônicas, Lefkada.

Como este post já se alongou dividi ele em duas partes, aguardem pela continuação!!

 

Dordonha - Uma das regiões mais lindas da França - Périgueux, Bergerac e Les Eyziers

04 de maio de 2014 3

Este ano escolhi conhecer a Dordonha, uma região que fica no sudoeste da França.

É um lugar com cenários fantásticos, eu, uma amante inveterada da Provence tive que dar o braço a torcer, pois a Dordonha é  páreo duro para qualquer região da França. Tem tantas opções legais, você pode apreciar a gastronomia que tem nas trufas e no Foie Gras o seu ponto alto, para quem adora um castelo,  é  chamada  a terra dos 1001 castelos, é lá que se concentram as grutas com desenhos pré históricos e  pinturas rupestres que parecem ter sido pintadas ontem, fazer trilhas à pé ou à cavalo. O Rio Dordonha é o que dá o nome a região, mas tem mais  um punhado de rios que cortam diversos vales tornando a paisagem ainda mais bonita. Os franceses costumam chamar esta região de Perigord como era conhecida a região quando ali habitavam os gauleses.

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A gente logo aprende que existem 4 Perigords diferentes  - o verde, devido aos seus exuberantes vales cobertos de florestas e rios, onde se destaca a cidade de Brentôme, também chamada de Veneza do Perigord.  O Perigord Branco, que é o coração da Dordonha, onde fica a capital Périgueux, onde maioria dos prédios são construídos em pedra calcária branca. O Perigord Negro, que tem densas florestas de carvalho e cujo centro fica na cidade de Sarlat-la-Canéda e  o Perigord Púrpura, que é a região produtora de vinhos e sua capital é a lindinha Bergerac.

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De tudo o que  arrebatou meu coração para sempre foi a natureza exuberante do lugar, em cada curva eu via paisagens de tirar o fôlego, acredito que parte da magia foi por conta da estação, o mês de abril, com a primavera em plena brotação – cerejeiras, pessegueiros, o campo tapado de pequenas flores silvestres. Ter viajado em abril foi realmente uma grata surpresa, achei que ainda seria frio e talvez até chuvoso, mas foi perfeito, muitos dias de sol, temperatura boa, tudo certo.   Fui nos primeiros dias, quando recém abre a temporada, ou seja tudo já está funcionando, mas o movimento é muito tranquilo, os hotéis reservávamos de um dia para o outro, viajávamos levadas pela beleza dos lugares, me ouvindo falar assim nem dá  para acreditar, já o que o mundo e principalmente a França está sempre lotado de turistas, mas confesso – é a pura verdade.

Eu prefiro sempre sair de Paris de trem, evitando o stress de dirigir na cidade grande e aproveitando que adoro andar de trem. Escolhemos Limoges para pegar o carro e tudo funcionou como um relógio suiço, 15 minutos depois de chegar na estação já estávamos na estrada em um lindo dia de primavera no interior da França. Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii  !!!! Tem sensação melhor?

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Nosso primeiro destino foi a capital Périgueux, assim chamando de capital você até pode achar que é uma grande cidade, que nada, na Dordonha não tem grandes cidades, ao menos no nosso padrão, e é aí que reside a grande beleza do Perigord, as cidades não mudaram muito nos últimos 500 anos, elas são pequenas, tranquilas, com feições medievais autênticas, cada uma com o seu mercado com produtos frescos vindos diretamente dos produtores da região.

Uma coisa que adotei é chegar diretamente no Office de Turismo, poupa muito tempo, as pessoas são treinadas para te dizer tudo de interessante que existe num raio de 50 km. Ali nos munimos de mapas, folhetos e indicações  dos hot spots locais.

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Vista da Catedral de St Front, do século XII, fica no centro histórico. Aqui a margem do Rio Isle que corta a cidade de leste a oeste.

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Passeando pelas ruas medievais de Périgueux.

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Vou ter que confessar nosso crime, contra tudo o que eu prego, aqui acabamos ficando no Hotel Ibis, nada contra quem gosta do Ibis ( Para quem não conhece o Ibis é uma cadeia de hoteis budget francesa, que tem hoteis espalhados pelo mundo)  por principio não fico, pois os quartos e o hotel como um todo, são absolutamente iguais, esteja você em Bangkok, Paris ou Rio de Janeiro, não tem surpresa, para mim o Ibis não tem alma.

Mas aqui em Périgueux ele era absurdamente bem localizado, na beira do rio a 2 quadras do centrinho, ok desta vez passa!

Jantamos no Restaurante Le Clos de Saint Front, era TOP, sério, pratos muito elaborados, eu comi uma truta maravilhosa e a Victoria que é vegetariana foi contemplada com um prato cheio de abobrinhas, beringelas, tomatinhos confit, queijos, tudo delicioso. A casa do restaurante toda de pedra, antiga linda, recomendo.

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Restaurante Le Clos de Saint Front

Na manhã seguinte fomos tomar café na praça principal da cidade, as vezes acho muito bem pegar hotel sem café da manhã e tomar nas boulangeries ou cafés da cidade. Estava acontecendo o mercado semanal, melhor lugar para se conhecer mais profundamente uma cultura é o mercado. Frutas, verduras, queijos, embutidos e a estrela local – o Foie Gras, tudo direto dos pequenos produtores locais – mastercard não?

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Abril, temporada de Aspargos e Morangos ( rabanetes dão o ano inteiro)

De Périgueux seguimos para Bergerac, aposto que você já ouviu falar no Cyrano de Bergerac,   personagem  de uma peça de teatro com o mesmo nome,  de autoria de Edmond Rostand, que tinha o nariz enorme, é inspirado em uma pessoa real Savinien de Cyrano de Bergerac , um escritor cuja familia possuia terras na região.

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O Rio Dordonha passa ao longo de Bergerac, ali nas margens saem vários passeios de barco .

O centro histórico de Bergerac é lindo, uma volta no tempo, tudo nos remete a idade média, as construções perfeitamente preservadas, a tranquilidade só foi perturbada por uma feirinhas de antiguidades que estava instalada na praça.

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Feira de antiguidades em Bergerac

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Uma homenagem ao seu cidadão mais ilustre – Cyrano de Bergerac

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Em cada recanto um clique de cartão postal.

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Já no mercado de Perigueux havíamos nos abastecido de queijos, presuntos, tomates, azeitonas, cogumelos e tudo o mais que é necessário para um pic nic de primeira, o vinho compramos aqui em Bergerac, já que a região é célebre por seus vinhos, as uvas cultivadas aqui são Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc e para os brancos Sauvignon Blanc e Semillon. A região não é tão famosa quanto a sua vizinha Bordeuax. Em Bergerac se produz vinhos de alta qualidade até os mais simples.

Entramos em uma estradinha e escolhemos o lugar do primeiro de uma série de pic nics que fizemos aqui na Dordonha. 

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Nosso destino era a cidadezinha de Les Eyzies-de-Tayac, lugar da Caverna de Font de Gaume.

Font de Gaume -  A Gruta de Font-de-Gaume é a última grande gruta decorada da França que, apresentando obras policromas, permanece aberta ao público. As obras são comparáveis pela sua riqueza às da caverna de Altamira ou da de Lascaux, embora o seu estado de conservação seja claramente inferior. Fonte Wikipédia.

Em  Lascaux e Altamira a gente visita  reproduções das grutas, pois as originais estão fechadas há anos para visitação pública.  Aqui a gente vê as pinturas originais feitas algo em torno de 15000 anos, eu fiquei arrepiada, é daquelas memórias que ficam com a gente para sempre. O número de visitantes é limitado, a Gruta abre as 9h, chegamos lá às 8:30h e fomos as primeiras, o guia disse que no verão as pessoas chegam as 3h da madrugada…

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Entrada da Gruta de Font de Gaume

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Pintura de um Bizão. Foto: Turismo de Les Eyzies

Les Eyzies acabou se revelando uma boa surpresa, chegamos à tardinha, quando toda a paisagem se cobre com um manto dourado. A cidadezinha fica na confluência de 2 rios o Vézère e o Beune de um lado e do outro um massivo de montanhas.

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Entrando em Les Eyziers-le-Tayac

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Neste massivo de montanha que está localizado o Museu Nacional da Pré História.

Nosso Hotel chama-se  Hostellerie du Passeur, recém reaberto, muito bom, na margem do rio e o restaurante é maravilhoso.

Destaque para as sobremesas que são divinas, comi um suflê de Grand Marnier que era uma loucura!

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Hotel em Les Eyziers – Hostellerie du Passeur

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Vista da janela.

Na sequência vou falar de Beynac, Domme, Rocamadour e a jóia de St Cirq Lapopie.

Santa Catarina , Ganchos e o luxo de praias inexploradas

31 de março de 2014 0

O verão já está dando adeus mas é no outono que o tempo fica mais seco e podemos desfrutar das praias com toda a tranquilidade para descobrir recantos e lugares menos explorados. Foi com este intuito que partimos para o norte de Florianópolis , mais especificamente Governador Celso Ramos.

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 Esperamos uma previsão de tempo quente no final de março e mesmo sem reserva , que nesta época não é muito necessário fizemos descobertas memoráveis. A região é mesmo menos explorada pelo turismo mais comercial , cheia de baías recortadas por montanhas verdejantes, é o paraíso das fazendas de ostras e das vilas de pescadores quase nativas. Partimos pela BR 101 até a saída para a SC 401 que faz a volta inteira na península.

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Ganchos de Fora

A primeira praia que avistamos foi de Ganchos do Meio, uma praianha onde o tempo parece que não passou , os pescadores reunidos para a saída do dia fazem o clima remontar a um passado já longínquo em outras paragens. Tudo é colorido , barcos partem traçando linhas no mar, na beira da praia as crianças criam desenhos na areia, tudo respira calma e completude.

 

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Ganchos do Meio

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Ponta dos Ganchos é um dos resorts mais exclusivos do Brasil e faz jus a sua fama, em meio a uma natureza perfeita o homem só fez acrescentar espaços idílicos e delicadezas. O hotel oferece acomodações simplesmente fantásticas e o serviço é perfeito em cada detalhe.

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Para dias não tão lindos , oferece opções para uma lua de mel perfeita!

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Em busca de um diferencial acabaram de contratar um artista , para pintar as almofadas de praia , ficou um show!

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Gastronomia? Querem babar com pratos de ostras frescas , frutos do mar grelhados e sobremesas de tirar o fôlego! Pois aí vai só um gostinho.

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E para completar , uma massagem com visual de arrasar? Pois nunca vi tão perfeita , pode não ter a técnica das tailandesas , mas o visual não perde para lugar nenhum do mundo!

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Mesmo com toda a mordomia , não aguento ficar muito tempo parada, e partimos para desbravar outras opções. Palmas é a maior praia da região mas mesmo assim ainda tem um clima meio retrô, muitos terrenos vazios e espaço para corridas e futebol ao entardecer. Seguindo pela estrada que costeia o mar , fazendas de gado e plantações dominam a paisagem.

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Palmas

Logo adiante algumas praias praticamente desertas , um luxo inestimável em dias de planeta repleto em todos os pontos cardeais! Praia de Cordas , Praia das Bananeiras e muitas outras só acessíveis por trilhas a pé. Ficou um gostinho muito forte de quero mais!

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Praia de Cordas

Armação da Piedade é uma prainha que é de chorar no cantinho , tão lindinha. Tudo no diminutivo mesmo , porque é pequena e ainda tem uma capelinha que faz um tipo meio cenário de novela das seis. Uma trupe de ciclistas fazia picnic por ali, o maior astral. Amei. A partir de Fazenda da Armação não fomos mas não vai demorar.

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Armação da Piedade

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Tchau e até muito breve, para desvendar a outra parte da península!

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Experiências desconcertantes em ambientes luxuosos : uma Índia de sonhos possíveis

28 de março de 2014 3

Eu já andei um bocado por este mundo , descobri lugares diferentes que eu não sonhava e me surpreendi com luxo e a gentileza no sul da Asia.

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Mas a India superou qualquer previsão, um povo amável, apesar de pobre e muitas vezes sofrido, nos aguarda em ambientes criados para surpreender o mais exigente dos mortais.

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Foi um roteiro de hotéis, ambientes e experiências fora do lugar comum.

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Começando em New Delhi onde se poderia esperar uma hospedagem tradicional no estilo inglês, ( que é possível no Hotel Imperial) mas nos aguardava o Hotel The Lodhi , uma construção moderna com decoração contemporânea. Cada quarto é servido por um butler, ou mordomo, que faz seus desejos virarem realidade, roupas penduradas nos cabides e vestidos amarrotados passados num passe de mágicas.

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Um Spa repleto de aromas e massagens para relaxar até costas castigadas por mais de 24 horas de voo, além de um clube completo com quadras de tenis e academia. Cada suíte é servida pela sua piscina particular, privacidade e conforto sem precedentes.

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A experêencia por aqui foi um jantar na sala de vidro , cerca por um espelho d’agua e toda iluminada por tochas. Para completar falávamos sobre as bonecas vestidas de indianas e como por encanto surgiram 4 barbies indianas que nos foram regaladas como mimo. O sonho estava somente começando.

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Seguimos para Agra, afinal o Taj Mahal é a epítome indiana. Mas ter a varanda do seu quarto voltada para este monumento ao amor inspira qualquer um, acho que comecei a deixar um pedaço do meu coração por lá. O Oberoi Amarvilas é um oásis em meio a uma cidade caótica , que sobrevive praticamente dos turistas , a maioria indianos,  que vão em busca das promessas de amor eterno do Taj. Uma piscina nababesca nos aguardava para ver o sol se por como uma bola vermelha em meio as brumas.

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Em cada despedida nossos dedicados cozinheiros , camareiras e outros funcionários do hotel perfilavam-se para o adeus. Um extremo de gentileza .

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Uma viagem aventuresca por estradas sem lei nos aguardava entre Agra e Jaipur, a capital do Rajastão , reino de Marahajas e Maharanis de mil e uma noites. Muitos deles falidos,  acabaram transformando seus palácios em hotéis, para nosso regozijo.

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Jaipur é uma enorme muvuca, e o Oberoi Rajvilas fica fora do centro , com a graça de Shiva. O serviço começa com a indumentária do pessoal , um charme histórico . As pessoas te chamam pelo nome e nao cansam de se oferecer para ajudar em qualquer dificuldade.

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Jardins impecáveis e um templo de mais de 300 anos completam o ambiente. Assistimos a cerimônia, Puja que acontece duas vezes ao dia depois de uma aula de yoga .

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A lua que vinha crescendo já se mostrava luminosa e foi num clima de excitação que cada um de nos ganhou seu sari ou kurta pajamas,  para uma festa a rigor, com o detalhe de ter uma camareira particular para montar o visual.

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Nos aprofundamos na região, o Rajastão tem um clima mais seco e os campos deixam de ser verdejantes para se tornarem áridos. Mas a população é eminentemente agrária e os personagens que vemos pelo caminho são quase bíblicos. Mulheres carregando a água do dia na cabeça, peregrinações até o Rio Ganges em busca da água sagrada, camelos , elefantes juntam-se a macacos e vacas pelo caminho, chamamos os big five da Índia.

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A velocidade tem que ser controlada, a estrada é pontuada por surpresas , mas vale cada susto.

Depois de oito horas de emoção na estrada chegamos a Udaipur, e aqui nenhum adjetivo será suficiente, a Veneza da India flutua sobre lagos encantados que exalam misticismo. O City Palace domina a paisagem sobre a encosta da montanha e das ilhas do lago surgem castelos que parecem brotar das brumas de Avalon. 

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O Oberoi Udaivilas incrivelmente supera seus irmãos em tamanho, serviço e bom gosto. A beira do lago com uma vista deslumbrante, cerca-se de água com piscinas privativas de cada uma das vilas. Eu já não caminhava , levitava entre estes ambientes perfumados com  som delicado e sutil como os indianos.

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Ao entarder o barquinho do hotel nos pegou e fomos levados ate o Hotel Taj Lake Palace, antiga residência do Maharani de Udaipur. Uma construção que surge diretamente da água sem que se vislumbre nem um tantinho de terra, como uma miragem . Ele possui um barco privado que faz o passeio pelo lago, gente,  fico engasgada para descrever este momento .

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Como queria ter o talento da Martha Medeiros com as palavras para conseguir pintar este quadro. Tenho que parar um pouco para tomar fôlego e continuar.

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Som de cítara, o barco todo rodeado de almofadas, vinho e o céu vermelho, num por de sol deslumbrante enquanto deslizávamos sobre a água prateada. As luzes dos  palácios foram se acendendo a medida que navegávamos, quando ninguém mais poderia imaginar um cenário mais perfeito a lua nasceu atrás da cidade e paramos em uma floresta de colunas de onde uma música forte , meio cigana, começou a tocar e dançarinas portando tochas de fogo surgiram para um show particular.

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Se as emoções já estava a flor da pele , aqui transbordaram, como uma chuva de pétalas de rosas que jogaram sobre nós quando nos encaminhávamos para jantar na  ilha. #Chorei #Morri.

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Rishikesh no pé do Himalaya e SPA Anada vão ter que ficar para o próximo post , fiquei esgotada com tantas lembranças.

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Roteiro pelo Vêneto

20 de outubro de 2013 13

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A região do Vêneto no norte da Itália, é bastante familiar na serra Gaúcha, pois foi de lá que muitos de seus ancestrais emigraram no século XIX em busca de uma vida nova em terras distantes.

Eu me incluo neste passado com a diferença que meu pai emigrou mais recentemente, depois da segunda guerra mundial. Desde muito cedo fui familiarizada com os nomes das cidades, das comidas, lembro de quando comprávamos alcachofra e a moça do caixa invariavelmente tinha que perguntar o que era aquilo tão diferente…

É uma região muito bonita e interessante, e para aqueles que tem vontade de conhece-la, resolvi montar um roteiro básico onde inclui as coisas que são imperdíveis neste trajeto.  

Nosso roteiro começa na cidade de Verona, imortalizada na tragédia de Shakespeare que narra o romance impossível de Romeu e Julieta.

Saindo do Brasil até Milão, você pode optar alugar um carro no aeroporto e pegar a auto estrada, ou pegar um trem até Verona e lá alugar um carro.

Verona 

Vista da cidade de Verona.

Dois dias em Verona dá para fazer muita coisa, não é uma cidade enorme, o centro histórico é lindo e bom de fazer a pé ou de bicicleta.

As principais atrações são a arena romana, um anfiteatro romano, construído no ano 30dc, que está muito bem conservado, e até hoje são apresentadas óperas e shows durante o verão.

Anfiteatro romano.

A casa de Julieta também atrai muitos turistas e apaixonados que deixam bilhetinhos de amor na entrada do túnel que leva até a famosa sacada.

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A famosa sacada de Julieta.

O comércio de Verona é especialmente atraente, pois tem concentrados em uma única rua, que vai da Arena até a casa de Julieta, as melhores grifes italianas.

Passeie pela cidade, entre em suas igrejas, elas as vezes escondem raros tesouros.

Seguindo nosso roteiro , nossa próxima parada é a pequena cidade de Soave, onde videiras e um lindo castelo medieval no topo de uma colina, dominam a paisagem. Estacione o carro e vá caminhando até o castelo, vale a subida, pois de lá se tem uma vista de 360 graus de toda a região. E a cidadezinha nos dá a sensação de ter voltado nos tempos de Ticiano e Tintoretto. Pare em algumas das tantas caves e bares para saborear um Spritz, bebida muito em moda por estas bandas.

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Soave

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E o Spritz, a bebida de verão italiana que já chegou no Brasil.

Depois de uns 45km chegamos na cidade de Vicenza, famosa pela suas feiras de ourivesaria. Vicenza é outra cidade que vale muito a pena conhecer, não é uma cidade que transborda de turistas como a maioria das cidades italianas.

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Piazza del Signore -Vicenza Foto: Wikipédia

No centro tem a Pizza del Signore, com um café estrategicamente colocado de onde se pode ver a vida dos vicentinos passar.

Não deixe de visitar o, projeto do ilustre arquiteto renascentista Andrea Palladio. O teatro  agenda apresentações até hoje e tem incrivelmente bem conservados cenários da sua criação.

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Jardins do Teatro Olímpico.

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A perfeita ilusão do cenário em perspectiva no Teatro Olímpico.

Passeie pela rua principal, a Corso Palladio, cheia de lojas, cafés, livrarias e muitos restaurantes nas adjacências. Antes de deixar Vicenza reserve um tempo para conhecer ao menos 2 das villas projetadas por Palladio, talvez a mais famosa seja a La Rotonda, um belíssimo exemplo da arquitetura renascentista, só confira os horários de visitação, que são poucos. Em Vicenza suba o Monte Bérico e almoçe no Restaurante Sette Santi, a comida é muito boa e você tem uma vista incrível da cidade.

Confira o site : http://www.settesanti.it/homepage.html

 

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 Villa La Rotonda, projeto de Andrea Palladio. Foto WikiArquitectura.

De Vicenza você tem algumas opções de passeios, se quiser um pouco do ar da montanha, minha sugestão é subir até Asiago, uma espécia de Gramado dos vicentinos, uma cidadezinha que guarda muito as características austríacas, e centro de esqui no inverno. A paisagem é muito bonita, no verão com aqueles gramados que parecem campos de golfe. O queijo famoso é o chamado grasso de Asiago. Esta região de montanhas nas proximidades de Vicenza eram muito utilizadas como estação de veraneio, assim como as pessoas se retiravam para as praias nos meses quentes de verão, muito vicentinos vinham para a montanha onde o ar era mais fresco e o contato com a natureza maior.

A familia do meu pai possuia uma pequena casa num vilarejo chamado Mazo, este lugar povoou a minha infância pois meu pai falava dele como fosse o paraíso sobre a terra. Nas suas memórias ligadas a Itália, este lugarzinho perdido é o que ocupa o lugar mais importante e ele fez questão que todos nós fossemos lá conhecer. É um lugar de onde sai uma linda trilha montanha acima, muito agreste, perfeito para um piquenique.  Casa de verão em Mazo de tempos imemoriais….  não deixe de conhecer, é linda! Na descida de Asiago em direção a Vicenza não perca de parar na Birreria Sumano, além da cerveja produzida por eles, tem umas bruschettas de presunto de parma e parmiggiano de Asiago que são o acompanhamento perfeito.

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Birreria Sumano

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Casa de Mazo

Nossa próxima visita é a cidade universitária de Padova. Entre as atrações de Padova ou Pádua em Português está a Basílica de Santo Antônio, este mesmo o santo casamenteiro, além de você ir lá pedir uma ajudinha ao santo, você aprecia as 29 peças executadas por Donatello para o altar desta igreja.

Se você for devoto passe por trás do altar e lá está exposta a lingua(!) de Santo Antônio.   É claro que qualquer roteiro no Vêneto que se preze deve incluir sua cidade mais famosa,  Veneza, também conhecida por La Sereníssima.

Veneza capital de uma das repúblicas mais poderosas da Itália, a República de Veneza, onde existia um intenso comércio com o oriente, principalmente com Constantinopla e conserva até hoje em sua arquitetura influências bizantinas. Veneza que sedia umas das bienais de Arte mais prestigiadas e importantes do mundo.

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Ponte do Rialto.

Se você já foi a Veneza certamente terá alguma queixa de mau atendimento de garçons, uma vez um garçom se negou a nos servir só saladas… essas coisas acontecem em Veneza, hordas de turistas?? Essa é uma constante em Veneza, mas não desanime, a cidade vale a pena estes transtornos. Meu conselho durma ao menos uma noite em Veneza, está provado que a grande maioria dos turistas vai apenas passar o dia e a noite você pode passear tranquilamente e se transportar no tempo quem sabe para  clima da peça de Shakespeare, o mercador de Veneza! Que no filme atual com Al Pacino tão bem soube reproduzir a cidade dos tempos do gueto judeu.    

Este post já está longo demais, espero que vocês tenham se inspirado e estejam planejando em incluir a região do Vêneto na sua próxima viagem para a Itália!!

Arrivederci!