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Posts de maio 2010

O charme de andar entre as nuvens

31 de maio de 2010 0

Na época em que voar ainda era uma coisa romântica e até aventureira, uma loirinha de 25 anos procurou o administrador da Boeing. Ela queria pilotar aviões.

O administrador se surpreendeu com a firmeza da moça. Entretanto, quando descobriu que era enfermeira, achou melhor contratá-la para cuidar dos passageiros no ar.

Em sua opinião, viajando com Ellen Church, uma profissional acostumada a cuidar de seres humanos muitas pessoas se convenceriam de que subir às nuvens não era tão arriscado como supunham.

Além disso, alguma vezes os passageiros realmente  precisavam de socorro. Os aviões não tinham pressurização.

Os passageiros enfrentavam enormes diferenças de temperatura e o ruído dos motores era quase insuportável.

Há 80 anos, na manhã de 15 de março d 1930, um trimotor com capacidade para 12 passageiros, decolou de Oakland para Chicago.

A bordo estava a ousada Ellen, primeira aeromoça da história.

A novidade fez sucesso e ela foi encarregada de treinar outras sete enfermeiras para formar a equipe pioneira de uma profissão de elite.

O salário era ótimo: 125 dólares por mês.

Como os corredores dos aviões eram estreitos e o teto muito baixo, as candidatas tinham que ser magras e medir no máximo 1.62m.

Todas as empresas imitaram a Boeing.

Anteriormente, o serviço de bordo era realizado pelo co-piloto. Muitas vezes ele se limitava a carregar a mala do passageiro, ajuda-lo a subir a escada do avião e, para desobstruir os ouvidos no ar, oferecer-lhe Chiclets, a inventiva goma de mascar, lançada em 1906 por Cadbury Adams.

A comida que as aeromoças  entregavam era modesta. Resumia-se a um sanduíche embalado em papel encerado e café em copo de papelão.

Em 1934 a American Airlines adquiriu um avião com capacidade para 18 passageiros, e introduziu comida mais substanciosa a bordo, oferecida em uma caixinha.

Passados dois anos, a concorrente United Airlines ao voar com um avião com capacidade para 21 pessoas, deu o troco.

Instalou em um hangar a primeira cozinha de preparação de pratos elaborados. Em princípio, inaugurou o catering aéreo.

Inicialmente, os passageiros comiam em terra, no restaurante do aeroporto. Só depois as preparações passaram a ser embarcadas em recipientes térmicos, que as mantinham quentes por duas horas.

Dois inventos revolucionaram a comida a bordo: a técnica de congelamento rápido e a invenção do forno de convecção, substituída atualmente pelo de micro-ondas.

No âmbito doméstico, a multiplicação dos vôos de baixo custo e a guerra das tarifas tem difundido a praxe do passageiro pagar a bordo o que consome.

Em viagens internacionais, porém, a comida continua sendo um diferencial para atrair clientes.

Adaptado de Dias Lopes, do Estado de São Paulo, em homenagem ao ex comissário da Real Transportes Aéreos Octávio Medeiros de Albuquerque.

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New Orleans para viver e se apaixonar por sua história, gastronomia e riqueza cultural

28 de maio de 2010 0

Cláudio Hemb, produtor de seriados policiais para a televisão americana é gaúcho mas reside em New Orleans, dividindo seu tempo  entre o Brasil e os Estados Unidos. Aqui ele dá dicas para quem pensa em incluir a cidade em suas rotas turísticas.

Sócio de uma das maiores academias de Porto Alegre, a Body One, localizada na esquina da Fabrício Pillar com a Silva Jardim, Cláudio Hemb divide seu tempo entre esta atividade e a produção de programas para televisão nos Estados Unidos, na maior parte com foco em histórias policiais ou como ele prefere definir, “histórias reais com início, meio e fim”.  Neste momento ele está em solo americano, iniciando mais um documentário, dentro desta temática.

Cláudio é eclético, com uma saudável inquietude que o faz atuar em áreas tão distintas. Talvez por influência familiar uma vez que seu pai, João Jorge Hemb, falecido em 1961, foi engenheiro do DAER e escolhido para ir à França estudar hidráulica, tendo sido um dos construtores da Ponte do Guaíba, com suas elevadas como a conhecemos hoje.

Criado nos Estados Unidos, Claudio estudou num internato no Mississipi, dirigido pela mesma ordem dos padres anchietanos daqui. Depois, percorreu mais de 130 cidades e escolheu New Orleans para firmar residência e dar andamento aos seus projetos profissionais de produção para TV, um deles, filmado em 87, sobre adolescentes, lhe garantiu um EMI internacional. 

Cláudio Hemb é fonte de informações e dicas certeiras para quem deseja visitar New Orleans. Mesmo depois do furacão katrina, em 2005, que deixou 200 mil casas abaixo d’agua, New Orleans ainda é um lugar com muitos atrativos. “A parte antiga da cidade não foi afetada”, conta Hemb, enfatizando que hoje 60% da cidade está recuperada. Com 80% da cidade submersa por um mês, ele vivenciou o drama humano de pessoas sem ter como retornarem para suas casas, muitas inclusive sem ter para onde ir e sem dinheiro. “Se existe inferno, eu senti o cheiro”, comenta.

Até então visitada por cerca de 12 milhões de turistas ano, New Orleans hoje recebe de 8 a 9 milhões, o que traduz de certa forma sua volta à normalidade.

O que deflagrou sua escolha para firmar residência em New Orleans? Segundo ele, cinco razões, por ordem: cultura, arquitetura, gastronomia, jazz e voodoo. Não é à toa que sua última produção para televisão, que acaba de ser comercializada é sobre o voodoo, seita disseminada entre os africanos transplantados nas Américas, dentro de uma visão mais contemporânea desta tradição, com muita dança, muito pedido de ajuda às divindades.

A arquitetura, sublinhada pelos prédios antigos, foi um grande atrativo para este produtor. “Me senti em casa com todo aquele estilo de vida, numa espécie de viva e deixe viver” . Quanto ao jazz, o produtor diz que o tradicional ainda pode ser apreciado por saudosistas, mas também nesta área a cidade vem ganhando evolução, reforçada pela presença de muitas casas noturnas que tocam hoje diferentes estilos musicais.

Quem quiser saber um pouquinho sobre a gastronomia local, pode conferir dicas e sugestões na próxima semana.

 Por Clarice Ledur

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O que é bom tempo?

26 de maio de 2010 0

Aos poucos estamos ficando dependentes das informações.                  

De manhã porque precisamos saber se devemos usar o puloverzinho, um guarda-chuva ou apenas uma t- shirt.

Mas aí eu pergunto:                                                                        

Qual é o bom tempo?

Bom para quem? Para quem vai à praia ou para quem tem uma lavoura?

Vento frio, céu nublado e daí?

O que mais se pode querer de um fim de semana de outono?

Esse negócio de tempo bom é muito relativo.

Alguns finais de semana mesmo com pouco sol ou até com chuva são uma delícia.

 O Brasil é bom, mas poderia melhorar se conseguíssemos nos desvincular do céu azul.

Pensava nisso no domingo quando tinha um encontro marcado.

De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar?

Tempo bom, como se vê, é outra coisa: é o que temos na cabeça.

Aproveita que a vida passa, mesmo com céu coberto.

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Boa viagem e divirta-se se for capaz.

24 de maio de 2010 0

Dentro de uns dias estarei entre o crack da Grécia e a fumaça do vulcão.

Hoje é um hábito, uma mania, mas já foi uma compulsão.

Passei boa parte da minha vida de um lado para o outro, ao ponto de às vezes me sentir um estrangeiro na minha cidade. Coisa grave.

O rumo dessa vez é a Europa que gosto muito, mas que o valor do euro tem me mantido afastado.

Aliás, você que é um leitor do Viajando…por uma questão de lealdade recíproca, devo dizer que andei comparando os preços.

Diante dos atrasos pelas fumaças do vulcão e dos próximos desequilíbrios econômicos que vem por aí (Espanha, Portugal, Irlanda e na bela Itália) sugiro andar pelas Américas e pelo Sudeste Asiático que é espetacular.

São lugares em que o nosso dinheiro vale o dobro. (Se você conhecer umas 700/800 palavras de inglês ou espanhol vale o triplo).

Dicionário funciona, mas não é o ideal. Claro que você pode entrar em um restaurante e pedir um “against filé”, não vai passar fome, mas dificilmente obterá o contra filé que queria.

Rice greek” também não garante que você terá arroz a grega em seu prato e  lembre-se que filé a milanesa não existe em Milão.

Portanto, pense bem com carinho nos restaurantes italianos.

Pizza, lazagna, spaguetti ou canneloni são mais ou menos iguais em qualquer idioma.

Se for um país francófono é certo que você vai comer bem e os nomes franceses já se popularizaram no mundo todo, mas se quiser só tomar uma cervejinha, evite pedir: Le butecô prochain.

 Restaurantes indianos também servem, pois peça o que quiser e você  só sentir o gosto do curry.

Mas isso são apenas avisos ou conselhos que podem ajudar, mas tenha em mente que  if it gives a cake I take my body out!

Boa Viagem!

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Clarice Ledur

21 de maio de 2010 0

É jornalista, pós graduada em Marketing pela Universidade Paulista. Atuou em veículos, agências de propaganda e na área de assessoria.

Hoje está voltada a projetos editoriais e a elaboração de cases de marketing.

É colunista do site Coletiva.net para o espaço semanal Gournet.

Editora entre outros do livro da Confraria Bom Gourmet.

Seu currículo é longo para que se leia na telinha.

Vocês vão gostar.

Pastel Santa Clara

A receita sem segredos de Maria Teresa Schaan Pessano, a mestra da pâtisserie no Rio Grande do Sul.

 A gaúcha Maria Teresa Schaan Pessano é uma conhecedora da arte culinária na sua essência. Do salgado ao doce, dos pratos frios aos quentes, ela carrega em sua trajetória experiência, sabedoria e um constante aprendizado em busca de texturas e sabores.

Professora, com passagens por inúmeros estabelecimentos na capital e pela tradicional escola Castelli, em Canela, na região serrana, atrelou seu nome durante muitos anos ao jornalismo especializado, assinando semanalmente uma coluna no caderno de gastronomia do jornal Zero Hora.  Também dava aulas em casa, dividindo todas estas atividades com a preparação de festas e banquetes, sublinhando com destaque seus quase 50 anos de atividade profissional.

Aposentada, hoje se dedica à pâtisserie pelo puro prazer de testar receitas, inclusive antigas elaborações, aprimorando e adaptando ingredientes aos novos tempos. Apreciadora de uma boa mesa exibe requintes de bem comer e bem servir, traduzidos em diversos livros publicados, com cardápios e sugestões para festas e para o dia a dia.

Foi pioneira em ensinar as técnicas da massa folhada, há mais de 30 anos, aprimorando igualmente esta receita ano a ano. Em suas mãos, as massas ganham forma. São pães, croissants, bolos, tortas e tantas outras iguarias que levam como ingrediente principal o talento de Maria Teresa.

Já abriu as portas de sua cozinha para o amigo Claude Troisgros, Roberta Sudbrack, Neka Mena Barreto, ensinado o preparo de uma de suas especialidades, o Pastel Santa Clara. Maria Teresa Schaan Pesano é imbatível também nesta receita. Com sensibilidade, é capaz de avaliar as condições de calor e umidade, adaptando miligramas de farinha, água, sal, manteiga, açúcar ou qualquer outro ingrediente ao clima, numa perfeição comprovada ao final de cada prato que retira do forno ou da geladeira.

Esta relíquia da doçaria conventual, originária de Coimbra/ Portugal e confeccionado desde a Idade Média, rompe as barreiras do tempo, preservado divinamente na mesa desta gaúcha.

Farinha, ovos, sal, óleo e água constituem a base da massa, cujo segredo passa pelo sovar e pelo descanso. Depois, é aberta pouco a pouco em uma mesa, coberta com uma toalha polvilhada com farinha. O resultado é mais do que surpreendente, uma massa semelhante a um fino lençol, transparente, suave, leve, solto, que vai sendo estendido até ultrapassar as bordas da mesa. Uma conquista calcada em anos e anos de experiência, tentativas e perseveranças passando por erros e acertos.

O passo seguinte, testar o grau de umidade da massa, o corte em retângulos, seguido do recheio, um doce de ovos, uma receita da mãe de Maria Teresa, também preservada no tempo. O Pastel é finalizado com poucos minutos de forno, culminando em uma massa dourada, crocante, em  finíssimas camadas adocicadas pela leveza do recheio.

O Pastel Santa Clara de Maria Teresa Pessano é um deleite para os olhos, para o paladar e para o coração. Um deleite que inicia no amor pelo preparo, passo a passo e encerra no ensinamento dos segredos, sem segredos, que ela repassa a todos que sonham em dar continuidade a esta iguaria em suas cozinhas.        

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O Irã sem véu

20 de maio de 2010 1

O texto que transcrevo é de Shirin Neshat.                                                           

Artista plástica que fez da revolta o seu ganha pão.

Também cineasta, levou o Leão de Prata, o segundo premio mais importante do Festival de Veneza e com ele marcou a sua estréia no cinema.

Ela diz:

A ditadura no Irã se alastra como uma doença pelo Oriente Médio. Se continuarmos a apoiar um governo que prende e tortura ativistas, disseminaremos isso pelo mundo. Hoje é o Irã, amanhã será o Egito e, depois, o Chile. Temos que apoiar os jovens que lutam pelos direitos humanos por princípios básicos de sobrevivência e pela democracia.

Entendo que a Venezuela receba o presidente do Irã, mas o Brasil? Francamente! Um país que endossa o atual governo iraniano assume uma grande parcela de culpa. É inacreditável o que Ahmadinejad vem fazendo contra seu próprio povo.

Não conheço nenhum outro país em que os direitos humanos sejam violados de uma maneira tão extrema. Um governante que tortura, mata, intimida inocentes para ficar no poder é inaceitável.

Ahmadinejad  é o boneco dos extremistas islâmicos. Ele funciona bem como propaganda para muçulmanos fanáticos, pois exacerba o sentimento anti Israel.

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Mais street food

19 de maio de 2010 0

Andei escrevendo sobre “comida de rua”, uma tradução do “street food” que é tudo o que se pode comer de pé na rua (e se lambuzando).

Os cardiologistas não concordam, mas é ótimo.

Quem sabe por que mata a saudade do cachorro quente de balaio. (estou entregando a idade).

Aliás, é curioso que todos estes tipos de lanches vêm lá de cima, todas as modas também  e são adotadas por nós pela sua praticidade, mas não impostos por eles ( como a calça jeans, os tênis, as Tshirts, os bonés de baseball etc…)

Foi assim que chegaram até nós o hambúrguer e o cachorro quente que com o nome de hot daschund não emplacou. Ninguém conseguia pronunciar esse nome.

Aí, um americano comprando, mas não conseguindo repetir o nome que o alemão dissera , perguntou: Porque você não chama de hot dog?

O alemão gostou da idéia e hoje temos o Zé do Passaporte e até o Cachorro do Rosário Corporation que é mais falado que o próprio colégio.

Mesmo o “Viajando” não se dedicando a parte econômica, posso dizer que o cachorro quente do Rosário deveria ir para as páginas da Revista Exame ou de algum caderno sobre economia.

Ele fatura por dia o preço de toda a carrocinha, ou seja, de todo o investimento. Já imaginaram? Quem mais faz isto?

Mas o que eu queria mesmo dizer é que eu escrevo sobre street food até hoje.

Quem vai nos deliciar daqui para frente escrevendo sobre comida, gastronomia e temperos é a conhecida e reconhecida Clarice Ledur que além de publicitária tem a cozinha como seu hobbie.

Tenho a sorte de ser um dos seus pilotos de prova, junto com o Atílio Carlucci e o engenheiro Caporalle, todos da Confraria Bom Gourmet.

Então, posso dizer que a Clarice alia grande técnica, um bom gosto relevante e uma qualidade final admirável.

A prova disso é que o seu hoby floresceu e já estão dando frutos, muitos frutos.

Nos últimos 12 meses está se dedicando a almoços e jantares de empresas, comprovando que tudo que se faz com amor acaba sendo reconhecido.

O seu email é clariceledur@terra.com.br

Não estou exagerando, vocês vão ver.

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Com um amigo assim...ninguém será membro do Conselho de Segurança

18 de maio de 2010 1

O chanceler Celso Amorim foi recebido pelo presidente Ahmadinejad alegadamente para fins pacíficos, mas suspeito de tratar de assuntos ligados à produção da bomba.

As transgressões consistem na recusa iraniana de dar aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica o acesso às suas instalações, materiais e equipamentos nucleares.

A recusa nunca é taxativa, evidentemente. Manifesta-se pelo silêncio ou pela fraude.

No ano passado, por exemplo, quando foi revelada a descoberta de um centro clandestino para  a produção de urânio enriquecido nas montanhas próximas à cidade sagrada de Qom, Teerã alegou que estava para comunicar a sua existência.

A outra escala de Amorim foi Ancara, na Turquia, cujo governo compartilha com o do Brasil a oposição às sanções, preferindo os entendimentos diplomáticos. Claro eles sabem o que é terem vizinhos como o Irã, ainda mais agora que apesar dos problemas com os curdos querem entrar no Mercado Comum.

Argumentam que as sanções serão ou inúteis- como foram as três séries anteriores ou contraproducentes: se ferirem a economia iraniana.

Em termos práticos, Brasil e Turquia propõem dar uma nova chance. Rússia e  França produziriam urânio enriquecido a 3% para remetê-lo de volta mais tarde enriquecido a 20% sem radiativos, com fins medicinais.

A idéia chegou a ser acolhida pelo presidente iraniano em janeiro, dando a entender que o material poderia ser confiscado. Ahmadinejad disse que o Irã só faria negócio se a troca fosse simultânea

Em favor da posição brasileira, Amorim lembra que os turcos, ” membros da OTAN” e vizinhos do Irã, são provavelmente os últimos a querer uma bomba tão perto.

O argumento ignora os vínculos históricos entre os dois países. Já no caso do Brasil nada remotamente parecido com isso existe.

Outra diferença é de atitude. A Turquia defende o diálogo com o Teerã, porém é aliada tradicional dos EUA e seu presidente não corteja e nem confraterniza com Ahmadinejad, como faz o nosso presidente, para perplexidade dos observadores internacionais.

A diplomacia brasileira desconcerta pelo simplismo. Mas o pior mesmo, como diz a candidata Marina Silva é que “é a única democracia ocidental que tem dado audiência para Ahmadinejad”.

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A esquerda que me perdoe, mas só a dinâmica americana proporciona estas....

17 de maio de 2010 0

Um taco com recheio de korean barbecue. Soa estranho, mas está sendo vendido num trailer que circula por Los Angeles. Também soa estranho, mas funciona, aliás, funciona tanto que seu autor acaba de ser eleito chef-revelação pela revista Food & Wine.

O autor da façanha nasceu na Coréia do Sul e chegou aos Estados Unidos com 2 anos de idade.

Usa boné com aba para trás, calça jeans, tênis e tatuagens.

A aparência engana. Ele é um chef com formação clássica e trabalhou em restaurantes estrelados, mas só fez fama depois que começou a fazer seus tacos. O mais estranho é que como não tem ponto fixo, anuncia pelo Twitter aos seus 50 mil seguidores onde vai estacionar seu trailer a cada dia.

Até os 24 anos, Choi não queria saber de nada. Passava as noites nas boates e os dias em frente a TV. Foi assim que se interessou por cozinha. Costuma dizer que quem o salvou foi o chef Emeril Lagasse, apresentador de um programa de culinária.

Desde que começou a cozinhar Choi este é seu nome, sempre gostou de ousar e misturar ingredientes que não comumente combinam.

Por exemplo, os tacos que são o invólucro são mexicanos e o recheio é derivado de um prato clássico do oriente, o Korean barbecue, que normalmente vem a mesa num braseiro. ( lembre que faz muito frio na Coréia)

Estagiou no Hilton e lá conheceu seu atual sócio, com quem desenvolveu o taco coreano.

Em 2008, estrearam o trailer com o nome de Kogi (carne, em coreano) e foram a  Sunset Boulevard, a rua da moda em Los Angeles.

 Em três meses, o Kogi virou a febre e todo mundo já tinha ouvido falar dele.

A fila de espera chega a juntar 150 pessoas.

Mas tudo na terra do Tio San é diferente. A Toyota encampou a idéia e fez uma doação de 80 mil dólares para que os trailers dele sejam sobre um chassis da marca.

Em pouco tempo, já tinham quatro trailers, mas a estratégia segue a mesma.

Quem quiser saber onde estão naquele dia que os siga pelo Twitter.

Quando Roy Choi pôs seu primeiro trailer de tacos coreanos nas ruas de Los Angeles, sem querer acabou dando um novo vigor à moda da comida de rua gourmet e não demorou para que outros chefs percebessem o momento na história da “street food”.

Desde o início da crise econômica, os trailers com comida estão em alta e não preciso dizer o por que.

O grande êxito de Choi foi popularizar a street food gourmet dentro de três princípios: rapidez, sabor e preço baixo.

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É...acho que o cartunista Ronaldo tem razão.

14 de maio de 2010 0

Todos nós ouvimos falar em más companhias desde criança. O filho é sempre o bonzinho, mas foi desencaminhado por outros.

É o que me parece acontecer com o Presidente da Silva.

Um sorriso aparentemente ingênuo, uma aparência bem cuidada, ótimos alfaiates, mas cada conselheiro…

Os micos recentes ainda não foram esquecidos e já nos aproximamos de mais um, a agendada viagem ao Irã.

Visitei o Irã, todo o Irã, todas as grandes cidades. O país tem as mais belas mesquitas que me lembro, mas já se passou muito tempo para que eu faça comentários mais objetivos, ou como li hoje de manhã, comentários pseudo profundos.

Mas leio os pronunciamentos de seu presidente e se alguém me disser que ele está ” fora de casinha”, sou inclinado a concordar.

Vejamos suas falas recentes, mas nas quais vem insistindo a tempo.

O Holocausto nunca existiu. Ora! Se discutisse o número de mortos, quem sabe, muitos já contestaram.

Se dissesse que não eram só judeus, mas também ciganos, doentes mentais, contestadores, homossexuais, quem sabe, muitos já duvidaram, mas dizer que nunca existiu?

E as fotos, filmes, documentários e os próprios fornos que estão lá até hoje? Querem o nome de alguns? Auschwitz, Dachau, Treblinka etc…eram mais de 30 e em vários países.

Que Israel deve ser varrido do mapa, ou seja, um Novo Holocausto? No século 21?

E dizer que o 11 de setembro foi uma articulação americana usada como desculpa para invadirem o Iraque? E os aviões com passageiros que nós vimos que o mundo inteiro viu baterem nas Torres?

Nem falo em teorias, notícias, conceitos etc…

Só me refiro ao que nós vimos.

E a última (até o próximo discurso): enriqueceremos urânio para fins pacíficos. Ora!

Alguém com esse perfil vêm com fins pacíficos? Give me a brake.

E para quem esqueceu, o senhor Presidente foi um dos que integrou o grupo na invasão da Embaixada Americana em Teerã.( fotos o identificam no grupo) e anos depois arranjou uma guerra com o amigo e vizinho Iraque, em que morreram 1 milhão de pessoas.

Mas bem, tudo isso é lá longe. Será que para a imagem do Brasil esta companhia faz bem? Será que os árabes vão votar em bloco para o Presidente da Silva ser secretário da ONU?

Pelo que observo, quando “árabes” ( os iranianos não são árabes, são farsis, maometanos, xiitas) não tem Israel pela frente brigam entre eles.

O que acho é que um ditador com este perfil não deve ter poder atômico. As conseqüências são imprevisíveis.

Há precedentes históricos de passado recente, que ainda não caíram no esquecimento.

E é isto que todas as pessoas de bom senso gostariam de evitar, mas parece que os conselheiros de bom senso não moram em Brasília.

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