Li no domingo um artigo de Priscila De Martini na Zero Hora.
Me chamou a atenção, uma mulher escrever e bem sobre um assunto técnico. Sei que é machismo meu, mas a verdade é que são raras. Mas que diferença faz ser homem ou mulher para escrever sobre energia, seja ela renovável ou não?
Diz ela:
O país que produz quase metade da energia solar no mundo tem mais dias nebulosos que ensolarados e o motivo de as coisas serem assim é em grande parte, porque a Alemanha esta a frente na batalha contra a dependência dos combustíveis fósseis.
Explica também:
Desde muito cedo, os alemães reconheceram a importância da transição para uma economia mais limpa, foram a luta e começam a colher os frutos de seu pioneirismo.
Enquanto nós pensamos em um provável pré sal a sete mil metros esquecemos a nossa localização geográfica e do sol que podemos usar.
O segredo alemão não é nenhum mistério e agora querem disseminar as experiências que deram certo para o resto do mundo.
Escrevo isso como usuário da mais simples delas: o aquecimento de água por energia solar. O meu sistema completa agora 25 anos de eficiência sem um único problema, ou seja, sem gastar um centavo em manutenção.
Na época usei as tabelas publicadas pela National Geographic num número extra chamado Water. Para o paralelo 30 a sugestão do meu fabricante na época correspondia ao paralelo 25 na publicação.
Como bom "colonizado" usei a norma da Revista Americana.
Acertei em cheio.
No entanto, andando pelo norte e nordeste raramente se vêem instalações semelhantes ( que são simplérrimas).
Se funciona tão bem no paralelo 30 ( Porto Alegre) imaginem mais próximo ao Equador.
Aliás, se funciona na Alemanha ( mais ou menos paralelo 50) não preciso dizer mais nada.
Acho que é tempo de incentivar as energias renováveis, mas acima de tudo, colocarmos em uso prático e disseminar as conversões simples que já dominamos, economizando a energia que produzimos.
Pessoalmente não acho que o petróleo esteja acabando.
Na prática os estoques aumentam a cada nova tabela publicada, mas que vai acabar um dia, não há dúvida.
A energia renovável é mais cara no início, mas a longo prazo, sol, vento e marés seguirão sem custo...pelo menos até descobrirem um meio de taxá-las.
Obrigado Priscila!Escreva mais!










