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Posts de outubro 2010

Todos a Feira do Livro

29 de outubro de 2010 0

A Feira do Livro está novamente na praça.

Dois seguidores do Viajando já estão abastecendo as canetas.

Um é o Sergio Fleck com uma bela história em quadrinhos " O cemitério das espadas".

Quadrinhos estão voltando no mundo inteiro.

No Brasil, que eu saiba, estava demorando a surgir à nova safra. O Sergio provavelmente seja quem deu a largada.

Já os livros de cozinha estão cada vez mais populares.

O livro do Jarbas Pessano vendeu extremamente bem no seu lançamento. Nem no lançamento da Bíblia teve tanta gente.

São receitas gauchescas, mas elevadas em nível de cozinha internacional.

Nada a ver com receitas recolhidas da internet. O Jarbas prova que já havia boa cozinha antes do tomate seco e do vinagre balsâmico.

O nome você não vai confundir " Da língua ao rabo" e isto o diferencia de qualquer outro.

Nesta Feira do Livro não me surpreenderia se até algum canibal apresentar seu livro de receitas.

Street food

28 de outubro de 2010 0

Volta e meia escrevo sobre comida de rua, de balcão, de trailer. Chame como quiserem, já que comida com toalha, bons copos e talheres pesados é com a chef Clarice Ledur. Aliás, nem penso em opinar. Tenho medo que ela proteja o seu espaço com frigideiras, rolos e canecas.

A verdade é que a crise mundial valorizou muito este tipo de refeição, e os bufes de comida rápida.  Sempre os USA são mais rápidos em criar ou absorver novas tendências.

Na realidade pouco sei dos outros países, mas dos USA tenho informações de amigos. Mais ainda agora que um deles migrou para lá, o fotógrafo Raul Daudt.

Enquanto ele compra apartamento, tira licenças para dirigir e melhora seu espanhol para ir a luta, pois está na Flórida, vai  nos mandando as novidades.

Já falamos não só em trailers, mas do sucesso que fazem com Tex- Mex,  com tacos mexicanos, alguns recheados com comida coreana  mesmo sem endereço certo. Uma curiosidade é que você tem que acessar o www para saber aonde estará o seu preferido naquele dia ou naquela noite.

Além dos hot dogs hambúrgueres ( alguns são ótimos, carne boa, queijo e cebola tostada só) a outra opção são as pizzas al ' tallio...(não consigo fugir da minha origem) são ótimas também. Um dólar por fatia e só tem ¾ sabores. Nada de pizza de estrogonofe, feijoada e outras misturas sacrílegas.

Você faz o lanche em 5 minutos e segue na luta. Além disto, os salad´s bar. Difícil é achá-los, mas são ótimos e não são apenas saladas como o nome diz incluem sopas, bons fiambres e todo o tipo de nuts...no melhor sentido, pois nuts também pode significar maluco, pirado etc...

Quando estiver em Nova York, acesse newyorkstreetfood.com


Com Vargas Llosa pelo mundo

27 de outubro de 2010 1

O peruano que acaba de ganhar o prêmio Nobel é um viajante convicto. E seus livros tem sido ótimos guias de viagem.

Sua biografia reúne endereços antigos e atuais em Lima, Paris, Madri e Londres, além de viagens profissionais a cidades como Havana, Buenos Aires e Nova York.

Mesmo lugares que não costumam figurar em roteiros turísticos fazem parte da lista de seus destinos, como o Congo, cenário de O Sonho do Celta, lançamento previsto ainda para esse ano, ou seja, o novo Nobel é um viajante convicto e obstinado.

Seus livros descrevem as cidades em detalhes onde restaurantes, praças e ruas reais ajudam a construir as histórias e servem de guia para os leitores.

O próprio escritor contou em uma recente entrevista ter se inspirado em obras literárias para montar roteiros.

No lançamento de Travessuras da Menina , em 2006, Vargas Llosa disse que Balzac e Flaubert foram suas referências em Paris, Jorge Amado ajudou-o a desvendar Salvador durante a pesquisa para escrever Guerra do Fim do Mundo ( 2005).

Vargas Llosa chegou a trabalhar como jornalista de viagens em Lima, nos ano de 1950. A Revista Turismo mostrava destinos com foco em cultura Algo desse olhar ele leva a Miraflores, o bairro boêmio de Lima.

Em uma viagem recente, o escritor esteve no Castelo de Galgorm, em Ballymena, na Irlanda do Norte, seguindo os passos do irlandês sir Roger Casement, protagonista de O sonho do Celta que citamos anteriormente. Como será o Congo? Não sei, poucos sabem. Aguardemos.

Vargas Llosa  vai nos dizer em breve.

E tudo acabou em pizza

26 de outubro de 2010 0

Temos o hábito de festejar datas redondas, centenários e esquecemos a pizza. Ela chegou aqui através de todos os imigrantes da bota italiana do sul ao norte. Cada um colaborou a sua moda. O certo é que a pizza virou paixão nacional. O mais lembrado, quem sabe o primeiro foi Dom Carmenielo que desembarcou em Santos, subiu a serra  isto em 1897 e começou a vender pizza em pedaços pelas ruas. Assava no forno de casa e carregava em um tambor portátil, com carvão em brasa para mantê-la quente como fazem os vendedores de castanhas. A verdade é que juntou algum dinheiro e abriu a Santa Genoveva.

A casa virou ponto de reunião dos italianos, sobretudo dos barulhentos napolitanos, além de preparar pizzas em quatro dos mais populares sabores.

Don Carmenielo ainda divertia a clientela com a potente voz de tenor. Nada  mais italiano! Uma das suas canções favoritas era Marecchiaro. Para os filhos de italianos é de levar as lágrimas e nos lembra uma Gelsomina dos filmes de Fellini.

Outra característica dele: socorrer os necessitados. Alto e corpulento era uma fonte de bondade. Morava nos fundos da cantina com a mulher. Ali sempre havia um cômodo para acolher o patrício em dificuldades. Apesar de pródigo, ficou rico, mas morreu pobre. Dizia-se que gastava demais com mulheres espertas. Aliás, teria vindo para o Brasil fugindo das ameaças  de um marido de uma napolitana com a qual se envolvera. Na viagem conheceu a sua esposa, companheira para o resto da vida. As infidelidades do Carmenielo provocavam ciúmes e barracos pelo bairro, mas os conflitos entre eles sempre terminavam em pizza.

A propósito, a expressão " terminar em pizza", usada para designar escândalos que acabam sem punição, também surgiu em São Paulo. A versão mais aceita diz que na década de 60, os dirigentes do Palmeiras, antigo Palestra Itália digladiavam-se em uma batalha na sede do clube, mas movidos pelo estômago, foram juntos na vizinha Pizzaria Genovese, onde finalmente se entenderam. Um jornalista estava no local e no dia seguinte, a manchete da Gazeta Esportiva foi: " A crise do Palmeiras terminou em pizza".

E de pizza em pizza chegamos a Brasília.


Dia da massa

25 de outubro de 2010 0




















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Hoje  25 de outubro é o dia do macarrão, do espaguetti, da lazanha ou das massas em geral.

Na casa de italianos e " oriundi", dia da massa é todo o dia.

" Primo piato" é sempre ele o espaguetti.

A propósito, numa das  revistas da semana passada vi uma foto da napolitana Sofia Scicolone, belíssima e já pelos 75  dizendo que tem duas receitas diárias para manter a forma.

Um piato de espaguetti e uma caminhada de uma hora por dia.

Vale a pena? Se vocês vissem a foto diríamos em conjunto SIM-VALE.

No entanto, não esqueçam que esta deusa, na Itália, uma verdadeira rainha, mundialmente conhecida como Sofia Loren, já esteve presa .

Por vários meses ficou em uma cela com mais 19 detentas por evasão de divisas. Ou seja, nem a sua fama (justa) fez com que ela escapasse da cadeia.

Enquanto por aqui la nave va...portanto,

Bom apetite!

Quando um premio se transforma em transtorno

25 de outubro de 2010 Comentários desativados

Após o dia 8 de outubro começou a pipocar entre os blogueiros e twiteiros chineses uma postagem mais ou menos assim: Eu não sei quem é o seu Liu, mas como chinês fico muito contente que um concidadão ganhe o premio Nobel. Ele deve ser um alto membro do partido, um grande oficial e um grande líder que faz coisas pelo seu povo.

Claro que Liu Xiaobo não é nada disto e todos sabem.

Ele é um crítico literário, um poeta e um dos mais persistentes dissidentes, isto desde 1989 quando o movimento da Praça Tianianment  eclodio e terminou num banho de sangue. Com isto ele já passou a metade dos seus 54 anos ou preso ou em prisão domiciliar como no momento está sua mulher. Sem telefone, TV e frequentemente sem luz.

Fosse esta a norma da França, só na última semana 1/3 dos franceses estariam presos.

Mas, como as más notícias não vêm sozinhas, (más para quem?) tem também um recado para os irmãos Castro. O dissidente Guillermo Farinas foi escolhido pelo Parlamento Europeu para receber o troféu Sakharov 2010 pela liberdade de pensamento.

Aliás, é o terceiro Sakharov concedido a oposição cubana.

Diz o jornal que ele está muito magro ( já fez 23 vezes greve de fome), tem dificuldade para andar e que mesmo assim dedicou o premio " aos lutadores pela democracia".

Com o premio mais uma ironia. O nome russo é bem apropriado, ninguém como eles e os habitantes das finadas Repúblicas Soviéticas conhecem tão bem o que é a supressão da liberdade.


Mantendo a tradição

23 de outubro de 2010 Comentários desativados

 O lançamento do livro do Jarbas Pessano traduz o carisma do autor. Aguardado há vários meses, o “Da Língua ao Rabo” reuniu nas instalações do Épico, no GNU, amigos, familiares e imprensa que prestigiaram o evento levando carinho e amizade  não apenas ao Jarbas mas extensivo à Maria Teresa, que se desdobrou como nunca para que tudo saísse na maior perfeição.

A comida oferecida foi pinçada a dedo das páginas do livro, adequada à proposta  e pontuando os sabores  da culinária gauchesca que Jarbas reuniu ao longo de sua trajetória.  Entre outros, seu mérito está no resgate de tradições gastronômicas que passam ao largo de quem se restringe à capital e a uma culinária mais contemporânea. Criado em Uruguaiana, Jarbas  apresenta , por exemplo,  o pastel  de carreira,  o bife de mondongo, o tapichi  - prato de origem  guarani –  iguarias desconhecidas pelas novas gerações.

Saindo um pouco fora do cardápio, o “Da Língua ao Rabo” ainda merece destaque pela exaltação aos amigos e familiares, numa demonstração de que amizade é o que rega e tempera nossa existência, sob uma boa mesa, é claro!    

Por Clarice Ledur

Viajando sem seguro...mas pagando.

22 de outubro de 2010 Comentários desativados













Sempre gostei de viagem e muitas vezes fui enrolado.

Paguei por seguros que simplesmente não teriam nenhum valor se tivesse precisado, e sempre que reclamei o agente dizia que não sabia...Acho isso uma sacanagem.

Por isso, leia com atenção e atualize-se.

Hoje boa parte dos passageiros que lotam aviões são pessoas da terceira idade. Nome até simpático e bem mais realista do que o eufemismo de "melhor idade". Melhor?

Só se o indivíduo jogou fora a juventude...mas não vem ao caso, pois não dá para voltar atrás.

A verdade é que o pessoal da terceira idade está cada vez menos em casa e mais nos quatro cantos do mundo e assim como eu, encontram dificuldades na hora de contratar assistência médica para suas viagens.

Leio no Estado de São Paulo que quem tem de 66 a 69 anos até pode comprar a assistência, mas vai pagar 50% a mais que o valor da tabela. O motivo, diz o presidente da Isis no Brasil não é discriminação, mas que os idosos "não são o público que a empresa escolheu para trabalhar". Ora, o que querem? Só jovens saudáveis de 20 anos?

Na Mondial Assistance, são aceitas pessoas de todas as idades, mas quem tem mais de 70 anos paga 76% a mais e recebe os mesmos benefícios, diz a empresa.

Só que clientes de 71  a 85 anos tem apenas metade do valor da indenização em caso de morte acidental ou invalidez permanente.

Já os que passaram dos 85 anos não ganham esses prêmios, nem indenização por extravio de bagagem.

Ora, o que tem a ver idade com extravio de bagagem? Ou morte acidental?

Dos 13 planos de assistência ao viajante vendidos pela Assist-Card, apenas 3 aceitam pessoas com mais de 70 anos e mesmo nos planos em que os idosos são aceitos, eles ficam em desvantagem.

No Classic, por exemplo, pagam 50% a mais, não tem algumas das coberturas. Na Travel Ace, os planos sobem mais de 100% para quem tem mais de 70 anos.

A justificativa das operadoras para os planos serem mais caros é que há mais chance de eles precisarem do serviço.

Uma única exceção: Os viajantes chamados " mais experientes" é que pelo menos uma empresa não faz distinção no valor da cobertura de seus planos.

Na World Plus, uma pessoa de 20 ou 80 anos paga o mesmo por um seguro de sete dias nos Estados Unidos. E tem os mesmos benefícios. O seu agente lhe dirá se a empresa opera em outros países ou continentes, mesmo assim leia as letras pequenas antes de assinar. Informe-se e se atualize. O que transcrevo foi publicado em janeiro de 2007 pelo jornal Estado de São Paulo.

Boa viagem!



Camelos

21 de outubro de 2010 Comentários desativados

Gosto do David Coimbra.

Bem, vamos deixar mais claro. Gosto de como escreve o David e gosto dos seus assuntos freqüentes: mulheres, viagens e peladas. Tem coisa melhor?

Mas agora, leio um texto dele sobre camelos. Camelos?

Sempre achei que camelos fosse assunto para o Pedro Simon e seus votos de pobreza, ou até para o Laerte Kafruni Martins, voltando de uma de suas incursões pelo Oriente Médio.

Mas não, o autor é o David mesmo que se fizesse jus ao sobrenome Coimbra seria advogado e nunca teria visto um camelo a não ser no cinema.

Diz ele:

 Para os árabes, o que valia era o camelo... a vida nômade de beduínos os leva a serpentear pelo deserto, estacionando à noite no frescor dos oásis, quando há Oasis ou a luz das fogueiras, dormindo em barracas a céu aberto.

 As caravanas deslocam-se no ritmo ondulante do deserto, pois com um camelo se alcança um máximo 7 ou 8 km por hora e a autonomia não é sempre a mesma.

No verão um camelo caminha 5 dias sem beber água. No inverno suporta impávido quase 1 mês sem reabastecimento.

 A utilidade do camelo vai além. Os beduínos bebem o leite e em último caso sua urina.

Os camelos são bem aproveitados até depois de mortos. Sua carne é assada ou refogada em cozidos. E de seu couro os árabes confeccionam as sandálias para protegerem os pés do calor da areia, as túnicas que os protegeriam do sol e do frio deserto, mais cantis, alforjes muito úteis nas noites estreladas da Arábias.

 Como homens de existência tão rústica conseguiram dominar uma boa parte do mundo? Pelo que diz o David, o agente dessa transformação foi Maomé, o Profeta, embora dele também não se pudesse dizer que fosse um homem de origem sofisticada. Ao morrer seu pai havia lhe deixado, apenas 5 camelos, algumas cabras, uma casa e uma escrava.

Maomé era um homem de prazeres simples. Casou-se com uma mulher 15 anos mais velha e que se saiba enquanto ela viveu foi- lhe fiel. Uma monogamia de 26 anos em uma cultura em que a poligamia é aceita surpreende.

 Finalmente municiado com o dom da palavra, Maomé dirigiu-se ao seu povo, mobilizou-o e o levou a conquistar um naco do mundo, mas nada em seu benefício. Manteve-se só como profeta. Grande é Alá. E de novo vem à questão: como ele conseguiu tal façanha? Por ter dado aos árabes uma razão para lutar. É o que move os homens.

Um beduíno que vaga pelo deserto sem fé nem ideal apenas sobrevive a cada dia.

Não tem nada, não vê a sua volta nada que possa cobiçar. Logo, não tem motivação pelo que lutar, mas um beduíno que só possui seu camelo pode ser mobilizado pela fé.

Pode dominar o mundo, se achar que esta é a vontade de Alá. 


O cemitério das Espadas

21 de outubro de 2010 Comentários desativados

Porto Alegre tem mais um quadrinista: Sergio Fleck.

Foi um prazer vê-lo horas escrevendo dedicatórias aos amigos, coisa que ele sempre soube fazer, conquistar amigos.

O Cemitério das Espadas é um livro atraente com ilustrações de J.C.Souza.

No final da apresentação feita por Goida ele diz: Agora é só ler e se deliciar, o que já é um bom começo. Goida é o autor da Enciclopédia dos Quadrinhos e o meu porto seguro quando se fala em cinema. Se alguém me pergunta, gostaste do filme tal? Respondo, ainda não falei com o Goida.

Quanto à dupla Fleck e Souza, espero que repitam a sessão de autógrafos na Feira do Livro, pois assim mais pessoas terão a oportunidade de ter contato com a obra.

Se gostei? Claro que gostei. Nem precisei falar com o Iron Goidanish.

Bravos! Já estou à espera do próximo