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Restaurante Pagoda II parte

16 de abril de 2011 1

Voltando ao Pagoda, o Seu Tong não estava. Melhor assim, menos tristeza.

Durante anos almoçávamos ali todas as sextas feiras. Não escolhíamos a comida. Ele e a sua Marina ( japonesa) providenciavam o cardápio. A comida era boa e o grupo ótimo.

Faz tempo, o Goida ainda tinha cabelos escuros, o Armando Coelho Borges também.Além deles, o Madruga Duarte, o Ruy Carlos Ostermann, o Renatinho e eventualmente o Xico Stockinger.

Também o popularíssimo Luis Fernando Veríssimo e o Laerte Martins, com quem as vezes traíamos o Seu Tong e íamos comer a melhor comida árabe que já se fez em Porto Alegre.

É que entre o Laerte e o Martins, ele esconde um Cafruni da mãe libanesa.

O José Onofre que nos contava filmes e a sua descrição era melhor do que vê-los no cinema.Mereceria que se pagasse o valor do ingresso para ouvi-lo.

Ali surgiam grandes discussões. Só não salvávamos o país porque não dava tempo, pois as 2hs ou 2h30m estávamos todos nos escritórios.

Aliás, foi o que acabou com as idas do Osterman. A sala de redação começava às 13h. Já o Madruga Duarte, um workaholic assumido, achava que como diretor tinha que dar o exemplo. Depois das 14h? Só a serviço da empresa.

Como ia dizendo, não salvamos o país ao meio dia, sem álcool é mais difícil, mas alegrávamos as nossas almas.

Boas idéias surgiam e de uma tenho certeza:  todos nós nos arrependemos de não tê-la levado em frente. Eram os planos para uma nova igreja. Foi quando uma moça por alguma razão foi amarrada pelo noivo numa cruz num cerro famoso da  Revolução Farroupilha, lá perto do Alegrete.

Tínhamos tudo, o cerro famoso, a moça crucificada, a sua virgindade, é claro. O noivo aos pés da cruz e no 3º dia, 400 candidatos a fiéis.( antes do Facebook). Só não tínhamos vocação.

Por alguns minutos achamos que o guru ideal seria o Luis Fernando ( eu ainda acho), mas ele renunciou mesmo antes de consultar a Lucia. Uma pena.

Mas assim o Pagoda chegou ao fim. Mais uma das nossas memórias que se esvai.

Começou em 1961 e tem agora em 2011 o seu “ requiescat in pace”.

Não comprei nada, mas ali sozinho e com pouca luz, que já tinha sido desligada, os alegres momentos do passado se transformaram em trsiteza.

Para o Seu Tong muito mais.  Deve ter sido um epílogo dolorido.

Fechou seu restaurante e viu fechar também a Churrascaria do Negrão na José de Alencar onde ele abandonava o frango xadrez, os rolinhos primavera e o macarrão chopchuei e devorava picanhas e costelas todas as noites após passar a chave de seu Pagoda.


Uma resposta para “Restaurante Pagoda II parte”

  1. Restaurante Pagoda II parte | Viagem diz:

    [...] o post original no blog Viajando por Viajar: Restaurante Pagoda II parte var a2a_config = a2a_config || {}; a2a_localize = { Share: "Compartilhar", Save: "Salvar", [...]

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