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Viagem à Toscana

14 de julho de 2011 0

Este texto sobre a Toscana começou de um bom papo com o Laerte Martins. É que ele está indo para lá. O Laerte é um viajante experiente, portanto não precisa de conselhos e sugestões. Além disso, é quase impossível dar dicas sobre a região e suas cidades. A única coisa a fazer é emprestar ou doar os guias, pois há tanto para se ver que até os profissionais no fim dos livros acham que faltou alguma coisa.

Foi o que eu fiz. Além disso, dei o nome de um restaurante: o Javali Branco, a uns 250 metros da Ponte Vecchio.

Além do cardápio, tem um prato “de panela” por dia. Para mim, comida de panela é outra coisa, mas, viajando, quase sempre – massas à parte – se tem pratos de chapa e belas montagens (às vezes saborosas). É a dinâmica dos restaurantes que exige muitos clientes na mesma hora, cozinhas pequenas, etc.

Esse restô, além de preços que podíamos pagar, ficou marcado por um detalhe: passamos na frente do Cinghiale Bianco, que é o seu nome em italiano voltando do convento onde nos hospedamos e paramos para ver o que teria para o almoço. Na nossa frente, lendo o cardápio externo, um americano grande conversava com a mulher um pouco atrás. Ela perguntava: “E o que mais eles têm?”. Ele respondeu: “Leio, mas não entendo, but, anyway, they have lasagna”.  E a mulher respondeu: “No, no more lasagna. Estamos na Itália há uma semana e só comemos lasagna.”

Começamos a rir, quem sabe mais alto do que deveríamos. Ficou chato. Eles olharam para trás e, meio surpresos, dissemos: “Bem, se quiserem, poderemos ajudar”.

Foi só o que nos ocorreu. Conversamos um minuto e entramos. Cada casal sentou na sua mesa. Com o garçom e o menu, ajudei-os a escolher antepasto, salada, a pasta e o prato principal. Após os agradecimentos de praxe, considerei a missão encerrada. Mas não. Quando estávamos na segunda garfada dos raviólis de javali, vem o chefe dos garçons com taças de uns 30 cm de altura e um vinho embrulhado com guardanapo, e um provador de sommelier pendurado no pescoço, perguntando se podia abrir, quem ia provar, etc.

Imaginando o preço, já fui dizendo que era um engano e que havíamos pedido só meia garrafa do vinho da casa. Ele disse que sabia, mas que aquele era um oferecimento do casal americano.

Portanto, Laerte, boa viagem. Não lembro que vinho foi, mas a tua chance de errar com os vinhos da região é muito pequena.

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