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Cassinos

14 de setembro de 2011 0

Lendo o Fernando Albrecht, encontrei uma pequena nota, daquelas que ele faz melhor que ninguém, pois seu poder de síntese é extraordinário.

Referindo-se a uma crítica do jornal uruguaio El País, o jornalista comenta sobre os cassinos da capital, e afirma o que se sabe: que o jogo é bom negócio… para a banca, mas que os cassinos municipais de Montevidéu dão prejuízo. Em dez anos, a “intendência” perdeu 20 milhões de dólares. Nem precisa dizer porquê. Sendo estatais… já se sabe, mas não custa lembrar. O lucro das mesas não consegue pagar nem a folha – as razões são as de sempre: desleixo, número excessivo de funcionários, apadrinhados, e as ações trabalhistas.

É bom que se pense nisso, pois, volta e meia, alguém acena com a reabertura do jogo, que curaria todos os males – assim  como o petróleo a 6.000 m, que, por enquanto, é uma ilusão, um sonho, um devaneio, mas já estão gastando por conta.

Aos ufanistas do jogo, é bom lembrar que, com o Cassino do Estoril, em Portugal, também foi assim: rombos e mais rombos. Até que o passaram a profissionais da administração de cassinos. Lembro que os jornais da Santa Terrinha falavam das máfias, das organizações mafiosas e todos os congêneres… que conhecemos bem.

Enquanto isso, o grande exemplo, Las Vegas (“The Sin City”), continua de vento em popa – e no meio de um deserto e sem cidades próximas. A cidade virou uma atração por si só. Depende cada vez menos do jogo, e, segundo as últimas estatísticas, 46% dos que vão até lá nem chegam perto das mesas. E pode-se observar que, salvo alguns “pacotes”, nada mais é de graça ou subvencionado. O preço dos shows também é mais ou menos uniforme com as grandes cidades. Ou  seja, o jogo vive do jogo, os hotéis da hotelaria e os espetáculos do que oferecem – bem como tem que ser.

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