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Alberobello

17 de outubro de 2011 0

Graças ao Caderno de Viagens, lembrei de Alberobello, a cidade das casas redondas, com telhados de pedra auto-sustentáveis tipo chapéu chinês, hoje patrimônio da humanidade. Alberobello é a capital dos “trulli”, que hoje ainda servem de moradia e para comércio.

O charme da cidade veio da briga para não pagar taxas aos senhores medievais. Os “trulli” nasceram quando os camponeses, no século 16, construíram suas casas como todos, mas foram ameaçados por uma alta taxa de impostos, impagáveis, numa região pobre até hoje. Então, eles bolaram uma forma de construção com os telhados de pedra sem argamassa. Se, por acaso, houvesse uma inspeção, os camponeses conseguiriam derrubar o telhado e reconstruí-lo assim que os fiscais fossem embora. Sem telhado, nada pode ser considerado uma casa; portanto, não haveria taxas a pagar.

A execução não deve ser fácil: são lascas de pedra, que têm que ser colocadas com habilidade, e só quando se coloca a última pedra é que a rigidez fica comprovada. Algumas reúnem três ou quatro cilindros, como se fossem grandes canos colocados de pé, interligados como quartos em uma casa.

Até hoje, podem ser alugados. Na primeira vez que andei por lá, não eram muito cômodos, mas o preço era bom, e, para nós, nos anos 70, era um barato. Eu residia em Londres e fui para lá com duas finalidades. Fomos por terra; mesmo que nosso automóvel tivesse nome de máquina de costura – Singer.

A segunda razão era fotografar uma vila, pertinho de Alberobello. Chama-se Castelaneta. O motivo: ali nascera Rodolfo Valentino, uns cem anos atrás.

Não há muito a fotografar: casas antigas, bastante descuidadas, e os jovens todos fazendo gênero – roupas escuras os cabelos lambidos tipo Rodolfo Valentino, etc. É possível que as máquinas que eu pendurava no pescoço, mais tripé e sacola, etc. tenham sido a razão; um fotógrafo estrangeiro, com carro inglês quem sabe estivesse à procura de um novo Valentino…

Foram dias agradáveis. Embora as fotos não fossem grande coisa, a vila também não era.

Brindizi era próximo e, dali, tomava-se o ferry para a Grécia.

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