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Corrupção

20 de outubro de 2011 0

A primavera brasileira está aí, parece estar iniciando… lentamente, mas vai… levando a nossa esperança


Na mobilização do dia 7, tive que me desculpar com os FACEiros e blogueiros por não ter participado. Evito temas políticos. Erro meu, sem dúvida. É que minha descrença na classe é total.

Postamos algumas coisas, mas nada que me irmanasse ao belo movimento que os colegas fizeram sobre os dois maiores males: a corrupção e a impunidade (eu até inverteria a ordem, pois a corrupção é ampliada pela existência da impunidade).

Se a primavera árabe começou assim, quem sabe a nossa até poderia começar e continuar… não parar mais.

Razões não faltam. E eu me pergunto: então, o que falta? Sei lá! (mas aceitam-se palpites, opiniões e sugestões).

Na verdade, as participações são ínfimas. Leio um artigo de Pietro Rubim, de O Pioneiro, em que ele deixa clara a sua e a nossa decepção, citando as cifras de Brasília (25.000), São Paulo e Rio (menos de 1.000) e Caxias do Sul, de onde ele escreve: 15 indignados. Lembram quantos foram para a rua no movimento Diretas Já? Nas paradas gays? Na Consciência Negra?

A expressiva mobilização nas redes versus a baixa participação levanta uma questão: as redes sociais têm o poder de mobilizar? Ou é preciso que, para uma manifestação, exista por trás um sindicato, uma ideologia? Um showmício?

O New York Times de 28 de agosto trouxe uma outra tese: as ferramentas sociais tornam as pessoas passivas, satisfeitas em observar a vida do seu sofá.

Um estudante refere-se à revolta popular do Egito. Segundo ele, somente depois que o governo interrompeu o acesso à internet, os protestos começaram a se espalhar. Ou seja, a censura forçou a comunicação nas ruas. Não gosto nem de pensar na idéia, embora ela seja desejo de alguns.

Já Rodrigo Giacomet diz que a internet tem auxiliado os cidadãos a participarem da vida pública e, como o cidadão se faz ouvir por ela, dificilmente ele sai de casa porque o importante é ficar plugado, ou seja, o sujeito se satisfaz em frente ao computador.

Pensando mais adiante, querer que pessoas que hoje são nosso alvo votem futuramente contra si próprias e seus pares é uma ingenuidade nossa. Mesmo assim, vamos em frente. Quem sabe, milagres existam.

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