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A Grécia e seus percalços

21 de outubro de 2011 0

Andei por lá há pouco, o que não me autoriza… a dar palpites em sua economia.

Como todos, já li do seu passado e dos seus deuses, mas sei também que os atuais administradores (falo dos últimos 30 anos) não merecem apoio nenhum. Socialistas sim. E daí? Só discursos não chegam.

O erro teria sido colocá-los no Mercado Comum. Como pode a Grécia se irmanar com Alemanha e França? É claro que não ia dar. Os três têm idade, tradição, etc., mas é só o que há em comum. Além disso, no caso da Grécia, só turismo, azeite, algum vinho, moussakas, barcos, pescadores, souvlakis, navios e marinheiros… É muito pouco.

Deve a Europa continuar a financiar um país que fez oito “arenas” para esportes olímpicos? Para uma média de 30 a 40 mil espectadores e tem 3,5 milhões de habitantes? É melhor assinar o calote e reconhecer: “sim, erramos” Mas qual é o banqueiro que vai dizer isso?

Uma tarde, as mulheres foram às compras, e eu, de táxi, fui ver as arenas. São oito. Duas estão com meio uso: são estacionamentos. As outras já têm uma floresta dentro (em breve, vai rivalizar com a Amazônica – ta bem, é demais, quem sabe com a Mata Atlântica). Não conseguiram alugar, vender, emprestar, e, muito menos, cuidar.

Quanto ao turismo, exageraram. Atenas, hoje, é mais cara que Paris. Consequentemente, os europeus, aos poucos, foram encontrando outros lugares que lhes emprestam a areia e o sol por muito menos euros. Quem vai hoje? O pessoal da antiga cortina de ferro – segundo nos disseram, metade são sacoleiros (nada contra a classe, pelo contrário; depois de setenta anos sob o domínio soviético, qualquer iniciativa deve ser elogiada).

Finalmente, pergunto: devem os alemães e os franceses se aposentar aos 65-68 anos para manter os gregos, que param aos 50?.

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