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Halloween - proteja-se, faça barulho e distribua doces

26 de outubro de 2011 0

Nacionalistas acerbados dizem que não devemos importar baboseiras estrangeiras, que já temos as nossas lendas: pai João, saci pererê, boitatá, etc.

Não tenho uma definição sobre isto, e, com mais freqüência, imagino que a vida sem papais noéis, sem Valentine’s Day ou o dia do Red Nose ficaria mais sem graça.

São importados? Sim, e daí? Por acaso o coelho da Páscoa, que põe ovos, é nacional? São Nicolau, um pouco conhecido bispo russo (ou dali por perto), só teve sucesso depois que um publicitário, a pedido da Coca-Cola, lhe deu uma roupagem nova – desde então nunca mais parou de alegrar as crianças e de… drenar os cartões de crédito dos pais.

Em alguns lugares, inclusive em estradas do interior, roupas, desenhos e quinquilharias do Natal são vendidos doze meses por ano em lojas especializadas e cheias dos badulaques natalinos (é claro que falo dos Estados Unidos).

Acho é que gostamos de acreditar (eu, pelo menos, gosto). Querem um exemplo? O do Adão, sua costela, Eva, a maçã e a serpente. Querem roteiro mais esdrúxulo? Nem o ótimo “carolão”, Nelson Rodrigues, faria melhor. E é ensinado até nas escolas!!! Passaram, até, a existir duas linhas de pensamento: a dos criacionistas e a dos evolucionistas (darwinianos, no caso).

Portanto, vamos aproveitar a que vem aí: a festa das bruxas.

O Halloween é uma celebração anual muito comum em vários países. Mas que celebração é essa? E onde esse evento tão peculiar teve origem? Será um tipo de culto às coisas do mal? Ou será somente a continuidade de um rito pagão? Apesar de ser um acontecimento tradicional em paises anglo-saxônicos, o Halloween no Brasil começou a ser comemorado somente há poucos anos e, mesmo hoje, ainda está restrito às grandes cidades.

A palavra “Halloween” tem sua origem na Igreja Católica e vem da contração feita de maneira errada da expressão “All Hallows Eve” que significa Dia de Todos os Santos, e corresponde ao dia Primeiro de Novembro – que, no catolicismo, é o dia de reverência aos santos mortos. Mas no 5o.Século antes de Cristo, na Irlanda Céltica, o verão terminava oficialmente no dia 31 de outubro. Daí a confusão.

A história diz que, naquele dia, os espíritos desencarnados de todos aqueles que haviam morrido no decorrer do ano voltavam na busca de corpos de pessoas vivas, nos quais eles habitariam durante o ano que se iniciava. Acreditava-se que essa era a única esperança de vida após a morte (Panati). Os celtas acreditavam que todas as leis de tempo e espaço ficavam suspensas durante este tempo, permitindo aos espíritos um inter-relacionamento com os vivos. (Gahagan).

Naturalmente, os que estavam vivos não queriam ser possuídos pelos espíritos dos mortos. Então, na noite de 31 de outubro, os habitantes dos vilarejos apagavam os lampiões em suas casas para torná-las escuras, frias e indesejáveis. E eles se vestiam com roupas fantasmagóricas e realizavam desfiles barulhentos, sendo tão destrutivos quanto possível, de maneira a assustar os espíritos que estavam à procura de seus corpos (Panati).

Portanto, participe, proteja-se, assuste-os, faça barulho e distribua doces!

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