Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Turismo com chuva

30 de novembro de 2011 0

Falei esses dias que algumas viagens resistem ao frio, à greve de transportes e outros inconvenientes.

Algumas cidades superam todas as situações inesperadas. Uma delas é Paris, sempre ela. A única exigência que ela faz é que você tenha sapatos confortáveis.

Já uma outra também amada por todos, Veneza, não resiste – turisticamente falando – a uma chuva. Já é uma cidade aquática, tem água por todos os lados, às vezes até na Piazza di San Marco. Tudo bem, mas um pouco mais de água vinda dos céus liquida com nosso humor, nossas férias e nossos euros.

É que pouca coisa é interna: La Chiesa, La Biennale, algum museu, e o Harry’s Bar.

Mas a beleza que é andar pelas ruas, pelos canais, se esvai. Quem vai fazer isso com chuva? E as fotos de lembrança? Você até pode passear embarcado em lanchas, traghetti, vapporetti, etc., mas qual é a graça? E a reunião à tardinha na praça San Marco, com bares ao ar livre, tudo iluminado? As orquestras tocando as clássicas canzonettas? E, com chuva, só o que segue igual são as pombas, os piores pássaros que podiam ter.

Sempre digo que um turista tem que ter sorte. Mas, se isto lhe acontecer – chuva em Veneza – lembre que podia ser pior: ninguém fala, mas também há neblina em Veneza. Pudera! Com tanta umidade, a neblina é bem comum, e, aí, não se vê absolutamente nada. Aquele mistério dos pequenos canais que enveredam entre as casas e que são a alma de Veneza… desaparece. O legado de seus artistas, pintores e escultores vai para o espaço. O prazer de caminhar sem rumo e de se perder é como se nunca tivesse existido. Subir na Ponte de Rialto, olhar e não ver nada é sufocante…  e ainda se tem que comprar postais para ver onde andou?

Acho que você vai concordar comigo: um viajante tem que ter sorte.

Bookmark and Share

Envie seu Comentário