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Alimentos no Brasil II

04 de janeiro de 2012 0

Continuando a ler o jornal o Globo, procurei me informar e aprendi que o varejo busca importados porque são mais baratos que os produtos nacionais. Portanto, o sinal de alerta é o preço. Pudera, com o que pagamos de impostos! E assim o Super Mercado Zona Sul (do Rio) diz que importa maçãs, kiwi e peras da Itália porque os preços mais baixos tornam o super mais competitivo. Já o Hortifruti, de Botafogo, diz que compra ameixas da Espanha, peras dos Estados Unidos e Portugal, além de kiwis da Itália. Ressalta, também, que as cebolas da Espanha são ótimas e mais baratas.

Um corretor do mercado do feijão diz que a tendência de importação só faz aumentar, e lembra que um saco de feijão que vem da China custa R$ 80,00. O nosso? R$ 90,00.

Já o limão vem da Espanha e do Uruguai, onde, como não tomam caipirinha, deve sobrar limão. Mas o aumento da importação este ano foi de 45,6% (gostaria de saber se o consumo da mardita aumentou na mesma proporção).

É um alerta, uma oportunidade para os produtores nacionais olharem com mais atenção o consumidor que procura mais variedade. Hoje, importam-se produtos que poderiam ser produzidos aqui. Claro que a produção brasileira é muito mais volumosa em relação ao que se importa. Mas é preciso ficar atento ao movimento. Entre os produtos asiáticos, vêm laranjas da Tailândia e da Austrália, arroz parboilizado da Índia e caquis espanhóis. O crescimento tem sido de 20% ao ano.

Como se vê, o Brasil vem aumentando até as importações de frutas e sucos de frutas. Temos condições excelentes de produzir quase tudo. A questão é ver o porquê de o país não conseguir atender a demanda.

O professor Marcos Fava Neves, professor de Estratégia da FEA-USP, em Ribeirão Preto, considera o avanço lamentável. Para ele, é preciso agregar valor aos produtos se o Brasil quiser continuar disputando o mercado global.

“O Brasil está comprando arroz diferenciado e aromático da Índia e da Tailândia. Não temos arroz sofisticado. O Brasil está perdendo a corrida. Hoje, o que o país cultiva (produtos de baixo valor) ninguém quer.”

Ou seja, não é um país pequeno e miserável com baixo custo de mão de obra que consegue exportar para nós a baixo preço. Não!  São quase todos os países. Ou seja, é o nosso produto que é caríssimo. Ou seja, a nossa taxação é extorsiva. Lembro que já importamos até batata da Holanda. E, ao escrever isso, lembro que não só o holandês produz o produto, mas também a sua terra. Sim. Não fabrica terra, mas teve que construir diques para que as “terras baixas” subissem para serem mais altas que o nível do mar e pudessem ser agriculturáveis.

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