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Pelo deserto da Mauritânia II

03 de fevereiro de 2012 0

Ao sair em direção a Atar, no nordeste e a 400 quilômetros de distância, o viajante se depara com uma indescritível paisagem de pedras avermelhadas que se estende até o horizonte. Pouco depois de ultrapassa-las, o deserto começa a aparecer, cobrindo a pista, chegando a torná-la intransitável.

Mesmo assim, explorar o deserto é uma experiência emocionante. Em alguns pontos, o horizonte se funde com o azul do céu num visual digno de produções hollywoodianas. Atravessar as dunas de jipe é perigoso. É melhor não arriscar: podem mudar de forma de uma hora para outra, até que se chegue a seu cume –  ninguém sabe o que aguarda do outro lado, se uma suave descida ou um pequeno barranco –, mas você não é obrigado a fazê-lo, a não ser que esteja no próprio rali.

Depois de Atar, encontramos pequenas localidades sem nome (para nós). Seguindo-se mais adiante, chega-se a Bem Amira, um ponto no deserto que, para muitos aventureiros, é o ideal para se descansar e, à noite, apreciar o céu estrelado. São vários os acampamentos montados para os viajantes que se atrevem a passar por essas bandas e que acabaram sendo uma das poucas formas de entrar algum dinheiro vivo – entre eles, é comum o escambo. Os aldeões recebem muito bem, com comida quente e tratamento acolhedor.

No outro dia, quando você sai da barraca, o sol já quebra a baixa temperatura da madrugada, mas, um pouco mais tarde, começa a ser insuportável. Agora, imagine para quem fazia o Paris- Dakar, que ainda tem este nome, mas há muitos anos não começa em Paris… nem termina em Dakar.

Foto: 


http://www.freedigitalphotos.net/images/view_photog.php?photogid=1750


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