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Vietnã

06 de fevereiro de 2012 0

Recebi a visita de uma vietnamita que lê o nosso blog – visita de verdade, em carne e osso. A visita teve uma simples razão: ela é vietnamita e não conhece o seu país. Saiu de lá com três anos. Seu nome é Marquise Maya, e gosta de falar com quem esteve lá. Educada na França, leciona francês em Porto Alegre.

Há uns 15 anos atrás, estando na Tailândia, fiquei sabendo, por um anúncio de vitrine, que o Vietnã abria suas portas para visitantes. Tempo máximo de permanência: 15 dias. Eu não precisava mais.

A parte Sul, o antigo Vietnã do Sul, me é familiar, ando por lá com razoável desenvoltura, mas, devido à guerra e aos campos opostos, para Hanói só quem ganhou o visto foi a Jane Fonda. Como nós todos estávamos longe de ser uma Jane Fonda, estávamos confinados ao Vietnã do Sul – isso em 1971, faz tempo.

Ir até o Vietnã do Norte era um objetivo, um sonho, quase um devaneio. Nosso limite era Huê, a antiga cidade real. Em uma semana estávamos lá, minha mulher e eu. A Magra é boa companheira, mas pouco chegada a aventuras e indiadas. Vai porque é solidária.

Já sabíamos que o vietnamita sempre foi um povo heróico, mas agora eles tinham que provar serem também capazes de superar a pobreza.

Em outras palavras, não se pode viver exclusivamente de heroísmo. Li a declaração acima na revista de bordo do avião da Vietnã Airlines,  de quem tinha pleno direito a fazê-la:  um dos últimos heróis genuínos do nosso tempo, o general Giap – na ocasião, único contemporâneo vivo de Ho Chi Minh.

 Mao, Chu Em-Lai não existiam mais. Giap era o único contemporâneo deles e de Mahatma Gandhi, de Nehru, e dos personagens de Malraux em “La Condition Humaine”, ou do clássico  “Red Star Over China”, ou seja, dos que fizeram a Longa Marcha e conheceram a ocupação japonesa.

Foto: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=967306

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