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O Gilberto Gil tem razão: o Rio de Janeiro continua lindo

17 de fevereiro de 2012 0

Que a Luíza já voltou do Canadá vocês todos sabem. Eu só fui até o Rio e já voltei também.

Não foi bem até o Rio. Fiquei em Ipanema e no Leblon. E alguém precisa sair dali?

Pela primeira vez em muitos anos, tenho a impressão de que o Rio está se recuperando (menos o Galeão, é claro – o nosso portão de embarque foi mudado duas vezes em cima da hora, etc.; como é que um estrangeiro se safa? Não me pergunte).

No fim de semana passado – o último antes do Carnaval –, na região em que eu estava passavam blocos constantemente. Bem policiados, e os jardins públicos e da Beira-mar todos protegidos com cercas e telas, banheiros químicos em quantidade (claro, ninguém sabe quanto chope vai ser consumido; portanto, calcular o volume do chope tomado e do expelido é coisa de profissional, como o Dr. Bruno Bertschinger).

Mas me deu a impressão de que a prefeitura está querendo reeditar o Rio, aproveitando a sua luz, a sua cor, as suas rochas monolíticas e suas sambistas.

É verão, fazia calor, mas não senegalês ou porto-alegrês. Mesmo assim, blocos na rua, bares lotados e, graças aos amigos e amigas, só andamos em botecos – botecos ótimos e com comida de boteco. No Rio tem até campeonato de comida de boteco – e que sempre resulta em livro (a foto de um ilustra a postagem).

O que tem também o seu campeonato é a feijoada, que é servida sete dias por semana, 365 dias por ano. Aqui no Rio Grande, a Saúde só permitiria a venda no verão com um médico de plantão e ambulância na porta. Comemos duas vezes: ótimas, e estamos todos aí (até ontem) – isso que conosco estavam dois noruegueses que saíram de Oslo com 26° below; mas,segundo eles, Oslo é no sul da Noruega e, por isso, não faz muito frio!!!

E, até por terem gostado dos botecos e dos blocos, resolveram ficar conosco até a saída do barco. Caminharam o tempo todo. Eles sabem que, para conhecer um lugar é preciso gastar a sola, é preciso ter tempo e, como dizem os velejadores, aceitar o tempo que faz, o vento que vem e o amor que se tem – seja uma bela mulata, um bloco passando, um bueiro que, no Rio, pode explodir (mas isso eu não contei; se contasse, passaria por mentiroso, até porque o Kai, o marido, é engenheiro…).

Bem, adoraram o Rio! E estávamos numa mesa de rua  no Leblon, num lugar chamado A Academia da Cachaça, quando consegui traduzir com algum sucesso a plaquinha que estava presa no chapéu de um sambista: “Se você não der, nóis toca”. Entenderam a tradução, mas não entendiam o meaning. Quando entenderam, começaram a rir, e devem estar rindo até hoje.

O Rio é isso. Viva o Rio!

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