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Posts do dia 23 fevereiro 2012

Canela Foto Workshops

23 de fevereiro de 2012 0

Quem se atrasou foi o Viajando por Viajar. Sorry, para a 11ª edição, serei mais pontual. É que eu andava no Rio e, pela primeira vez nos últimos anos, voltei a ter alguma esperança na recuperação do Rio. Mas a minha opinião não deve ser levada a sério.

Não me afastei de Ipanema e do Leblon.

Mesmo com o meu atraso, ainda dá tempo. Como nos workshops anteriores, você verá boas fotos, terá contato com grandes fotógrafos e se divertirá bastante. O Carnaval já passou e a Páscoa ainda não veio. Portanto, a região estará tranquila – como precisa para que alguém se concentre e fotografe. Os experts sempre estarão ao seu lado. Sempre estarão por perto e com a melhor vontade de cooperar.

Liliana e Fernando, felicidades no evento. Se algum de vocês não fotografa do mesmo jeito, um papo com o Peninha (Eduardo Bueno) já vale a ida.

Boa viagem!

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Rio, confete e serpentina

23 de fevereiro de 2012 0

Sinto-me um pouco constrangido escrevendo sobre uma coisa que conheço pouco. Mas vamos devagar. Não pretendo chegar à profundidade que um Ricardo Cravo Albim consegue mergulhando fundo no samba e seu passado. Nada disso. Mas também não consigo ficar alheio a fadinhas, negas malucas, gladiadores, sacis, pierrots às centenas, justamente no bairro em que eu estava, sem dar um pitaco para o blog/FACE e a minha própria curiosidade.

Estavam ali, na minha frente, sambando por prazer… às 9 da manhã – ou seja, acorda, escova os dentes, um banho, uma barra de cereais e skindum, skindum.

Nisso tem, é claro, os ensinamentos e companhia da prima emprestada, mas que, se ela quiser, assino uma declaração em cartório de que é a preferida. Além disso, sabe tudo de carnaval de rua, de blocos que não têm nada a ver com desfile de avenida.

Os blocos de rua estão resgatando o carnaval. O de avenida é ótimo, mas para ser visto; o de rua é para ser vivido – ou seja, tem carnaval para todos. Como com as novelas, há os que se satisfazem olhando; outros querem participar.

.Voltando à prima Regina, não fosse ela como é, como é que eu iria saber que …”A fulana sempre sai de nega maluca (não é negra nem maluca), há cinco anos, se assumiu como nega maluca por uma semana com sua filha e saem as duas”, disse ela.

“Adoro sair das profundezas, acompanhando blocos e bandas. Cada ano, vou incrementando a fantasia, colocando mais um acessório. Antes, eu só saía no nosso bloco; agora saio em dois ou três por dia. Não fosse porque gosto muito da nega, sairia de borboleta.”

A pergunta era óbvia: “Como é que você aguenta?

“A maratona? Três blocos por dia? O segredo é: dose extra de disciplina, empenho e empolgação; pouco álcool, água de coco e comida leve. Além disso, dormir cedo!”

Dormir cedo? “Sim”, foi a resposta. “Tem blocos que saem às 7h para evitar o engarrafamento de blocos. Ontem, às 7h 30min, eu já estava no Pererecas na Banguela, dissidência do Perereca Desvairada; depois passamos para o Me Atirei no Pau do Gato – tudo na base do isotônico, barras de cereal e água de coco.”

E cervejinha não pode? (Estávamos no bar da Devassa, numa bela esquina arborizada.)

“Pode sim, mas no bloco. Em casa, o negócio é água de coco.” É difícil ouvir uma resposta assim de alguém vestida de nega maluca, mesmo sabendo que a nega é advogada e, com o marido e a filha, toca um escritório de advocacia.

Foram tantas as perguntas que, à tardinha, quando chegamos em casa, a Regina colocou nas minhas mãos um livro do Sérgio Cabral, de edição antiga, 1974, que esmiúça a história do primeiro bloco: o Deixa Falar, de 1928 – a raiz de todas as agremiações que estavam por vir. Depois, numa feliz ideia do Mario Filho, irmão do Nelson Rodrigues, para suprir a falta de assuntos do futebol, inventou a competição. E assim foi indo. Muitas negas malucas, vedetes, sambistas e bicheiros depois, chegamos à Sapucaí atual.

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Socorro Fortunati!

23 de fevereiro de 2012 0

Não, não é por morar em zona de risco que estou escrevendo ao prefeito. Li nos jornais e o meu amigo Ney Gastal já me havia mandado um e-mail de três páginas – dizendo que estou morando em zona perigosa e que a Lomba do Asseio, algum dia, inapelavelmente, vai deslizar Guaíba adentro. Mas continue lendo; não vou pedir indenização (por enquanto). Fui eu que escolhi. Já usufruí aqui mais de 50 anos de magníficos ocasos e vistas da querida Porto Alegre. Portanto, até aceito ir Guaíba adentro, ainda mais em boa companhia, e o museu do Iberê e seus frequentadores são uma boa companhia; o Iberê em pessoa… não sei se eu conseguiria conviver com ele, mas isso é outra coisa. Se tirássemos os neuras… dos museus, provavelmente poderíamos reunir tudo em um só prédio. Em compensação, o alegre e também genial Xico Stockinger e seu exército de guerreiros estarão nos esperando, serão ótimas companhias. Só o que quero é que, na eventualidade de acontecer, a D. Regina tome conta dos meus salsichas, protegendo-os, como fez com os animais da Redenção.

Mas a razão do meu pedido de socorro não é para preservação – o que quero é um contêiner. Não! Não é para mim, é para a nossa rua, e para a praça em frente, que está a meus cuidados. É que, frequentemente, aparecem sacos de lixo no chão. Não sei quem os coloca. Não tenho vocação nem para inspetor, nem para delator, mas sei que é coisa de maleducados. Um só chega para emporcalhar uma rua, pois, logo depois de colocados, vêm os papeleiros, depois os plastiqueiros ou peteiros (sorry, não sei como chamar quem recolhe as garrafas PET – petistas seria pior – e a especialização está chegando em todas as áreas). Na sequência, os cachorros da rua. Quando chegam os lixeiros, já está tudo espalhado. Recolhem o que podem, mas sem muito sucesso.

Portanto: SOCORRO, FORTUNATI! Moradores de lomba também têm os seus direitos (e deveres). Mas que uma lomba que tem asseio no nome seja suja é uma desagradável ironia.

Desde já, obrigado.

 Foto: Eurico Salis.

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