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Rio, confete e serpentina III

25 de fevereiro de 2012 0

Novamente, repito: não se surpreenda com este assunto no blog. Sou só um observador muito bem orientado (obrigado, Regina e amigos). Assisti várias vezes ao desfile. Hoje acho grandioso, belíssimo, mas repetitivo.

O que me encantou nessa semana de Rio foram os blocos e seus nomes,como:

Calma, Calma, Sua Piranha 

Ou o Que Merda É Essa? (cuja versão infantil sai às 17h, com o nome Que Caquinha É Essa?

Já o Simpatia É Quase Amor é conhecido por todos. O Mamãe Eu Sou Gay pode não ser uma novidade, mas tenta explicar em casa (tem pai que é cego…).

Tem alguns mais objetivos tipo Se Você Der Eu Como, e um que já deve estar completando quatro ou cinco anos, o É Mole Mas É Meu.

E um outro, de judeus bem-humorados: Cortaram Meu Pinto. Não esqueça que o Jacó do Bandolim era judeu, cavaquinhista, chorão, e falava um português tão carregado como só um patrício pode fazer, mas se apaixonou pelo chorinho e fez tanto sucesso, chegando até a descuidar do lojinha.

Me diz a minha expert  Regina que o problema dos blocos é o gigantismo. O mais antigo e popular, o Bola Preta, leva às ruas dois milhões de pessoas, o que engaveta todo o centro do Rio. Já os da zona sul começaram a sair pela amplidão da Vieira Souto, onde os jardins são todos protegidos.

A solução para o gigantismo, adotada por vários blocos, foi a mudança de horário. Alguns passaram a desfilar de manhã bem cedo – como o Suvaco, que costuma lotar o Jardim Botânico. Uma providência mais radical, que chegou a ser adotada por alguns, foi o horário de desfile em segredo – só os integrantes ficam sabendo.

Ia esquecendo de mais dois (são centenas). Este tem orientação que vem de Pernambuco: Metido a Corno, mas, como o Rio está cheio de nordestinos, no seu terceiro ano já tiveram que criar uma dissidência. É o problema do gigantismo: como os blocos não têm sistema de som, é impossível controlar os metais e a batucada em distâncias maiores. E, assim, sugiro o Caixão de Corno Não Tem Tampa.



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