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Posts do dia 13 março 2012

Danuza Leão

13 de março de 2012 0

Tenho bastantes dúvidas quanto a escolher o que devo ler – consequentemente, muito mais dúvidas em sugerir o que outros devem ler. Mas muitos, ou todos, deveriam ler a entrevista com a Danuza na Zero Hora de domingo. Até mesmo quem já pratica o que ela sugere.

Não falo das coisas pessoais, domésticas (eu, por exemplo, nunca me desfarei das quinquilharias que juntei ao longo da minha quilometragem). Como não tenho descendentes, é muito provável que tudo acabe espargido num leilão ou numas caixas mofadas do Brique da Redenção. Mas o que eu gostaria que muitos lessem e exercessem é sobre o comportamento em público, em restaurantes (churrascarias, principalmente, onde não vou aos domingos e feriados nem sob ameaça de tortura). Dia das Mães fora de casa? Bem, aí nem sob ameaça de me entregarem a um triunvirato da CIA, do Mossad e da KGB, sob a direção do Dam Mitrione. Prefiro abrir em casa uma lata de atum. Em último – falo em último – caso, tipo hóspedes estrangeiros, etc., vou a grandes hotéis, pago mais caro pela comida de hotel (o que fazer?), mas volto com os tímpanos intactos e feliz por evitar bandos de pais maleducados e, consequentemente, crianças maleducadas.

Tenho pela autora uma grande admiração. Ainda no século passado, quando eu morava em São Paulo, ia com muita freqüência ao Rio, pois, junto com outras fábricas, fazíamos demonstrações dos nossos Jeeps para o Exército na Restinga da Marambaia. Danuza, sua irmã Nara, mais a Marina Colassanti, seu irmão Arduino e seu então namorado (hoje marido) o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna, e outros, formavam um grupo de pessoas bonitas, ricas, alegres e inalcançáveis – mas desejadas – que frequentavam a mesma praia, a uns 30 metros do nosso grupo, e eram o centro dos nossos olhares.

Desde aquela época, leio e gosto do que ela escreve. Hoje, os nossos jornais e revistas não coincidem – ou seja, leio-a menos –, mas continuo gostando.

O livro, razão da entrevista (como se precisasse), também já foi lido, e é uma lição tardia de vida. E você o lerá em uma noite – bem, é claro, se você não preferir o Big Brother ou a série das mulheres ricas.

Se você perdeu a Zero Hora de 11 de março, resgate na internet (não sei como se faz, nunca passei do primeiro degrau, mas o seu filho sabe; todos os jovens sabem). Pelo menos tente. Se achar fútil ou que você não precisa, aceito e publico os puxões de orelha.