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Posts do dia 15 março 2012

Obrigado, Gente!

15 de março de 2012 Comentários desativados

Desta vez, recebi postagens, mensagens, páginas de scraps (um dia eu explico) e, provavelmente, também sinais de fumaça que se dissiparam no ar como as mensagens de tambor – que eu achei que eram para a escola de samba aqui de perto, pois meu aniversário é sempre em época de carnaval e fico fazendo parte do bloco do eu sozinho. Meus amigos? Estão todos na praia.

Agora, com mais de uma semana de atraso, eu só quero dizer: Obrigado Geeeeeeeeeeeeeeeeeeeeente! Mas faltaram umas 640 letras “e” para completar.

Viagens irrealizáveis: a Kaaba em Meca

15 de março de 2012 0

Me perguntam como a Kaaba, a grande pedra central existente no pátio, se tornou o grande altar do Islã.

Bem, desculpem, mas não sei. O que escrevi ontem é justamente porque não nos deixam entrar lá – ao contrário do Vaticano, do Grande Templo Mormon de Utah e, até, de algumas mesquitas do conturbado Irã. O pouco que sei é que foi o próprio profeta Maomé que estabeleceu ali o centro da religião islâmica, onde todo muçulmano deve ir uma vez na vida (e também a Jerusalém e Medina) para se tornar um hajji – mas isso foi no ano de 632 D.C., e a peregrinação segue até hoje.

As grandes caminhadas pela fé, daquelas épocas, foram definhando, a dos romeiros que iam a Roma, os Palmeiros que iam a Jerusalém (e traziam palmas). Aos poucos, foram criando também o Caminho de Santiago, que fiz com o beato Sérgio Reis – beato, mas cuidado! Ele está no quinto casamento, feliz da vida com a adorável Vera Bahia, que, como o nome diz: baiana e chegada num tambor. Portanto, cuide-se com ele, pelo óbvio, e com ela, pois tem todos os santos da Bahia do seu lado. Não é por nada que a Bahia é a Bahia de Todos os Santos.

Voltando... No fervor das peregrinações, os caminhantes enfrentavam tempestades de areia, beduínos, bandidos, alguns morriam antes de tocar a pedra sagrada – o que era uma pena, já que estavam tão perto da salvação. Embora não se saiba quem está enterrado lá, sabe-se que foi há 900 anos.

Há muitos outros anônimos enterrados ali (não confundir com o nosso Anonymous, o Pinheiro Machado). Teve até um rei africano, Mansa Musa, que partiu de Timbuktu em 1324 e levou mais de 500 escravos. Imaginem o que deve ter sido umas 600 pessoas a pé, a cavalo e camelo, que praticamente atravessaram a região subsaariana da África – mais ou menos 3000 km (sem carro de auxílio, geladeira, chuveiro e desodorante).

Já o Laerte Cafruni Martins, que fez a viagem recentemente, para sorte sua, tem cara de beduíno, rico, mas beduíno – e fala um pouco de árabe –, não teve outra queixa a não ser a qualidade do vinho servido na classe executiva: primeiro, não era da Borgonha; e, segundo, um pouco mais ácido do que ele gosta. Mas tornou-se um hajji. Ou seja, poderá continuar pecando, como todos gostamos, e, mesmo assim, tem o reino dos céus à sua espera.

Foto:  http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=985250