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Júlio Verne, 100 anos

27 de março de 2012 0

Há aproximadamente 100 anos, morria o escritor Júlio Verne, que tinha fascínio por novas paisagens e novas culturas.

Era uma época de grande entusiasmo: de um lado, descobertas científicas que previam para breve grandes navegações e transportes até mesmo pelo ar – aceita-se a euforia; o 14-bis recém havia feito seu primeiro vôo. De outro, relatos de bravos navegadores faziam brilhar os olhos dos que seriam os primeiros “cidadãos do mundo”.

Até então, as viagens eram penosas e os mistérios dos “exóticos países” chegavam aos europeus em forma de relatos fantásticos. Em meio a tanta efervescência, a Júlio Verne ocorreu levar à população conhecimentos geográficos – e até científicos – através da literatura.

Foram dezenas de livros que mudaram a forma de ver o mundo.

O espírito de viajante começou cedo na vida do escritor. Aos onze anos, o menino nascido em Nantes (na França), fugiu de casa e embarcou às escondidas em um navio. A viagem foi abreviada pelo pai, que o resgatou na primeira parada, mas o espírito de Júlio Verne já estava imbuído da vontade de conhecer novos mundos.

Mas engana-se quem pensa que o escritor foi um grande viajante: a maior parte de seus dias, Verne passou em torno de mapas e ouvindo relatos de viajantes, lendo pela manhã e escrevendo à tarde.

Seu primeiro sucesso foi Cinco Semanas em Balão, que narrava uma aventura sobre o misterioso continente africano, no qual ele jamais pôs os pés.


Depois veio A Volta ao Mundo em 80 dias. O ponto de partida é a nebulosa Londres, com paradas em Bombaim, Calcutá, Hong Kong, Nova York e outros. Mesmo sabendo que, com um balão ao sabor dos ventos, os pousos não são tão precisos, o leitor não consegue deixar de torcer para que o excêntrico Phileas Fogg complete a viagem e ganhe a aposta.

Acho que a sua obra menos conhecida deve ser A Jangada, que se passa na Amazônia e é um detalhado relato sobre a fauna e a flora da região. Há ainda outra obra que gosto muito, que relata uma Viagem ao Centro da Terra, onde o Dr. Lidenbrock, seu sobrinho Axel e o guia finlandês Hans partem para a Islândia – nome que inventaram para “Iceland”, a terra do gelo, a fim de descobrir animais estranhos habitando as entranhas da terra. Ironicamente, colocou o portal de entrada deste mundo subterrâneo sob uma gigantesca geleira, a maior da Europa.

Foi um visionário do turismo de aventura, tão em moda hoje.

Quando a Oceania ainda nem havia sido devidamente identificada, uma citação atribuída ao escritor francês Claude Roy  já quantificava a influência  que esse guia de viagem imaginário teria sobre várias gerações de leitores: “O mundo possui seis continentes: Europa, África, Ásia, América , Australásia e Júlio Verne”.

Pois, blogueiros e FACEiros: nada a acrescentar. Só que eu estive no lugar onde seria a hipotética passagem para o centro da Terra. É sob uma geleira de nome complicado – e botem complicado nisso! Lembram-se do vulcão cujas cinzas transtornaram a Europa? Pois bem, eu já esqueci o nome, mas o tio Google, com certeza, lembra.

Foto: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=10268

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