Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Ainda sobre a Coreia do Norte

10 de abril de 2012 0

Quando iniciei esta série sobre a Coréia do Norte, deixei claro o que penso: ainda há uma esperança. E é verdade. Do outro ponto de ebulição mundial, o Irã, sinceramente, não sei se a esperança existe…

Tenho por base a vivência pessoal deste jovem monarca, hoje com 28 anos, e de uma dinastia que começou com o avô, que combateu com os japoneses na Manchúria até a formação da República da Coréia, em 1948.

O atual líder nasceu lá por 1983/84, portanto não participou da formação do país, mas viu e acompanhou muita coisa – sempre em palácio, ou nos seis anos que viveu na Suíça. Portanto, viu coisas e caminhos que mudariam qualquer um de nós. E a ele caberá escolher. Um dos caminhos é o que ele viu na Suíça, país livre e equilibrado no centro da Europa, onde viveu a vida europeia, vestia-se com camisas de seda Dennis Rodmann (jogador de basquete que ele admirava), jogava videogame e era amigo de jovens ocidentais. E testemunhou também a pobreza de seu próprio país. Um dos fatos que podem influir em sua decisão na escolha de um caminho. O outro é assustador, mas cabe a ele a opção. E o segundo caminho de que falo é assustador, pela brutalidade. Na década de 90, quando a fome matou milhões de coreanos, um grupo de dissidentes proeminentes no exército coreano do norte chegou a Pyongyang para protestar. Depois de ouvi-los, “Kim Jong-Il mandou que prendessem os líderes, várias dúzias de homens, e enfileirou os outros para que assistissem o que aconteceria a seguir. Os oficiais presos foram forçados a se deitar no chão com mãos e pés atados e, a seguir, alguns tanques passaram sobre eles e deram marcha-ré várias vezes até esmagá-los completamente.”

A tradução é literal da página 21 da Revista Time de 27-02-2012 (essa que você vê ali em cima).

No meio destas combinações da pacífica vida suíça e da truculência, ideologia e isolamento é que ele terá que optar. Muitos analistas sul-coreanos ficam em dúvida sobre que decisões serão tomadas a partir de agora na vizinha e famélica Coreia do Norte.

Bookmark and Share

Envie seu Comentário