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Quando crescer quero ser Patrono

24 de abril de 2012 0

Li hoje no Pioneiro que na quinta-feira passada Bento Gonçalves amanheceu diferente. Todos, sem exceção querendo ser patronos da próxima Feira do Livro. É que naquela manhã se soube quanto o Gabriel O Pensador receberá.
Ninguém discute o mérito do autor, mas um retrospecto é inevitável. O que estão dizendo é que os Patronos antecedentes que fizeram a Feira chegar ao nº 27 receberam mais ou menos 2% do valor pago do próximo. Vejamos : o Colmar Duarte , músico e idealizador da California da Canção, o Tabajara Ruas , o David Coimbra , o Iotti e o Sergio Napp. Receberam bem menos. O Colmar , por ex. , recebeu 5000 reais. Ele, como gaúcho educado , não quis comentar , só disse que cada caso é um caso. É oportuno que se diga que além dos R$ 169.430,00 o orçamento da Feira do Livro deste ano inclui mais R$ 200 mil da Secretaria da Cultura ( ou seja, $$$ de todos nós ) .
Com um custo de R$ 35 cada, os dois mil livros que serão distribuídos para estudantes durante a Feira equivalem a R$70 mil do valor total destinado a Gabriel O Pensador . Os demais R$99.430 seriam pelas palestras e show de encerramento.
– Este foi um pacote de serviços que ele propôs. Cada artista tem o seu valor , e o dele é esse, disse o prefeito Roberto Lunelli (PT).
Larissa Rosso diz ainda em sua matéria :
O caso de Bento Gonçalves não é único – ainda que nada chegue perto do valor de quase R$170 mil. Cachês altíssimos atraem estrelas da literatura . Em 2011 , Maurício de Souza, criador da turma da Mônica , ganhou R$30 mil por um dia de participação na Feira do Livro de Alvorada. Este ano, Ziraldo deve viajar `a cidade, em agosto, pela mesma soma. Por outro lado, a respeitada Festa Literária Internacional de Paraty , por exemplo, custeia apenas os gastos envolvidos. Entre os convidados de sua 10ª edição , em julho próximo, estão figuras de porte de Ian McEwan ( Inglaterra), Jonathan Franzen ( Estados Unidos ) e Enrique Vila-Matas ( Espanha ).
Autores gaúchos que viajam pelo interior do Rio Grande do Sul lidam com somas bem mais acanhadas. Carlos Urbim, com 28 anos de carreira e 26 títulos publicados, não recebe nada quando é convidado para ser patrono. Em outros casos , o cachê para oficinas e palestras geralmente fica em torno de R$500, mais despesas. Cintia Moscovich participou da Feira de Bento Gonçalves no ano passado. Por um dia de trabalho ganhou R$1,5 mil.
– E olha que sou uma das mais caras. Tem autor mais jovem que ganha menos – afirma.

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