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Birmania espetacular - parte dois

27 de abril de 2012 Comentários desativados

O país é tão distante, tão desconhecido que queremos saber tudo sobre ele. Até as perguntas mais ingênuas fazem sentido. Do que é que vivem os birmaneses?  De agricultura primária e do cultivo do ópio. É tão forte o negócio, a produção, o tráfego que até os tres grupos dominantes param de lutar para que a colheita não seja prejudicada e fazem um armistício temporário, pois  sem ele nem guerra continuaria. Falo da década de 70, nunca mais estive lá, bem que gostaria, mas praticamente sem estradas, as viagens são muito demoradas. Existem aviões internos, é claro, mas não sei se hoje embarcaria em um deles; eram da Burma Aeroways, DC 3 que devem ter pertencido no passado a algum Faraó egípcio. A manutenção? Segundo eles muito boa, feita pelos melhores mecânicos… da Birmânia…

Lembro agora de algumas esculturas em bronze de 2000 mil anos de idade, danificadas por um terremoto (são razoavelmente comuns por lá), quebradas e sobrepostas; via-se a espessura da fundação; na época mostrei ao Xico Stockinger, meu amigo e vizinho as fotos.  Ficou maravilhado, pois a espessura não passava de uns 3 mm, coisa impossível para nós, até hoje. Como as fizeram há uns 2000 anos? Com a espessura que fazemos aqui frequentemente o peso inviabiliza a obra, por exemplo: o Laçador pesa 4500 kg, com uma técnica mais apurada poderia pesar 1000 kg, ou seja, 3500 kg pagos, mas sem finalidade. O Xico sempre quis ir vê-las, mas a dificuldade de uma viagem a Birmania e os conflitos quase permanentes foram conduzindo o projeto ao esquecimento.

É bem possível também que em alguma imagem do país você tenha visto umas figuras de pescadores de pé, remando com uma das pernas: são únicos. São figuras curiosas, surpreendentes e como conseguem? Vale a pena vê-los exatamente no lago Kandawayi. O lago e seus remadores são uma de suas atrações.

Uma outra passagem que lembro, mas não sei o nome , é uma planície de quilômetros e quilômetros, cheia de templinhos de uns 3 a 5 metros de altura e stupas (na realidade são aquelas figuras arredondadas e maciças ); pode-se percorre-las de jipe  ou de elefantes. Pela baixa altura do jipe não se vê nada, por isto e pelo inusitado preferimos os elefantes. Elefante não é confortável: as cadeirinhas laterais até provocam um pequeno enjoo, mas um elefante é um elefante e fica na gaveta das nossas memórias. Além disto entre os passageiros famosos vimos as fotos de Rudyard Kipling e George Orwell.

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