Quem vai para lá? Aventureiros, fotógrafos, astrônomos, mochileiros. Ou simplesmente, apaixonados pela natureza. A cidade é cercada por montanhas e vulcões, o Atacama atrai viajantes de diferentes perfis e partes do mundo para observar uma paisagem inóspita, que encanta os olhos e seca a garganta. Não há dúvidas de que é um lugar mágico, onde os espetáculos ocorrem a todo o momento: o voo dos flamingos, os gêiseres, as noites estreladas que os astros parecem pinturas. Tamanha beleza tem uma razão. Por causa da altitude, as correntes marítimas do Pacífico não conseguem chegar. Assim, durante 300 dias por ano, não há nuvens - o que permite que a vista alcance até 400 km de distância; acho um exagero, mas é o que dizem. Isto seria mais ou menos daqui a Bagé...
O clima tem extremas temperaturas que variam de zero grau, à noite, a 40 graus, durante o dia. Por esse motivo, você precisa redobrar os cuidados. É um ambiente inóspito, não é de se estranhar que as cidades por ali sejam poucas. Calama é a maior delas, salvo uma mina de cobre a céu aberto: chuquicamata, não tem muita coisa para se ver mas mesmo para quem não é do ramo vale a visita. Mas a maior parte dos turistas vai direto a San Pedro, vilarejo com pouco mais de 3 mil habitantes. Na verdade, San Pedro é um oásis alimentado por dois rios a 2400 metros de altitude, onde repousam dezenas de sítios históricos que guardam resquícios do domínio inca no passado. A rua Caracoles é o ponto para quem quer garantir sua cota de souvenirs. Ali estão diversas lojas de artesanato, com trabalhos regionais como agasalhos, gorros e xales de lã de ovelha ou lhama,alpaca e vicunha, tecidos sempre coloridos, além, claro, de bares, cafés e restaurantes com boa comida.
Oásis de luxo
Mas o que interessa mesmo a quem viajou para tão longe são os passeios. Ou se preferir se hospedar com todo o conforto, pode aproveitar os roteiros oferecidos pelos hotéis incluídos no preço. Serviços de primeira e infraestrutura confortável, ajudam a relaxar o corpo e alma depois de passar o dia explorando salares, rochedos e visões magnificas do deserto. Nas duas últimas vezes fui de motor home o que favorece bastante. Você vai até o ponto a noite. Acorda quentinho pois o aquecimento é a gás e toma seu café olhando para as belezas que o levaram até lá. De outra forma para ver tudo, será preciso acordar cedo, caminhar, sentir na pele e no corpo os efeitos do frio, do sol e da altitude. Mas toda a forma de esforço é recompensado quando os seus olhos alcançam o horizonte e você analisa detalhes de cada pedacinho do deserto. Afinal, foi por isto que você foi até lá.


O viajando... está presente mas seu autor ausente... Em busca de novos temas para o Puxadinho, que como todo o puxadinho, requer manutenção constante. Embora eu escreva com prazer, um, dois, até três textos por dia... Multiplicados pelos dias da semana e 4 ou 5 anos, vai longe... Mesmo usando “muletas”, que é como eu chamo os palpites em artigos de terceiros. É para isso que surgiu o “Deu no jornal” que na verdade pode ser aplicado ao carinhoso torpedo do Vaccareza dirigido ao Sérgio Cabral que terminava dizendo: tu és nosso e nós somos “teu”. Nunca vi tanto carinho (se noivarem antes de minha volta me avisem por favor) ou para Comenda a quem mandou embora a Ford e que no discurso cheio de brio disse: não foi o Rio Grande que perdeu a Ford, mas a Ford é que perdeu o Rio Grande!



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