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Posts de maio 2012

San Pedro de Atacama

31 de maio de 2012 0

Quem vai para lá? Aventureiros, fotógrafos, astrônomos, mochileiros. Ou simplesmente, apaixonados pela natureza. A cidade é cercada por montanhas e vulcões, o Atacama atrai viajantes de diferentes perfis e partes do mundo para observar uma paisagem inóspita, que encanta os olhos e seca a garganta. Não há dúvidas de que é um lugar mágico, onde os espetáculos ocorrem a todo o momento: o voo dos flamingos, os gêiseres, as noites estreladas que os astros parecem pinturas. Tamanha beleza tem uma razão. Por causa da altitude, as correntes marítimas do Pacífico não conseguem chegar. Assim, durante 300 dias por ano, não há nuvens – o que permite que a vista alcance até 400 km de distância; acho um exagero, mas é o que dizem. Isto seria mais ou menos daqui a Bagé…

O clima tem extremas temperaturas que variam de zero grau, à noite, a 40 graus, durante o dia. Por esse motivo, você precisa redobrar os cuidados. É um ambiente inóspito, não é de se estranhar que as cidades por ali sejam poucas. Calama é a maior delas, salvo uma mina de cobre a céu aberto: chuquicamata, não tem muita coisa para se ver mas mesmo para quem não é do ramo vale a visita. Mas a maior parte dos turistas vai direto a San Pedro, vilarejo com pouco mais de 3 mil habitantes. Na verdade, San Pedro é um oásis alimentado por dois rios a 2400 metros de altitude, onde repousam dezenas de sítios históricos que guardam resquícios do domínio inca no passado. A rua Caracoles é o ponto para quem quer garantir sua cota de souvenirs. Ali estão diversas lojas de artesanato, com trabalhos regionais como agasalhos, gorros e xales de lã de ovelha ou lhama,alpaca e vicunha, tecidos sempre coloridos, além, claro, de bares, cafés e restaurantes com boa comida.

Oásis de luxo

Mas o que interessa mesmo a quem viajou para tão longe são os passeios. Ou se preferir se hospedar com todo o conforto, pode aproveitar os roteiros oferecidos pelos hotéis incluídos no preço. Serviços de primeira e infraestrutura confortável, ajudam a relaxar o corpo e alma depois de passar o dia explorando salares, rochedos e visões magnificas do deserto. Nas duas últimas vezes fui de motor home o que favorece bastante. Você vai até o ponto a noite. Acorda quentinho pois o aquecimento é a gás e toma seu café olhando para as belezas que o levaram até lá. De outra forma para ver tudo, será preciso acordar cedo, caminhar, sentir na pele e no corpo os efeitos do frio, do sol e da altitude. Mas toda a forma de esforço é recompensado quando os seus olhos alcançam o horizonte e você analisa detalhes de cada pedacinho do deserto. Afinal, foi por isto que você foi até lá.

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Camaradas, vamos à luta.

30 de maio de 2012 0

Visitar a Russia hoje ainda é mais complicado que outros países. Os reflexos de regimes de opressão demoram  a espairecer. Quem já foi pessoalmente a um consulado russo ou cubano deve lembrar.

Devo reconhecer que muita coisa deve ter mudado por lá. Os preços, sem dúvida. Me dizem que Moscou é uma cidade caríssima. É oportuno também dizer que tentei ir vê-la com a placa “sob nova direção” para saber como está, como ficou.

Um dia hospedado com amigos em Oslo, e na janta me perguntam: queres ir a San Petersburg? Ora, claro que queria.  Nas vezes que estive lá ainda era Leningrado ( a cidade de Lenin). Fim de temporada, o inverno chegando e os jornais anunciavam uma oferta de três dias e duas noites na cidade, mas dormiríamos no barco.  Ótimo, se não fosse a demora estatal: 15 dias úteis para o visto. No dia seguinte, fui pessoalmente com passaporte da comunidade européia. Pedi se tinham taxa de urgência, como em muitos consulados. Paga-se uma taxa e recebe-se o visto em menos tempo. Nada feito. Não entendi tudo que a ex-camarada  falou, mas com certeza não foi nada bom.

Devido a isso, perdi a chance de rever a bela cidade. Seus edifícios, as agulhas sobre as cúpulas douradas, o rio e as belas pontes, o palácio de inverno, hoje Hermitagem, de onde Catarina, a Grande teria gritado aos famintos do “ancien regime” que imploravam por pão….que comessem brioche!

Não creio que alguém chegasse a esse ponto, mas temos visto cada coisa de quem está no poder, que , quem sabe seja verdade e quem sabe o barco que não viajei, ancorasse no cais central, perto do encouraçado Aurora, que disparou o 1º tiro que em código deflagrou a revolução de 1917.


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Viajar será também uma forma de encontrar novos temas

29 de maio de 2012 0

FlavioO viajando… está presente mas seu autor ausente… Em busca de novos temas para o Puxadinho, que como todo o puxadinho, requer manutenção constante. Embora eu escreva com prazer, um, dois, até três textos por dia… Multiplicados pelos dias da semana e 4 ou 5 anos, vai longe… Mesmo usando “muletas”, que é como eu chamo os palpites em artigos de terceiros. É para isso que surgiu o “Deu no jornal” que na verdade pode ser aplicado ao carinhoso torpedo do Vaccareza dirigido ao Sérgio Cabral que terminava dizendo: tu és nosso e nós somos “teu”. Nunca vi tanto carinho (se noivarem antes de minha volta me avisem por favor) ou para Comenda a quem mandou embora a Ford e que no discurso cheio de brio disse: não foi o Rio Grande que perdeu a Ford, mas a Ford  é que perdeu o Rio Grande!

Os quatro mil e quinhentos empregados, mais os sistemistas agradecem e convenhamos: só por causa da indolência baiana é que o nosso ex-governador não recebeu a Comenda do Acarajé. Ao som de uma orquestra de berimbaus entoando… e que sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra.

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Fim do mundo

28 de maio de 2012 0

Há alguns anos estava em Usuaya e queria ir ao Cabo Hornos. Queria porque queria. Sempre soube que ali não tem nada e que o Júlio Verne nunca foi até lá, mas o livro Um farol no fim do mundo exerce um forte apelo. Não existiam passeios turísticos. O centro de turismo não resolveu; uma empresa de pesca me recebeu bem… mas era proibido levar… etc. Lembrei do Natalvino Godoy e sua mulher Poji, antigo gerente da aerolíneas em Porto Alegre e mandei uma mensagem. Na manhã seguinte tudo estava resolvido. Embarquei e como já escrevi aqui passei as 36 piores horas da minha vida e mais umas doze no motor home a espera que o horizonte se estabilizasse.

Agora encontro no Estadão uma bela descrição do cabo, relatada por quem teve mais sorte e tem mais talento que eu e reproduzo.


O mítico Cabo Hornos

O Cabo de Hornos é a porção de terra mais próxima a Antártida.  A palestra informa os requisitos de segurança para sair do bote. E o recado final chega a desanimar: só desembarcaremos se a condição climática for ideal. A cada dez expedições, 3 não conseguem o aval do clima para o desembarque. E mais: quando isso é possível, todo cuidado é pouco com o mar que bate nesta ilha formada por altas rochas.

A 954 quilômetros do continente de gelo, Hornos tem uma considerável ficha corrida de vítimas. Estima-se em 500 o número de naufrágios, desde 1616, quando a rota foi descoberta. Tudo por culpa de ventos impiedosos, tempestades e mudanças bruscas do tempo. Conta-se que em 1905, o veleiro Susana passou 94 dias navegando ao sabor dos ventos.

Darwin também não foi poupado em seu famoso diário relata a experiência vivida em 1830. “A tarde estava tranquila e nos deixou gozar o grandioso espetáculo que oferecem as ilhas vizinhas. Mas parece que o Cabo de Hornos exige que paguemos seus tributos e nos enviou uma espantosa tempestade que nos soprou precisamente na cara. Fomos obrigados a ganhar alto mar.” Ao contrario do que viveu o naturalista, a natureza foi nossa parceira.

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Fashion era minha avó

26 de maio de 2012 0

Sou do tempo em que leite, refrigerante e cerveja eram vendidos em garrafas reutilizáveis. As donas de casa utilizavam suas sacolas para compras . O cafezinho era servido em xícaras de louça. A água era bebida em copos de vidro. Pratos e talheres eram feitos de louça e inox. Tudo isso ficou fora de moda da noite para o dia. Tudo hoje é descartável.

“Moderno” passou a ser usar e jogar fora. Até bens mais duráveis, como computadores, eletrodomésticos e celulares tornaram-se descartáveis.

Em vez de consertar a TV ou geladeira, compra-se uma nova. O celular tem de ser trocado a cada seis meses. Até os carros atuais parecem ter prazo de validade mais curta. O que até há pouco era considerado “ antigo”, agora é moderníssimo, mas as coisas devem mudar.

A Coca-Cola, por exemplo, já oferece em supermercados de São Paulo garrafas pets recicláveis com um bom desconto no preço. O grupo Pão de Açucar  estimula o uso de sacolas de pano. O problema é estar com a sacola quando se decide fazer as compras.

Algumas empresas substituíram copos descartáveis por canecas de louça e reduzem com isso o consumo de papel.

Crescem nos EUA e na Europa movimentos como os da Simplicidade Voluntária. Consumo Consciente, o Slow  Food que propõe um novo estilo de vida, baseado na frugalidade e na reciclagem.

Moderninha, fashion mesmo era minha avó, diz Irineu Guarnier Filho na Zero Hora.

Os praticantes dessa nova filosofia de vida não são new hippies. Tampouco pretendem acabar com o capitalismo. Não se trata de um retorno nostálgico a Woodstock. De uma nova utopia regressiva. Nada disso. São pessoas comuns que um dia perceberam que o consumo desenfreado não entrega a felicidade prometida.


Gente que tenta evitar não apenas o aquecimento global, mas a completa exaustão do planeta. Não importa se o aquecimento global resulta da ação do homem ou da própria natureza. Não importa se Copenhague foi uma tremenda decepção ou não.

Cada um tem de fazer a sua parte para reduzir o impacto de sua passagem por este mundo.

Obrigado Irineu.


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Botecos

25 de maio de 2012 0

Faz tempo que escrevi isto. Ficou no fundo de alguma gaveta, mas gosto de um chope bem tirado, garçons simpáticos e ambiente  despojado são determinantes na escolha de um bar, seja da moda , com música e/ou o simples boteco ao lado; sempre há um boteco ao lado de um bar de sucesso.  Mesmo com vizinhos badalados , os “pé sujo” seguem  atraindo clientes  de todas as idades e classes, fazem sucesso apesar de freqüentemente…rodeados pelos endereços consagrados.  Meus amigos  vão tanto a um boteco que até mandaram fazer  camisetas com  “Sujinho drunk Office” ( escritório de bêbado). Tem até uma música que  pede a criação de um decreto que proteja o bar.

Todos acham importante ter um boteco na região, mesmo sendo uma região AA, atrai mais gente e todos ganham, dizem os donos dos locais.

Alguns botecos têm um chope diferenciado e é mais fácil de conseguir um mesão para conversar com os amigos.

A simpatia dos garçons nos “pé sujo” são um caso à parte.Eles dão crédito pessoal ( você deve ao garçon! ), entregam mensagens e dão recados. A filha de um dos meus amigos, e  seu grupo criaram a “ quinta de lei”, dia de beber uma cervejinha sem falta. É um de meus programas prediletos, diz.

Na prática, a abertura de bares sofisticados tem ajudado os botequins vizinhos  a aumentarem os lucros . A  50 metros de uma recém aberta adega , o bar vizinho começou a faturar 20% a mais . Sexta e sábado vende toda a cerveja do estoque.

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London - As Olimpíadas vêm aí

24 de maio de 2012 Comentários desativados

Todos os olhos se voltam para a ilha. Vivi sediado ali por pouco mais de 2 anos. Tenho encantos pela ilha e reconheço que mudou a minha forma de viver e de ver a vida. Agora vejo no Estadão um artigo de Ana Gasston, brasileira, paulistana que há 10 anos mora ali. E eu acrescento segura, sem …, alarmes, podendo caminhar à noite sem medo e assim desfrutar o país. Inicia falando dos parques.

Andar pelos parques.  Não faltam animais como patos, gansos e cisnes perambulando nos parques de Londres. Durante o dia, esquilos podem ser vistos em toda a parte e fazem o maior sucesso entre visitantes que enlouquecem tentando fotografá-los.  À noite, é a vez das raposas darem o ar da graça nas ruas do centro e subúrbios. E há outros animais selvagens e até exóticos em áreas protegidas que ficam a menos de meia hora de trem de Waterloo. No sudoeste da cidade, próximo a Hammersmith, o London Wetland Centre é um emaranhado de pequenas ilhas, lagos e canais habitados por aves, sapos e insetos coloridos. Espalhados pela área verde estão também vacas e animais menos graciosos, como as cobras e morcegos.

Desde a abertura do centro, em 2000, mais de 200 espécies de aves foram registradas ali. Na entrada, os turistas recebem um mapa e um check-list dos pássaros. Telescópios e binóculos estão disponíveis nas torres, onde é possível observar bem de perto os animais e toda a paisagem que cerca o local. No verão, muitas aves se ocupam de cuidar dos filhotes recém-nascidos. O que rende fotos fantásticas.

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Itália, cidade de Aostra

23 de maio de 2012 0

A foto é do Paulo Marshall, meu ex-colega na indústria de automóveis em São Paulo, também da área técnica. Batemos bons papos até hoje. Aliás, é o mesmo papo que iniciamos lá por 1960. Posteriormente, o Paulo, aproveitando seu know-how em Mercedes, passou a fabricar motorhomes e eu passei a seu cliente – aliás, continuo até hoje e gosto de seus produtos e de sua família.

Um dia, passeando (pois ele não só fabrica, mas também aluga no exterior), Paulo e Ana chegaram à Itália, e, como pessoas de bom gosto, estacionaram no Vale d’Aosta e ali ficaram conhecendo as pequenas cidades da região. Numa delas, fotografaram a placa que ilustra esta postagem. Se você tem um pé na bota, quem sabe já a tenha traduzido. Não é nada mais que um “horário de abertura”, mas à italiana:


Abrimos com frequência às 10

Ou mesmo às 10:30

Raramente às 9:30

Mas alguns dias não antes das 14h30 e das 15

Fechamos mais ou menos às 19

Ou às 19:30, mas também às 20

Algumas manhãs ou após o almoço, paramos um pouco

Ultimamente, porém, temos estado

Praticamente sempre abertos

A não ser quando estamos em algum outro lugar

Mesmo se deveríamos estar aqui.


Ou seja, vá à Itália e divirta-se. Vale a pena. Mas prepare-se: mesmo que você seja filho de italianos, mesmo que você seja fluente no idioma, vá preparado para entender o que o Zio Benito quis dizer com a frase: “Governare gli italiani non è impossibile, ma è inutile”. O que será que ele diria do Brasil?


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No altiplano da Bolívia

22 de maio de 2012 0

Volta e meia, fico pensando em voltar à Bolívia, e se não fossem as estripulias de Evo Morales, iria novamente. Não sei se algo mais mudou, só o que sei é que a produção de coca triplicou e está inundando o mercado brasileiro. E o baixo preço, agregado a soda cáustica está produzindo viciados em curto prazo… e por pouco tempo…

Para iniciar, fala-se sempre que a elevada altitude pode causar náuseas e dores de cabeça, primeiros sintomas do soroche. É verdade, para quem chega de avião. Se você for por terra, como eu, o organismo vai se habituando,  você não sente mais nada. Se o mal-estar for muito forte, uma opção é recorrer aos costumes locais : mascar folhas de coca ou tomar chá de coca e para desmistificar, nenhum produz algum barato, falta mais um elemento: o calcário.

Aqui para nós, glicose em cápsulas ainda é a solução mais eficiente, mas viajar na Bolívia é assim mesmo.  Para quem gosta de adrenalina, um prato cheio. Aproveite e não deixe de visitar a Laguna Tarapaya, um lago formado por águas sulfurosas verde-musgo do vulcão adormecido. Mas, se você resolver se banhar, tire todos os seus balangandans, até de ouro, que a água preteia tudo.

O trajeto de Potosi a Uyuni, se você vier do norte, é um poço de surpresas. A estrada serpenteia pelas colinas íngremes do altiplano, na realidade um planalto de 800 km, acima dos 3500 metros, que se estende do Lago Titicaca até Uyuni no sul da Bolívia, já quase fronteira com Chile e Argentina.  A viagem , na época, me assustava um pouco pela idade dos ônibus, normalmente em condições precárias e que muitas vezes deixam de funcionar (freios inclusive). Os ônibus hoje devem ser melhores….eu espero.



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Stop

21 de maio de 2012 0

Nunca concordei com o bordão do Padre Vieira. Para falar a verdade tenho até  uma certa  dúvida que ele tenha escrito uma bobagem destas: o melhor não é viajar, mas ter viajado. E por não concordar estou saindo de novo; serão uns 30 dias e como das outras vezes sem telefone e lepitopi. Nem sei bem aonde vou, só sei que vou a lugares que não escolhi e sei que não são por aqui.

Mas como contrariar  ilusões de quem já me acompanhou pelo Sahara? Pela Mauritania, pela Patagonia afora, no Rajastan, no Atacama. Portanto, seja onde for, irei…e caminharei pelas ruas, entrarei em bares e restôs, na eterna procura de alguma coisa que não deve haver e em algum balcão de pé brindarei mesmo sozinho e saudoso os FACEiros e blogueiros que lendo o Viajando… me estimula a prosseguir.

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