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Posts do dia 10 julho 2012

Vinhos? Os meus, os teus e os nossos

10 de julho de 2012 0

Já havia lido uma nota semelhante  como a publicada no Estado de São Paulo. O assunto não é novo, mas é simpático e alguns acabaram se transformando em produtores. O primeiro nome que me ocorre é o do Barrichello; não, não é o automobilista, mas um gringão simpático que foi um dos diretores da RBS.  E começou a espremer uvas em Belém Novo ou Velho, não sei ali o que é. Hoje tem uma vinícola na Toscana, exporta toda sua produção para os Estados Unidos e me diz o Madruga Duarte que ele comprou ou está comprando uma parcela no NAPA Valey. A finalidade? Produzir mais vinhos, portanto esta é a chance de  mais alguém se tornar vinhateiro, sem as dores de cabeça ligadas à agricultura.  Micro-vinhedos ( até 3 hectares) para quem quiser comprar: um condomínio de produção.

Lembro sempre destes ataques de entusiasmo que todos temos. O mais comum é o da pessoa que cozinha bem e acaba abrindo um restaurante, esquecendo que uma coisa é fazer jantarzinhos para meia-dúzia de amigos, outra é lidar com fornecedores, empregados, impostos e manter um verdadeiro restaurante, sete dias por semana. Além disso tem que ir a Ceasa de madrugada, como fazia o inesquecível Fredolino, do Floresta Negra.

Com o vinho é mais ou menos igual. Há o romantismo, a pessoa se imagina sentada na varanda, olhando as videiras crescerem e já esperando as uvas. Pois o Ortega que fala o jornal, ou um Broker (como pretendem ser chamados agora, os intermediários), pensou em tudo. O apoio enológico será de sua própria vinícola.  As mudas de Malbec já estão plantadas, mas há a possibilidade de outras variedades. Como num bairro periférico, daqueles que os franceses chamam de bobo ( bourgeois-bohème),  geralmente cercado de pequenas destilarias, cervejarias caseiras e até alguma fazendinha de legumes sem agrotóxico. A possibilidade de fazer um vinho me pareceu plausível. Será que no futuro todos os que gostam seremos viticultores, nem que seja de 15 garrafas. Entre eles dois conhecidos meus, o primeiro já falei e o outro quer ficar na moita até a primeira safra e quanto a mim, gosto de bons vinhos, mas não tenho a veleidade de produzi-los. Além do mais, ia me esquecendo, se o sócio do condomínio não quiser fazer vinho, a O. Fournier comprará a produção de uvas para aumentar o número de garrafas com o seu  próprio rótulo.