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O Café Nosso de Cada Dia...

07 de janeiro de 2013 0

O papa Clemente VIII chamou de bebida satânica o nosso singelo café. “Nosso” até por aí. Quando nós nos apropriamos do café foi ótimo, fomos espertos, inteligentes, etc. Quando eles levaram a nossa borracha para a Malásia, foram uns ladrões, f.d.p. Isso foi no século XVII. Ele provavelmente nunca imaginou que conterrâneos iriam inventar tamanho número de receitas que, nos séculos que se seguiram e seguirão, continuarão nos deliciando. Na realidade, foram os italianos que, sem plantar um só pé de café, traçaram os destinos da bebida no mundo inteiro. E a isto poderíamos acrescentar a palavra café aos sorvetes, receitas de bolo, ice-creams, bombons e uma infinidade de coisas. Não cultuadas e quase desprezadas justamente no país que é o maior produtor mundial. Na Itália e, especialmente, em Roma o café funciona mais ou menos como um motor de arranque (e comigo também).

A cada manhã centenas de pessoas, milhares para falar a verdade, antes de irem para seu escritório, consultório ou boutique se dirigem a um café, que também é bar, cervejaria, vende chocolate e se encostam cotovelo com cotovelo no balcão. É uma reverência obrigatória da manhã, uma catarses.

Em outros tempos, os cafés eram os principais pontos de encontro para bate-papos e, até hoje, muitas relações sociais e amorosas iniciaram com a frase clássica: Ti offro um café. É um cumprimento, quem sabe um contato ou até o início de um romance.

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