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Velejando no Nilo – Um encontro com a história (parte 3)

11 de janeiro de 2013 0

O forte vento vindo pela proa fazia com que uma sensação permanente de frio estivesse presente, apesar dos dias ensolarados. Felizmente a correnteza do Nilo era favorável ao rumo de Luxor e velejávamos, portanto, a favor do fluxo natural do rio, mas contra a direção do vento. Os egípcios sempre foram mestres na arte de construir barcos a vela. Os “feluccas”, as mais típicas embarcações do rio Nilo desde épocas muito antigas, possuem um comprimento aproximado entre 10 e 12 metros e são movidos unicamente a vela. Estas eram feitas com fibra de papiro, um vegetal aquático abundando ao longo de quase todo o rio, ou das folhas das palmeiras existentes nas terras irrigadas junto às margens. Modernamente, no Egito, as velas são confeccionadas com as longas fibras do algodão. O casco pode se de madeira ou ferro, possuindo apenas um mastro e um convés liso. Não possuem sistema de quilha fixa e sim o conhecido sistema móvel de bolinha, ainda em linguagem náutica, por esse motivo, possuem muito pouco calado podendo atracar junto da areia nas margens e praias. Estes barcos são responsáveis por quase todo o transporte de pessoas, colheitas agrícolas e, também, pela condução das mercadorias a serem negociadas entre os povoados localizados nas margens ribeirinhas. Não se pode esquecer que toda a vida no Egito, desde a antiguidade até hoje, somente foi possível graças ao Nilo, pois as únicas terras férteis e cultiváveis são a algumas centenas de metros de suas duas margens. Além disto, existe apenas o deserto, inabitado, agreste e impenetrável. O primeiro dia de navegada foi bem monótono, pois não chegamos a praticamente lugar algum. No final da tarde, montamos acampamento num das margens mais protegidas do vento, assistimos a um belíssimo pôr-do-sol na margem oeste do Nilo e conversamos, ao redor de uma fogueira, trocando experiências de viagem. Fez muito frio durante a noite. Este é o ritmo normal do deserto. Durante todo o dia um calor infernal e, durante a noite, um frio insuportável. Nos “feluccas” a situação era diferente, pois devido ao vento forte e constante, fazia frio tanto de dia quanto de noite. Mas a opção tinha sido nossa e não podíamos voltar agora.

Segue…

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