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A Flor-Cadáver

23 de janeiro de 2013 0

Uma flor rara e enorme que cheira muito mal a ponto de ser chamada flor-cadáver é o orgulho do Jardim Botânico do Instituto de Inhotim, de Brumadinho, Minas Gerais. Ela voltou a florir, e o ápice deve ser nesta sexta-feira. Conhecida como a maior flor do mundo, na verdade, ela é uma inflorescência, um conjunto de flores em uma estrutura compacta de 25 quilos. Seu odor já foi descrito como uma “mistura de açúcar queimado com peixe podre”. A piada pronta é aquela mesma que o leitor está pensando”.

Fernando Albrecht


Estive lá recentemente e mais uma vez cheguei atrasado para vê-la. Viajei após o texto do Fernando Albrecht.

Ainda na década de 70 em Londres, li nos jornais que uma flor assim, assim, com uns três metros de altura havia florescido etc. E que ela era originária de uma das ilhas da Indonésia. Dois ou três dias depois, fui ao Jardim Botânico. Ela ainda estava lá, mas meio murcha e caída, sem o viço da foto do jornal. Além de florescer uma vez por ano, e não todos os anos, ela também dura pouco. O seu cheiro faz que a gente não chegue muito perto.

Os anos se passaram e eu estava justamente na Indonésia, em Sumatra, exatamente terra das Rafflesia arnoldii quando elas floresceram. Estávamos numa indiada de trem e cargueiro para chegar até Bali. Não consegui convencer o grupo de companheiros em Jacarta. Poderíamos ter ido vê-las (mesmo lá, são raras). Seguimos para Jokia (Jojakarta) e Borobudur, o maior templo budista do mundo. E dali, para Surubaya. Chegamos a Bali, que ainda acho um paraíso e nunca mais pensei na flor. Bali tira a gente de qualquer plano premeditado. Deve ter na Nova Zelândia e na Austrália, que era o meu destino final. Eu sempre visito os Jardins Botânicos, mas nunca as vi. Agora em Inhotim… Também cheguei atrasado.

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