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Uyuni, uma imensidão de sal (parte 2)

25 de janeiro de 2013 0

A seguir, é hora de tomar o café da manhã à beira de piscinas naturais aquecidas. É indescritível dar umas braçadas naquelas águas mornas e densas, mas tire todos os berloques e balangandãs, porque mesmo de ouro, escurecem. Se for platina? Também. O problema é, ou era, passar o dia com o sal no corpo.

Servido o café, o motorista parte para ao próximo destino: as Rodas de Dali, que com um certo otimismo assemelha-se a uma famosa obra de Salvador Dali. Todos perguntam ao motorista se Dali esteve na região e se inspirou naquele cenário. Os guias e choferes deixam em dúvida. De fato, Dali não esteve ali, nunca veio à América do Sul e ficou famosa uma declaração sua na TV estatal francesa. Quando lhe perguntaram se iria para a Nuestra América, para uma homenagem ou entrega de prêmio, surpreso ele levantou a voz e disse: “Moi An Amerique du Sud? Jamais” (que F.D.P.)! O jamais foi tão forte que ecoa até hoje e deixa clara a admiração ou falta dela que o artista tinha pelo nosso continente.

Ainda na Bolívia, a última parada foi na Laguna Verde, aos pés do vulcão Licancabur, que dependendo dos raios de sol, reflete nas águas verde-esmeralda. Alguns minutos para fotos e o motorista dá a partida. É hora de passar a fronteira rumo a São Pedro do Atacama. Já no outro lado da fronteira, o altiplano continua um lugar bonito e a paisagem é arrebatadora.

Minha viagem foi com um Toyota Bandeirante, mas na próxima vez, quero ir com motor home e assim continuarei tendo a minha cama, cozinha y sin cucarachas. O resultado da viagem pode não ser melhor que a primeira, mas bem mais higiênico. Ter água quente e uma toalete limpa faz diferença.

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