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New York

23 de julho de 2013 Comentários desativados




Devo confessar: nunca me senti um grande conhecedor de Nova Iorque. Circulo com mais desenvoltura nas cidades europeias, quem sabe por minha origem, quem sabe por quê? Nova Iorque de que gosto muito, mas a sensação nunca foi de grande intimidade. Resultado: na hora de escrever sobre a Big Apple, tudo o que me vem à cabeça já foi escrito. Até mesmo essa frase, usada por Woody Allen em Manhattan. Tudo o que boto no papel, já tinha sido lido no Luis Fernando Veríssimo, no Paulo Francis, Nelson Mota ou Joaquim Fonseca que, para quem não sabe, além de exímio no pincel é dono também de um texto primoroso. Quando pensava estar sendo criativo, descobria estarem saindo da memória textos de autores mais distantes. Quer dizer, sempre copiando ou, pelo menos, “me inspirando” em alguém.

Cópia? Mas não foi Lavoisier quem disse que “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se copia”? Se não foi isso, foi algo parecido. Confusões, afinal, são comuns. Tom Jobim (que saudades) disse: “Nova Iorque é a cidade das grosserias e das delicadezas”. Referia-se, é claro, às Grosseries e Delicatesses, mas houve quem compreendesse tudo errado. Grosseries Stores são armazéns que vendem de tudo. Já as Delicatesses, segundo Veríssimo, vendem o mesmo que as Grosseries e mais alguma coisa. Do estrito ponto de vista de meus interesses, porém, Scliar foi ainda um pouco mais longe. Lendo um texto seu, descobri que se alguém transcreve o texto de um escritor, está cometendo um crime de plágio, algo absolutamente execrável. Porém, se a mesma pessoa reproduzir textos de vários escritores em um mesmo texto seu, bem, aí não é mais plágio: é pesquisa. Então ficamos assim: este texto sobre Nova Iorque é, na verdade uma grande e profunda pesquisa.

Espero, com isto, que os autores pesquisadores ao invés de sentirem-se roubados em seus diretos literários, sintam-se ao contrário, honrados por terem sido incluídos em tão estafante pesquisa, e não venham reclamar. Brincadeiras e hipocrisias à parte, quero mesmo é deixar registrado o profundo agradecimento a todos os que fui buscar apoio e inspiração quando criei o texto do meu audiovisual New York. Só com a ajuda deles para traçar um bom perfil desta grande cidade.

Bem, escrevi isto há uns 20 ou 30 anos. New York era esplendorosa e, de lá para cá, só melhorou.

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