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A Húmida Ouro Preto de janeiro

29 de julho de 2013 Comentários desativados

Andei escrevendo algumas coisas sobre as cidades históricas de Minas. Ouro Preto, Congonhas e Tiradentes principalmente. Mas sem muita convicção. Fiz algumas notas, depois não sabia que nota era de que cidade e até por isto nunca me alonguei, tudo é muito parecido, e aí está o perigo, menos Ouro Preto, que é inconfundível pois não tem 100m planos.

Pecador assumido, não tenho boas relações com São Pedro, (nem com o Cleo Khum) para pedir-lhes um pouco de sol ou pelo menos que parasse a chuva.  Na realidade, havíamos saído para ir a Paraty com uma parada em Floripa para um “Reveillon” doméstico na casa de um amigo.  Em Paraty “pagaria” uma visita feita pelo Amyr Klink. Mais ou menos uns 800 km, o motor home tinindo dispensa cheia. Não se morre de fome, mas não se come bem em toda baixada santista, mas sempre tem um tutu de feijão e algum gringo fazendo pizza.

A chuva começou no dia 31, continuou no dia primeiro e seguiu. Ora!  Dentro de um M.H não há humor que resista. Estávamos sempre entre o húmido e o encharcado. Nos pés, só os croc’s, pois nas cidades do litoral, para que a água escoasse, os escravos fizeram o centro da rua mais fundo, as cruzávamos com água na canela, mesmo sabendo da precariedade dos esgotos.

Nós, assustados e vacinados, nos lembrávamos do Veríssimo, hospitalizado pelo o que deveria ser uma simples gripe. Mas quase o leva para a nuvem de cima.

Claro que lá em cima ele não ficaria sozinho e até seria ciceroneado pelo Sclyar que foi um dos últimos a subir. Mas seja como for e independente do brilho dos que o esperavam, prefiro que continue aqui pelo térreo, com os velhos amigos.

Bem o Amyr não estava, depois de alguns dias sem desligar o limpador de para-brisa, seguimos para terras mais altas, na esperança que elas tivessem secas, uma colher de chá do São Pedro. Afinal, as cidades históricas estão cheias de igrejas, campanários, cruzes, santos e beatos. Nada feito, apesar da áurea de santidade, acho que com as últimas constatações das atitudes da igreja, desfalques, pedofilia, lavagem de dinheiro, etc. eles também não estão numa boa com os céus pois continuava a chuva, eu já pensava no São Pedro ao telefone, falando a nós, que pedíamos sol etc. e ele respondendo: Eu já tirei a igreja do Oriente Médio que ali são só guerras e confusões, levo-a a Roma para isto?

Bem, é claro que nestas condições as cidades não me fascinaram

Mas agora leio no caderno de viagem, um artigo que a autora chamou de UM DIA DE OURO, descrevendo um lugar que para mim se foi de ouro era falsificado.

Antes da metade, já comentei com a Magra, que tomava o seu café: Temos que voltar a Ouro Preto.

Bem, espero que você, Faceiro que leu o que eu andei escrevendo sobre a viagem de janeiro leia também o que escreveu a LARA ELY, na pág. 10, não sei de que dia, pois não acho o caderno. É meia página que ela fala de tudo que eu não vi. É óbvio que tenho que voltar.

Na próxima irei de avião, mas com passagem paga por mim, e não por nós todos, pois não irei de jatinho da FAB. Primeiro porque não é justo e segundo porque seleciono muito bem meus companheiros de viagem. Além disto, não sou hipócrita o suficiente para pedir um arreglo, como o São Pedro, depois de tudo que ele fez comigo em janeiro… Só me resta apelar para Cléo Khun, que pelo visto tem boas relações com quem comanda o sol, a chuva, os raios e os trovões, se me prometer o tempo que ele conseguia para a Lara Ely, vou em seguida

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